16 de dez. de 2010

Minha zerolagem

Quem e leitor "novo" do blog e me "conhece" ha pouco tempo ja me pegou na epoca que eu namorava, entao nao conhece o meu lado zerola/banana. Quem me conhece ha mais tempo sabe: se tratando da arte da conquista feminina eu sou um legitimo nerd (daqueles do filme "Nerds contra atacam").

Nao, normalmente eu nao sou assim. Quem ja trabalhou comigo sabe que eu sou bastante "agressivo" e nao costumo me intimidar em reunioes. Meu raciocinio e rapido e quase sempre tenho uma resposta na ponta da lingua.

Na vida pessoal, com pessoas que eu ja conheco, tambem costumo conversar bem, tenho assuntos e, acho, consigo conviver em sociedade. Quando sao pessoas desconhecidas eu costumo ficar mais timido e mais calado, mas se puxam assunto eu tento ser receptivo, seja homem ou mulher.

No momento em que a conversa com uma mulher desperta interesse de conquista, meu amigo, minha amiga... o trem fica feio. Eu travo, fico sem saber o que falar, meu raciocinio quase para (ou entram tantos pontos de processamento que as threads nao aguentam), sei la. So sei que muitos minutos depois do tempo surge aquela frase genial que conquistaria a senhorita. Mas ai ja e tarde e eu perdi a chance. Me lembra muito um episodio do friends em que o Ross vai aprender a falar sacanagem na hora do sexo e nao consegue (mas, no meu caso, e para falar qualquer coisa para a conquista).

Para piorar, eu nunca fui muito fa dessa pegacao de sair beijando qualquer uma. Sempre achei mais legal conhecer a mulher antes, ja pensando no futuro, pra ver se vale a pena investir (eu sei. Sou doente). E ai eu SEMPRE acabo caindo na zona pda amizade e ai, um abraco.

Mesmo quando e aquela coisa certa, que eu ja sei que a mulher esta afim, eu falo alguma besteira, ou nao falo nada, ou demoro tanto que a mulher perde a paciencia...

Lembrei de uma historia que demonsta bem isso tudo que escrevi acima e merece ser contada. Estava eu com meus 17 anos e entrou uma novata no colegio no comeco do ano. Foi quase que amor a primeira vista. Nas 2 primeiras semanas fiquei so reconhecendo o terreno, de longe, ouvindo as historias dela que me contavam.

Nessas duas semanas um cara foi la e pegou a menina. Ai eles comecaram a namorar e eu fiquei chupando dedo. Quando eles terminaram (1 mes depois) eu resolvi investir. Fui la, conversei com ela, fui conhecendo, conhecendo, conhecendo e...virei amigo.

Ainda assim resolvi investir. Eu nunca achava uma forma de tocar no assunto e nem sabia bem como fazer isso ate que um dia, num impulso e momento de loucura, falei que sabia como resolver a tristeza dela por ter terminado o namoro: arrumar outro namorado. Ai idiotamente AJOELHEI e perguntei se ela queria namorar comigo. Logico que ela ficou roxa de vergonha, me mandou levantar e falou o bom e velho "somos apenas amigos".

Mas eu estava realmente apaixonado e nao ia desistir. Vez ou outra eu dava uma investida. Era sempre a mesma historia. Mas um dia, num fim de recreio em OUTUBRO, eu perguntei se ela tinha mudado de ideia e ela falou que sim. Neste instante, eu congelei. E o sinal do recreio tocou e ela acabou indo pra sala. QUINZE MINUTOS depois, ja sentado na sala de aula, me veio a seguinte frase na cabeca: "entao vamos matar aula?". Serio, eu queria me matar por ter tido essa ideia tanto tempo depois. Sabe quando eu finalmente consegui beijar a menina? Em DEZEMBRO. FINAL de dezembro. Serio. Ta certo que ela virou a minha primeira namorada (e o primeiro dos meus dois grandes amores), logo valeu a pena, mas putamerda. Quase um ano.

Alguem ai tem uma dica de como mudar isso?

15 de dez. de 2010

Encontro das águas

Eu fui a Manaus no dia 16 de Novembro e assustei com a seca. Quando voltei 2 semanas depois, passei pelo mesmo local e fiquei assustado novamente...pela velocidade que o rio encheu. Ainda não está no nível normal, mas encheu muito.

