18 de jan. de 2010

As injustiças do mundo corporativo

Estou para escrever este post há uns bons 2 meses. A raiva maior até já passou, por conta dos acontecimentos deste mês e de muitas conversas que tive com meu chefe, meu mentor e outros colegas. Mas acho que vale a pena ainda assim escrever.

Eu sempre soube que o mundo corporativo é cruel. E também que, quem não puxa saco, puxa carroça. Por mais que não concordasse com isso, chegou uma época na minha vida de consultoria que vi que se não puxasse saco estaria muito fodido. Então comecei a fazer isso, mesmo a contra-gosto.

Mudei de empresa e voltei trabalhar com engenharia. Na empresa onde estou (como em qualquer outra), puxar saco é importante, mas em um ambiente 95% masculino, um belo par de seios (principalmente siliconados) ganha de qualquer puxação de saco E capacitação profissional.

Percebi isso quando vi que uma mulher que também formou em automação entrou na empresa. Veio por força de um amigo dela que era gerente e, depois de um tempo fazendo "estágio" com ele foi colocada em um projeto como coordenadora. O projeto era uma baba: todo o planejamento vinha do Rio e tudo o que ela tinha que fazer era copiar o que cada um ia fazer, colar num email e mandar para cada pessoa do projeto.

Não tinha contato com cliente, não tinha que tomar decisões, não tinha stress, não tinha hora extra... Uma baba. Ninguém entendia o que ela fazia lá, mas tudo bem. Vai ver estavam colocando ela lá para não atrapalhar um projeto complicado. Aí ela tirou férias (com menos de 6 meses de empresa) e colocaram outra pessoa para fazer o trabalho dela. E além disso cuidar de outros dois projetos.

A tal menina, quando voltou de férias, foi colocada como coordenadora em outro projeto. Este, um pouco mais complicado. Seria necessário fazer o planejamento, ter contato com o cliente, e fazer os reportes mensais. Mas nada estressante, nenhuma dificuldade técnica, nada. E a mulher conseguiu fazer merda.

Na hora de montar um cronograma, colocou todos o documentos e pendurou todo mundo da equipe em todos os documentos, porque "não sabia quem faria o que". Planejamento de custos é para os fracos. Para piorar, ainda teve a CORAGEM de pedir para outra pessoa fazer a curva S, mais ou menos assim: "ah, faz uma curva S pra mim. Vão ser X eng. Juniors, Y Plenos e Z Seniors". Sério, eu VI ela pedindo isso (e falando como fez o cronograma). QUALQUER pessoa que entenda de Gerenciamento de Projetos sabe que é impossível fazer uma curva S assim.

Para piorar, ela ainda chega para trabalhar 9:30 e sai 17:30, fazendo uma hora, uma hora e meia de almoço. Pior: este mês de janeiro tirou outro mês de férias, COM MENOS DE UM ANO DE EMPRESA!

Os exemplos são muitos e eu e meus amigos de estudos para o PMP estávamos putos com a situação. Não era possível que os gerentes do escritório não estivessem vendo aquilo. Enquanto isso o jumento aqui se mata de trabalhar, faz pós-graduação, estuda para virar PMP, faz hora extra e o nem férias consegue tirar.

Em uma noite de bebedeira com meu chefe não aguentei. Assumi meu lado esparrento e falei que não era possível aquilo. Ela, que não sabia porra nenhuma de GP, era ruim de serviço e não fazia porra nenhuma direito estava mais perto de ser promovida do que eu, que me matava.

Aí meu gerente falou que já tinha percebido isso tudo que ela fazia. E que apesar de eu achar que ela estava mais perto de ser promovida do que eu, não era bem assim. Aí perguntei porque diabos ainda colocavam ela como coordenadora e eu não. A resposta dele foi "cara, porque você é azarado". Nessa hora vi que estava fudido. Dependo de sorte para ser promovido.

E aí desisti de discutir isso com ele, porque vi que não adiantaria nada. Afinal, é muito melhor uma peituda cheirosa debruçando na sua mesa do que um barbado suado reclamando na sua orelha...

3 Palpites:

alf disse...

fui terceirizado por quase 3 anos no poder municipal, fiz de tudo um pouco no começo e nos últimos 2 anos fui mexer com processo de desapropriação (apesar de ser formado em História e a chefe ter feito biblioteconomia) pra ajudar um estagiário de Direito q foi trabalhar c/ a gente, ele saiu entrou outro e continuei ajudando c/ os processos, c/ o cú na mão óbvio, afinal a referência de lei q tinhamos era um estagiario... nestes quase 3 anos se cheguei atrasado mais de 20 minutos (sendo q a tolerância de atraso era 29 min) não foram 10 vezes... pro meu azar, caí no setor q a chefe morava a 2 quarteirões da minha casa e veio me pedir pra voltar de carona de vez em qdo... já viu a merda q deu né? eu não queria, mas ela sabia onde eu morava e fiquei c/ medo de ficar queimado... pouco tempo dpois entra uma funcionária nova, filha dum motorista amigo da chefe, e algum tempo dpois nossa seção passou a ocupar uma sala no térreo e outra no terceiro andar, sendo q subimos eu, a filha do motorista, o estagiario de direito e a chefe pra essa sala, e a chefe resolveu q ela seria a "secretária" dela, e entre as funçoes estava a de entregar assuntos do dia - a - dia na ausência da chefe, inclusive meu desejo de mudar de setor caso passasse no concurso (q não passei), e q me valeu um esporro da chefe, dizendo q se eu passasse tinha q ficar no setor dela, dpois qdo fomos avisados q íamos sair até maio, a "secretária" q morava longe pacas enquanto eu morava na rua da chefe, chegava todo os dias no mínimo 08:15 ia almoçar 11:30(na cantina), voltava entre 14:30 e 15:00(extensão do almoço, indo atualizar dados c/ a chefe) e ia embora qdo mto 17:50, enquanto eu q era pontual almoçava de 12:00 as 14:00 tomava ferro pq deixei de voltar de carona, já q meu vale transporte tinha quase 4 meses de passagens, e o estagiário se ferrava junto pq nós q fazíamos os processos... blz né?

alf disse...

azar maior, desde q saí de lá ainda encontro minha chefe na minha rua e tenho q fingir de educado e escutar todas as atualizações do q tá acontecendo lá... dpois c reclama de Murphy...

alf disse...

e o pior, minha mãe, q obviamente não sabe de nada disso, fica horrorizada qdo falo mal da minha ex-chefe, pq ficou impressionada c/ ela numa festa q vieram ela e uns colegas de trabalho aqui em casa...

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