10 de out. de 2009

Alcancei a graça divina

Logo que saíram os primeiros convites para o Google Wave percebi que não tinha sido contemplado com uma conta do sistema que vai salvar o mundo da fome (juntamente com o Atom, processador mágico da Intel para netbooks).

Xuxu também não tinha conseguido na primeira leva, mas acabou descolando um convite. Pedi pra, assim que ela ganhasse uma conta, me mandasse um convite. Quem mandou o convite pra ela falou que estava demorando. Passado um dia e nada de convite chegando pra Xuxu, vi que ela não teria como me arrumar uma conta.

O jeito foi mendigar com quem quer que aparecesse no twitter falando que tinha uma conta. Primeiro foi o Leandro, que comentou que tinha conseguido o convite, mas que não tinha ganho ainda. De qualquer maneira mandei um direct pra ele falando que aceitava doações de convites. Mas já sabendo da história de Xuxu, imaginava que não adiantaria muito. Tive que continuar atento.

Aí o Licio comentou que alguém tinha dado uma coca pra ela em troca de um convite para o sistema. Mandei um direct pra ele falando que não daria nada para ele em troca de um convite, mas que aceitava doações. Ele pediu meu email e mandou o convite.

Passou mais de uma semana e nada de convite chegando na minha caixa (nem na de Xuxu e do Leandro). Sabia que tinha ficado sem Google Wave até o lançamento inicial. Fazer o que, é a vida...

Eis que na sexta-feira de uma semana que deu TUDO errado abro meu email ao voltar do dentista e mágica! Tinha um convite na minha caixa de entrada. Mais que rapidamente aceitei (vai que dá merda, hehe) e comecei a brincar. Como tinha muita coisa pra fazer no trabalho, não deu pra testar muito, mas prometo que em breve escrevo mais sobre ele aqui.

Mas que agora sou uma pessoa mais feliz eu sou!

9 de out. de 2009

Extra! Extra! Incêndio no centro do Rio! Extra!

Quarta fui ao Rio para uma reunião. Como sempre acontece, em um determinado momento fui até a janela para dar uma olhada no visual (e tentar achar o porta-aviões que fica ancorado perto do Santos Dumont). Quando olho para o lado vejo isso:






Sim, um prédio perto de onde eu estava (e DO LADO de onde almocei) estava pegando fogo. Pela quantidade de fumaça, o treco devia estar feio. E pela quantidade de caminhões de bombeiro na rua (passei em frente na hora de ir para o Galeão), acho que o estrago foi considerável.

Me lembrei do dia que pegou fogo no prédio onde eu trabalhava, quando era programador...

Em tempo: este prédio é MUITO bacana. Uma pena se o estrago tiver sido grande.

8 de out. de 2009

Deu tudo errado

Hoje foi um daqueles dias para ser esquecido. Acordei e fui bem cedo para o trabalho, pois teria que ir ao dentista 9:00. Cheguei no trabalho, abri meu email e tava cheio de incêndio pra apagar. Nada muito diferente das minhas manhãs.

Apaguei alguns até que deu a hora de ir para o dentista. Antes de sair, lembrei meu chefe que ia ao dentista e falei "daqui a pouco eu volto. Só espero que não acabe a luz enquanto o cara estiver me torturando". E saí.

No caminho, fui reparando os traços da destruição feita pela chuva na noite de ontem. Árvores caídas, telhados quebrados, carros arrastado, lixo por todo o lado...

Quando cheguei na esquina do prédio do dentista, vi um monte de gente do lado de fora. "Só falta estar sem luz", pensei. Cheguei mais perto e...batata, estava tudo escuro. "Porra, não acredito que o corno do dentista não me ligou avisando", pensei enquanto subia as escadas. 6 andares depois cheguei na sala do cara e a secretária, com a maior cara lavada falou: "ó, vamos ter que remarcar, porque acabou a luz". A minha vontade foi dizer "jura? não tinha percebido!", mas me contive.

O cara ainda me deixou esperando 5 minutos, pediu para eu entrar e falou "cara, não tem jeito. Sem energia o compressor não funciona, vamos ter que marcar para outro dia". Perguntei porque eles não me ligaram avisando e a resposta foi "ah, tem um pessoal mexendo nuns cabos aí, achei que poderia voltar a tempo". Minha vontade era matar o cara, mas me contive novamente.

Voltei para o trabalho, puto, e para piorar, estava chovendo para caralho. Ou seja, andei a toa, molhei a toa e ainda perdi quase uma hora de trabalho a toa. Na hora do almoço o pessoal chamou para ir comer. Eu não queria ir no lugar que eles iam, mas como eles encheram o saco acabei indo. Se arrependimento matasse....

Fiz o meu pedido e, na hora de passar o cartão deu pau na comunicação. A mulher tentou novamente e conseguiu. Voltei para a mesa, para esperar o prato ficar pronto e começou a pipocar o número do pessoal da mesa. Chamou todo mundo, menos o meu. Nessa hora já fui fazer pressão.

No momento em que cheguei lá, um prato igual ao meu, mas com o molho errado. Já ia brigar quando o cara pipocou o número 16 na tela. O meu era 13. Achei estranho e o seguinte diálogo aconteceu:
- Pô, e o meu?
- Já tá saindo. É que os acompanhamentos do seu são mais demorados, aí demora um pouco mais.
- Mas o meu é igual a esse, só muda o molho.
- Não, esse aí o principal é "num lembro o que".
- Então o problema não é o acompanhamento.
- É, mas o seu principal também é demorado.

"Porra nenhuma. Já cansei de comer aqui e é rápido", pensei. Mas para evitar que a comida viesse com um "tempero especial", resolvi não brigar.

O prato ainda demorou uns 10 minutos e o cara só pressionando os cozinheiros. Certeza que esqueceram do meu prato. Na hora que saiu, falei "vocês pisaram na bola hoje, hein? Já saíram TODOS os pedidos e me deixaram por último".

O cara não teve nem a humildade de pedir desculpas. Simplesmente falou que a culpa era do meu acompanhamento que demorava para ficar pronto. Como já estava com fome fui embora sem brigar mais (afinal, não ia adiantar nada).

Pra piorar a porcaria do prato veio mó mirrado e o peixe estava ligeiramente queimado em um dos pontos. A raiva era tanta que estava até difícil engolir.

Voltei para o trabalho e fui verificar o meu saldo no ticket. E aí vi que os putos tinham cobrado 2 vezes o prato. Ou seja: a primeira vez PASSOU o cartão certo. Voltei lá, bufando de raiva, furei a fila e comecei a xingar a mulher. Ela pediu desculpas, falou que ia estornar. Pediu o cartão. coloquei a mão no bolso e...não estava com a carteira.

Voltei no trabalho, peguei a carteira, voltei no restaurante, furei a fila novamente e consegui receber os créditos de volta. Voltei para o trabalho puto, como não ficava
há muito tempo.

Durante a tarde, depois de eu perder um tempão fazendo um negócio que o cliente pediu o puto manda um email falando que não precisava mais. Sério, nessa hora parei de trabalhar. Pensei seriamente em vir pra casa, mas acabei achando melhor fazer algo bem idiota, bem inútil e bem demorado, para fazer num ritmo bem devagar. Quase tão devagar quanto o de funcionário público.

Antes que desse 8 horas de trabalho (mas já era tarde, dado que perdi horas no dentista, no almoço, etc), levantei e vim pra casa. Não dava mais para trabalhar.