28 de dez. de 2011

Pior natal da história

Como bom ateu, o natal para mim se resume a dois dos 3 dias de comer até morrer do ano e ganhar presentes (o outro dia é o meu aniversário). Por conta disso, nunca levei muito a sério essa data e não me preocupo se foi bom, se foi ruim, se o espírito natalino me contagiou, se Jesus abriu mão da sua vida por minha causa e eu deveria refletir sobre isso.

Em tempo: eu não falo mal da sua religião e nem tento te convencer que seu deus não existe, então não venha me reprimir por pensar assim. Continuando...

Como meus pais são separados desde meus 3 anos, foi acordado que nos anos pares passo com a família do meu pai e nos anos ímpares com a família da minha mãe. E não tem como ser diferente, tipo dar uma passadinha na casa de cada um, ou jantar num lugar e almoçar no outro, dado que a família do meu pai é paulista (e mora em São Paulo) e a família da minha mãe é carioca (e mora no Rio de Janeiro). Um dia eu conto como diabos eu nasci em BH...

Como 2011 é ímpar, esse ano foi com a família da minha mãe. E a família da minha mãe leva as tradições natalinas muito a sério e todo ano é a mesma coisa:

- Vamos para a casa da minha tia;
- Minha mãe fica bêbada;
- Minha mãe briga com todo mundo;
- Todo mundo briga com minha mãe;
- Fica todo mundo puto;
- Minha mãe vai dormir;
- Minha avó fala que é o último natal que ela passa com todo mundo, que nunca mais vai ter festa;
- Minha mãe acorda sóbria e finge que nada aconteceu;
- Come-se pra caralho (são 5 pratos diferentes para 5 pessoas, sendo que cada prato alimentaria 5 pessoas);
- Distribuem-se os presentes;
- Faz-se o amigo oculto;
- Vai todo mundo dormir;
- Toma-se café da manhã;
- Almoça-se;
- Casa um volta pra sua casa no Rio e eu volto para BH.

Esse ano, no entanto, a galera se superou. Eu já vi minha família brigando, mas deu merda pra caralho, e não foi só por causa da minha mãe. Tá certo que ela ficou bêbada ANTES DO ALMOÇO e antecipou tudo. Além disso, a galera estava com os nervos à flor da pele e qualquer coisa já iniciava uma discussão:

- Minha mãe e minha avó brigaram porque minha avó falou que minha mãe apagou a minha foto dos contatos do celular dela;
- Eu briguei com a minha mãe porque ela não queria parar de beber;
- Minha mãe brigou comigo porque eu usei o sabonete da minha tia. E minha tia brigou com a minha mãe porque ela não era pobre e eu podia usar o sabonete sem problemas;
- Minha mãe brigou com a minha tia que ela não tinha uma esponja para ela tomar banho com sabão líquido;
- Minha avó quebrou p pente do meu primo e brigou com a minha tia porque ela não queria aceitar que minha avó pagasse um pente novo;
- Na hora da ceia, todo mundo brigou com meu primo porque ele não queria comer comida de natal;

Ai veio o ponto alto da noite. Como meu primo não queria comer comida de natal, foi para a cozinha preparar alguma coisa congelada no microondas. Só que o microondas estava em uma situação muito insegura e acabou quebrando o suporte e caindo dentro da pia. Aí começou uma série de brigas sinistra:

-Minha tia brigou com o meu primo por ter quebrado o suporte;
- Meu primo brigou de volta falando que o microondas não poderia estar onde estava;
- Minha tia falou que ele teria que ser mais cuidadoso porque ela acabou de mudar e está sem grana para comprar o suporte;
- Ele ficou puto, levantou da mesa, jogou os pratos na pia, jogou o suporte no chão, passou pela mesa, deu 3 tapinhas no ombro da minha tia e falou “feliz natal”, entrou no quarto e bateu a porta;

Ficou um silêncio sepulcral. Dava para ouvir a mosca voando, todo mundo comendo e sem saber o que falar. Aí minha mãe tentou puxar um papo, mas não rendeu muito. Uns 15 minutos depois meu primo passou de volta para pegar a comida e, na vota, pediu desculpas e sentou de volta na mesa.

