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22 de jul. de 2015

Esparroman RECOMENDA: Moto Maxx

Fazia um tempo que eu estou passando raiva com meu celular. Cheguei a pegar um novo da empresa (um S4 mini), mas não adiantou muito. Eu continuava passando raiva (o celular é uma merda).

Comentei isso com uns amigos em um buteco desses da vida (láááááá em março) e um deles falou que estavam rolando altas promoções de celular. Aparelho que na época custava 2.100 ronaldos estava sendo vendido por 1.500. Umas mágicas que até agora não entendi, mas basicamente era: Dia de desconto especial (um Black Friday da vida) + Cupom de desconto (normalmente 10%) + pagamento no boleto (desconto de mais 10%).

Eu vi muita gente falando bem do Moto X (inclusive a Ruiva) e o Moto Maxx era melhor ainda. Numa dessas promoções várias pessoas compraram o Maxx e estavam gostando muito (principalmente a bateria infinita dele). Decidi que esse seria meu próximo telefone. E pedi para a galera das promoções me avisarem quando aparecesse uma nova.

Um dia um colega me mandou uma mensagem avisando da super promoção. Estava 1.470 ronaldos. Eu não vi, porque no dia a bateria do meu telefone tinha acabado.... E fiquei puto da vida, porque no link que ele me mandou ainda estava aparecendo como se estivesse disponível. Só deu erro depois que preenchi a porcaria toda pra comprar.

Fiquei aguado e doido pra comprar, mas fiquei me consolando com “ah, mas é muito dinheiro. Melhor não comprar mesmo”. E acabei deixando pra lá.

Só que uns 10 dias depois apareceu uma nova superpromoção. Me mandaram o link, o código promocional. Eu vi quando estava em uma reunião inútil, mas que tinha que participar. Não tinha desconto no boleto, então estava 1.650 ronaldos. Para a época, era MUITO barato (o aparelho estava mais de 2 pau). Por outro lado, poderia pagar no cartão e dividir em 10 vezes. O papo de “ah, mas é muito dinheiro” foi pro saco, já que poderia dividir em 10 vezes e não teria tanto impacto assim no orçamento mensal.

O problema é que eu estava na tal reunião e não dava pra sair no meio. Pensei em muitas opções (uma delas envolvia pedir para ir ao banheiro), mas nenhuma era viável. Até que alguém pediu uma pausa para o café e eu saí igual uma bala para o meu computador. Comprei.

Pouco tempo depois ele chegou em casa (coisa de uns 3 dias). No começo, achei meio grande, mas com o tempo você acostuma. Também achei ele pesado (e ele realmente é, graças à bateria infinita). Você também acostuma, mas quando pega um outro aparelho a diferença é realçada. Mas o peso compensa. Tem vezes que fico 3 dias sem carregar o aparelho.

A tela é sinistra. A qualidade QHD (2560 x 1440) assusta (ainda mais para quem tinha um aparelho 800x400). Não dá pra ver os pixels. Os vídeos ficam sensacionais, mesmo com a tela “pequena”. Os aplicativos abrem muito rápido e não “agarram”. Android quase puro, sendo que o que deixa ele impuro são coisas realmente boas da Motorola.

Mas.... (sempre tem um mas) ele tem um bug. O botão voltar não volta sempre. No início eu achei que era só o meu, mas confirmei com outras pessoas que acontece com todo mundo. Algumas vezes você precisa apertar por mais tempo, um toque rápido não funciona. E não é hardware, porque isso só acontece algumas vezes. E também acontece em alguns Moto X.

Outro mas é o tal android puro. Eu sinto falta de algumas coisas que a Samsung implementou na UI dela que não tem no puro. Para ligar (ou mandar mensagem) você precisa achar a pessoa nos seus contatos, “entrar” nela e clicar no telefone ou na mensagem. No Samsung era só deslizar o dedo para a esquerda ou para a direita.

Um terceiro problema (e acho que esse é o último) é a câmera. O software é o do android e é uma bosta. Simples, sem recursos, só uma resolução disponível. O foco leva uma eternidade. Nisso aí a Samsung espanca. Estou testando uns outros aplicativos de foto, mas não achei nenhum igual o da Samsung que seja grátis. Em números, era para ser excepcional: são 21 MP para foto e filma em 4k (sério!), mas quantidade alta de pixels não significa necessariamente foto e filme bons. Note: não é que sejam ruins, comparado com o meu S2 antigo, são melhores, mas comparado com fotos de telefones mais novos, deixa a desejar.

No geral, estou gostando muito e recomendo. O problema é que apesar de topo de linha da Motorola, ele não é vendido em tudo quanto é canto do mundo e ai atualizações são deixados para segundo plano (já está no Lolipop 5.0.2, enquanto o moto x está no 5.1).

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

20 de jul. de 2015

Medindo o sono

Quando eu estava em Zurique, na casa da minha irmã, vi que ela e o marido dela estavam usando um treco no braço. Esse aí embaixo:


Perguntei o que era e minha irmã respondeu de forma simples: “contador de passos”. Vi que meu cunhado fez uma cara feia e perguntei pra ele “que mais que faz?”. Aí o supernerd começou a me explicar com detalhes técnicos tudo o que o bagulho fazia (eu sempre fico impressionado com o quanto ele é nerd).

Depois dele falar uns 15 minutos minha irmã fala: e custa 15 dólares. Instantaneamente falei: “quero um”. Não importa se é bom, se é ruim, eletrônico por 15 dólares eu quero. O problema é que vinha da china e levava 3 semanas, coisa que eu não tinha. Mas por uma dessas coincidências da vida eles tinham comprado pra meio mundo e tinha um sobrando (a pessoa estava de férias e só ia voltar dali a um mês). Aí peguei pra mim.

Para quem não reconheceu pela foto, o bagulho é um MiBand, da Xiaomi (aquela marca de celular chinesa que quer desbancar a Apple).

Vou ser sincero: eu só uso a parte de monitoramento do sono. A parte de contar passos vem de brinde, mas não é algo que eu use com frequência.

Tem outras coisas que podem ser uteis, mas que não uso (ainda):

- Vibrar quando chega notificação ou chamada;
- Desbloquear o telefone quando está perto (esse eu acho perigoso. Se roubarem telefone e pulseira, não adianta nada a minha senha cabulosa);
- Acordar quando estiver em sono leve.

Esse último meu cunhado testou e falou que é uma bosta. Você coloca um range do horário que é para te despertar e ele olha o melhor momento pra isso (quando você está em sono leve). O problema é que se você já estiver em sono leve no primeiro minuto do range ele te acorda e você pode perder alguns minutos valiosos de sono.

A parte de sono é bem interessante, se você tiver saco para tratar os dados. Ela mostra horário de início e término de sono, além de períodos de sono leve e sono profundo e, se você ficou acordado, os períodos. Saca só (uma típica noite de sono minha):


Importante: o meu tempo acordado foi muito maior do que ele marcou, mais ou menos o tempo todo entre as duas faixas laranjas, mas ele não consegue ver olho aberto. Ah, e o ideal é ter mais ou menos 45% da noite em sono profundo, sendo 25% em REM. Mas o aparelho não separa REM de sono pesado.

