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30 de dez. de 2019

Retrospectiva 2019

Sim, queridos leitores, mais um ano se passou. E mais um ano praticamente sem posts neste humilde blog que está respirando com ajuda de aparelhos. Como não teve post, não esperem uma retrospectiva detalhada, apesar de ter sido um ano com muitas mudanças.

O ano começou bem agitado. Em saiu meu visto de trabalho para os EUA e começou a correria. A história completa resumida você vê aqui.

Lembra que eu falei que meu cachorro veio junto comigo pros EUA? Pois é. Por conta dele aluguei uma casa com quintal gigante, com grama pra caralho. Isso me trouxe 2 problemas que eu nunca tive na vida: cortar grama (o que toma 3 horas a cada 15 dias da minha vida) e uma conta de água absurda (dá pra imaginar que água no deserto não é das coisas mais baratas, né?). Ah, o pior: o cachorro só vai pro quintal quando alguém vai com ele. Ou seja: passa 95% do tempo dentro de casa....

Mudança feita, a adaptação foi até rápida. O pau tá comendo no projeto, mas por incrível que pareça o cronograma foi seguido à risca, com coisa ADIANTADA (pelo menos até o começo de Dezembro). Nunca na história desse país isso tinha acontecido. E o cliente é uma mãe. Melhor cliente da história (pelo menos até dezembro). Isso facilitou muito a minha adaptação aqui (apesar de estar trabalhando pra caraio). Nem mesmo os sintomas da altitude (1.600 metros) e do ar seco (peguei dias de 3.5% de umidade do ar) duraram muito. Um pouco de dor de cabeça e nariz sangrando nas primeiras semanas, depois ficou de boa.

A Ruiva deu uma sofrida maior. Ela veio com inglês “the book is on the table”, sem dirigir. Arrumamos umas aulas de inglês pra ela na faculdade e comprei uma bicicleta pra ela ir pra aula (é relativamente perto). Tava indo de boa até que chegou o verão. Aí......

Tenho que ser honesto: eu imaginei que o verão aqui ia ser de querer se matar. Pensei que ia passar dos 50 todo dia, ardendo no fogo do inferno. A verdade é que calor de deserto é uma das melhores formas de calor (se é que existe alguma forma boa de calor). O calor seco é MUITO bom. Primeiro porque você não sua. Sério, fiquei uns 7 meses sem suar. Óbvio que se você faz exercício físico você sua, mas normalmente é super tranquilo. E se você for para uma sombra, a temperatura cai drasticamente. Não, não fica frio, mas melhora muito. E as temperaturas aqui nem foram tão altas: poucos dias passou de 40. Mas o pessoal daqui disse que foi um ano atípico, com muita chuva e temperaturas mais brandas. Manaus era muito pior do que aqui. MUITO.

O problema daqui é o sol. Ele é escaldante. E não tem núvem no ceu. 5 minutos no sol e você já sente a pele repuxando. Se ficar mais uns 5 minutos ela fica parecendo solo do nordeste, marrom, seco e todo rachado. Haja protetor solar. E Albuquerque é bem alta, então o sol é “mais forte”. Mas ainda assim, muito melhor que Manaus.

O céu é assim quase o tempo todo. E de quebra você vê a casa do Walter White

E bem no auge do verão a Véia resolveu me visitar. Por um lado, foi bom, porque conheci algumas cidades aqui perto (turismo não é um dos pontos fortes do Novo México, a menos que você goste de natureza). Por outro foi foda porque ela ficou 3 semanas aqui e não tinha o que ela fazer. Ainda mais no sol e calor. Mas no fim deu tudo certo.

Santa Fe

A Rota 66 cruza o estado inteiro (inclusive Albuquerque)

Rota 66 em Gallup

Praça principal de Taos

Cemitério indígena com o Taos Pueblo no fundo

Cada estado tem o Gran Canion que merece. Esse é perto de Taos (não, não é o Gran Canion de verdade. Esse é o Rio Grande)

A ponte com vão central mais alto dos EUA

Em Outubro teve uma das coisas mais bonitas que já vi na vida: o festival internacional de balonismo de Albuquerque. São mais ou menos 600 balões que levantam vôo em menos de duas horas. É MUITO foda. O difícil é acordar de madrugada pra ir pro lugar do festival. O busão SAI 4:40. E a temperatura já estava abaixo dos 10 graus nessa época, então divertido não foi. E como Murphy é meu amigo, no dia que eu resolvi ir teve nevoeiro e nenhum balão saiu do chão. Resultado: acordei de madrugada no frio dois dias seguidos (e paguei ingressos em dobro, obvio). Mas valeu a pena. É muito bacana, ainda mais com o céu azul sem nuvens do deserto.

De madrugada fica assim

E depois que libera o voo fica assim (ó o Cristo Redentor ali no canto esquerdo)

Ainda em Outubro fui convidado para uma festa de halloween. Eu achei que era só a criançada que ficava empolgada, mas os adultos também levam bem a sério. Todo mundo gasta uma grana com fantasia, decoração, doces (menos eu, óbvio). E tenho que falar a verdade: a história de doces ou travessuras é um saco. A cada 5 minutos alguém toca sua campainha, você atende, elogia as fantasias, dá doces e fecha a porta. E meu cachorro não para de latir quando a campainha toca, então foram umas 3 horas de latidos...... A festa, pelo menos, foi divertida. Até participei do campeonato de pong beer (perdi a final).

Minha fantasia para receber a pirralhada (doces no fundo)

A mesa de beer pong

Em meados de Novembro a Ruiva foi para o Brasil. Eu ainda trabalharia alguns meses antes de ir também, o que me rendeu um convite para jantar de ação de graças na casa de um colega de trabalho. Jantar as 2 da tarde, mas jantar. Eu levei pão de queijo e brigadeiro e nunca vi gringo tão feliz. Mas a parte divertida desse dia foi dirigir na neve. Começou a nevar no dia anterior e caiu quase 18 horas de neve. Coisa que nunca tinha acontecido nessa época do ano. O cachorro ficou felizão rolando na neve. Eu não fiquei tanto, pois teria que atravessar a cidade e, convenhamos, dirigir com um palmo de neve no chão não é algo que brasileiro está acostumado.... Mas no final deu certo, pois nas grandes ruas e avenidas passa trator limpando a neve. Sair de casa e na minha rua foi outra história. Foram uns 30 metros de rally gelado. A neve levou uma semana pra derreter, o que fez meu quintal virar um lamaçal. Super divertido.

Quase num tinha neve

Chegou Dezembro e foi a minha vez de ir para o Brasil. Foram duas semanas em solo tupiniquim. No primeiro final de semana, meu aniversário. No segundo final de semana, minha festa de casamento. Sim, eu casei. Tecnicamente eu já sou casado desde ano passado, mas a festa foi só esse ano. A gente já tava planejando casamento antes da história de transferência sair, então o custo de mudar tudo ia ser muito alto. Aí deixamos como estava planejado mesmo com a mudança. Mas isso gerou algumas coisas divertidas, como prova de bem casado menos de 24 horas antes de mudar e assinatura de contrato no aeroporto de Guarulhos, enquanto esperava o vôo pros EUA (sério). A vantagem foi poder botar a culpa da mudança em tudo o que eu já não queria fazer para a festa. A desvantagem foi pagar o preço de um celta 2012 em passagens de Albuquerque para BH....

Game Over

Aí, como Murphy é meu brother, na volta para os EUA resolveu cair o mundo em Guarulhos e meu vôo foi cancelado. Óbvio. Eu tinha comprado as passagens para chegar em Albuquerque na manhã do dia 18, para poder pegar meu cachorro e descansar antes de voltar a trabalhar no dia 19. Mas com esse atraso, eu ia chegar no aeroporto 40 minutos antes de uma reunião. Eu pisei em casa entrando na reunião (era por telefone), sem ter dormido direito. Fortes emoções. Mas deu certo no final.

Ah, e lembra que eu tinha falado que estava tudo dentro do cronograma até dezembro? Pois é. Foi só eu viajar que começou a atrasar um monte de coisa.... Murphy me ama.

É isso. Foi um ano de mudanças e adaptações, mas não posso reclamar. Quem sabe ano que vem eu consigo mais tempo (e paciência) para postar aqui. Mas não prometo nada.

