18 de fev. de 2011

Algumas loucuras e manias

Quem me conhece sabe: eu sou um cara metódico. Tão metódico que chega a beirar a loucura (ou a doença). Eu sempre fui assim, mas acho que andou piorando com o passar do tempo. Alguns exemplos...

- Quando eu entro no carro, a primeira coisa que faço assim que giro a chave é abrir o vidro. São três toques no lado botão de abrir o esquerdo e três no botão do lado direito. Nem mais, nem menos;
- Sempre que estou no trabalho sentado em frente o computador (o que não tem ocorrido muito) eu estou com fone de ouvido. Algumas vezes depois de muito tempo com o fone eu percebo que não está tocando música;
- Eu sou extremamente chato com relação à posição das coisas. Minha mesa de trabalho é impecável, a milha coleção de carros miniatura é milimetricamente posicionada, minhas gavetas são um jogo de tetris, com tudo no lugar, minhas pastas de computador cabulosamente organizadas. Isso faz com que eu ache as coisas muito rapidamente;
- Eu tenho, no entanto, um calcanhar de aquiles: a tampa da minha escrivaninha, no meu quarto. Lá SEMPRE está bagunçado e várias vezes esqueço de fazer as coisas porque coloco papeis por cima (como o exame de sangue);
- Eu odeio pessoas. Odeio. Quando eu conheço uma pessoa nova demoro muito até começar a conversar normalmente (isso pode levar dias);
- Eu sou binário: ou eu gosto de você (e nesse caso farei o possível e o impossível para te ajudar no que você precisar) ou eu odeio você (não vou te fazer mal, mas não vou mexer uma palha para te ajudar, mesmo se você estiver morrendo). Normalmente eu decido se é um caso ou outro na primeira vez que eu te vejo (o que não é, necessariamente, a primeira vez que eu converso com você);
- Apesar disso tudo, eu trato minha equipe muito bem. Por mais que pareça que não estou acompanhando nada, sempre estou com o radar ligado e pegando mudanças de humor, problemas, cansaço, etc. E faço de tudo para tentar resolver;
- Eu só funciono sobre pressão, o que vai me causar um infarto aos 35;
- Eu sempre vejo o lado ruim das coisas primeiro;
- Minhas viagens são sempre cabulosamente planejadas, sendo a trabalho ou de férias. Eu não consigo me imaginar chegando a um lugar sem saber o que fazer e sem planos das coisas para fazer;
- Eu sou a pessoa mais rotineira do mundo, mas não suporto que meu trabalho seja uma rotina (o que me fez virar consultor, pois estaria cada semestre em um lugar diferente);
- Eu gosto de aeroportos e de voar;
- Eu sou mão de vaca, mas as vezes gasto um bom dinheiro com coisas que ninguém entende (como a minha coleção de copos);
- Eu odeio ir a médicos, mas não por medo de injeção e sim por ter que ficar esperando;
- Eu odeio cortar o cabelo, pelo mesmo motivo acima;
- Quando eu conheço uma música ou banda nova que eu gosto fico ouvindo-a em loop infinito. As vezes eu escuto a mesma música 5,6 vezes seguidas;
- Eu adoro mulheres de óculos;
- Eu adoro ruivas;
- Se algum dia eu encontrar uma ruiva de óculos que seja bacana eu caso;
- Qualquer brinde me deixa feliz;
- Quando tenho que comprar alguma coisa eu só entro na loja quando já sei o que quero. Odeio ficar rondando procurando e experimentando coisas;
- Odeio vendedor;
- Entre acordar e sair de casa pela manhã eu sigo um padrão. Pela hora você consegue saber o que eu estou fazendo;
- Tenho ódio de gente prolixa;
- Quando ligo o computador a primeira coisa que eu faço é abrir o navegador e entrar no Gmail. Mesmo que não tenha conexão ou que eu tenha que olhar alguma coisa importante;
- Não consigo dormir sem lençol;
- Não consigo dormir com a cabeça virada para a porta;
- Tenho pânico de emails não lidos na minha caixa de entrada;
- Depois que morei em BSB não consigo deixar de reparar nos nós e na altura das gravatas das pessoas;
- As colunas das minhas planilhas sempre tem largura múltipla de 10 pixels;
- Eu sempre separo a roupa que vou usar no dia seguinte na noite anterior.

E aí? Alguém lembra de mais alguma loucura ou mania minha?

17 de fev. de 2011

RH Fail

Um tempo atrás o presidente da empresa e a gerente geral de RH foram até o escritório de BH para bater um papo com o pessoal. Era uma velha dívida que a nova diretoria tinha com os funcionários e, provalvelmente, meu momento esparrento na festa de fim de ano apressou um pouco. Tanto que quando eles chegaram e eu fui abrir a porta do andar o presidente falou "vim cumprir a minha promessa.".