O correto seria tentar fazer correlações de coisas que aconteceram durante o dia (ou a noite) com o seu sono, além de tentar entender o melhor horário para dormir (se dormir muito cedo pode não dormir tão bem quanto se dormir mais tarde. Ou vice-versa). Mas eu não faço porra nenhuma disso.

Uma coisa é fato: dias em que o sono profundo foi pequeno eu acordo cansado. Todos os estudos sobre sono fazem sentido, hehe.

Outra coisa que percebi foi o quanto o estresse me faz dormir mal. Voltei de férias dormindo igual criança. Uma semana depois já estava com sono todo cagado.

“E os passos?”, você me pergunta. Cheguei à conclusão que sou mais sedentário do que eu imagino. A quantidade recomendada são 8.000 passos por dia. Minha média são 4.800. Só passei dos 8.000 umas 5 vezes (em quase 2 meses usando a bagaça).

E mesmo assim duvido da qualidade da informação. O treco parece ser muito sensível, pois toda noite ele indica passos meus. Imagino que seja porque eu movimento muito durante a noite, rolando de um lado para o outro na cama e mexendo os braços. E a cada movimentação ele conta um passo. Isso deveria ser cruzado com as informações de sono, mas não são (erro simples de corrigir, mas tudo bem).

Ou então eu sou sonâmbulo e não sei......

5 de jan. de 2015

Os fantasmas se divertem

Aqui em casa sempre acontece umas coisas estranhas. O suicídio e a ressurreição da minha TV, por exemplo (caramba, esses posts são velhos!). E no final de dezembro tivemos um novo evento: o suicídio do meu HD externo.

Como o ano estava acabando, resolvi formatar o meu notebook do trabalho (que estava um lixo). Fiz o backup de tudo num final de semana (na verdade, só atualizei) e deixei o note com o cara da TI. Antes, só por precaução, copiei um arquivo de emails do projeto em um pen drive. Sabem como é, sou um backup freak.

Três dias depois, pego meu notebook e já de madrugada, quando chego em casa (foi um dia de muito trabalho, pra variar), resolvo copiar o backup para o note e testar no dia seguinte no trabalho (tinha que estar tudo funcionando antes das férias coletivas e su só teria 2 dias pra resolver qualquer problema). Liguei o notebook, liguei o HD (que é grandão, da época que 1 TB era uma coisa absurda e tinha que ter até fonte externa pro HD, pois os 5 volts do USB não davam conta) e deixei sincronizando. Como eu sabia que ia demorar, fui dormir as 4 horas que me restavam de noite.

Mais ou menos uma hora depois eu acordo com um barulho alto. Olho para o lado e vejo meu HD no chão, agonizando (sério, ele estava fazendo um barulho sinistro, típico de agonia). Sem entender o que estava acontecendo, levantei, olhei para ele, pensei "fudeu, quebrou", olhei para o meu pen drive, copiei o arquivo pst do projeto e fui dormir. "Depois eu vejo isso aí".

No dia seguinte, fui tentar entender o que aconteceu. Até hoje eu não consegui entender. O bagulho era todo emborrachado, não sei como ele "pulou" da baqueta em que estava para o chão. O fato é que não funciona mais. A minha sorte é que o arquivo mais importante, o dos emails do projeto, estava no pen drive. E sorte mesmo que eu sou backup freak e tenho a cópia dos arquivos todos em outros 2 HDs (no meu desktop e no meu notebook particular). Os dois estavam meio desatualizados (coisa de 1 mês), mas tudo o que eu precisava estava na rede da empresa e/ou não tinha sido atualizado recentemente. A única perda foi 1 arquivo de emails, mas que não era tão importante assim.

E ainda me perguntam por que eu sou tão psicopata com backups.....

Mas que tem algum espírito brincalhão aqui em casa, isso tem.

2 de jan. de 2015

Retrospectiva 2014

É, eu sei. Já estamos em 2015. Mas não consegui fazer em 2014, então não reclamem.

Aliás.... 2014 foi um ano de poucos posts. Segundo o blogger foram apenas 39. Isso dá praticamente 3 posts por mês. Uma vergonha. Mas tem uma razão: 2014 foi o ano que eu mais trabalhei na vida. Eu trabalhei pra caralho. Mas vamos na ordem cronológica (imagina aí um efeito de flashback).

Comecei o ano morando no Rio. Era para eu ter voltado em 2013, mas como não tinha projeto em BH e ainda precisavam de mim no Rio, estiquei a minha estadia na cidade calamitosa. Fiquei até o final de fevereiro, se não me engano (não tem post nenhum esse ano, tô tendo que tirar tudo da minha já ruim memória). Aí teve carnaval, férias e voltei a trabalhar em BH em abril (ou no dia 30 de março, pelo que estou vendo no calendário).

A minha vida no rio era uma mamata (dentro dos meus padrões), principalmente depois que mudamos de prédio (que era longe pra caralho e tinha horário de ônibus para ir e voltar). O trabalho era tenso (envolvia demissões), mas eu trabalhava lá umas 9 horas por dia (dia ou outro eu ficava um pouco mais - uma vez me fodi, inclusive), mas em termos de volume, não era nada absurdo.

Além de "pouco" trabalho, eu ainda conseguia correr (cheguei a emagrecer um bocado) e visitar uns poucos lugares do rio que ainda não conhecia (e tinha vontade de conhecer, lógico). O Rio também me rendeu um sequestro. Até hoje eu encho o saco do Véio com isso. A vantagem da temporada no Rio é que ganhei milha pra caralho e cheguei a virar diamante na Gol. Mas também tive momentos de tensão nas viagens (não podia ser fácil).

O lado bom dessa primeira fase do ano é que terminou, finalmente, meus contratos de Manaus. Na teoria não preciso voltar mais lá, mas vez ou outra pinga um email na minha caixa de entrada para resolver.

A primeira fase foi encerrada com merecidas férias. Fui para o Rio Grande do Sul e para o Uruguai. Conheci umas 8 cidades nessa brincadeira (em....10 dias?). Tudo cidade pequena e sem muita coisa pra ver. E praticamente conta como 2 países, dada a diversidade do RS.

Aí eu voltei pra BH e meu amigo... foi o caos. Foi (está sendo, na verdade) o projeto mais merda que eu já peguei. Já trabalhei mais em picos de um mês, mas estou num ritmo cabuloso desde que peguei esse projeto maldito. Até durante os jogos do Brasil na copa eu trabalhei. Era tanto trabalho que eu não tinha forças para blogar (e nem tinha muito assunto, já que eu só trabalhava). Eu só ligava o computador em casa para trabalhar. Se não tivesse que trabalhar, não queria nem ver a tela brilhando. Tela, aliás, que queimou e eu tive que trocar.