31 de dez. de 2017

Retrospectiva 2017

Eu sei, não teve post esse ano. Mas eu ainda não desisti do blog, só não estou com tempo (e saco, para ser sincero) de ligar computador a noite para escrever. No celular, dá trabalho demais escrever texto grande.

Esse foi um ano de muitas mudanças. Mudei de emprego, mudei de cidade, pela primeira vez tive que alugar um apartamento e fazer mudança.

O começo do ano foi divertido. Eu estava meio puto com meu antigo trabalho e resolvi fazer algumas coisas que não eram meu trabalho, mas que me davam pequenas alegrias. Um exemplo? Ajudei a minha equipe a fazer o front end de uma aplicação de um cliente.

Mais ou menos em março aceitei a proposta do pessoal de Juiz de Fora e avisei meu antigo chefe que estava saindo. Fiquei até o final de abril na antiga empresa e, dia 2 de Maio, comecei a trabalhar na nova empresa. Fazia muito tempo que eu não trocava de emprego, então foi curioso passar por toda aquela adaptação novamente.

Como era uma cidade nova, teria que passar pelo perrengue de procurar apartamento. Eu não sabia o quão difícil isso era. E mesmo depois que achei o apartamento (não era perfeito, mas foi um bom apartamento), começou o perrengue da mudança e da adaptação à nova realidade de não ter tudo à mão em uma casa nova.

Um ponto interessante: pela primeira vez em alguns anos eu não tirei férias (e consequentemente não viajei). É estranho isso: eu demorei a tirar férias no meu antigo emprego, mas como acumulou, eu sempre era obrigado a tirar. E aí, esse ano, não tirei. Por outro lado, esse ano viajei bastante. Estrada toda semana e vez ou outra um avião para São Paulo e Curitiba.

Largando um pouco o trabalho de lado, minha avó fez 100 anos. E pelo jeito vai chegar no 101. Minha sobrinha veio para a festa dos 100, mas pelo jeito não vem mais no Brasil tão cedo.

Castrei meu cachorro (com muita dor no coração), mas finalmente o bicho parou de tentar cruzar com tudo. Acalmar, que é bom, não acalmou. Continua uma peste.

A horta da casa da Ruiva começou a dar resultado. Colhemos algumas coisas, mas nada muito produtivo. Pelo menos serviu pra desestressar um pouco. Já no apartamento de JF consegui colher UMA jabuticaba e um monte de acerola. Deu mais jabuticaba, mas os passarinhos gostam tanto quanto eu e não importam de comer ainda verde.

E no final do ano, quebrei a barreira dos trinta e poucos e agora tenho trinta e muitos. Junto com a idade vieram os primeiros resultados de exame de sangue ruins de verdade. E dores, muitas dores. Em 2018 vou precisar tomar vergonha na cara e cuidar da saúde....

26 de dez. de 2015

Resgate do cachorro Pingo

Sexta feira, 4 de Setembro 9 de Outubro, mais ou menos 8 da noite. Chego na casa da Ruiva e ela comenta que combinou com a cunhada de deixar o Pingo na casa dela na manhã seguinte, pra ele brincar com os cachorros dela. É uma casa grande, na Pampulha, ele teria espaço infinito para correr e gastar as unhas. Como eu iria trabalhar e ela tinha combinado de estudar na casa de uma amiga, achei que seria uma boa. Sabia que ele ia voltar com pulgas e carrapatos, mas pelo menos ia gastar energia. Pulga eu catava no domingo de manhã, junto com o banho.

Acordamos cedo no sábado, levamos o pingo na casa da mulher e, nos poucos minutos que fiquei lá, os cães arranharam meu carro. Mas vi que ele ia se divertir, porque começou a correr como um louco. Deixamos ele lá e fomos para os nossos afazeres. Deixei a Ruiva na casa da amiga e fui para o escritório.

Não deu nem meia hora que eu estava trabalhando e meu telefone tocou. Era a Ruiva. Ela NUNCA me liga no trabalho, então sabia que era problema. Achei que era alguma coisa de saúde, mas ela simplesmente disse: "vamos ter que voltar para a Pampulha. O pingo fugiu.". Não perguntei nada. Só falei: "Tô saindo. Te pego aí".

Catei meu notebook, botei na mochila e saí correndo do escritório. Peguei a Ruiva e fomos em direção à Pampulha. Foram mais ou menos 20 minutos até chegar lá, mas não falamos nem uma palavra. Ela segurava a minha mão, forte. Claramente queria chorar, mas não saiu nenhuma lágrima.

Chegamos na casa da cunhada da Ruiva e ela contou a hitória: deixaram o Pingo brincando e depois de um tempo gritaram o nome dele e ele não apareceu. Começaram a procurar no terreno e não acharam. Aí foram para a rua.

Segundo elas procuraram em volta e perguntaram pra um vendedor de água de coco no outro lado da rua perto do Zoologico. O cara falou que viu o cachorro, que estava tentando atravessar de volta, mas não conseguia por causa dos carros. Ai viu alguém tentando pegar ele, mas que não conseguiram. Depois veio uma outra pessoa e conseguiu. E o puto não fez nada.

Voltamos no cara e ele mudou um pouco a historia. Falou que um cara tinha tentado, não conseguiu e que depois o cachorro subiu uma rua. deve ter sido pra gente ir pra longe dele e não dar outro esporro, como fez a cunhada da Ruiva.

Ficamos rodando a Pampulha inteira, gritando "Pingo! Pingo!". E nada. Desistimos e fomos para casa publicar a foto dele em tudo quanto é rede social. O desespero foi tão grande, que até na página da Luisa Mel eu postei. Estávamos acompanhando todas as páginas, mas não tivemos resposta. resolvemos dar mais uma volta na região do Zoo, pois estava chovendo e a Ruiva com medo ele estar na chuva. Nada. Exaustos, voltamos pra casa e fomos dormir.

No dia seguinte pela manhã, vimos um comentário colocado próximo da meia noite em uma das páginas falando que tinham visto ele perto do Mineirão. Achamos muito estranho pois do zoológico até o moneirão é longe pra caralho e o bicho não conseguiria ir sozinho. Criamos uma teoria que quem pegou não aguentou a energia dele e largou na rua de volta.

Era dia de jogo as 11 da manhã e a região estava lotada. Não iríamos achar ele nunca ali. Mas começamos a mostrar a foto dele em tudo quanto é lugar e começaram a falar: "eu vi ele ontem. Desceu a rua" (Dias Bicalho). Bateu uma esperança. Fomos perguntando, perguntando e todo mundo confirmando que tinha visto. Rodamos a região toda, mas não o vimos.

Voltamos para casa, fizemos cartaz de procura-se e voltamos para lá. O jogo tinha acabado, então a região estava mais tranquila. Colamos 258389745 cartazes, para tudo quanto é lado, em todas as direções. Em um deles, uma mulher que estava passando na rua, sem que nós perguntássemos nada, falou "eu vi esse cachorro ontem. Ele desceu naquela direção". O sentimento de esperança aumentou novamente. Mas depois de muita procura, mais uma vez sem sucesso e com insolação, voltamos para casa para almoçar (já era 6 da tarde) e olhar as redes sociais (além de postar e repostar a foto do Pingão).

Segunda cedo (era feriado), resolvemos ampliar a região de busca. Peguei o Google Maps e falei: "se ele desceu a Dias Bicalho, pode ter ido para o lado do aeroporto". E lá fomos nós novamente rodar colando cartaz e gritando "Pingo". Conheci lugares que nunca imaginei. Até descobri que existe cemitério israelita "perto" do aeroporto.

Mais uma vez, insolação, cansaço e o fio de esperança de encontrar o peludo foi embora. Já estávamos aceitando que nunca mais veríamos o bichinho. Enquanto a Ruiva tomava banho e eu catava os brinquedos dele pela casa, meu telefone apitou. Era um email de um colega de faculdade, encaminhando um email que tinha recebido. Só dizia assim: "Foi você que perdeu um cachorro?".

Fui lendo o histórico e era um email encaminhado para a CãoViver, mais ou menos assim:

"Achei esse cachorrinho na rua, com duas coleiras, uma vermelha e uma azul de remédio. Não sabia como procurar e parece ser de raça então com medo de alguém mal intencionado, estou enviando esse email para vocês. Se não achar o dono, vou ficar com ele". E estava essa foto anexada:


Durante alguns segundos o fiquei pensando e falando comigo mesmo: "É o pingo. Acharam o pingo.". Repeti umas 3 vezes, até que gritei para a Ruiva: "Acharam o Pingo! Acharam o Pingo!".

Liguei para a menina que tinha mandado o email, falei que tinha recebido um email com a foto do meu cachorro, que ela tinha achado meu cachorro. Contei a história toda, ela viu que era verdade, falou que pegou ele com medo de alguém mal intencionado pegar e blablabla. Eu sõ pensava: "foda-se. Eu só quero meu cachorro". Peguei o endereço dela e fui buscar o Pingo.

A mulher morava longe para cacete e levei uma eternidade para chegar lá. Pelo menos conheci mais um ponto da cidade (e a Toca da Raposa 2). Cheguei lá, toquei a campainha e ele começou a latir. Ela chegou com ele no colo e, quando ele nos viu, deu um pulo do colo dela, batendo no nariz da menina. Eu catei o cachorro e fiz carinho, quando olhei de volta pra ela, vi o nariz jorrando sangue. O cachorro quebrou o nariz dela.

Entramos para ela fazer o nariz parar de sangrar (o que levou um tempo) e a Ruiva ficou conversando com ela, contando a história toda da saga. E descobrimos que, em momento nenhum, ele passou pela Dias Bicalho (apesar de todo mundo ter visto). Esteve o tempo todo na casa dela. Agradecemos, pagamos pela comida que ela comprou (a preço de ouro! 2 kg por 60 reais. Mas foda-se o Pingo estava bem), e voltamos pra casa.

Quando chegamos, começamos a repostar em todos os sites e redes sociais que havíamos encontrado o Pingo. E numa dessas redes acabamos vendo uma foto de um cão IDÊNTICO ao Pingo, que havia sumido NO MESMO DIA, mas na região da Dias Bicalho. Considerando que nunca ligaram para a gente (o cachorro era realmente igual), acho que ele nunca mais foi visto. Alguém deve ter catado ele.

No dia seguinte, encomendamos um tag de identificação pro Pingão, que pode até sumir novamente, mas estará identificado. E certamente nunca mais vai passear na casa da cunhada da Ruiva.

E o feriadão, que era para descansar, foi estressante para caralho. E desde então, não tive mais folga (vou contando aos poucos, na medida que der. Mas não esperem atualizações frequentes, tá foda).

2 de jan. de 2015

Retrospectiva 2014

É, eu sei. Já estamos em 2015. Mas não consegui fazer em 2014, então não reclamem.

Aliás.... 2014 foi um ano de poucos posts. Segundo o blogger foram apenas 39. Isso dá praticamente 3 posts por mês. Uma vergonha. Mas tem uma razão: 2014 foi o ano que eu mais trabalhei na vida. Eu trabalhei pra caralho. Mas vamos na ordem cronológica (imagina aí um efeito de flashback).

Comecei o ano morando no Rio. Era para eu ter voltado em 2013, mas como não tinha projeto em BH e ainda precisavam de mim no Rio, estiquei a minha estadia na cidade calamitosa. Fiquei até o final de fevereiro, se não me engano (não tem post nenhum esse ano, tô tendo que tirar tudo da minha já ruim memória). Aí teve carnaval, férias e voltei a trabalhar em BH em abril (ou no dia 30 de março, pelo que estou vendo no calendário).

A minha vida no rio era uma mamata (dentro dos meus padrões), principalmente depois que mudamos de prédio (que era longe pra caralho e tinha horário de ônibus para ir e voltar). O trabalho era tenso (envolvia demissões), mas eu trabalhava lá umas 9 horas por dia (dia ou outro eu ficava um pouco mais - uma vez me fodi, inclusive), mas em termos de volume, não era nada absurdo.

Além de "pouco" trabalho, eu ainda conseguia correr (cheguei a emagrecer um bocado) e visitar uns poucos lugares do rio que ainda não conhecia (e tinha vontade de conhecer, lógico). O Rio também me rendeu um sequestro. Até hoje eu encho o saco do Véio com isso. A vantagem da temporada no Rio é que ganhei milha pra caralho e cheguei a virar diamante na Gol. Mas também tive momentos de tensão nas viagens (não podia ser fácil).

O lado bom dessa primeira fase do ano é que terminou, finalmente, meus contratos de Manaus. Na teoria não preciso voltar mais lá, mas vez ou outra pinga um email na minha caixa de entrada para resolver.

A primeira fase foi encerrada com merecidas férias. Fui para o Rio Grande do Sul e para o Uruguai. Conheci umas 8 cidades nessa brincadeira (em....10 dias?). Tudo cidade pequena e sem muita coisa pra ver. E praticamente conta como 2 países, dada a diversidade do RS.

Aí eu voltei pra BH e meu amigo... foi o caos. Foi (está sendo, na verdade) o projeto mais merda que eu já peguei. Já trabalhei mais em picos de um mês, mas estou num ritmo cabuloso desde que peguei esse projeto maldito. Até durante os jogos do Brasil na copa eu trabalhei. Era tanto trabalho que eu não tinha forças para blogar (e nem tinha muito assunto, já que eu só trabalhava). Eu só ligava o computador em casa para trabalhar. Se não tivesse que trabalhar, não queria nem ver a tela brilhando. Tela, aliás, que queimou e eu tive que trocar.

Apesar de todo esse caos, eu ainda consegui algumas proezas, como trocar de carro (que tinha até som e me fez mudar a forma de dirigir), dar um pulo no Paraguai (e voltar sem nenhuma muamba), comprei um notebook novo (o antigo estava uma merda), sair com uma menina (mesmo que por pouco tempo) e ainda engatar um namoro (esse eu ainda não sei como consegui).

O saldo do ano foi negativo. Apesar de ter conseguido algumas coisas boas (a Ruiva, por exemplo), sinto que perdi um ano só trabalhando. Tanto que meu chefe chegou a fazer piada que eu precisaria fazer reintegração à sociedade. E ele não estava brincando: eu realmente passei um ano afastado do mundo.

E como o ano foi de merda, terminou da pior forma possível: com o falecimento do pai de um amigo. Ou seja: comecei 2015 indo a um enterro.

Tomara que este esterro seja também simbólico de um ano de merda e de um período sem vida. Que 2015 seja muito melhor.

31 de dez. de 2013

Retrospectiva 2013

Fim de ano, hora de pensar nos últimos 364 dias e fazer um balanço de 2013. Assim como ano passado, postei muito pouco então não tenho condições de fazer um mês-a-mês. Vou tentar puxar algumas coisas da memória, sem links para posts. Claro que não vai ser na ordem de ocorrência, vai ser na ordem de lembrança.

2013 começou estressante. Eu estava com um monte de projetos, trabalhando pra caralho. A ponto do meu chefe me mandar ficar em casa na quinta e sexta de carnaval, para descansar. Eu estava com projetos grandes, pequenos e todos dando problema. Estava ficando louco.

No meio tempo ainda teve uma mudança no comando do escritório, depois uma mudança no comando da empresa e....eu fui parar no Rio. Mas o mais legal dessa história toda do Rio (que eu realmente não lembro se postei aqui) é que meu chefe me chamou para ir para o Rio NO DIA em que eu estava saindo de férias E comecei um namoro (essa segunda parte vocês não sabiam). Namoro esse que durou pouco e não vale maiores comentários.

Já as férias, essas merecem comentários. Deu merda do começo ao fim. Aliás, deu merda ANTES de começar, na compra das passagens. Eu não conseguia resgatar as passagens, para começar. Aí mudaram a minha passagem uma vez. E depois mudaram a passagem outra vez. Mas nessa segunda vez mudaram de forma que eu perderia uma das conexões e só descobri no aeroporto. Lá em Bogotá meu pai foi furtado, eu quase perdi um vôo para Medellin por informações erradas. E na volta para o Brasil.... deu mais merda com vôo. Aliás, deu mais merda ainda. Pelo menos meu telefone não tocou por causa do trabalho.

E para aguentar tanta pressão eu estava fazendo esportes. Jogava bola toda semana e corria uma ou duas vezes por semana. Mas aí eu tirei férias, comecei a viajar, mudei pro Rio, foi uma merda. Até voltei a correr umas 2 ou 3 vezes, com períodos de 4 a 5 semanas cada. Na última das vezes durou até um pouco mais e rendeu bem, perdi alguns quilos e minhas calças ficaram folgadas (mas não muito). Mas isso tudo foi pro lixo nas últimas 5 semanas, porque fiquei doente.