A conversa foi em um dos andares da empresa, com mais de 100 pessoas onde normalmente trabalham uns 40. Não tinha, portanto, lugar pra todo mundo sentar e muita gente ficou de pé. O presidente, já vendo isso, falou "desculpe por terem que ficar em pé. Vou ser solidário e ficar aqui na frente em pé também". Nesse momento começou o show de horrores da mulher de RH. Contra o que indicaria uma pessoa que ENTENDESSE de pessoas, ela simplesmente falou "Ah, eu não. Eu vou ficar sentada". E assim fez. Não levantou NEM UM MINUTO, nem para responder perguntas.

Ai o presidente foi e contou um pouco da história dele e blábláblá e falou que ia passar a bola para a fulana, que era a Gerente de RH, mas que na prática era a diretora de RH. Aí ela foi lá e falou: "Diretora não. Gerente Geral mesmo". Mais uma bola fora.vê se isso é coisa que se fale na frente do escritório inteiro! Aí ela foi e, sem levantar, contou a história dela em CINCO MINUTOS. E jogou a bola de volta para o presidente.

Enquanto o cara falava (e o cara fala MUITO) e não só ficou sentadinha como ainda cruzou os braços E as pernas. Quem entende um pouco de psicologia (como alguém que trabalha com RH deveria entender) sabe que braço cruzado é sinal de que não está nem um pouco confortável e aberto a conversa. Braço e perna cruzada quer dizer "estou totalmente fechado a qualquer coisa que me falarem". Para piorar, ela ainda ficou encurvada para frente, encolhida, se fechando mais ainda. Falha grosseira.

Como ela acordou cedo, tadinha, ainda estava com sono e, em alguns momentos, FECHOU OS OLHOS. Ficou lá, só balançando a cabeça, fazendo que sim e concordando com tudo o que o presidente falava. Vez ou outra ela falava alguma coisinha, mas foi ridículo.

Acabada a reunião, próximo do almoço, foi todo mundo almoçar. Todo mundo achou que os dois iriam ficar lá a tarde, para conversas individuais e choradas de pitangas. Surpreendentemente, eles foram embora ANTES do almoço. PUTAQUEPARIU! O povo fica mais de um ano sem PISAR do escritório e, quando vai, não fica nem um dia inteiro! Custava ficar mais meio dia e escutar o pessoal?

Definitivamente estamos completamente fudidos.

16 de fev. de 2011

Técnica da Mala Arrumada

Yécnica da mala

Em todos esses anos que eu viajo sempre procurei uma forma de arrumar a mala que não deixasse a roupa parecendo que tivesse acabado de sair da boca de um boi. Durante os primeiros meses de viagens testei muita coisa e, ao custo muito alto de ir trabalhar com roupas amassadas, consegui descobrir uma configuraçào que acho ideal. É mais ou menos assim...

Pré-alocação

- Separe toda a roupa que vai usar. Não esqueça da roupa de backup da mala E do backup da mochila;
- Utilize a técnica do saco plástico para colocar as roupas mais importantes;
- Ensaque o tênis, sapato ou botina que você levará na mala, assim como o chinelo;
- Prepare o seu necessaire (ou faça como eu, que nunca desfaz. Poupa tempo e evita esquecimentos). Não esqueça de usar a técnica dos potinhos de shampoo e sacola plástica.

Alocação

- Comece colocandoo tênis na "base" da mala, próximo às rodinhas. Isso evita que o tênis desça e amasse toda a roupa quando você levantar a mala;
- Coloque lá no fundo as calças e bermudas, que ocupam mais espaço e amassam menos. Estas podem ocupar todo o "chão" da mala;
- Na lateral oposta à tampa da mala e perpendicular ao tênis coloque o necessaire. na teoria deveria ser na parede contrária, para evitar que ela amasse a roupa quando você levantar a mala, mas na prática amassa bem menos (não me pergunte...);


- Coloque as camisetas, que podem amassar mais. É interessante colocar na ordem que pretende usar;
- Coloque o pijama, que será a próxima roupa que vai usar;


- Coloque as camisas, devidamente ensacadas;


- coloque as coecas e meias em todos os buracos vazios da mala: entre o tênis e a necessaire, na lateral oposta à tampa da mala, logo acima da necessaire, etc. Não se esqueça de nivelar a camada de roupas com as meias e cuecas.


- Por fim, por cima de tudo coloque o chinelo, emborcado para baixo. Isso faz com que a roupa fique um pouco mais protegida;


Pronto! A mala está feita e você pode despachar sem medo de ficar muito amassado.

15 de fev. de 2011

Mofou

Cheguei de viagem morto, doido para deitar na minha querida cama e dormir como não dormia há uma semana. Entro no meu quarto e a minha cama estava coberta com as minhas roupas. Todas. Fui perguntar pro Véio o que aconteceu.

