11 de mar. de 2011

O alien da zoreba

Lááááááá em outubro do ano passado apareceu uma espinha no lóbulo da minha orelha direita. Tava pequenininha, ainda meio vermelha, mas não resisti e tasquei a mão nela. Saiu algum sangue, nada de pus, e ainda criou uma casquinha. Uma semana depois, a maldita ainda estava lá, só que maior. E foi crescendo, crescendo, crescendo... Como meu pai estava pra voltar de viagem, esperei ele chegar, mostrei para ele e ele falou que não era nada, que deixasse quieto que um dia resolvia.

O tempo passou, o treco continuou crescendo e eu sem paciência falei: "fura essa merda". Ele foi lá no armário de remédios, catou uma agulha e enfiou na bolinha. Sério: saiu muito sangue durante uns 20 minutos. Sem exagero. E eu espremia pra ver se saia mais alguma coisa e nada. Só sangue. A bolinha ficou parecendo uma uva passa, mas continuou lá.

Passadas mais algumas semana e a merda da bolinha voltou a crescer. Eu marquei um médico, mas só tinha vaga pra lá de fevereiro (estava em DEZEMBRO). Pacientemente eu esperei até dia 5 de janeiro, quando meu pai voltou de férias e eu falei para ele furar o treco novamente. Ele estava meio relutante, mas eu falei que se ele não furasse eu ia furar. Aí ele foi e furou. Saiu O DOBRO de sangue que da primeira vez. E novamente nada além disso.

Mais uma vez ficou aquela uva passa, toda enrugada. Só que dessa vez a bolinha cresceu rápido pra caramba. Estava muito grande quando finalmente chegou o dia de ir ao médico. Tava assim ó:


Não dá pra ter noção, mas estava com mais de meio centímetro pra fora da orelha. E eu tinha acabado de sair do banho, por isso que está meio molhado

Fui lá, esperei uma hora e, cinco minutos depois já estava fora da sala dele, com a cirurgia marcada para 3 dias depois. A primeira impressão dele era um hemangioma, mas após a cirurgia ele ia mandar para biopsia.

No dia da cirurgia fui lá, muito cedo, esperei quase uma hora, deitei, tomei a anestesia, vi que ele estava puxando a minha orelha e uns 10 minutos depois "pronto, tirei. Agora é costurar a orelha". Sério. Eu nunca tinha tomado anestesia que não fosse para dente, fiquei abismado. Não senti NADA. Nem a pressão do bisturi. Achei aquilo muito sinistro. Só senti um cheiro de carne queimada quando ele cauterizou os vasos. Mais nada.

Saí de lá com um curativo no lugar e fui trabalhar em casa, só colocando gelo. Dois dias depois voltei para ele dar uma olhada nos pontos (uma hora de espera para QUARENTA E CINCO SEGUNDOS de atendimento). Ele realmente só olhou, viu que tava tudo bem e marcou para eu tirar os pontos uma semana depois. Na época, tava assim:


Reparem que ainda estava inchado. E reparem também que eu cortei o cabelo

No dia marcado, peguei o resultado da biopsia, fui até a sala dele entreguei o papel. O resultado da biopsia falou que era realmente hemangioma, mas que não precisava me preocupar que era benigno. Fez umas piadinhas, tirou os pontos e... acabou. Aí, depois de uma semana, ficou assim:


Praticamente novo.

Só espero que não apareça outro....

10 de mar. de 2011

Demitir ou nao demitir, eis a questao

Esqueci de comentar aqui, mas toda a minha reclamação de estar absurdamente sobrecarregado me rendeu mais um tamagoshi, mas esse realmente para me ajudar, ao contrário do que está em Manaus, que está lá pra marcar território e do que está em BH, que só agora entendeu qual o papel dele no projeto. Só ganhei o cara, na verdade, porque um projeto de PMO acabou e precisavam alocar o cara em algum lugar enquanto renovava o contrato.

Quando me "entregou" o sujeito, o gerente de BH falou: " não deixe ele fazer hora extra porque já tivemos problemas com ele e cuidado, porque ele gosta de uma sombra". Um dia depois eu entendi o que ele quis dizer com isso. O cara é absurdamente coceba. Pra sentir o ritmo do cara, passei uma tarefa idiota, que tomaria uma hora de qualquer pessoa que sabe usar o excel. O cara levou 2 dias. E fez errado.