Também teve a questão da mudança de vez da casa da minha mãe. Eu já tinha mudado de lá há muito tempo, mas tinha um monte de tralhas minhas que precisam sair de lá, porque ela resolveu que ia alugar o apartamento. No fim das contas, "cabeu".

E esse ano muita coisa deu merda. Murphy esteve comigo o ano inteiro. Me perdi no rio de carro, tive uma sexta-feira em que tudo deu errado, tive que ir a pé para o aeroporto, tomei uma semana de banho frio (depois de uma luta para achar a nota fiscal do aquecedor), fiquei um mês sem internet.

Pelo menos depois de muito sofrimento arrumaram uma casa para eu morar no Rio. Não tem internet e nem TV no quarto, mas consegui instalar o modem 3G no meu notebook (que parou de funcionar semana passada, quando atualizei o Ubuntu). O colchão é uma merda. Tive 2 roomies até agora e tem 2 meses que estou sozinho. No geral, estou melhor que no hotel (especialmente agora que estou sozinho).

Descobri que sou aspie (fiz 2 testes da internet, então tem que ser verdade)"e filosofei um pouco sobre a vida.

E o fim do ano quase me fez desistir de tudo e de todos. Eu estava trabalhando pra caralho, puto, triste, infeliz e todos os outros adjetivos que você conseguir imaginar. E tudo estava dando errado. Sério. Nem ter ganho o campeonato de futebol da empresa me animou.

E para fechar o ano com chave de ouro, o cara que eu estava treinando para me substituir no Rio, para que possa voltar para BH, pediu demissão. O que provavelmente vai render mais um aditivo de tempo no projeto Esparroman Carioca.

Resumo do ano: foi uma merda. Arrisco dizer que foi um dos piores que eu já tive. Espero, de verdade, que 2014 seja um ano melhor. Eu espero ter mais tempo livre e voltar a gostar do meu trabalho (na verdade, VOLTAR a fazer o que eu gosto). Senão, vou ter que procurar outra coisa para fazer (virar um eremita é uma opção real).

Oremos.

26 de jul. de 2013

Futebol

Quando eu era moleque, eu era fanático por futebol. Na verdade, eu era fanático pelo Cruzeiro. Eu escutava todos os jogos, acompanhava todos os resultados, fazia contas e mais contas, acompanhava tudo (na época não tinha internet. Eu lia jornal e via uns 3 programas esportivos por dia).

Com uns 12 anos eu já era membro da máfia azul (tenho a carteirinha até hoje, se alguém duvidar).

Com menos de 15 anos eu já ia ao independência sozinho, de ônibus. Sozinho não, eu ia com meu grande amigo Meleca. E não perdia quase jogo nenhum.

Com uns 16 eu queria tatuar o símbolo do cruzeiro no peito. Ainda bem que meu pai tem juízo e não deixou.

Durante muito tempo, nos finais de semana, durante os jogos que eu não ia para o campo, eu montava o meu estrelão (também conhecido como mesa de futebol de botão) na sala, fechava a porta e ficava "repetindo" o que o narrador falava no campo. Sozinho. Sim, esse era meu nível de fanatismo (e loucura).

Eu decorava placares e público pagante dos jogos que eu ia.

Eu comprava camisa todo ano (quando não comprava também o short e o meião e a camisa da máfia azul).

Aí o tempo passou.

Começaram as brigas e mortes no estádio e eu passei a não ir ao campo mais.

Começou o ano do vestibular

Começou a faculdade

Começou o estágio

Começou o trabalho

Começaram as viagens

Começaram os namoros

E o time foi ocupando cada vez menos espaço no meu coração.

Já tem uns bons 2 anos que eu raramente escuto os jogos do time. Quando eu lembro que tem jogo e estou em casa, eu até escuto. Se estou fora de casa, dou uma acompanhada pelo celular. Mas não sofro mais.

Jogo na TV eu não vejo desde que terminei com Ex-Xuxu (como ela era atleticana, víamos os clássicos juntos). Já se fazem alguns bons anos isso.

Recentemente doei o meu estrelão e os muitos times de futebol de botão que eu tinha para a faxineira lá de casa. Apesar de eu não jogar há pelo menos uns 12 anos, fiquei triste. Aquilo representava boa parte da minha infância. Mas eu estava precisando de espaço e, bem, aquilo não passava de lembrança. Grande e que ocupava muito espaço. Além disso, foi um pedido de desapego.

Toda esse processo de desfanatização me ajudou muito a não ligar mais para os resultados do meu time e nem para os resultados dos outros times. E ninguém mais enche meu saco, porque sabem que eu não vou ficar puto e nem discutir.

O que me deixa muito tranquilo desde quarta-feira a noite...

31 de dez. de 2012

Retrospectiva 2012

Esse ano não vai ter post mês a mês. O motivo é simples: eu quase não postei nada este ano, logo não lembro o que aconteceu. E eu não estou brincando....

O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.

Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.

Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.

O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.

Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.

Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.

Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.

Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.

Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.

E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.


2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.

Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.

12 de jun. de 2012

Recordar é viver

Toda vez que eu escrevo um post com o de ontem, em que coloco referências a posts antigos, perco muito tempo lendo os posts. Tem post que eu já li 200 vezes e cada vez que eu leio novamente eu me divirto como se fosse a primeira vez. E aí vou lembrando das histórias, da minha vida na época, do quanto eu já sofri no trabalho, das cidades que eu conheci a trabalho...

Aí eu paro para pensar o quanto eu aprendi nessa minha curta carreira e do quanto eu cresci. Ganhei mais responsabilidade, subi vários degraus. E das decisões que tomei na vida: saí da empresa de TI porque não queria ficar todo dia na mesma rotina. A consultoria era a visão do paraíso: a cada 6 meses projeto novo, cidade nova, pessoas novas, chances de crescimento na carreira praticamente infinitas. Perfeito! Aí comecei a namorar e vi que isso não era tudo. A vida pessoal pede uma estabilidade. Voltei para BH e foi ótimo. Eu não estava 100% feliz, porque gostava da vida de viajante, de rotina maluca, mas a vida é assim. Ganha-se de um lado, perde-se de outro. Pelo menos não passaria raiva em aeroportos com tanta frequencia e não dividiria mais quarto de hotel.

O namoro terminou, mas eu estava bombando no trabalho. Custou a acontecer, mas eu fui promovido, ganhei vários aumentos em um curto espaço de tempo, ganhei 2 contratos gigantes. Mas não tinha mais nada me segurando em BH. A vontade de ter a cada 6 meses projeto novo, cidade nova, pessoas novas voltou a bater forte. A dúvida era: "jogar fora" tudo o que conquistei a duras penas nos últimos anos? Por mais que eu trabalhe muito, acho que na época da consultoria era muito pior. E lendo os posts antigos eu reforço mais ainda a minha lembrança e a dúvida continua rondando a minha cabeça.

Voltando aos posts, vejo a quantidade de lugar bacana que conheci, os hotéis que eu fiquei, as pessoas com quem trabalhei, as pessoas que conheci. Vou lembrando das coisas que deixei de postar, porque tinha gente que lia o blog que não ia gostar, das coisas que postei e que hoje penso "como que eu postei isso?". E isso é o legal de ter um registro "querido diário". Pena que nos últimos tempos eu não tenho postado tanto. Com certeza vou me arrepender disso no futuro.

Mas o mais impressionante é ver o quanto murphy é meu amigo....

E vocês, também ficam lembrando de coisas que aconteceram com vocês em tempos passados?

1 de jan. de 2012

Retrospectiva 2011

Achou que eu ia esquecer, né? Não esqueci não. Só não tive tempo de fazer. Mas vamos lá, deixar de enrolação, porque tradição é tradição e é sempre bom relembrar o que aconteceu no ano. O foda é que muita coisa não tem link, porque esse ano postei pouco. Mas vamos lá puxar da memória algumas coisas.

Janeiro

Janeiro foi um mês em que comecei a refletir na vida. Não adiantou nada, mas foi bom pensar naquilo. Passei raiva no trabalho e consegui ver que eu poderia fazer diferença na minha equipe.

Comecei a dar dicas para viajantes, idéia que morreu rapidinho, assim como os posts com resenhas de lugares que tinha ido no começo do ano.

Tive a cretina idéia de retomar a tradição do almoço de início de ano (minha casa ficou MUITO mais suja do que quando fizemos o Super Motherfucker Twix from Hell, o que achei que era impossível) e a ótima idéia de fazer a reunião de lições aprendidas com Ex-Xuxu.