Depois disso, ainda tiveram mais algumas outras briguinhas mais leves, mas a troca de presentes alegrou todo mundo de volta. Achei que estava tudo resolvido e fui dormir. Eu estava enganado.

Como estava na sala, fui acordado de manhã cedinho com minha tia e minha mãe brigando com a minha avó, porque ela cismou que ia embora. Briga daqui, briga dali e ela resolve realmente sair. Pegou a bolsa, abriu a porta e foi de volta para o Rio (estamos em Petrópolis).

Eu sei que tem gente com natal pior que o meu, mas de todos os que eu já tive, esse foi sem dúvida o pior.

27 de dez. de 2011

A Saga da Nota Fiscal

Como eu disse ontem, no início da semana passada recebi um email do presidente da empresa cobrando a liberação de um faturamento de novembro. Esse faturamento demorou a sair porque deu um problema danado na renovação do contrato e enquanto não estivesse tudo ok não poderia liberar o faturamento.

O problema é que teríamos que emitir essa nota até sexta-feira sem falta, porque era fim de trimestre e se a nota não fosse emitida atrapalharia o faturamento (e o valor era razoavelmente alto). Sabendo disso, comecei a cobrar o fiscal do contrato desde segunda mesmo e ele só enrolando.

Chegou quinta e eu recebi uma ligação do presidente, para reforçar a importância da emissão da nota. Aí, meus amigos, eu comecei a cobrar o fiscal para emitir a liberação da nota de hora em hora, igual o resultado da telesena. E para garantir que a nota ia sair, coloquei um cara nosso que está em Manaus para ficar do lado do fiscal para ajudá-lo.

No final da quinta o relatório de medição estava pronto, mas precisava dos chefes do cliente aprovarem os relatórios. E aí tinha um problema sério: um dos caras estava no Rio e o outro estava saindo de férias. A chance de dar merda era muito grande. E para piorar, na sexta de manhã eu iria para o Rio, para passar o natal com a minha família (mais detalhes amanhã). Então não teria como eu ficar em cima do fiscal para conseguir a aprovação e acompanhar o andamento.

Acordei na sexta 5:00 da matina, fui para o aeroporto e comecei a trabalhar. Ainda era de madrugada e eu já estava mandando emails, lendo documentos de uma proposta, fazendo a proposta... tudo isso dentro do busão, nem estava no aeroporto ainda.

Lá pras 8 da manhã já tinha começado a fazer ligações. Liga daqui, liga dali... não adiantou muito: em Manaus ainda era 6 da matina e no Rio, bem era algo próximo disso, já que os cariocas não começam a trabalhar antes de 9:30. Ainda assim, eu estava tentando falar com todo mundo.

Entrei no avião 9:00 e finalmente consegui falar com um dos prepostos para colar no fiscal. O avião decolou e...fiquei incomunicável por mais de uma hora. O avião pousou e pela primeira vez na vida liguei o celular antes de sair do avião. Pra ser mais exato, liguei quando o avião saiu da pista de pouso e começou a taxiar. Conferi os emails e nada da nota ainda.

Quando pisei no salão de desembarque liguei para o preposto. Já tinha conseguido uma das aprovações, faltava a outra. Mandei email para o presidente e mais meio mundo avisando isso, mas que estava acompanhando de perto. Saí do aeroporto e fui para o metro. Pisei no metro e liguei novamente. Já tinha a outra aprovação. Faltava só finalizar alguma coisa para a emissão.

Lá fui eu avisar deus e o mundo que tava quase, pra todo mundo ficar a postos, porque tinha que fazer 400 coisas antes de emitir. Avisei que estava quase chegando em um posto de trabalho para fazer a liberação no sistema, mas que o pessoal já começasse a emitir a nota enquanto isso.