Segundo ele, quando ele foi fechar a porta do meu armário, que larguei aberta quando fui viajar, ele sentiu cheiro de mofo. Resolveu tirar tudo e ver o que tinha acontecido. Meu armário estava todo mofado, e as minhas roupas bastante umidas.

Ele tirou as roupas do armário, fez uma super limpeza e deixou as roupas secando em cima da minha cama. Aí lá fui eu guardar toda a minha roupa para poder dormir. Não sabia que tinha tanta roupa...

14 de fev. de 2011

Esparroman Foi: Butequim da esquina

Ainda na onda dos bares que eu fui que sumiram as fotos do meu celular, temos o Butequim da Esquina. O bar fica na Vitório Marçola e é razoavelmente grande. Dá uma olhada na cara dele, graças ao Google Street View:


É um boteco mais arrumadinho e bem frequentado. O atendimento é meio fraquinho. Mesmo quando estava bem vazio o garçom não olhava para a nossa mesa com muita frequência. Pelo menos não piorou depois que encheu (e enche MESMO). A cerveja de garrafa não é das mais baratas (R$ 4,50, oelo que me lembro), mas acho que eu que fiquei muito tempo sem beber, porque todos os lugares que fui estão nessa faixa.

A comida é tipicamente mineira: bem gordurosa. Neste dia pedimos frango a passarinho (bom), torresmo (muito bom) e provolone pachá (EXCELENTE). A porção é bem servida e o preço não é dos mais caros. O provolone é realmente de babar e acho que foi o mais barato dos 3 pratos.

A proporção homem/mulher é 60/40. Tem bem mais homem que mulher, apesar de algumas mesas somente com mulher. O pessoal é mais arrumadinho, mas não chega a ser aquele povo fresco.

O banheiro é maromenos. São 2 casinhas e 3 mictórios, salvo engano. Não é um espetáculo de limpeza, mas também não é nojento. Só fui uma vez, mais ou menos no meio da noite, então não sei se piora mais pro final.

Estacionar, se você chega depois de 8 da noite, é um inferno. Essa também é uma daquelas áreas com 400 lugares restaurantes/bares. Eu parei tranquilo, porque cheguei cedo.

A conta, no fim da noite, foi meio alta, mas bebemos um bocado e comemos muito também. Mas como aceita cartão de crédito, joguei o problema para este mês, hehe.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

13 de fev. de 2011

Achado do ano


Estava eu passeando no shopps de Manaus com o pessoal da minha equipe (que nunca tinha ido pra selva) quando nos deparamos com uma Saraiva Mega Store. É, sem dúvida, a maior e mais bonita livraria que já entrei. E, óbvio, a mais cara. Tudo que eu olhava era absurdamente caro: jogos de PS3 a 200 ronaldos, netbooks a 1500, wii por 1000....

Os livros também não eram as coisas mais baratas do mundo, mas para dar aquela folheada tava de boa. Dei uma rodada boa, fucei daqui, olhei dali, brinquei com um iPad (que continuo achando inútil)... Quando cansei, fui procurar o pessoal. Encontrei meu chefe estava folheando um livro de guerra.

O livro era bem bonitão: todo colorido, cheio de fotos, papel anti amarelamento, capa dura, grandão e importado. Além, lógico, do assunto ser legal. "Comprai, chefe. Deve ser barato, uns 300 reais.", disse. Ele deu uma gargalhada, mas resolveu ver o preço.

Passamos o livro no leitor e assustamos. Estava mostrando na tela R$ 46,50. Não acreditamos. Fomos lá na pilha de livros, pegamos outro e voltamos a ver o preço. Era a mesa coisa. "Vou comprar", falei, ainda não acreditando naquilo. Todos os outros livros, por mais vagabundos que fossem, estavam mais de 30 conto. Tinha algo errado.

Voltei na pilha para pegar um livro do fundo, menos folheado. No meio deles achei um outro, só sobre avião. Fui lá olhar o preço e estava a mesma coisa. "Vou comprar também!", falei. Ainda abismado, comecei a procurar a pegadinha: páginas faltando, rasgadas, má impressão.... Não achei. Mas achei o preço na gringa: 20 libras. MUITO mais caro do que os 46 ronaldos, ainda mais depois do imposto.

Mostrei os livros pro Véio e falei "chuta quanto custou.". Ele falou "Ah, um livro desses não custa menos de 150, 200 reais". Quando falei o preço, ele também não acreditou. E o melhor é que ainda dividi em 3 vezes sem juros.

Só pode ser culpa do estagiário, que digitou um zero a menos.

Fato é que agora eu não preciso mais colocar meus livros de controle e de redes na mesa de centro da sala (quando tiver uma). Olha só o que vai ficar: