16 de out. de 2014

Notebook novo

Acho que eu comentei aqui, mas aproveitei que a Véia estava nas oropa visitando a minha irmã e comprei um notebook lá. O meu notebook antigo era um Frankenstein: não tinha mais HD e funcionava através de um pen-drive de 32 Gb que rodava Lubuntu, dando umas travadas (o hardware era tão antigo que não rodava o Ubuntu direito). O cooler parecia uma turbina e só funcionava depois de umas pancadas (sério). A placa de video travava quando eu ligava na minha TV.

Mas ele tinha o tamanho ideal: 12". E ainda era relativamente leve, quando estava sem a bateria (que, curiosamente, ainda durava mais de uma hora). Mas para o que eu usava, estava mais que bom. Se eu precisasse de potência, tinha o notebook do trabalho e, mais do que isso, meu desktop (que era um mini-servidor quando eu comprei).

O problema é que o bicho começou a travar muito. Nem ver videos eu conseguia mais, imagina filmes. Navegar na internet era um sofrimento. Aí achei uma superpromoção num site suíço de um notebook pequeno e leve (com hardware fraco, é verdade) e resolvi comprar. Tava realmente muito barato, mesmo pagando 6% de IOF e mais 3% para pagar usando o cartão de crédito. Ele é bem pequeno e tem aguentado bem as minhas demandas. Saca só o pequeno notável (comparado com o meu dell do trabalho, de 14"):




Ele não é perfeito, lógico. As minhas reclamações até o momento:

- Teclado com teclas muito pequenas, daquelas com espaço entre as letras. O computador já é pequeno, se você coloca espaço entre as teclas elas ficam ridículas;
- Teclado alemão suíço. É um saco ficar catando as teclas;
- Windows 8.1. Não curti, principalmente porque eu não consigo instalar o lubuntu junto com o Windows (e eu tentei muito). Um tal de UEFI aí que tá cagando a história (e desisti de instalar);
- O Hardware é realmente fraco. Para o que eu uso, não é problema, mas ele não aceita nem aumentar a quantidade de RAM.

O que eu estou curtindo (muito): saída HDMI. Antes eu tinha que ligar na TV com cabo VGA e ligar caixas de som para conseguir escutar. Agora, liga um cabo HDMI, qualidade full HD e som de primeira. Nem preciso ficar levantando toda hora para ajustar o volume, faço pela TV.

O tamanho também é ideal: ele é do mesmo tamanho do meu antigo (quando este estava sem bateria), mas tem METADE da altura. E pesa menos (mesmo sem a bateria no velho). É justamente o que eu queria: se quero uma tela grande, minha TV taí pra isso (são 47").

Se ele durar tanto tempo quanto o antigo, ficarei muito feliz.

14 de out. de 2014

Crianças

As vezes eu fico impressionado com o quanto o Véio gosta de criança. E mais do que isso: do quanto as crianças gostam do Véio. Um exemplo disso ocorreu um dia desses aí pra trás. Eu estava saindo para o trabalho e encontrei na escada com uma moradora do prédio e a sua melequenta, que deve ter o máximo 2 anos.

Com toda a minha antissocialidade, disse "bom dia" e segui o meu caminho para o meu carro. Eis que escuto a menininha perguntando para a mãe "cadê o Zé?". E a mãe falou alguma coisa que eu não lembro o que foi.

Tá certo que eu não sou sociável, ainda mais com crianças, então a menina não gostar de mim não me espanta. O que me espantou foi a menina me ver e lembrar do meu pai.

Também entendo a menina gostar do Véio, uma vez que ele brinca com ela toda vez que a vê (já falei que ele gosta muito de criança?). O mais bizarro é que QUALQUER criança que vê meu pai na rua sorri pra ele e vai brincar com ele (quando os pais deixam, lógico). Acho que ele atrai os melequentos, deve ter algum brilho mágico no sorriso dele.

Já eu, bem, quando vejo uma criança faço cara feia, para que elas não tenham a ideia errada de vir brincar comigo. O problema é que eu devo ter o mesmo gene do brilho mágico do Véio e TODAS as crianças sorriem pra mim quando me vêem. Mesmo eu fazendo cara feia. A vantagem é que com a cara de mau ninguém chega perto.

Essa vontade de interagir das crianças é normal e eu não sei? Ou realmente minha aura atrai os melequentos?

12 de out. de 2014

Alta resistência

Nos últimos 5 ou 6 meses eu tenho trabalhado feito um cão (por isso esse blog anda tão parado). O meu projeto atual é a visão do inferno: prazos inexequíveis e multas agressivas. Isso fez com que a equipe tenha trabalhado em um ritmo cabuloso. Eu, que durante o "dia" fico resolvendo os problemas para eles trabalharem, a noite tenho que fazer reportes, planejamento, apresentações, qualidade do projeto e por ai vai. O meu ritmo está desumano.

Eu estou morto, lógico. Dias que trabalho 12 horas são dias bons. Em dois meses (Julho e Agosto) a minha média foi 16 horas de trabalho por dia (inclusive nos finais de semana). E isso tudo numa pressão absurda. Tive princípio de gastrite, mas passou. Fiquei gripado 2 vezes, mas aguentei. Tive dores de cabeça e enxaqueca incontáveis vezes. Insônia já faz parte da minha vida. Mas estou vivo.

E, mesmo com isso tudo, ainda consegui sair para tomar cerveja, encontrar alguns amigos, ir ao cinema (vi uns 3 ou 4 filmes)... Tá certo que abandonei algumas coisas, tipo os exercícios físicos e os médicos, o que me fez engordar um bocado e conviver com uma dor no calcanhar que não melhora. Mas sobrevivi. E com uma saúde até razoável.

Nesse meio tempo, andei conversando com algumas pessoas e a maioria delas falou que se ficasse no ritmo que eu estou por uma semana teria pirado, passado mal, etc. E acho que é verdade mesmo, porque umas 2 delas desmarcaram compromisso depois de trabalhar de 9 as 21.

Sei que tem muita gente que trabalha até mais do que eu. Eu mesmo já trabalhei mais do que atualmente, mas era um trabalho mais "mecânico" e não foi durante tanto tempo. Mas comecei a achar que não sou muito normal. Minha resistência está alta e acima da média. Tomara que eu consiga mantê-la assim por bastante tempo.

Quer dizer, tomara que eu consiga diminuir a quantidade de trabalho.