Cheguei na empresa, liguei o notebook e fiz a liberação no sistema. Quer dizer, eu ACHEI que tinha feito. Como eu nunca tinha feito antes, tive que descobrir na hora e fiz o que achei que deveria ser feito. Esperei mais ou menos até 2:30 para ver se ia precisar corrigir alguma coisa e, como não apareceu nada, fui almoçar.

Quando eu estava voltando pra casa meu telefone tocou. Me avisaram que não tinha feito o treco direito e que arrumasse. Fiquei preocupado, porque a nota teria que ser ENTREGUE no cliente até 5 da tarde e já era mais ou menos 3:10. Fui lá, arrumei e avisei todo mundo. Uns 5 minutos depois, uma das mulheres avisou que estava liberado para contratos. E aí não tive mais notícia nenhuma.

Fiquei estressado pra caramba, ligando pra ver se estava tudo ok e não conseguia falar com ninguém. 5:10 recebi um email do pessoal de contratos falando que a nota tinha sido entregue a tempo. Nessa hora saiu uma tonelada das minhas costas. Mandei um email agradecendo o pessoal pelo empenho.

Nessa brincadeira, mandei e recebi uns 200 emails no total. Foi muita comunicação, cobrança, pirocada, estresse, preocupação e, no fim, a recompensa. Confesso que trabalhei e estressei em um dia o suficiente para o ano de 2012 inteiro. Nessa brincadeira meu estômago foi pro saco, minha cabeça explodiu e apareceram 400 espinhas na minha cara.

Eu não ganho o suficiente para isso...

26 de dez. de 2011

Um dia normal

Outro dia contei de um dia bom que eu tive (e ainda foi numa sexta-feira). Foi uma coisa atípica, momento raro na minha vida. Desde então só tenho tido dias de merda (vou contar um pouco sobre eles nos próximos dias), afinal, duvidei da capacidade de Murphy. E na segunda-feira seguinte ao dia bom, foi o primeiro desses dias normais. Foi mais ou menos assim....

Naquela sexta o meu chefe saiu de férias. Os projetos andam bem tranqüilos, porque ou estão em fase final e está tudo dominado ou estão em fase inicial e ainda não começaram a pegar. Achei que a minha vida seria fácil, mas obviamente eu estava errado.

O cliente ligou e perguntou onde estava o projeto das linhas de purga de um instrumento. Fui tentar entender do que diabos ele estava falando e descobri que as linhas não existiam em lugar nenhum dos desenhos que ele havia passado. E lá fui eu explicar que não havíamos projetado as linhas porque ele não pediu para fazermos as linhas. E ele retrucou falando que a gente tinha que ter visto que a linha era necessária. Conversa daqui, conversa dali, discute acolá e chegamos à conclusão que a falha foi de todo mundo.

Recebo um email do presidente da empresa perguntando onde estava a liberação de faturamento de uma nota que emitimos mês passado. Explico que deu merda na renovação do contrato e que ainda não tinha sido emitida pelo cliente. Ele falou que precisávamos faturar esses XXX reais este mês sem falta. Só que não era XXX, era YYY (ainda assim, um valor bem alto). Quando falei isso, ele assuntou e falou “Como não? Está este valor no painel de projetos”. Fui lá e vi que estava realmente errado. Meu chefe, que é quem coloca estes valores lá, esqueceu de retirar um valor que tinha sido pago no mês anterior. Mas quem levou a comida de rabo fui eu.

O pessoal do comercial me ligou e falou que a proposta que eu tinha feito na semana anterior estava muito cara e que eu precisava reduzir. Expliquei que quem passou os valores foi o pessoal das disciplinas, que teria que negociar com eles. Não foi fácil...

Depois disso, tive que fazer 2 avaliações de desempenho, que tomaram mais 4 horas da minha vida. No meio de uma das avaliações descubro que um dos caras que estamos avaliando está conversando com outras empresas e que provavelmente vamos perdê-lo. Isso é péssimo, porque o cara é muito bom. E também é ruim porque estou gastando tempo a toa fazendo a avaliação.