Apesar de todo esse caos, eu ainda consegui algumas proezas, como trocar de carro (que tinha até som e me fez mudar a forma de dirigir), dar um pulo no Paraguai (e voltar sem nenhuma muamba), comprei um notebook novo (o antigo estava uma merda), sair com uma menina (mesmo que por pouco tempo) e ainda engatar um namoro (esse eu ainda não sei como consegui).

O saldo do ano foi negativo. Apesar de ter conseguido algumas coisas boas (a Ruiva, por exemplo), sinto que perdi um ano só trabalhando. Tanto que meu chefe chegou a fazer piada que eu precisaria fazer reintegração à sociedade. E ele não estava brincando: eu realmente passei um ano afastado do mundo.

E como o ano foi de merda, terminou da pior forma possível: com o falecimento do pai de um amigo. Ou seja: comecei 2015 indo a um enterro.

Tomara que este esterro seja também simbólico de um ano de merda e de um período sem vida. Que 2015 seja muito melhor.

16 de out. de 2014

Notebook novo

Acho que eu comentei aqui, mas aproveitei que a Véia estava nas oropa visitando a minha irmã e comprei um notebook lá. O meu notebook antigo era um Frankenstein: não tinha mais HD e funcionava através de um pen-drive de 32 Gb que rodava Lubuntu, dando umas travadas (o hardware era tão antigo que não rodava o Ubuntu direito). O cooler parecia uma turbina e só funcionava depois de umas pancadas (sério). A placa de video travava quando eu ligava na minha TV.

Mas ele tinha o tamanho ideal: 12". E ainda era relativamente leve, quando estava sem a bateria (que, curiosamente, ainda durava mais de uma hora). Mas para o que eu usava, estava mais que bom. Se eu precisasse de potência, tinha o notebook do trabalho e, mais do que isso, meu desktop (que era um mini-servidor quando eu comprei).

O problema é que o bicho começou a travar muito. Nem ver videos eu conseguia mais, imagina filmes. Navegar na internet era um sofrimento. Aí achei uma superpromoção num site suíço de um notebook pequeno e leve (com hardware fraco, é verdade) e resolvi comprar. Tava realmente muito barato, mesmo pagando 6% de IOF e mais 3% para pagar usando o cartão de crédito. Ele é bem pequeno e tem aguentado bem as minhas demandas. Saca só o pequeno notável (comparado com o meu dell do trabalho, de 14"):




Ele não é perfeito, lógico. As minhas reclamações até o momento:

- Teclado com teclas muito pequenas, daquelas com espaço entre as letras. O computador já é pequeno, se você coloca espaço entre as teclas elas ficam ridículas;
- Teclado alemão suíço. É um saco ficar catando as teclas;
- Windows 8.1. Não curti, principalmente porque eu não consigo instalar o lubuntu junto com o Windows (e eu tentei muito). Um tal de UEFI aí que tá cagando a história (e desisti de instalar);
- O Hardware é realmente fraco. Para o que eu uso, não é problema, mas ele não aceita nem aumentar a quantidade de RAM.

O que eu estou curtindo (muito): saída HDMI. Antes eu tinha que ligar na TV com cabo VGA e ligar caixas de som para conseguir escutar. Agora, liga um cabo HDMI, qualidade full HD e som de primeira. Nem preciso ficar levantando toda hora para ajustar o volume, faço pela TV.

O tamanho também é ideal: ele é do mesmo tamanho do meu antigo (quando este estava sem bateria), mas tem METADE da altura. E pesa menos (mesmo sem a bateria no velho). É justamente o que eu queria: se quero uma tela grande, minha TV taí pra isso (são 47").

Se ele durar tanto tempo quanto o antigo, ficarei muito feliz.

4 de set. de 2013

Getting Things Done

Eu sempre fui de fazer muitas coisa ao mesmo tempo. E eu sempre conseguia fazer tudo no prazo estimado. Mas de uns tempos pra cá, tem tido tanta coisa para eu fazer que eu começo 200 coisas e.....não termino nenhuma. Ou termino, mas bem depois do que eu deveria. Projetos pessoais então, ficaram totalmente de lado.

Aí a minha empresa resolveu dar um curso da metodologia Getting Things Done (GTD) e eu fui um dos escolhidos (ou seja: PERCEBERAM que eu não estou mais entregando no prazo). O treinamento é de um dia e eu vi que, se essa é a metodologia mais adequada, eu faço tudo errado.

O pior é que eu achava que eu fazia tudo da melhor forma possível. Tanto que tudo que o cara perguntava, eu fazia. Só que era para NÃO fazer. Exemplos?

Uso do calendário

- Quem aqui deixa no calendário só reuniões?
- Eu! Reunião no calendário, tarefas nas tarefas.
- Pois é, TUDO tem que estar no calendário. Você precisa reservar o tempo para fazer as coisas.


Cores no calendário

- Quem aqui usa cores para identificar coisas no calendário?
- Eu!
- Pois é, eu recomendo ter uma só, vermelho, para o que for parte do seu Big Rock.

Cores no inbox

- Quem aqui usa cores no inbox, para identificar emails?
- Eu! Uso pra quando estou sozinho no "Para" e outra para quando tem mais gente no "Para"
- Pois é, eu recomendo só para quando você está sozinho no "Para"

E assim foi o dia inteiro.....

Confesso que não está sendo fácil adequar meu modo de trabalhar ao modo que o cara indicou. Ver a minha agenda lotada me dá um certo pânico, mas estou seguindo o método. Quer dizer, estou seguindo mais ou menos.... Dei umas adaptadas, porque tinha coisa que eu não ia conseguir fazer nunca.

Mas uma coisa que eu fiz que está rendendo MUITO o meu dia foi tirar as notificações do outlook para todas as mensagens. Agora, só pisca se é email dos meus chefes (são 3...) ou do meu cliente direto (hoje é um só). Os demais, ficam lá para um dos 3 períodos que eu tenho para olhar email.

Meu dia tem rendido mais, é verdade, mas eu sou meio viciado em email e em qualquer oportunidade que eu tenho (entre tarefas) eu acabo dando uma olhadinha. Esse eu acho que vai ser o mais difícil de me desapegar....

Vamos ver se eu consigo entregar mais coisas em menos tempo.

16 de ago. de 2013

Esparroman RECOMENDA: SwiftKey

Um bom tempo atrás, o Primo deu uma dica de um teclado que era sensacional, o SwiftKey. O teclado é fantástico: responde bem aos dedos rápidos e tem uma capacidade de correção de digitações erradas que parece mágica. Além disso, tem uma capacidade de aprendizado absurda, sugerindo, muitas vezes, a palavra que você quer digitar antes mesmo de você escrever qualquer coisa. Divida? Saca só o video deles:


Além de toda essa maravilha, ele tem o flow, que é parecido com o Swype, mas com toda a mágica de aprendizado, correção e "adivinhação" de palavras. Confesso que no flow não é tão mágico assim, mas pode ser porque eu havia colocado o inglês e o alemão como outras opções de língua. Ah, é, você não precisa chavear as línguas, ele identifica a língua que você está escrevendo....