Depois, passei uma tarefa no project. Era tarefa para umas 4 horas (colocar os recursos no cronograma, que tem umas 200 linhas). O cara levou mais um dia. Já sem paciência, fui ver em que pé estava. Fui até o computador dele e ele já tinha terminado, estava esperando eu passar mais coisa pra ele. Aí perguntei um treco e ele foi ABRIR O PROJECT. Antes, no entanto, deu uns 4 alt+tab porque achou que estava aberto. Aí apareceu planilha de custos pessoais, yahoo mail, uol e mais alguma coisa que não lembro...

Não aguentei e fui conversar com meu chefe. Falei que tava foda, o cara tava demorando pra caralho para entregar as coisas, que eram muito bestas. Que terminou o trabalho e não foi procurar mais e que não estava me ajudando quase nada. Aí meu chefe falou que naquele dia era a avaliação de desempenho dele e que ou o cara seria demitido ou entraria na linha.

Na manhã do dia seguinte, recebo uma mensagem do meu chefe. "Precisamos conversar sobre as tarefas do Fulano". Pensei o pior, mas segurei a onda para passar qualquer coisa pro cara e o tratei normalmente. Quando meu chefe chegou (estava no cliente), fomos conversar. Resumidamente, o cara não aceitou que é ruim (acha até que é muito foda) e que a culpa é da empresa, que não passa desafios para ele.

Como só estava trabalhando com ele, achei que poderia ser desmotivação, até porque estava realmente passando coisas idiotas para ele. Mas antes que pudesse sentir ressentimento meu chefe me falou que aquilo era balela, porque todo mundo reclama dele e que já deram 200 mil chances para o cara e que só não mandaram embora porque ele teve filho há pouco tempo (um ano e pouquinho). Só que a paciência da empresa esgotou e, diante das palavras do cara, resolvemos dar mais uma chance. Aí meu chefe falou palavras que não vou esquecer nunca:

Sabe tropa de elite? Aquela cena do treinamento? Pois é, faz ele pedir pra sair.


Na hora, abri um sorriso de orelha a orelha. Me senti o capitão nascimento e meu diabinho já ficou feliz. Mas poucos segundos depois lembrei que o cara não podia fazer hora extra. Alertei meu chefe e ele falou: "é, então não dá. Mas passa tarefas difíceis pra ele.".

E assim foi. Comecei a apertar o cara e passar tarefas que estavam na minha lista de pendência há meses (literalmente). Surpreendentemente, o cara respondeu bem às tarefas. Tá certo que eu passei tudo mastigado pra ele, mas pelo menos ele começou a fazer em menos tempo e veio pedir novas tarefas quando terminava as antigas.

Ainda assim, é um cara bem fraco de serviço e pode ser fogo de palha, mas confesso que ele está me ajudando e desafogando. Por isso fica a dúvida: demite ou não demite? Vamos ver quanto tempo dura e se ele melhora. Se não melhorar, por mim vai pra rua. É um dinheiro razoável que poderia ser usado para dar aumentos a umas 5 pessoas ou até mesmo contratar alguém bom de serviço.

9 de mar. de 2011

Notebook novo (mas da empresa)

Dia desses aí pra trás cheguei na empresa e vi um monte de caixas da Dell na recepção. "Uia, computador novo", pensei. Como o meu notebook atual da empresa está meio capenga, precisando de uma formatada, fui ver se conseguiria , ao invés de formatar, pegar um novo e entregar o atual para alguém menos graduado.

Na primeira tentativa, não consegui. Eram só 4 notebooks, e a preferência era para os gerentes. Fiquei triste, mas voltei para a minha mesa sabendo que pelo menos era só formatar o meu que ficava bom novamente.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas e, um ou dois dias depois um dos gerentes foi convidado para ir para o Rio, logo não ganharia mais notebook. E o meu tamagoshi de Manaus, que ganharia o note que estava com ele, ficaria com o note novo. No momento em que fiquei sabendo já interceptei o notebook. Falei com o gerente do escritório: "ó, o fulano não precisa de uma maquina dessa não. No cliente ele usa máquina dos caras e mesmo em reuniões dá para ele se virar com a que eu uso. Deixa esse note comigo que vai ser mais útil". O cara concordou e falou que eu poderia ficar com ele.

O meu note atual é um Dell Latitude D630, core 2 Duo, 2 Gb de RAM, 80 Gb de HD guenta bem o tranco, mas me faz passar raiva de vez em quando (ele dá umas travadas de 5 minutos, mas acho que é software). O novo, meu amigo, é um Latitude E6410, Core i5, 4 Gb de RAM, 250 Gb de HD, webcam, leitor de cartão SD, a porra toda. Fora que é bem mais leve e a tela com resolução bem melhor.

Foi a troca do ano.

8 de mar. de 2011

Malas prontas

Pois bem, queridos leitores, chegou a data da minha esperada viagem. A mala está pronta, os passaportes em mãos e os roteiros de viagem impressos. Agora é só madrugar amanhã e ir para o Aeroporto e curtir merecidas férias.

Assim como ano passado, não vou deixá-los na mão e escrevi um bocado de posts para estes dias que ficarei sem internet. Não vou aprovar os comentários, mas podem fazê-los que assim que voltar coloco a vida virtual em dia.

Aguardem alguns Bem vindos e 2as casas. Até a volta!

7 de mar. de 2011

Alimentando um Tamagoshi

Eu já comentei aqui há algum tempo que tenho 2 tamagoshis no novo projeto: um em Manaus e um em BH. O de Manaus serve para marcar território e fazer novas prospecções comerciais e o de BH era para ser meu braço direito. O "era" é porque ele não fez quase nada do que deveria, mas por culpa minha.

Quando eu entrei na empresa, em 2008, fui para um projeto que, com a crise, acabou não sendo renovado pelo cliente. Com isso, acabaram me alocando para ser o braço direito do meu chefe atual, ajudando na gestão, qualidade, SMS e tudo mais o que aparecesse. Como eu era novato na empresa, dei muito sangue, estudei, corri atrás e isso me projetou na empresa.

Quando começou este projeto grande de Manaus colocaram um cara para ser o meu braço direito, ajudando e aprendendo. Quando me entregaram o cara vieram com aquele velho papo de que "ele é muito bom tecnicamente, logo será um ótimo gerente" (o famoso efeito ralo). Só que, assim como meu chefe fez comigo "tem que fazer tal coisa, se vira aí", fiz com o cara. E o cara não conseguiu fazer. Não é culpa dele. Eu já tinha alguma bagagem gerencial e estava alocado só para a gestão. O cara não tinha nenhum conhecimento gerencial e ainda estava fazendo documentos técnicos.

Eu sabia disso, mas estava atolado de trabalho e, erroneamente, não dei atenção pro cara. Achei que ele ia se virar como eu me virei. Fora que dei a função, mas não dei a responsabilidade. Ele não se sentiu dono do negócio. Só vi isso depois de muito tempo, quando eu estava em Manaus e um cara de outro projeto alocou um cara de elétrica na equipe de Automação. Aí, comecei a mudar o jogo. Mandei um email para todo mundo avisando que o projeto era do Fulano e que ele que era o responsável pelas decisões e em seguida mandei um email para ele avisando que assim que eu voltasse de Manaus passaria a acompanhá-lo mais de perto. A resposta dele? O email abaixo:

Inicialmente estou gostando desta parte de poder auxiliar o pessoal em distribuir tarefas, fazer a interface com o cliente, agendar reuniões, apontar caminhos para as atividades, etc. Porém em alguns pontos preciso de algumas dicas, como por exemplo:

- Principais pontos a serem observados pra distribuir as tarefas para o pessoal;
- Frequência de atualização do cronograma;
- Principais pontos de atualização no share-point durante suas férias;
- Melhor forma de otimizar o Gerenciamento de e-mails (nunca recebi tanto e-mail e entendi porque você recebe 100 e-mails/dia);
- Dicas de sua experiência em projetos (malandragem em reuniões, atas, etc.).

Comecei firme no Grupo de Estudos do PMP e pretendo continuar a estudar nas férias pra não perder o ritmo da turma.


O primeiro email, na verdade, surtiu mais efeito para ele do que para os outros. Ele entendeu que o problema era dele e que ele não podia simplesmente falar "não sei" ou "olha com fulano". O segundo, serviu para mostrar que apesar de estar completamente fudido eu estava lá para ajudá-lo. Além disso, ele resolveu correr atrás do atraso, estudando para a certificação PMP (que ele não vai poder tirar por agora, mas que vai ajudá-lo a fazer um trabalho melhor). E como vou dar o curso de GP quando eu voltar, ele vai participar e aprender um pouco mais.

Gostei da mudança de postura do cara. Tomara que não seja efeito Halo e que ele realmente vire um bom lider. O único problema é que logo depois ele saiu de férias, antes mesmo de eu voltar de Manaus. Vamos ver se ele vai conseguir segurar a onda nessa semana que vou ficar fora.