Volto da avaliação umas 7 da noite e descubro que um dos coordenadores que trabalham comigo passou mal teve que ir embora. Ele colocou um aviso de ausência no email apontando pra mim e começou a chover email na minha caixa de entrada. TODOS os projetos que estão com ele deram merda ao mesmo tempo. Teve até um email do tipo “o fulano tinha prometido a entrega dos isométricos hoje, Vão ser emitidos?”. Sete e bolachinha da noite já não tinha mais ninguém na empresa, então não fazia a menor idéia se tinham sido emitidos e nem tinha como apertar o pessoal para emiti-los. O cara estava tão mal que tinha ido pro hospital e não estava atendendo o celular. Estava completamente fudido.

Naquele dia mais cedo disponibilizei para o diretor de operações e para o presidente a apresentação mostrando o status dos projetos. Durante o dia eles foram perguntando algumas coisas por email e eu fui respondendo, até que teve um momento que falei que parte do impacto na margem foi por causa de premissas da comercial que não se concretizaram. Premissas foi a forma educada de dizer que o comercial fez merda e vendeu coisa errada. E no fim do dia, enquanto eu apagava os incêndios do cara que passou mal, chegou um email do presidente falando simplesmente assim: “explique melhor e defina números”, copiando o diretor comercial.

Ele pediu e eu fiz: levantei todos os pontos do projeto que o comercial fez caquinha e listei. No total, deu mais ou menos 20% do VALOR do projeto. Como os meus projetos têm valor bem alto, o número ficou muito grande e iria assustar. Mandei o email com o toba na mão, porque sou o ponto mais fraco da corda e aquela merda ia estourar em algum lugar.

Fiquei mais uma hora na empresa e saí de lá umas 9:30 da noite. Chegando perto de casa, entro numa rua de uns 3 quarteirões apertada e sem saídas. Na minha frente tinha que um caminhão de lixo andando beeeeeeeeem devagar, com os lixeiros pedindo “papai Noel do Lixeiro”. Demorei MEIA HORA atrás do caminhão de lixo, com aquele cheiro agradável. Isso porque estava doido para ir ao banheiro....

Umas 10 e pouco cheguei em casa e descubro que não tinha o que comer. Resolvi dormir para não passar mais raiva.

21 de dez. de 2011

Um dia bom

Interrompemos a série de bem vindos para falar de um momento raro na minha vida: um dia bom (e, arrisco dizer, até sorte).

Era uma sexta-feira, eu estava lotado de coisas para fazer, porque meu chefe sairia de férias e precisaria fechar várias coisas com ele. Saí de casa cedo (como sempre faço) e, acreditem, não peguei transito e quase todos os sinais estavam abertos. Em BH, isso é praticamente um milagre.

Cheguei no escritório e consegui subir os três andares do estacionamento de primeira, sem ter que manobrar. Isso, naquele estacionamento maldito, é quase um milagre. Cheguei na minha mesa e ligo o computador. Ele liga em menos de 10 minutos. Isso, considerando a quantidade de merda que a TI instala nos nossos computadores, é praticamente um milagre.

Enquanto o meu computador liga, o gerente do escritório vai me procurar. Fala que conversou com o presidente da minha empresa e me recomendou para a banca. A banca é um novo processo que o pessoal da empresa criou para ver se você pode ser promovido nos cargos gerenciais. Não quer dizer que eu vá ser promovido, mas eles te falam se você já tem condições de subir na vida ou não. E segundo o gerente do escritório o presidente gostou da minha indicação.

Ele também me fala que pintou um projetinho novo, e pergunta se eu consigo tocar. Como os projetos de Manaus estão em fase final (estão ficando só 2, mas consideravelmente grandes), falo que só preciso ver o tamaho da encrenca, mas que "pode mandar" que eu mato no peito.

Aí lembrei que era dia de café da manhã dos aniversariantes. Comi como um porco e, no final, sorteariam UM brinde bacanão. Eu tinha tanta certeza que não iria ganhar que na hora meti um brigadeiro na boca. Adivinha quem ganhei... Aí fui lá tirar foto com o brigadeiro na boca. Nem sorri mostrando os dentes, pra não passar vergonha. Fui lá no carro e guardei meu brinde, porque estava todo mundo de olho.

Pouco depois disso a minha queria estagiária que está deixando a empresa me liga. Fala que arrumou um convite para o baile de formatura dela e pergunta se eu quero ir. "Lógico!", respondi.

Recebi a documentação do projeto novo e era legal pra caramba. Estava empolgadaço pra fazer. Avisei o gerente do escritório que era para "deixar essa porra comigo que eu vou moer essa merda".

Cara, até estranhei que o dia estava muito bom. Cheguei até a ficar com medo de ir pra casa e morrer, tamanha sorte. Mas aí chamei Murphy na responsa e ele resolveu me dar o troco.

O tal projeto foi para uma equipe do Rio. Quase no mesmo momento fiquei sabendo que ia ter uma nova licitação em Manaus e que tem chance da gente ganhar (um projeto de merda). O que eu tinha que fechar com meu chefe era mais difícil do que eu imaginava, aí gastei muito mais tempo que o previsto. Só fui sair do escritório depois de 10 da noite.

Cheguei em casa e não tinha o que comer. Tive que inventar alguma coisa com o que tinha na geladeira (o que não era muita coisa e nada que combinasse com nada).

Mas, no fim das contas, o saldo do dia foi positivo. Fazia muito tempo que eu não chegava ao fim do dia e, ao colocar a cabeça no travesseiro, pensasse "caralho, hoje o dia foi bom".

20 de dez. de 2011

Hotel Roma (Lisboa, Portugal)

Quem escolheu esse hotel em Lisboa, na verdade, foi a TAP, que pagou a hospedagem por ter mudado meu vôo. Não posso reclamar, porque o hotel é num lugar legal, colado a um ponto de ônibus e a uma estação de metro.

O quarto é confortável, as camas são bem confortáveis, mas estavam coladas... Sorte que consegui separa-las e não tive que dormir de conchinha com meu pai.


A TV é pequena e o controle remoto não estava funcionando, então foi uma merda ter que ir até ela para ligar, trocar de canal, mudar o volume e desligar antes de dormir. Se não me engano, tinha wi-fi grátis.


O ponto fraco é o banheiro. Pequeno e quando tomei banho molhou tudo (por incompetência minha). Que me lembre (posso estar errado), tinha bastante água no chuveiro, mas não era das mais quentes e não tinha muita pressão.


O café da manhã é MUITO bom. Esqueci de tirar fotos (aliás, esqueci de tirar fotos do hall e do café da manhã de TODOS os hotéis que fiquei).

E o lado bom é que tinha transporte do hotel para o aeroporto, então economizei no taxi (apesar de que eu não tinha malas e poderia ir de ônibus, já que deve ser o único aeroporto da Europa que não tem trem ou metro dentro).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

19 de dez. de 2011

Bem Vindo a Lisboa

Eu fiquei em Lisboa menos de 24 horas (contando tempo em aeroporto), mas consegui correr e ver um bocado de coisas (pelo que me falaram, quase tudo do principal). Para conseguir ver o que eu vi, tive que andar à noite, então algumas fotos ficaram muito ruins (a maioria das minhas fotos fica só ruins). E para piorar a minha situação, chovia intensamente e meu guarda-chuva já estava quebrado. Imagina como foi fácil passear pela cidade... Mas vamos lá.

O primeiro lugar que eu passei (dentro do ônibus) foi a praça de touros. Imagino que seja onde rolam as touradas.


O segundo lugar que eu passei eu não sei o que era. Chuto que era alguma coisa do governo:


Uma praça que não sei o que é:


Depois de muito andar de ônibus cheguei em Belém. Lá fica o famoso Mosteiro dos Jerônimos, que não entrei porque não daria tempo de ver tudo, mas consegui entrar na igreja:














Também por lá tem o centro cultural....