O teclado é tão bom, mas tão bom, que eu COMPREI o aplicativo. São 4 ronaldos e eu estou me perguntando até agora por que eu não havia comprado antes. Eu tinha usado o trial uns 2 anos atrás, que não tinha o flow, e deve ter sido por isso. Mas agora, não tem mais desculpas!

Uma parte que eu gosto muito é a de estatísticas (nerd, sabe como é): mostra quantas palavras você digitou errado e ele corrigiu, quantas palavras ele previu, quantas letras você não teve que digitar, quantos metros você "flowou", além de um heatmap com a sua digitação (mostra onde você costuma digitar nas teclas). Queria mostrar aqui, mas como eu comprei o aplicativo hoje, as estatísticas estão todas em zero. A solução foi pesquisar no google:




Importante: não tem para iOS ("The SwiftKey app isn’t currently available for iOS devices, because Apple do not allow apps to change the on-screen keyboard.") e nem para Windows Phone (porque ninguém usa, hehe). Mas para quem usa android, recomendo muito, nem que seja a versão trial de 30 dias. E se você gostar, COMPRE. Vale cada centavo.

O problema é que você vai ficar mal acostumado e quando for digitar no computador vai ficar puto que o excel (ou qualquer outro programa) não está corrigindo o que você digitou errado....

14 de ago. de 2013

Bug da Xerox

Esse post é rapidinho, porque o gerente da TI comentou comigo e eu não acreditei: algumas máquinas da xerox alteram números quando você digitaliza documentos.

Sério, saca só o original e o digitalizado (foto diretamente do post que linkei aí em cima):


Resumindo, é o seguinte: alguns números parecidos são alterados pelo software da Xerox. Tipo um 6 e um 8. Segundo o pessoal da Xerox, o problema é no algoritmo de compressão utilizado. Eu chutaria que ele deve tentar fazer reconhecimento OCR e deve fazer alguma caquinha.

Detalhe: na minha empresa usamos máquinas da xerox....

7 de ago. de 2013

Caderno de trabalho

Quando comecei a trabalhar (na verdade, quando comecei a fazer estágio) me falaram que seria importante eu ter um caderno para anotar as tarefas que teria que fazer nos próximos dias. No começo, achei bobagem , já que tinha uma memória de elefante (bons tempos...), mas com o tempo vi que seria útil. E aí peguei um caderno que eu tinha usado em um laboratório em alguma matéria da faculdade (tinha usado 2 páginas). Esse aqui:


E comecei a anotar todas as tarefas que eu deveria fazer. Foi muito bom, porque a minha memória já não era tão boa quanto eu imaginava. Aí eu fui trabalhar com consultoria e abandonei o caderno. Basicamente porque eu não tinha mesa e mal tinha espaço para colocar meu notebook. E ele ficou la, abandonado, triste e sozinho.

Anos depois, quando vim pra minha empresa atual resgatei o caderno e voltei a usa-lo. Mas eu já tinha perdido o hábito de anotar todas as tarefas e muitas vezes anotava numa folha de rascunho, ou no outlook, ou na mesa. E com isso o caderno dura até hoje.

E um dia desses aí pra trás eu percebi toda esse história e vi que conseguia mapear quase todos os projetos que eu já tinha passado e, mais legal ainda, o quanto a minha letra mudou (pra pior, lógico). No início, letra cursiva. Aí, em 2006 eu resolvi que passaria a escrever com letra de forma. Mas durante um tempo eu demorava muito tempo para usar a letra de forma e cada dia escrevia de um jeito. Dúvida? Saca só:


Eu sei, parece letra de menino de primeira série... Faltei as aulas de caligrafia. Nem eu estou entendendo o que eu escrevi..... E, por incrível que pareça, a letra conseguiu ficar pior ainda. Hoje, tem vez eu eu acabou de escrever e não seu mais o que eu anotei.

E eu tambem percebi que a metodologia para acompanhamento das tarefas mudou. Já foi um ii no final da tarefa, risca-la de lápis, um ii com caneta de outra cor.... Hoje e um "check" antes da tarefa.

Ta, para vocês esse posto não tem pé nem cabeça e graça nenhuma, mas eu achei legal notar que munha vida profissional estava escrita naquele caderno. Bem porcamente escrita, mas estava la.

25 de abr. de 2013

Torcendo uma toalha no espaço

Dia desses aí pra trás o PG postou um link no twitter que eu achei sensacional. É um video mostrando o que acontece quando você torce uma toalha encharcada no espaço.

Pelo que entendi, os astronautas canadenses não precisam de toalhas e de água, então desperdiçaram algumas para fazer esta fantástica experiência. Mas sarcasmos à parte, o resultado é SENSACIONAL. Saquem só:


Pelo que eu vi, os caras gostam mesmo de mostrar o dia a dia na estação espacial, porque tem outros vídeos mostrando como dormir no espaço, como fazer um sanduiche de pasta de amendoim no espaço e como cozinhar espinafre no espaço, entre outras coisas.

Achei genial!

7 de mar. de 2013

Esparroman RECOMENDA muito: CWMoney

Para quem lê o blog há mas tempo sabe que controlo meus gastos. Comecei em 2006, com um programa genérico. O programa era bom, mas não tinha tudo o que eu precisava e o banco de dados era fechado. Ou seja, não dava para fazer análises mais profundas dos lançamentos.

Aí aproveitei a minha desalocação em 2007 e desenvolvi o Super Controlador de Gastos. Ele era muito bom e tinha tudo o que eu precisava. O problema é que ele ficava só no meu notebook (na época, no notebook da consultoria) e era uma merda, porque tinha que anotar as despesas em um papel e depois colocar lá.

Em algum momento que não lembro quando foi, resolvi transformar a base de dados (um access porco) em planilhas excel e migrá-la para o Google Docs. Era lindo, poderia usar em qualquer computador, mas teria que estar com algum computador perto. Eu continuava anotando em papéis, mas acabava esquecendo uma coisa ou outra, o que tornava o sistema falho.

Quando eu viajei para o Chile, então, foi uma merda. Anotar tudo, mas quando voltei de viagem estava rolando um turbilhão no trabalho e não tive tempo de colocar todas as despesas na planilha. Aí fui deixando pra depois e quando fui ver tinha SEIS MESES que eu não anotava nada. Vi que o GDocs não era a melhor opção.

Como eu sempre ando com o celular, resolvi que era hora de utilizá-lo para realizar o controle das despesas. Pensei em desenvolver um aplicativo, mas a falta de tempo era grande e a preguiça era maior ainda. Resolvi catar algum aplicativo pronto no Google Play. Foi difícil pra caralho encontrar, pois nenhum tinha nem metade das coisas que eu precisava. Mas consegui: encontrei o CWMoney.


O programa é MUITO completo. Pra começar, tem controle de despesas e de receitas. Coisa que eu acho bem importante, já que não tenho só uma fonte de receitas (tem salário, reembolso de viagens, aplicações, etc).