De quebra, ainda consegui fotografar pela primeira vez o encontro das águas e o ponto exato onde os rios se encontram. Uma pena que o dia estava nublado e as fotos ficaram uma porcaria, mas dá pra ter uma idéia de como é legal. Abaixo um dos muitos quilômetros que os rios andam em parelelo:




Aqui o lugar onde os rios de juntam. Do lado direito é o Rio Negro. Do esquerdo o solimões. Depois disso vira Rio Amazonas.



14 de dez. de 2010

Taj Mahal Continental Hotel (Manaus, AM)

Na penúltima vez que vim pra Manaus (e nesta também) os hotéis que costumamos ficar estavam lotados, então tivemos que ficar em um hotel diferente, no centro de Manaus. O Taj Mahal Continental Hotel é um hotel supostamente 5 estrelas, mas é bastante antigo, então não vi tanto luxo assim. Para se ter uma idéia, não tem ninguém na porta para carregar as suas malas quando você chega.

O hall de entrada é imponente. Bem grande, espaçoso, limpo e razoavelmente silencioso. O razoavelvente é porque em um dos dias, no scotch bar, o barman colocou uns clipes de funk do mais baixo nível para tocar com o volume bem alto. Deve ser porque tinha uns japas por lá.


No hall também tem uma loja de pedras preciosas (que eu só vi vazia) e um lugar com computadores para acesso a internet. As pedras e jóias da loja eram bem caros, mas sinceramente não sei se é o valor normal para uma jóia/pedra. Chuto que não.


A loja de pedras e meu chefe brigando com alguém no telefone


Crococoi de pedra (piada interna)


O quarto é MUITO espaçoso. Mas nada de luxo: móveis velhos, aparelhos velhos e o colchão também não parecia ser dos mais novos, além de ser bem escuro. O engraçado é que parece que teve reforma há pouco tempo, porque o chão é relativamente novo e pouco desgastado. A internet é meio ruim, mas nada que se compare às do Soneca. É de graça, mas você tem que pegar o cabo de rede na recepção. A Tv fica numa posição ruim se o quarto for para 2 pessoas, mas pelo menos ela gira, então dá pra tentar melhorar a visão.


O armário também é bem grande e cabe roupa a vontade. Tem cofre daqueles mais velhos, mas não sei como funciona. O frigobar também é bem velhinho e a porta estava meio emperrada.


O banheiro é ótemo. Espaçoso, bem iluminado, mas não tem shampoo. Se eu não levasse sempre o meu, teria que lavar o cabelo com sabonete. Só achei ruim o serviço de toalhas. Além de serem meio velhas, no primeiro dia não tinha toalha de rosto e no segundo colocaram uma que estava suja de algo que acredito ser sangue. Nem usei.




O chuveiro é um espetáculo. O box é gigante e a pressão da água é muito forte e sai água pra caramba, seja quente, seja fria. Está entre os top 5 da minha vida viajante, sem dúvida. Depois de um dia de viagem ou de trabalho, nada melhor que ser ecologicamente incorreto e ficar alguns bons minutos debaixo da ducha.


Para entretenimento, o hotel só possui uma piscina, no último andar. É até grandinha, mas não tive tempo de usar (e nem de tirar uma foto de dia).


O restaurante do hotel é muito brega: ele é giratório. Sério. Você senta, pede sua comida (cara e pouco farta) e enquanto espera fica olhando a cidade. Durante a noite só dá pra ver o teatro amazonas (que, aliás, é bem perto do hotel. Um quarteirão, acho). Mas durante o dia também naõ teria mais muita coisa pra ver...


O café da manhã é bonzão. Tem bastante variedade e fartura. Só esqueci de tirar a foto do lugar, mas é no mezanino (na primeira foto, do Hall de entrada, dá pra ver). É espaçoso e você não tem que ficar disputando as coisas.

No geral, o hotel é bom. Tinha tudo para ser o melhor da cidade, mas tem que investir em uma repaginada nos móveis e equipamentos, além de treinar o pessoal da recepção.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

13 de dez. de 2010

A palestra

Em meados de novembro estava eu trabalhando quando toca o meu telefone. Era o gerente do escritório, que se me ligou mais de 2 vezes foi muito. Atendi, sem saber o que esperar, e ele veio com uma notícia: o pessoal da UFOP tinha procurado a minha empresa para que participássemos da semana de estudos da escola de minas e queriam que alguém fosse dar uma palestra. Ele pensou no meu nome para dar uma palestra sobre gerenciamento de projetos.