Uma praça bacana....


O padrão do descobrimento, que tem um mapa em granito no chão logo à frente muito foda, com todas as viagens exploratórias de portugal.














O museu da guerra (ou algo do tipo)


E a famosa torre de belém, que obviamente estava fechada, dado que levei 400 horas para chegar lá. Tinha ACABADO de fechar, por sinal.






Alá a ponte 25 de Abril:


De Belém fomos para a região do baixo chiado. Aqui é a praça do comércio:






A praça do município:




A rua Augusta...


O elevador de Santa justa...


No dia seguinte, continuamos no centro, na região do Rossio. O primeiro lugar foi a praça da Figueira:


Depois a praça que esqueci o nome:


E na praça fica o teatro D. Maria II:


Aí chegamos à praça dos Restauradores:








Aí chegamos na Av. Liberdade e, nessa hora, CAIU O MUNDO. Escondemos em um prédio e perdemos um tempos esperando o temporal acabar. Mas a avenida é legal:




No fim dessa avenida fica a praça do marques de pombal, como parque Eduardo VII ao fundo.




De lá, resolvemos ir para o Castelo de São Jorge. Para chegar lá, passamos antes pelo Largo do Chiado.






Só que lá não era o lugar certo, então fomos para uma outra praça, que não tinha ninguém que falava português (sério!). Só tinha asiático e indiano (ou mouro, sei lá).


Depois de esperar uns 20 minutos, conseguimos pegar um bondinho e finalmente chegamos ao castelo. Chovia e ventava absurdamente, mas não tinha nem onde se esconder, então enfrentamos a chuva. O castelo é, na verdade, ruina. No grande terremoto de sei lá quando ele foi destruído.


































Isso aqui é muito legal: tem um periscópio no castelo! Dá pra ver a cidade sem ter que colocar a cabeça pra fora da torre.




O foda é que os DOIS banheiros do castelo estavam fechados. Pior: por falta de água! Com a quantidade de água que estava caindo do céu!

De lá, não deu pra ir a lugar nenhum, mas um lugar que parece ser bacana é o parque das nações, onde teve alguma coisa mundial um tempo atrás. Esse lugar era meio longe e não daria para ir.

Dicas gerais:

- Compre o cartão de transporte e coloque a diária. Custa 4,60 e você pode andar em tudo quanto é transporte público por 24 horas. E o cartão vale por um ano, então se pretende voltar por lá, guarde-o;
- Portugal é bem parecido com o Brasil: o povo é meio mal educado nos transportes públicos. Não respeitam fila e todo mundo entra e sai ao mesmo tempo dos ônibus, bondes e metros;
- Se você gosta de bacalhau, vá ao João do Grão. É bem barato (12 a 15 euros o prato) com o maior bacalhau do mundo (eu não consegui comer tudo. E eu nunca deixo comida no prato). E TODOS os lisboanos (lisbonenses?) falam que é o melhor bacalhau de Lisboa (até eu que não sou muito fã gostei). Ele fica perto da praça do Fiqueira, numa ruazinha escondida. Mas pode perguntar por lá onde é que te indicam;
- O castelo é meio caro e numa pirambeira fudida. Cuidado com pickpockets no bondinho pra lá. Esqueci o nome em português, só lembro do inglês por causa do Assassin's Creed;
- Os portugueses falam muito rápido e é difícil de entender até pra quem é mineiro e está acostumado a ouvir só metade das palavras;
- Em belém, VÁ ao local onde são feitos os pastéis de belém. Fica aqui e são os MELHORES pastéis de nata de Lisboa (e os verdadeiros e únicos pastés de belém). Para melhorar, ainda é barato pra caramba: um euro;
- Segundo meu pai, não deixe de entrar no mosteiro dos Jerônimos;
- Chuto que uns 3 dias em Lisboa é mais que suficiente para ver udo o que tem por lá com calma.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).