Ah, é, e o blog completou TRÊS MIL POSTS, o que comemorei da forma que eu sei: com números e gráficos.


Fevereiro

Em fevereiro recomeçaram as minhas viagens para Manaus (que até não foram muitas. 2010 foi muito pior). Pelo menos descobri uma fonte baratíssima de livros (comprei vários durante o ano). Em compensação, todas as minhas roupas mofaram.

Fiz um exame de sangue um ano depois de receber o pedido e milagrosamente os resultados estavam ótimos.

O mais legal foi listar boa parte das minhas loucuras e manias, incluuindo a parte de análise de riscos em tempo integral. Foi aí que tive certeza que não sou normal.

Só para não deixar de falar do trabalho, teve a grande gafe da gente de RH da minha empresa...


Março

Em março eu vi como é difícil ser chefe e ter que avaliar as pessoas, treinar os meus substitutos e botar gente na linha. A parte legal é que fui convocado para dar um curso de GP para o pessoal do escritório (o que me tomou um tempo considerável).

Arranquei o alien que apareceu na minha orelha.

Neste mês tirei as minhas merecidas férias e viajei para o Peru. Demorou, mas fiz todos os posts de bem vindo e os de casa (cada palavra é um link diferente, ok?). E também comprei a minha passagem para a europa (antes mesmo de ter ido para o Peru, hehe).

Foi um mês de poucos posts, por causa da viagem.


Abril

Em abril eu postei pouca coisa nova, porque estava dando o tal curso de GP pra galera da empresa. E também porque tinha muito post de bem vindo pra ser feito (na verdade, levei uns 4 meses para fazer todos).

O blog fez CINCO anos, meu carro ficou preso no estacionamento do trabalho e fui na minha primeira festinha de criança de filhos de amigos meus (o que me fez pensar que estou velho).

No trabalho meus projetos desandaram, porque saí uma semana de férias e descobri uma merda gigante no celular corporativo (que não foi resolvida ATÉ HOJE).

Ah, é. E a saga dos jogos de PS3 teve mais um capítulo (ainda não achei o post em que ela termina, mas teve).


Maio

Fiz o pouso mais legal da história em Santos Dumont, a saga dos jogos teve mais um capítulo, deu merda em uma compra que fiz online (que acabo de lembrar que NÃO ME DEVOLVERAM o dinheiro), deu merda em um vôo para Manaus (nada que eu nunca tenha passado antes), descobri o Kashemir, do Küd Bier (que chope bom, meus amigos).

Passei por três provas de fogo sendo chefe (e acho que falhei miseravelmente). Um projeto deu merda e tive que passar a ser linha dura. Foi nessa data que deixei de ser um chefe bonzinho e passei a dar lenhada no pessoal que merecia.


Junho

Junho foi um mês que postei pouco. Teve muita coisa de bem vindo e pouca coisa nova. A coisa mais legal que eu postei foi essa aqui.

Mas o ponto alto do mês foi o fim da saga dos jogos. Nem lembro mais quanto tempo demorou, mas deve ter sido mais de 6 meses. Nem se eu fosse a pé pra gringolândia comprar os jogos teria demorado tanto.

No trabalho avisaram da mudança do escritório (e eu dei esparro), avisaram do meu aumento (e eu dei esparro), ganhei outro contrato em Manaus e dei e recebi feedback da equipe do projeto.


Julho

Julho foi um mês de alegrias: comprei a minha TV nova, oficializaram meu aumento (com direito a esparro) e ganhei um copo da backer, que deu uma confusão pra receber (basicamente porque eu sou chato), e mais dois que o véio me deu. Aliás, nesse mês a minha coleção aumentou pra caralho, por que o Frei Tuck fechou e comprei uma pancada de copos.

Em compensação, peguei o meu primeiro cliente babaca na empresa (LAG tá escrito errado no post, por sinal), tive que dar explicações ao diretor da empresa.

Um mês de poucos posts, pois passei muito tempo jogando PS3 na TV nova.


Agosto

Agosto foi um mês divertido. Entrei numa festa de penetra e dei esparro, vi o tamanho da minha coleção de copos (que aumentou consideravelmente desde então), joguei angry birds em 47", fiquei preso num elevador em Manaus, me senti VIP numa sala de embarque (e quase fiquei sem 2 celulares) e recordei de como conheci minhas bandas favoritas.

Em compensação, trabalhei como um louco, fazendo um bilhão de propostas comerciais e, finalmente, mudamos de escritório.

Setembro

Caralho, em setembro eu postei TRÊS vezes. nem lembro o que aconteceu. Só lembro que eu trabalhei para caralho porque vendemos um projeto gigantesco e para deixar tudo em ordem enquanto eu estivesse de férias. Além disso, Comprei um tênis novo depois de QUATRO anos, um cara ruim da minha equipe saiu da empresa e gerou o email mais divertido que já recebi do meu chefe e o cara que só parece ser homosexual. Não tem nada de afetado.

Mas lendo aqui e aqui aconteceram mais algumas coisas que não vale a pena ficar citando.


Outubro

Outubro, ah, Outubro. Um mês INTEIRINHO de férias e viagem pela Europa. Fiquei gripado uns dois dias antes de viajar, passei raiva no vôo de ida, andei pra caralho, conheci lugar pra caralho (e olha que só linkei posts de um país e uma cidade - estou devendo mais da metade dos posts de bem vindo e 2ª casa), reclamei do Véio e não postei praticamente nada (mas o dobro de setembro, veja só).

Voltei de lá com um bilhão de fotos, mais copos para a minha coleção, um telefone novo (muito foda, por sinal) e muito trabalho a ser feito...


Novembro

...o que me impediu de postar em novembro. E apesar de ter sido mês passado, não faço a MENOR idéia do que aconteceu. Só que eu trabalhei para caralho e que descobri que a Oceanair vende emails e a Dell compra.

Não vou nem perder tempo tentando lembrar o resto e já vou passar para...


Dezembro

...Que também não teve muito post. Teve vários de bem vindo, mas que linkei em outubro. Apesar disso, dezembro foi um ano MUITO agitado (e por isso que não postei nada). Tive duas festas de fim de ano, um casamento, meu aniversário (que passou em branco no blog e nas comemorações), uma colação de grau, uma festa de formatura e o pior natal da história.

No trabalho também foi sinistro. Tive um dia bom no mês e desde então só deu merda. Na véspera do Natal só não tive um infarto ou um AVC porque acho que sou um gordo saudável.

Depois disso, ainda teve mais merda, que não contei por aqui e que vou aproveitar pra contar: depois do dia que o presidente pediu explicações a merda estourou bonita. O presidente pediu explicações ao diretor comercial, que rebateu item por item das minhas considerações. Em algumas, ele levantou até pontos que podem ser usados, mas na maioria só estava defendendo o dele. E no final falou que "o GP não pode trabalhar na zona de conforto". Antes que eu pudesse responder o gerente do escritório botou panos quentes e falou para eu deixar a poeira baixar, mas o presidente queria ver o circo pegar fogo: mandou um email falando que esperava a tréplica do GP.

Antes que eu pudesse respnder, meu chefe, que está de férias, mandou um email jogando a merda no ventilador. O diretor comercial viu que tinha feito merda e botou panos quentes também. O presidente, vendo o tamanho que a coisa tinha tomado, também botou panos quentes. Virou uma merda gigantesca. respingou em todo mundo. E para mim caiu o maior pedaço: mandaram uma proposta gigante para ser feita em 3 dias.

Para piorar, um outro contrato do meu chefe deu merda e sobrou pra mim, já que o cara que ficou responsável é muito junior para resolver sozinho (sem maldade, ele realmente é pouco experiente). E lá fui eu entender o projeto, entender o problema e partir para a solução, que pode ser eu conhecer lugar mais inóspito que Manaus... Aguardem cenas dos próximos capítulos.

No geral, 2011 não foi um ano ruim. Consegui viajar muito e conheci vários lugares. Tive aumento, reconheceram meu trabalho, ganhei experiência pra caramba, mas isso tudo teve um preço. Trabalhei como um cão (novidade), deixei de aproveitar a vida (novidade) e fiquei encalhado.

Vamos ver se em 2012 as coisas melhoram...

29 de ago. de 2011

Como eu descobri minhas bandas favoritas

Eu nunca fui muito aberto a descoberta de novas bandas. Quando gosto de alguma coisa, costumo ter todos os discos (sim, eu compro CDs). Mas também não fico procurando coisas novas para ouvir. Elas sempre aparecem na minha vida. Isso, lógico, depois dos 10 anos de idade, porque até então meus pais que escolhiam o que eu ia ouvir (arca de noé, balão mágico, plunct plact zum, essas porcarias pra criança). Por que eu estou escrevendo esse post? Simples: um dia desses aí pra trás estava passando um top 20 anos 90 no VH1 e comecei a ver alguns clips das antigas e isso veio na minha cabeça. Lembrei da primeira vez que ouvi tal coisa. Aí resolvi escrever por aqui, porque recordar é viver.

Nirvana

Taí uma banda que eu escuto desde os 10 anos de idade. Sim, você leu certo. Desde os DEZ ANOS DE IDADE. E olha que daqui 5 meses faço trinta anos. Foi mais ou menos no verão de 1992, quando estava em Campinas, na casa de uma tia e um primo torto meu (neto do cara que minha tia era casada) colocou o K7 do Nevermind para tocar. Naquele instante, da primeira música, eu já soube o estilo musical que escutaria pro resto da vida.

Lá em Campinas mesmo fiz meu pai comprar a minha primeira fita K7. Tá certo que ele não gostou muito da idéia, pela capa do negócio. Mas depois de muita encheção de saco ele acabou comprando e, acreditem ou não, tenho essa fita até hoje (depois, mais velho, acabei comprando o CD).

Raimundos

Raimundos é velharia que escuto até hoje também. E ao contrário de todo mundo que se diz fã, eu escuto desde muito antes deles fazerem sucesso na MTV. Lembro de ter ido a shows na estação 767 quando era moleque, com 14 anos (em 1996). Quem me apresentou a banda foi um antigo colega de natação, que virou colega de colégio tempos depois, o Meleca.

Nessa época já existia CD e comprei o segundo (lavô tá novo). Tenho todos os outros que vieram depois dissto, até a saída do Rodolfo. O primeiro, que é um dos melhores, nunca achei para comprar... E depois do Rodolfo não curti mais o som (o Digão nos vocais não me agradou).

Korn

A história de como o Korn entrou na minha vida é engraçada. Na época, eu assistia a Nickelodeon a noite (só desenho bom!) e na propaganda do Ren & Stimpy tocava um pedaço da música Freak on a Leash (a parte em que o Jonathan Davis faz uns barulhos estranhos e a guitarra come solta). Eu gostava daquele som, mas não sabia o que era (estamos falando de 1998, não existia as facilidades de hoje em dia, em que você CANTAROLA uma música e te falam o que é).

Por algum motivo, um tempo depois eu estava vendo MTV (na época, tocava clipes 90% do tempo) e começou o clipe da Freak on a Leash. desde o começo da música eu curti o som e quando começou a parte linkada acima, eu quase surtei. "DESCOBRI A BANDA!!!!!". Pra variar, comprei todos os discos até o Untouchables, que achei uma merda e então parei de comprar qualquer coisa que veio depois, porque nada me agradou.

Peral Jam

Pode parecer estranho, mas até 1999 eu NUNCA tinha ouvido Pearl Jam. A primeira vez que eu ouvi, acreditem ou não, foi num show de calouros do meu colégio. A banda que tocou era muito boa e a música que eles tocaram (Alive) foi bem tocada pra caralho. Quando ouvi, já queria saber tudo sobre a banda. Comecei a correr atrás e vi que a banda era velha pra caramba e tinha um monte de discos.

Comprei uns 2 ou 3 (TEN, Vs e Yeld, acho) e depois vi que a banda mudou um bocado no passar do tempo. Nem conheço mais as músicas de hoje em dia, fora as que fazem muito sucesso e ficam tocando em tudo quanto é lugar, tipo I am Mine (fui ver de quando era I am mine e vi que ela já é velha. É de 2002, tem quase 10 anos! tô velho pra caralho).

System of a Down

Por incrível que pareça, eu não tenho a MENOR idéia de como eu conheci SOAD. Lembro de ter visto uns clips deles, mas não tinha me chamado a atenção. Lembro que a música que me fez prestar atenção na banda foi Chop Suey, acabei procurando mais coisa e gostando da banda. Gostei tanto que toquei Sugar na minha formatura, na hora de buscar o diploma (ia ser Alive, mas alguém acabou escolhendo antes). Pelo ano da minha formatura, isso foi em 2005, mais ou menos.

Apesar de não lembrar como descobri, é uma banda que escuto com frequencia e torço pra voltarem a gravar.

Slipknot

Essa história também é peculiar. Slipknot era uma banda que eu há conhecia há bastante tempo, mas nunca tinha escutado nada. Só sabia que eles usavam máscaras. Aí, uma vez, em um período pós almoço na época de programador alguém me apresentou Rooftop Skater. O jogo era idiota, mas viciante, e a trilha sonora era Wait and Bleed, do Slipknot. Gostei da música, mas não dei muita bola.

Aí, no meu período sem projetos na consultoria (2007, acho) eu voltei a jogar e, como estava com tempo, procurei mais coisa da banda. Gostei e baixei a trilha sonora inteira. Tem um CD, o Vol. 3: (The Subliminal Verses) que é foda. TODAS as músicas são muito boas e a sequencia delas é impecável no CD. Foi, inclusive, o único CD que comprei da banda (e o último CD que compre, na verdade).


Godsmack

Godsmack é mais uma banda véia que eu descobri há pouco tempo (2010). Xuxu (na época era Xuxu ainda) me mandou um link e falou "Escuta isso. Parece metallica". Escutei e não achei nem um pouco parecido com metálica, mas achei bom pra caralho. Como minha internet não era grandes coisas, pedi pra ela baixar tudo pra mim, já que ela tinha conexão de 10 mb. Demorou tanto que ela só me entregou uns 4 meses depois que a gente terminou.

O The Oracle, último disco, é também desses que se escuta do início ao fim gostando de todas as músicas. Mas a música que mais gosto deles é Awake.

2 de jan. de 2011

Por uma vida mais simples

Estava eu com uns amigos de velha data no Stadt Jever no dia 30 para uma cerveja de fim de ano quando começaram a falar da época em que todos trabalhávamos juntos, quando eu ainda era programador. E conversando sobre aquilo eu vi o quanto a minha vida era mais simples e mais legal do que hoje. A minha maior preocupação era terminar uma tela (ou funcionalidade) no prazo. Só. Não tinha chateação do cliente (aliás, quase não encontrava com o cliente!), não tinha preocupação com faturamento, não tinha departamento de qualidade enchendo o saco com burocracia, não tinha problema com o SAP... E ainda ganhava o piso de engenheiro, que hoje não é tão a mais do que o que eu ganho (mesmo com a promoção).

Naquela época eu conseguia trabalhar, fazer alemão e espanhol e ainda corria todo dia (além de conseguir blogar umas 3 vezes por dia!). O fim de semana começava na sexta, no pastel, eu encontrava com outros amigos no sábado e em alguns domingos rolava até cinema ou teatro, normalmente com a minha querida amiga Consultora. Eu era feliz e não sabia.

Hoje, lendo os comentários antigos do blog, eu vi como eu tinha uma vida social. As épocas de blog camp e drunk twitts, as saídas com pessoas que eu tinha acabado de conhecer (e que depois sumiram tão rápido quanto apareceram), os churrascos da Auto-6 (que me fizeram atropelar uma árvore), as aventuras em contagem...

Tudo isso acabou, sem que eu percebesse. Bateu uma saudade de 2005 a 2007... E o pior é saber que conseguir ter aquela vida simples de volta não será uma coisa fácil (pra não dizer impossível)....

31 de dez. de 2010

Retrospectiva 2010

Fim de ano não é fim de ano sem uma retrospectiva. E como já tradição aqui no blog, não podia deixar de fazer o post de retrospectiva, até para lembrar o quanto o ano foi uma merda. Afinal, recordar é viver, então vamos aos momentos marcantes deste ano que, finalmente, termina...

Janeiro

Janeiro foi um mês que me fez ter esperanças que 2010 seria bom. Afinal, consegui tirar férias decentes depois de 10 anos (com direito a viagem planejada) e fiz 2 anos de namoro. Mas foi só. Pouco depois vi que seria um ano de merda. Quase fui "obrigado" a morar no Rio (mal sabia eu...), deu merda no meu CREA, começaram as injustiças no trabalho e a minha putidão com a empresa e tive que pagar CREA e SENGE, jogando meu dinheiro no lixo.

