25 de jun. de 2013

Quando eu me perdi no Rio

Como vocês sabem, a Véia mora no Rio. E ela tem carro aqui. Como precisava ir até o Santos Dumont, no domingo peguei o carro dela emprestado. Na ida, vi que o aterro estava fechado. Fiquei meio preocupado, mas consegui chegar ao aeroporto sem muita dificuldade (reconheci o caminho alternativo, depois que vi uma placa).

Na volta, bem, não foi tão simples. Estou acostumado a chegar no aeroporto e ir para o centro. Só tinha saído do aeroporto uma vez, e mesmo assim passando pelo aterro. Resolvi seguir as placas.

Entra daqui, vira dalí e vi que estava em um local conhecido. "Foi fácil, pensei". Aí invoquei Murphy e ele colocou um monte de cones no meu caminho. Sim, eu tinha caído no aterro. Dei meia volta e fui tentar novamente. Passei novamente em frente ao aeroporto, mas dei uma bobeada e peguei a entrada errada: fui parar na perimetral.

Para quem não conhece o Rio, a perimetral é um elevado gigante que vai até a linha vermelha, quase no galeão. E a linha vermelha corta uma favela (uma das piores do Rio). Tinha que sair dali rapidinho. E vi uma placa "Presidente Vargas". "Essa eu conheço", pensei. Entrei sem dó. Mas estava tudo meio estranho... não estava reconhecendo nada. E como era à noite (e eu não vejo bem de longe, nem muito bem à noite), fiquei ressabiado. Não tinha ninguém na rua e as placas só indicavam lugares que eu sabia que não eram muito seguros, como a central.

O pânico bateu forte. Eu não sabia onde estava, não sabia voltar e não tinha ninguém para perguntar. Até que eu parei em um sinal, ao lado de um ônibus, e perguntei para o motorista: "Copacabana?". O cara fez uma careta e falou "tá longe, brother. É pro outro lado.".

Vi um retorno, mas estava 3 faixas à direita. Não tive dúvidas: meti a seta e fui. Entrei na faixa de ônibus, levei luz alta na cara, mas entrei. E vi que estava no lugar errado. Tinha que ter entrado novamente à direita. Mais uma vez, não tive dúvidas: meti uma ré, andei uns 200 metros e entrei na rua que eu julgava ser a certa.

Parei em um sinal e dois ônibus que vinham atrás de mim começaram a piscar o farol. Era para eu seguir e não parar ali. Olhei o letreiro e um deles falava "copacabana, leme, ipanema, leblon". "Vou seguir esse bicho", pensei. E assim eu fiz.

Aí meu telefone ligou. Era a Véia:

- Tá perdido?
- Completamente.
- Onde que você está?
Li o nome da rua. Não lembro qual era
- Caralho, você está longe pra caralho. E aí é perigoso pra caralho (sim, foram 3 "caralhos" na frase).
- Eu sei. Estou vendo. Mas vou seguir um busão aqui e ver o que dá.

E tudo o que o busão fazia eu repetia: furei sinal (umas 3 vezes), andei fora da faixa, acho até que entrei na contramão. Mas eu não podia perder aquele ônibus de vista.

Aí vi que estava em um lugar conhecido: a Rua Chile. Mas até onde eu lembrava, ela dava na Lapa. "Putaquepariu, tô indo pro lugar errado", pensei. Mas lembrei que tem uma rua na chile que cai na cinelândia, então tinha chance de eu ir para o lugar certo. E assim aconteceu. Quando cai na Rio Branco, nem acreditei: dali eu sabia o caminho.

E consegui chegar em casa. Demorou, mas cheguei bem.

Juro: durante todo o tempo eu só lembrava das histórias de pessoas que se perdiam no Rio, caiam em favela e eram fuzilados. Mas consegui chegar bem na casa da Véia.

23 de jun. de 2013

Hotel Mercure Botafogo (Rio de Janeiro, RJ)

No início do ano, janeiro, para ser mais exato, vim ao Rio para algum treinamento que não lembro mais qual foi. E como janeiro é mês de férias, os hotéis estavam caros e lotados. O menos caro era o Mercure Botafogo (380 ronaldos a diária).

O hotel é padrão Mercure: quase um apart com cozinha, sala, chuveiro e quarto. Apesar de ter todos esses espaços, não é muito grande. A sala, por exemplo, é meio apertadiha. Como fiquei só uma noite e ainda tive que ir na casa da Véia, nem deu pra aproveitar muito. Mas o apartamento é bem novinho, saca só:




A cozinha fica bem ao lado da sala e é MUITO apertadinha. Praticamente um corredor (mas tem fogão completo). Não lemnro se tinha microondas e panelas.


O quarto também não é dos maiores, mas a cama era ótima. Gigante. a TV era meio pequena, mas como ficava perto da cama, não fez tanta diferença.




Vou ser sincero: apesar de ter ficado hospedado lá no início deste ano, não lembro como era o chuveiro. Mas olhando pra foto, pareceu ser de tamanho razoável.


Acho que a internet era paga. Realmente não lembro, porque não cheguei a usar. Mas lembro que era Wifi. O café da manhã é ESPETACULAR. Muita fartura, muitas opções. Tinha até uns doces, muito bom. O hotel fica em uma rua pequena, meio escondida, e fica uns 600 metros da estação de metro de botafogo. Tranquilo de andar, maromeno movimentado, mas dá pra suar bem até chegar nela.

Eu gostei, mas achei muito caro. Não dá pra passar uma temporada muito grande lá, mas é um bom lugar para ficar pouco tempo (ou muito tempo, se você tiver dinheiro sobrando).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).