O horário era cruel: uma sexta-feira 8 da matina em Ouro Preto, lógico. Para piorar, era no dia seguinte a uma viagem minha E era um dia que eu teria uma festa. Não tinha como ser pior, mas aceitei a parada. Eu já não durmo direito mesmo, não ia fazer diferença se eu chegaria tarde no dia anterior e acordaria cedo no dia seguinte.

Eu teria uma hora e meia para falar e me passaram uma apresentação base. Como não gostei da apresentação base, aproveitei as horas de vôo, aeroporto, translado e noite em hotel para refazer a apresentação. Fiz, ficou uma lindeza, mas estava grande. Aí gastei mais algumas horas fazendo a versão reduzida e, na quinta a noite estava satisfeito com o resultado.

Sexta de manhã, 5:45, o carro para na porta do meu prédio para me levar para Ouro Preto. No caminho, uma chuva cabulosa, naquela estradinha de merda cheia de curvas e caminhões. Eu já tinha ligado o foda-se, então peguei meu celular e comecei a trabalhar.

Cheguei em Ouro Preto MUITO cedo: 7:15. Estava chovendo tanto que nem dava para conhecer a escola de minas, então fui me embrenhando pelos labirintos do lugar até achar a sala onde seria a minha palestra. Dá uma olhada:






O cheiro de mofo era algo insuportável. Se tivesse estudado lá certamente não teria passado do 3º período. E a quantidade de coisas velhas do lugar também me assustou, assim como a quantidade de cadeiras na sala. Me falaram que seriam umas 20 pessoas....

Uma coisa legal da sala é que tinha microfone e 2 caixas de som de dar inveja em muito bar com show aqui de BH (que acabei não usando, porque costumo falar alto nestas situações de treinamento). E quando fui tirar a foto de uma das caixas de som vi que tinha uma PIA no meio da sala. Sério.


E ao lado do quadro, que era daqueles quadro brancos, coisas que eu não via desde meus tempos de colégio: esquadro e régua T. Tudo bem que o quadro é curvo e não deve ser muito fácil de usar, mas achei a idéia legal.


Lá pras 8 horas chegou a primeira das pessoas. Eu já tinha sentido que ia atrasar e que perderia a minha manhã toda nessa brincadeira, mas tudo bem. Curiosamente eu estava bem humorado e receptivo (coisa MUITO rara antes das 10 da manhã) e conversei bastante com o pessoal.

Na hora de fazer a apresentação, que começou com meia hora de atraso. segui meu cronograma direitinho e, mesmo tendo que falar coisas que eu tinha retirado da apresentação, consegui não esquecer de nada que queria falar (outra coisa MUITO rara, principalmente quando estou cansado). O pessoal perguntou bastante e vi uns 2 ou 3 que certamente vão seguir carreira gerencial.

No fim, ainda tinha um café da manhã para os convidados e os participantes da palestra, para ter uma interação maior. Eu vi que na verdade s estudantes queriam era encher o bucho e fiquei lá conversando com os 2 ou 3 interessados de verdade. No fim, voltei pra BH e fui trabalhando no caminho. Quando cheguei no escritório percebi que estava sem luz e que, na verdade, se não tivesse ido para OP não teria feito muita coisa diferente do que fiz. Só que poderia ter dormido algumas horas a mais.

No final das contas, achei legal essa história de ser palestrante. Ainda mais se puder aproveitar a apresentação que já está pronta.

12 de dez. de 2010

Mala pronta

Acabou que não contei aqui como foi o desfecho da reunião do dia do meu aniversário. Não foi nada boa, lógico, até o diretor da minha empresa teve que participar e o cliente bateu forte. O saldo final foi o seguinte: amanhã estou indo para Manaus, para passar 10 dias e voltar quase que no natal. Nestes 10 dias vamos fazer levantamento de campo de 2 projetos e elaborar propostas para outras 3.

Lógico que não tem gente para fazer esses projetos todos e o cliente pediu todos com urgência. Para piorar um monte de gente vai tirar férias e em uma determinada semana de janeiro só vou ter eu do contrato todo trabalhando. Não sei fazendo o que, mas tudo bem...

Já fiz a minha mala, com meus EPIs, para poder ajudar o pessoal no levantamento. Estou torcendo para que não chova muito, para não atrapalhar os trabalhos.

Torçam por mim que esse fim de ano promete ser tão ruim quanto os outros 11 meses de 2010...