Pelo menos a minha coleção de copos aumentou e ainda ganhei um copo de pitágoras fodástico.

Fevereiro

Fevereiro foi quando consegui aproveitar as minhas tão sonhadas férias com uma viagem à Argentina. Foram dias de muita andança e toneladas de fotos, que viraram muitos posts (lincarei só o post resumo). Lá eu conheci duas das melhores comidas do mundo: o sorvete de doce de leite com doce de leite do Freddo e os alfajores Havanna.

Ainda aproveitei o resto de férias para fazer uma viagem a várias cidades de Minas em um dia, que foi MUITO legal.

Virei membro do PMI e meu ano mudou, quando eu ganhei uma passagem para o Rio.

Março

março foi um mês de muito trabalho, muito estudo (marquei minha prova para PMP) e muito sofrimento. Tanto que quase não teve post novo, só os das férias.

Abril

Abril foi um mês de merda. A direção inteira da empresa saiu, me mantiveram mais um mês no Rio sem me consultar, trabalhei pra caralho, estudei pra caralho e postei quase nada por conta disso.

Na área das bizarrices, um prédio da minha rua despencou e um japonês fiadaputa peidou na academia do hotel.

Tije um dia de marajá e o blog fez 4 (QUATRO!) anos.

Maio

Maio foi um mês que ralei. Mas ralei MUITO. desde o PRIMEIRO dia do mês, que é feriado do dia do trabalho e ainda caiu num sábado. Tive diversos atritos com o meu chefe e com a minha equipe do Rio (e com o Administrativo) e quase me matei por causa de pessoas que "trabalhavam" ao meu redor.

Mas foi um mês de conquistas. Fiquei livre da TIM (mas não sem sofrer uma última vez) e, o grande feito do ano (porque dependia só de mim), virei um PMP.

Junho

Junho foi o mês que fiquei livre do Rio. Até saí com o pessoal pra comemorar. O que não quer dizer que eu não tenha passado muita raiva.

Para compensar, ganhei um projeto em Manaus, o que me deu chance de comer coisas exóticas, conhecer uma cidade que não iria por conta própria e ver coisas diferentes, bem ali na minha frente. Além de passar muito calor, lógico.

Ah, é, e deu merda na minha conta da TIM, mesmo depois que eu tinha migrado pra Claro. Pra fechar com chave de ouro, né?

Pelo menos eu consegui rir um pouco da vida.

Julho

Julho foi um mês que eu trabalhei como um cão e postei SEIS vezes. Duas ela com posts de 2 parágrafos. Sentiu o drama, né? Mas valeu a pena.

Deu merda na migração para a Claro e descobri que mesmo com 2 telefones e um modem 3G você pode ficar incomunicável. Ah, e foi nessa época que comprei meu PS3, que demorou 3 meses pra chegar.

E foi nesse mês que minha luta pela promoção subiu de nível (mas que não adiantou nada).

Agosto

Em Agosto eu fui para Manaus duas vezes (a primeira delas me deu dor de cabeça com o aluguel do carro). Marquei minhas férias e fiz um treinamento em que dei uma lenhada no gerente do escritório (acho que foi aí que ganhei o respeito dele). E neste mês que meus problemas com a mulher de civil começaram...

Ah, é, e foi nesse mês que fiquei livre do Unibanco e passei a receber pelo citibank e que comprei meus jogos de PS3.

Setembro

Em setembro eu tirei férias e fui para Natal graças a milhas do Véio e da Véia (cujos posts de Bem vindo sairam 4 meses depois). Passei muita raiva no hotel, mas aproveitei o passeio de buggy.

Falando em passar raiva, quase matei a mulher de civil...

Outubro

Outubro foi um mês muito triste para mim. Escrevi o post mais difícil nestes mais de 4 anos de blog, com as últimas horas de um namoro de 1016 dias.

No trabalho, troquei de projeto TRÊS vezes, com direito a pegadinha na volta de Manaus.

Compensei a perda de Xuxu me matando de viajar a trabalho e jogar, já que meu PS3 chegou. Ah, é, e em Outubro chegou o meu CREA e meu diploma do PMP.

Novembro

Novembro foi um mês que viajei pra caralho. E reclamei pra caralho da minha empresa (só que com o chefe). Trabalhei como um cão e matei o projeto de Manaus. De presente ganhei um pepino maior ainda. Mal sabia eu que tinha algo pior me esperando (o que me rendeu um "presente").... Mas o lado bom é que FINALMENTE fui promovido (Líder de Projetos, baby, yeah!).

Voltei a ter a minha vida alcoólica ativa, fui convidado para 2 festinhas de estagiários. O lado divertido do mês foi quando pude dar uma comida na empresa de civil.

Dezembro

Dezembro pode ser definido como o mês que fiquei longe de casa. Fui pra Manaus (duas vezes), pro Rio (no meu aniversário e para tomar comida de rabo por conta de outros) e pra Ouro Preto (para dar um palestra - a primeira importante da minha vida). Só consegui ficar em BH na semana entre Natal e ano novo.

Voltei a ser o Esparroman, reclamando com o PRESIDENTE da empresa e vi que realmente sou um zero a esquerda na arte da conquista. Das coisas sem link, fiz um engenheiro junior chorar (de verdade), passei o natal morrendo de gripe e com diarréia e aumentei a minha coleção de copos e canecas.


Aí o aluno pergunta: "ué, porque seu ano foi ruim? Você virou PMP, foi promovido, encheu o rabo de milhas, ganhou experiência...". Resumindo: porque eu só trabalhei (e muito). Não dei atenção e carinho à minha família, namorada e amigos. Não cuidei de mim. Não fiz os exames que deveria. Não fui aos médicos que precisava. Não fiz exercícios físicos. Não comi menos. Não emagreci. Pior: não me esforcei para mudar nada dessas coisas, o que me custou caríssimo. E só consegui ver o estrago que causei com estas atitudes quando era tarde demais. Como diria o Godsmack, "If I only knew what I know", meu ano seria completamente diferente do que foi.

Lições Aprendidas... Algo que todo projeto deveria ter, mas que só fazemos quando ele dá merda (como o meu 2010). Mas como diria O Primo, melhoria contínua, para que 2011 seja muito, mas MUITO melhor que 2010. Para mim e para vocês.

16 de dez. de 2010

Minha zerolagem

Quem e leitor "novo" do blog e me "conhece" ha pouco tempo ja me pegou na epoca que eu namorava, entao nao conhece o meu lado zerola/banana. Quem me conhece ha mais tempo sabe: se tratando da arte da conquista feminina eu sou um legitimo nerd (daqueles do filme "Nerds contra atacam").

Nao, normalmente eu nao sou assim. Quem ja trabalhou comigo sabe que eu sou bastante "agressivo" e nao costumo me intimidar em reunioes. Meu raciocinio e rapido e quase sempre tenho uma resposta na ponta da lingua.

Na vida pessoal, com pessoas que eu ja conheco, tambem costumo conversar bem, tenho assuntos e, acho, consigo conviver em sociedade. Quando sao pessoas desconhecidas eu costumo ficar mais timido e mais calado, mas se puxam assunto eu tento ser receptivo, seja homem ou mulher.

No momento em que a conversa com uma mulher desperta interesse de conquista, meu amigo, minha amiga... o trem fica feio. Eu travo, fico sem saber o que falar, meu raciocinio quase para (ou entram tantos pontos de processamento que as threads nao aguentam), sei la. So sei que muitos minutos depois do tempo surge aquela frase genial que conquistaria a senhorita. Mas ai ja e tarde e eu perdi a chance. Me lembra muito um episodio do friends em que o Ross vai aprender a falar sacanagem na hora do sexo e nao consegue (mas, no meu caso, e para falar qualquer coisa para a conquista).

Para piorar, eu nunca fui muito fa dessa pegacao de sair beijando qualquer uma. Sempre achei mais legal conhecer a mulher antes, ja pensando no futuro, pra ver se vale a pena investir (eu sei. Sou doente). E ai eu SEMPRE acabo caindo na zona pda amizade e ai, um abraco.

Mesmo quando e aquela coisa certa, que eu ja sei que a mulher esta afim, eu falo alguma besteira, ou nao falo nada, ou demoro tanto que a mulher perde a paciencia...