Outra coisa boa é que ele permite colocar muita informação para classificar suas despesas/receitas. Você pode colocar categoria de gastos, com suas respectivas subcategorias, conta e projeto. E o melhor: ele já vem com os itens mais comuns de cada um dessas classificações, mas você pode configurar cada uma delas. Eu, por exemplo, mudei absolutamente todas. A única coisa ruim é que as categorias/subcategorias/contas/projetos não aparecem em ordem alfabética, são listados na ordem que você os cadastra.

Ele também permite que você tire fotos e associe ao gasto (uma nota fiscal, por exemplo), grave algum som (você falando o nome do lugar, ou o que comeu, por exemplo) e/ou associe a algum lugar no GPS. Nunca usei nada disso, mas pode ser útil para alguém.


Outra coisa legal é que ele já tem alguns gráficos para você fazer uma análise rápida dos seus gastos/receitas: por mês, por semana e por categoria. E também permite que você exporte o banco de dados (para backup, por exemplo). Na versão paga você ainda pode exportar para CSV, Excel e mais uma pancada de coisas. Mas o banco de dados exportado é aberto, então um programinha porco de SQL resolve.

Também dá para fazer pesquisas por data em cada conta, para saber quais seus gastos (ou então clicar nas categorias abaixo do gráfco, para ser mais rápido).

Outro ponto muito bom é que você pode definir orçamentos para cada uma das categorias e ir acompanhando os gastos com uma barrinha que vai sendo preenchida à medida que seus gastos são lançados. Não dá pra reclamar de falta de controle.

A segurança é boa: você pode colocar uma senha para entrar no programa. E para evitar que você tenha que colocar a senha toda vez que for lançar alguma coisa, há um widget para lançamentos rápidos.

Eu achei absurdamente completo e não vi nada que faltasse no programa. Também tem muitas opções para personalizar o programa. Claro que faria pequenas mudanças se o código fosse meu (como ordenar as listas de categorias alfabeticamente), mas é perfumaria.

Recomendo MUITO e tem tanto para Android (versão grátis e a paga, com alguns itens a mais) e para iOS (acho que só pago).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

6 de mar. de 2013

Análise de gastos

Dia desses aí pra trás precisei comprar um sapato novo. Fazia MUITO tempo que eu não comprava sapatos, então resolvi olhar a minha planilha de controle de gastos QUANDO foi que eu havia comprado meu último sapato. E o resultado me assustou: 15/08/2009. Também me assustou o valor que paguei na época: R$ 79,90.

Mas o que mais achei legal desta história foi saber que a minha planilha de controle de gastos (que já foi um programa que eu mesmo desenvolvi, depois virou uma planilha no GDocs e hoje é um aplicativo no celular - mais informações em breve) foi útil (por exemplo: descobri que cortei o cabelo 3 vezes desde agosto de 2012).

Aproveitei para ver como estou gastando o meu dinheiro. Usei os dados do aplicativo (comecei a usar em Agosto de 2012), porque é bem mais confiável. Saca só o resultado (não me julguem pelo gráfico, fiz no OpenOffice):


Conclusões rápidas:

- Almoçar na rua todo dia é caro (ainda bem que recebo ticket). E jantar em viagens também (essas são reembolsadas);
- Buteco está no meio de Comida e Bebida. Corresponde a 20% do valor;
- Viajar muito custa caro. Ainda bem que a empresa me reembolsa os hotéis;
- A parte de transportes é basicamente custo com pasagem de avião e taxi. As passagens são minhas e do véio para a Colômbia/Equador. Os taxis são de viagens pela empresa;
- Notem que gasto pouco com carro. A maior parte é IPVA e seguro;
- Em compensação gasto muito com anuidades (CREA e Sindicato, basicamente).

Se algum dia precisar cortar gastos, consigo saber de onde tirar.

E você, faz algum controle dos seus gastos? Sabe para onde está indo seu dinheiro?

11 de fev. de 2013

Rapidinhas de Carnaval

- Para começar, descobri que existe um... sei lá o nome, existe um povo que troca a letra de clipes para contar o que está acontecendo no video. O melhor exemplo que eu vi foi esse aqui:


- A stella artois agora é fabricada no brasil. Bem que eu reparei que estava mais barata e pior do que antigamente;
- Meu chefe mudou. O antigo ganhou um cargo maior e um outro gerente do escritório assumiu o lugar dele;
- Ganhei 2 novos projetos. Pequenininhos. Confesso que não lembrava como era ter projetos de 2 meses e uma pessoa em cada um;
- Esses dois projetos juntos tem valor total menor do que eu costumo faturar por mês em cada um meus outros projetos. Assustei quando percebi isso;
- Na sexta eu tive uma reunião como o novo chefe e ele me mandou folgar quinta e sexta de carnaval. Falou que eu estou trabalhando demais e preciso de descanso;
- Realmente eu estou uma pilha de estresse. Os projetos de Manaus não acabam nem fudendo (apesar de já termos entregue tudo, o cliente que nâo quer terminar o contrato) e agora chegou aquela fase em que só vem problema para resolver;
- Ainda não consegui descobrir para onde vou nas minhas férias. Me recuso a pagar por passagens tendo tanta milha sobrando. Maldita TAM que não vai para Bogotá;
- Mudando de assunto, hoje revi um drink no inferno. Não lembrava de ser tão ruim;
- Ando com tanta preguiça que as coisas que eu PRECISO fazer estão acumulando a ponto de uma semana não ser suficiente para resolver. Imagina as que eu GOSTARIA de fazer;
- O carnaval de BH está uma bosta. Até uns 2 ou 3 anos atrás era lindo: podia-se andar pelado na rua sem ser incomodado. Agora, com esses blocos, a cidade está cheia. Hoje de manhã peguei até engarrafamento;
- Agora que eu jogo futebol regularmente eu comecei a sentir o peso de tantos anos sem fazer esportes: a cada semana doi um lugar diferente. Duas semanas atrás torci o tornozelo e, como não fui ao médico ver o que aconteceu, continua doendo;
- E o papa renunciou. Não sabia que isso era possível;
- A samsung liberou a atualização do Jelly Bean para o S2 no brasil antes de boa parte da europa. Adivinha se eu estou feliz;
- Aliás, estou quase colocando uma ROM não oficial no meu telefone. Não aguento mais essa demora para atualiação;
- Virei um especialista em massas desde que o Véio foi pras oropa. Cada semana uma receita diferente;
- A propósito, o Véio está para voltar. Minha irmã está quase se matando por causa disso;
- Minha sobrinha não pára de chorar. Minha irmã está quase se matando por causa disso.

Bom, é isso. Minha memória anda ruim, como sempre, então estou deixando metade das coisas que iria escrever pra trás.

20 de out. de 2012

Ressuscitando o notebook

Pois bem, amiguinhos. Faz muuuuuuito tempo que eu não passo por aqui, mas é que a vida não tá fácil. Tenho trabalhado pra caralho, viajado pra caralho e no fim de semana nem lembro deste humilde blog. Quer dizer, até lembro, mas não tenho tido muita coisa para escrever por aqui, já que minha vida ultimamente é só trabalho e avião.

É tanto tempo sem postar e tão pouco post esse ano que nem sei se já contei por aqui a história do meu notebook. Então como ela chegou a um fim hoje, resolvi contar tudo....

Tudo começou em...2007, acho. Talvez 2008. Pouco importa. Fato é que em 2006 minha irmã resolveu casar com um gringo e desde então todo ano vai alguém da minha família visitá-la na suíça. E em 2007 (ou 2008), a véia foi para lá e trouxe um notebook daqueles supermóveis, precursor do netbook. O bicho tem 12", pesa pouco mais de 1,5 kg (com a bateria de 6 células), mas tem uma configuração animal (tirando o processador). Até hoje é de dar inveja a muito notebook por aí. Para os cusiorsos, é esse aqui. Considerando que ele tem quase 5 anos e que sobreviveu 4 deles com a minha mãe, o bicho é um guerreiro (ao contrário da maioria dos HPs).

Pois bem. Na última visita da véia à minha irmã, em junho, ela comprou um notebook novo e resolveu me dar o pequenino guereiro. "Só tá fazendo um barulho esquisito", disse ela ao me entregar. Fiquei felizão, mesmo apanhando horrores da merda do teclado em alemão.

DOIS MESES depois aconteceu isso aqui:


Morreu. Simples assim. Não ligava mais. Meus conhecimentos de informática me diziam que era o HD que tinha ido pro saco. Mas como o computador é muito bom, considerando tamanho/especificações, achei que valia a pena ver o quanto custaria para salvá-lo.

Dei uma procurada na internet por um HD novo e vi que era maromeno umas 100 doleras na gringa. "Ah, uns 250 conto eu pago feliz", pensei. Levei numa loja perto do trabalho e o cara só falou assim: "putz, é mini-HD. Vai ser umas 650, 700 pratas". Assutei e resolvi pedir uma segunda opinião. Mesma coisa.

Não aceitando a derrota, comecei a caçar o tal mini-HD aqui no Brasil. E ele simplesmente NÃO EXISTE. Basicamente saiu de linha no mundo inteiro. Uma merda. Pensei em comprar um HD externo, mas não serviria de nada ter um notebook pequeno e ter que usar um HD externo.

Aí pensei que poderia comprar um pen drive razoavelmente grande e instalar linux nele. Se precisasse de armazenamento duradouro, só usar o HD exteno de 1 Tb que eu tenho. Mas antes de sair gastando grana, queria fazer um teste para ver a performance. Catei um pendrive de 8gb do Véio e instalei o lubuntu. O resultado? Esse aqui:


Sabendo que funcionaria, resolvi comprar um pendrive pequeno, o menor possível de 64Gb. Seria mais que suficiente para sobreviver. O problema é que a maior capacidade que eu achei no tamanho que eu queria era 32Gb. Fazer o que, era o que tinha disponível. Não foi tão caro (uns 50 ronaldos), só que vinha da china, então demorou uma eternidade para chegar. Mas sexta (popularmente conhecida como ontem) chegou. Saca o tamanho do treco (a moeda de 1 ronaldo é apenas para fins comparativos):


Como eu estava morto e saí muito tarde do trabalho, resolvi que não iria render muito se fosse sair. Comprei umas 2 cervejas e instalei ontem mesmo o Lubuntu 12.10. Funcionou que foi uma beleza. Muito rápido e tem tudo o que eu uso no dia a dia (tive que instalar alguns programas, lógico). E o melhor: ainda diminuiu o peso, já que troquei o HD por essa coisinha aí do lado quase imperceptível (o mais à frente, na altura do TAB. Atrás dele é o conector da fonte).


Fiquei felizão com a volta à vida do pequenino. E só me vinha à cabeça essa cena:

1 de ago. de 2012

Esparroman RECOMENDA: SyncToy

Já contei aqui que sou bem neurótico com backup, né? Tenho uns 15 DVDs com backups que eram feitos a cada 3 meses. Manter esses backups era uma merda: toda vez tinha que queimar um DVD novo colocando tudo o que eu tinha no computador (seja ele desktop, seja notebook). Aí era uma merda: eu nunca lembrava qual o arquivo era o mais novo: o do notebook ou o desktop. Até que eu descobri o SyncToy (em 2006. Não sei porque diabos só estou postando isso hoje).

O SyncToy é um programinha grátis da Microsoft que sincroniza os arquivos de 2 computadores. Ele mesmo olha o que foi alterado e mantém as 2 bases iguais. Na verdade verdadeira, ele tem 3 opções: sincronizar, eco e contribuição. Resumindo: no primeiro ele iguala as bases, no segundo ele faz uma cópia de uma base para a outra e na terceira ele só acrescenta o que foi criado/editado numa base na outra.

E para fazer backup isso é fantástico: você sincroniza o seu computador 1 com o computador 2. Se você é doente, como eu, pode sincronizar o notebook com o HD externo, o desktop com o HD externo e novamente o notebook com o HD externo. Isso significa que tudo o que tem no notebook tem no desktop E no HD externo (ou pen drive gigante). Se seu notebook está em rede com o desktop, pode sincronizá-los direto (não é o meu caso).

O melhor de tudo é que o programa é MUITO simples de usar. Basta você falar o diretório que ele deve sincronizar no computador 1 e o diretório do computador 2. O resto ele faz sozinho. E se você tem alguma pasta dentro desse diretório que não quer sincronizar, tem essa opção. Ou então algum tipo de arquivo que quer manter só de um dos lados. E o legal é que ele funciona com diretórios de rede, então você pode manter o seu notebook do trabalho sincronizado com a rede para quando for viajar.

Não vou colocar prints do programa aqui porque, bem, estou com preguiça (tá cheio de coisa confidencial e teria que ficar editando os prints), mas recomendo MUITO. Só não deixe de sincronizar os arquivos com freqüência, senão não adianta nada.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de jul. de 2012

Rapidinhas

- Coisas que só acontecem na minha empresa: horas administrativas precisam ser aprovadas pelo gerente do funcionário. Por uma questão interna, no sistema eu sou o meu gerente, logo eu aprovo as minhas horas;

- Sabem como eu descobri que eu aprovava as minhas horas? Recebi um email avisando que tinha horas do funcionário “fulano” (eu) para ser aprovadas por mim;

- Outra coisa peculiar que acontece é que quando eu não aponto horas em um dia eu recebo 2 emails: um falando que eu não apontei horas e outro falando que o funcionário “fulano” (eu) não apontou horas e que devo cobrá-lo do lançamento de horas;

- Ainda no campo trabalho: “ganhamos” 2 contratos grandes e meu chefe quer que eu fique com eles. Detalhe: um no nordeste e outro no sudeste (mas não em BH). Além dos meus contratos em Manaus. Acho que não vou mais parar em BH e nem dormir;

- As aspas no ganhamos é porque ainda não foi assinado o contrato. E como eu já vi de tudo nesse mundo corporativo, não custa nada mudarem de idéia;

- Apesar de não termos assinado o contrato o chefe mandou começar a trabalhar no projeto. Como a minha equipe já está no talo, colocaram um cara para trabalhar comigo. Esse cara vai casar em breve. Adivinha se fui convidado de última hora. O problema é que o casamento do cara é no interior. Ainda estou pensando se é muito feio eu não ir (acho que não, afinal o sujeito só me convidou porque virei chefe dele). Não preciso mais ir e nem comprar presente. O cara pediu demissão HOJE (tinha escrito o post no avião e agendado a publicação). Agora eu voltei a ficar fudido;

- Desde que mudou o fiscal dos contratos de Manaus eu tenho tido muito trabalho burocrático. O fiscal anterior era super gente boa e entendia o trabalho como cooperação e parceria. Esse novo é um burocrata que carrega o contrato debaixo do braço. Aí fica pedindo um monte de coisa inútil, que não agrega valor nenhum;

- Falando nele, fiquei absurdamente puto quando o cara não quis medir a aprovação de uns documentos porque “não teve tempo de avaliar”. Mesmo eu falando que quando ele comentasse eu faria a alteração ele não quis pagar. Quase mandei o sujeito tomar no cu, mas tive que me conter;

- O ano fiscal da minha empresa está acabando, Isso significa que vamos ter que se matar em Agosto para entregar o máximo de coisas possíveis. Lembra daqueles 2 projetos que eu falei ali em cima? Aqueles que nem assinaram ainda? Pois é, já tenho metas para eles;

- Outro dia fui verificar o andamento de uns documentos de um cara que está saindo da empresa. O cara falou que iria atrasar. Falei que não podia atrasar, porque o cliente já estava no meu pé. O cara engrossou a voz e falou que era por minha causa que ele estava saindo por minha causa, porque eu sou muito chato. Mantive a calma e falei que estava fazendo o meu trabalho, e que ele deveria fazer o dele. E também descobri que eu jamais mandarei alguém do trabalho tomar no cu;

- Terminei Assassin`s Creed II. O jogo é muito bom. Tão bom que comecei a jogar o Brotherhood novamente, para relembrar como era a história;

- A bola da vez é o God of War 2. Já joguei o 3 e o 1 (nessa ordem). É bem provável que quando eu terminar o 2 volte a jogar o 3, para relembrar a história;

- Esse ano não estou acompanhando quase nada das olimpíadas. E pensar que em 2000 eu troquei a noite pelo dia para poder ver tudo;

- Meu espírito atleta morreu na última semana. A Véia veio pra BH e me passou uma porrada de coisas para resolver, não consegui tempo livre a noite;

- Aliás, no dia que ela chegou estava tendo passeata do orgulho GLBT e o trânsito de BH PAROU. Para fugir da confusão passei ou cima de um canteiro central. Ainda bem que o esparromóvel é alto;

- Dia desses fui num buteco com uns estagiários do trabalho. Descobri que 2 deles não viram o Romário levantar a copa do mundo (não tinham nem nascido!). Me senti muito velho;

- Aliás, tem uma estagiária que está me chamando de velho (indiretamente) toda hora. Tá foda. Qualquer dia desses vou falar que respeito é bom e mantém o emprego;

- Quase esqueço de comentar: vou ser tio! Minha irmã engravidou numa viagem para o Vietnam (do marido dela, ok?) e o moleque nasce em janeiro. Por algum motivo ela escondeu isso uns 3 meses, só contou para o Véio e a Véia. Só que a Véia é fofoqueira e me contou;

- Sabendo que a família ia aumentar, minha irmã resolveu comprar um apartamento em Zurique. Fica pronto DUAS SEMANAS antes do melequento nascer. Adivinha se vai dar merda;

- Para ajudar na mudança e para cuidar do chorão (ou chorona), o Véio vai ficar 2 semanas nas oropa no início do ano que vem. Isso porque ele vai pra lá daqui um mês. E já vai levando meio mundo para o feijão (nome que minha irmã está chamando o filho dela);

- Eu, obviamente, ficarei 2 anos sem visitar minha irmã. Já não sou fã de crianças, com a minha irmã neurótica como mãe, é melhor o bichinho ficar maior antes de ir lá;

- Meu monitor morreu. Liguei um dia e estava funcionando só metade. Já tinha acontecido antes, mas ele tinha voltado a funcionar. Dessa vez morreu de vez. Levei para arrumar e me cobraram 120 ronaldos. Ceretza que i cara só deu uns 2 pontos de solda, mas fazer o que;

- O HD do meu notebook também morreu. E o maldito é um daqueles mini HDs de 1,8”. Essa merda não existe no Brasil e um novo custa 650 ronaldos. Olhei na internet e achei uns na gringolândia mais baratos, estou cogitando importá-los. Mas vou ficar sem notebook em casa um bom tempo.

Bom, acho que é isso. Rendeu bem esse post, hein?

4 de jun. de 2012

Ajudando a estagiária

Um tempo atrás, antes de eu sair de férias, reparei que uma das minhas estagiárias estava ficando na empresa bem mais que as 6 horas permitidas. Achei aquilo estranho e fui conversar com o dono do passe dela (agora o escritório está dividido por disciplina, só pego as pessoas emprestadas. Uma merda, mas é assunto pra outro post). Resumindo a história: ela não estava mais comigo e o projeto que ela estava alocada tinha um prazo suicida. Muito pior do que os meus. E aí tava todo mundo se matando, inclusive os estagiários.

Eu sou da época que estagiário era escraviário, não tinha dessa de limite de horas de trabalho, direito a férias (remuneradas!) e essas coisas que a lei(!) determinou. Não que eu achasse que na minha época estava certo, mas burocratizaram demais o estágio. A minha empresa paga horas extras para os estagiários, então deixa o povo trabalhar a mais, se eles acharem que não está impactando nos estudos. O problema é o povo saber dizer não quando está atolado de coisas na faculdade para fazer e precisando de tempo para estudar. E essa estagiária não soube fazer isso.

A menina já é daquelas guerreiras que trabalha 6 horas durante o dia e faz engenharia a noite. Quem fez engenharia dá valor a essas pessoas, porque a noite era a hora que se tinha para fazer trabalhos e estudar para provas. Não sei como as pessoas conseguem formar. No caso dela, acho que era nas 2 horas entre sair do trabalho e começar a aula. Só que como ela estava trabalhando 8 a 9 horas por dia, não estava conseguindo fazer as coisas da faculdade e estava quase tomando pau em uma matéria. Pior: fiquei sabendo disso só porque a engenheira que trabalha com ela me falou. Ela não abriu a boca para falar nada.

Aí eu volto de férias, com 200 milhões de coisas dando merda e precisando de solução, trabalhando de 8 da manhã até 9 da noite, fim de semana e tudo mais. Na semana seguinte, vou para Manaus. E aí, num determinado dia a noite, quando voltei para o hotel, conectei na rede da empresa e o skype genérico que a gente usa piscou. Era uma mensagem da menina falando "fiquei sabendo que você programa bem. Quer voltar pra faculdade?". Eu estava muito fudido, mas falei para ela me mandar o que precisava ser feito, que como eu tinha 4 horas de vôo desconectado, poderia adiantar alguma coisa.