Lembrei de uma historia que demonsta bem isso tudo que escrevi acima e merece ser contada. Estava eu com meus 17 anos e entrou uma novata no colegio no comeco do ano. Foi quase que amor a primeira vista. Nas 2 primeiras semanas fiquei so reconhecendo o terreno, de longe, ouvindo as historias dela que me contavam.

Nessas duas semanas um cara foi la e pegou a menina. Ai eles comecaram a namorar e eu fiquei chupando dedo. Quando eles terminaram (1 mes depois) eu resolvi investir. Fui la, conversei com ela, fui conhecendo, conhecendo, conhecendo e...virei amigo.

Ainda assim resolvi investir. Eu nunca achava uma forma de tocar no assunto e nem sabia bem como fazer isso ate que um dia, num impulso e momento de loucura, falei que sabia como resolver a tristeza dela por ter terminado o namoro: arrumar outro namorado. Ai idiotamente AJOELHEI e perguntei se ela queria namorar comigo. Logico que ela ficou roxa de vergonha, me mandou levantar e falou o bom e velho "somos apenas amigos".

Mas eu estava realmente apaixonado e nao ia desistir. Vez ou outra eu dava uma investida. Era sempre a mesma historia. Mas um dia, num fim de recreio em OUTUBRO, eu perguntei se ela tinha mudado de ideia e ela falou que sim. Neste instante, eu congelei. E o sinal do recreio tocou e ela acabou indo pra sala. QUINZE MINUTOS depois, ja sentado na sala de aula, me veio a seguinte frase na cabeca: "entao vamos matar aula?". Serio, eu queria me matar por ter tido essa ideia tanto tempo depois. Sabe quando eu finalmente consegui beijar a menina? Em DEZEMBRO. FINAL de dezembro. Serio. Ta certo que ela virou a minha primeira namorada (e o primeiro dos meus dois grandes amores), logo valeu a pena, mas putamerda. Quase um ano.

Alguem ai tem uma dica de como mudar isso?

12 de nov. de 2010

Minha vida alcoólica

De 1981 até o janeiro de 1999, eu era assim:


Aí, quando começou o meu terceiro ano, no primeiro churrasco da sala foi mais ou menos assim (desculpem, só achei em espanhol):



Como quebrei o pé neste churrasco, fiquei sem beber um mês, mas desde que tirei o gesso até dezembro de 2007 eu fui assim:


Entre Janeiro de 2008 e Outubro de 2010 eu fiquei assim:


E desde meados de Outubro eu estou assim:


E como todos os meus amigos são como na imagem acima, estou fudido...

31 de dez. de 2009

Retrospectiva 2009

Fim de ano não é fim de ano se não tiver uma retrospectiva. Então vamos lá que o post é grande, apesar de eu ter blogado pouco este ano...

Janeiro

O ano começou com uma mega cagada. Ganhei uma tonelada de trabalho (mesmo sem OS) e fiz outra cagada na despedida do projeto. Começou o projeto novo (com direito a outra cagada e muita hora extra) e tive a minha reunião de feedback. Minha saga com transportes teve mais um capítulo, Vi o centrão de BH do alto e mudei mais uma vez de lugar na empresa.

Completou um ano que Xuxu me aguenta (tá quase no segundo ano!), ganhei uma camisa que é a minha cara e, só pra não perder o costume, tive problemas com a TIM.

Fevereiro

Fevereiro foi um mês parado aqui no blog. Devia estar trabalhando muito. Mas teve coisa interessante... Paguei uma promessa e fui a Inhotim com Xuxu, fui para o Rio pela primeira vez pela empresa (com Murphy ao meu lado), minha briga com a TIM continuou (e eu achei que iria acabar. pfff). Presenciei uma das cenas mais bizarras da minha vida e reclamei da TI da minha empresa.

Março

O Mês começou bem, com o Barbeiro me cantando. Meu contrato de fidelidade com a TIM acabou, mas como eu ainda tinha coisa pra receber, continuei sofrendo. Mudei de lugar mais uma vez, e passei a odiar mais ainda o Banco Real. A Joselita entrou no projeto e passei a odiá-la (assim como a lei brasileira).

O Véio comprou uma TV nova, Xuxu formou (e eu desrecomendei o cerimonial), ganhei um suporte para Notebook na empresa e consegui fazer o meu Gmail ficar completo.

Abril

Abril é o mês de aniversário do Blog. Briguei com a TIM (pra variar), briguei com o mecânico, quase lavei prato num restaurante, desentupi meu ouvido e fui num show do Otto, cheio de gente estranha.

Maio

Eu quase morri em Maio. Sorte que pensei rápido. Vi a REGAP pegar fogo, tomei pau no exame de sangue e tive meu dia de engenheiro do ano. Conheci o museu de história Natural da PUC, ralei para caralho no trabalho (até Salvador eu conheci), passei calor pra caralho no trabalho e para aguentar isso tudo a gente começou a jogar o limão.

Junho

Em junho Xuxu me deu um presente que eu sempre quis. Flagramos um motorista de ônibus falando no celular, enquanto dirigia, o layout do blog mudou um pouco, fui a um jogo do galo (sou um pecador!), me matriculei numa pós graduação e Xuxu passou no mestrado.

Julho

julho foi o mês que eu menos postei no blog. Devia estar estudando muito. Lembrei de dois jogos da minha época de estudante. Fiquei abismado com a cara de pau da TIM, fui a um nutricionista (que não segui durante muito tempo), começou a pós, conheci a confeitaria colombo e pousei no Santos Dumont pela primeira vez (coisa que aconteceu muito depois disso).

Em um único post conte que fui ao paintball e tomei um tiro no saco, fiz o pouso mais sensacional da história no Santos Dumont, fiquei no melhor hotel da história, troquei de carro (e briguei com a concessionária) e juntei 20 mil pontos na TAM. Apesar dos posts em Agosto, isso tudo foi em julho.

Agosto

Em agosto eu testei o Google Wave, tive problemas com a TAM, conheci Vitória (ES) e mais uma espécie foi extinta, briguei com a TIM (pra não perder o costume).

Setembro

Em setembro eu comecei a ter problemas com o meu grupo da pós-graduação, fiz um ano de empresa, vi um cara muito ridiculo, viajei de WebJet pela primeira vez e vi vários navios de guerra no Rio. Minha empresa fez 20 anos e eu vi um anuncio de venda bizarro.

Outubro

Conheci o Museu Abilio Barreto, tive um dia com Murphy ao meu lado, vi um incêndio no Rio, ganhei uma conta do Google Wave, passei um cagaço num WebVôo, fui ao FITO e descobri que tenho o jeito.

Novembro

Reclamei muito do grupo da pós, vi que murphy me ama mesmo quando consigo dar sorte, MARQUEI AS MINHAS FÉRIAS (tá no post do link anterior), fiquei doidão com um allegra vencido (um dos melhores posts do ano), meu dinheiro caiu no limbo (mas depois reapareceu), ganhei diversas coisas num mesmo dia, o Véio trocou o computador, Xuxu ficou mais velha e eu reclamei da praga de chefe.

Num único post contei que a TIM havia depositado meu dinheiro incompleto, que já vrei mano dos caras da ANATEL, que ganhei bônus na empresa, que trabalhei até meia noite e que comecei a anotar a temperatura de onde eu trabalho.

Falei que fui a Cocais (ainda estou devendo o post de Bem Vindo) e que os caras da consultoria esportiva só fizeram cagada. Além disso, no aniversário de Xuxu conheci uma banda muito boa.

Dezembro

Em dezembro o Shopping perto da minha casa não inaugurou (para a minha alegria), matei a curiosidade sobre o que tem na esquina da Tomé de Souza com Cristóvão Colombo, fiquei mais velho (e passei raiva na comemoração), vi uma forma de arte genial e, principalmente, trabalhei para caralho.

Fiquei devendo diversos posts, mas que vou deixar aqui como promessa: Bem Vindo a Cocais, Esparroman Recomenda: Cachoeira da Pedra Pintada, Hotel Florida no Rio, As injustiças do mundo corporativo, Bem Vindo a Petropolis, Bem Vindo a Teresópolis, Forte de Copacabana, Cartãodecretitado, a Viagem de Férias, e a morte do meu notebook. Tudo isso aí aconteceu esse mês e naõ deu tempo de contar por aqui.