Ela me mandou o trabalho e tinha coisa pra caralho para fazer (pelo menos parecia). Olhei aquilo e, lendo com calma, vi que era em C. Eu não programo de verdade tem uns bons 6 anos. Só brincava de fazer super blogador, super contador de horas, super controlador de gastos e coisas do tipo. E era em C#. Em C eu não programo desde meu segundo período de faculdade. Aceitei ajudar até pra relaxar um pouco e esquecer o trabalho (acreditem se quiser). Catei umas apostilas em C, baixei as aulas que o professor dela tinha dado, busquei uma ide de gente, já que o turboC não roda mais em computadores atuais e parti pra briga.

Na boa, C deve ser a pior liguagem de programação do mundo (mentira, tem COBOL, FORTRAN, ASSEMBLY, etc). É muito poderosa e você consegue fazer o que quiser, mas é MUITO chata. Ainda mais se você vai trabalhar com ponteiros (que era o caso). Não existe jeito fácil de fazer as coisas. Trabalhar com strings em ponteiros então é de querer se matar. Mas eu me diverti fazendo os trabalhos. A ideia inicial era eu fazer só uma questão, então escolhi a que valia mais pontos. Gastei pouco mais que as 3 horas úteis de voo (foram umas 5 no total, acho). Só que aquilo tinha me feito tão bem, poder relaxar no fim de semana e esquecer que o meu trabalho estava pegando fogo, que resolvi fazer o resto. Agora, não era nem para ajudar a estagiária, era para ME ajudar.

Aí numa sentada só, no fim de semana, fiz mais 3 questões. Coisa rápida, umas 3 horinhas. E no fim de semana seguinte, fiz a questão que faltava em mais uma hora em frente o computador. Eu lembrei o quanto eu me divertia quando era programador, a raiva que passava quando não conseguia resolver os problemas de linguagem já que "a lógica tá certa! Não é possível!". E em essas 9 horas que eu estava quebrando a cabeça e apanhando do C eu não pensei em trabalho. Melhor forma de relaxar impossível!

Resultado da história: ajudei a estagiária, relaxei do trabalho e lembrei do quanto gosto de programar. E decidi que vou voltar a fazer os meus programas de fim de semana. Aqueles programas que eu acho algo parecido no android market, mas que não são do jeito que eu queria. Quem sabe assim eu não morro aos 35 e chego aos 40 anos? Se eu ainda começar a fazer exercícios, chego até os 45!


Ps. Esse post ficou mal escrito pra caralho, né? Tô com preguiça de reescrever/revisar, então vai ficar assim mesmo.

27 de mai. de 2012

SQL na veia

Eis que recebo o convite de casamento de uma queria amiga leitora deste humilde e vagabundo blog. Como ando com a cabeça atolada de coisas do trabalho, resolvi confirmar a presença no evento e comprar o presente de uma vez, já que corre o risco de esquecer.

Entro em um dos sites onde tem a lista de casamento e...


Eu me divirto com bugs em sites. Ainda mais quando mostram o sql envolvido, dá pra ver um pouco da estrutura do banco de dados.

Em tempo: todos os meus amigos estão casando. Tô sentindo que vou ficar pra titio.....

28 de mar. de 2012

Esparroman RECOMENDA: Offerhouse

Algum tempo atrás o Filipe me indicou dois sites para compra de jogos na gringa, pagando mais ou menos o valor dos EUA, o Offerhouse. Como eu estava com muito jogo na fila, acabei anotando o endereço, mas não comprei nada. Em meados de janeiro, quando acabei o God of War 1, resolvi renovar o estoque e comprar um jogo que já fazia tempo que estava na minha lista: Assassin`s Creed II.

Entrei no site, vi o jogo por 20 e poucas doletas e comprei. Com mais 4 doletas de entrega, o jogo ficou perto de 50 reais, menos da metade aqui no Brasil. Acho que até cheguei a comentar aqui que eles mandaram um email falando que iam mandar como se fosse um amigo mandando jogo para outro, como presente.

O problema é que o site é de Hong Kong, então o jogo demora muito para ser entregue (por causa do correio brasileiro. Entre a compra e a chegada ao Brasil foram 3 ou 4 dias). O legal é que eles te dão o número de rastreamento do correio, então dá pra acompanhar o status da entrega. Milagrosamente, o jogo chegou com umas 4 semanas (vale lembrar que os jogos que o amigo da Raquel me mandou da gringolândia demoraram mais de TRÊS MESES).

Pra você que tem medo de dar seu cartão de crédito para um site chinês (tipo eu), fique tranqüilo: a forma de pagamento é paypal, o que ainda garante que você pague em Reais e não fique na mão da variação cambial. Mas não se iluda: você PAGA o IOF de compras no exterior (eu, pelo menos, paguei).

Aproveitei que terminei o Red Dead Redemption e resolvi comprar mais jogos para a fila. Comprei Batman: Arkham Asylum e Metal Gear Solid 4, ambos muito bem recomendados por amigos. Repararam que só compro jogo velho, né? É que é mais barato que lançamento e, se eu comprasse lançamento, quando eu conseguisse jogar eles já estariam igualmente velhos aos que eu compro (tipo Call of Duty Black Ops, que ainda está lacrado).

Vamos ver quanto tempo vai demorar para chegar (e se eu não vou cair na receita). Torçam por mim.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

27 de mar. de 2012

Esparroman RECOMENDA (mas achou o fim uma bosta): Red Dead Redemption

Lá em meados do ano passado, depois de uma longa espera, chegaram os jogos de PS3 que a Raquel ia trazer para mim da gringolândia. O amigo dela que ia colocar os jogos no correio demorou tanto, mas tanto, que ficou sem graça e acabou colocando um jogo de brinde: o Red Dead Redemption. Era usado, mas quem se importa?

Comecei a jogar o jogo no início desse ano, logo que terminei o God of War 1 (falei dele por aqui? Se não falei, é muito bom também. O 3 é MUITO melhor, mas isso não faz com que o 1 seja ruim). Voltando ao RDR, logo que comecei a jogar percebi que era da mesma empresa que fez o GTA, a Rockstar. E, talvez por isso, os jogos sejam tão parecidos. A diferença é que o RDR é ambientado no velho oeste e o GTA numa Nova Yorque atual.

A história é a seguinte: você é John Marston e o governo sequestrou a sua família para te forçar a ajudá-los a pegar alguns velhos conhecidos seus fora-da-lei. Esses caboclos eram da gangue que você participava e te deixaram pra trás em um tiroteio em que você foi baleado. Ou seja: além de você querer resgatar a sua família anda quer pegar os filhos da puta que te deixaram morrer.

Assim como no GTA, os gráficos são foda. Bem mais detalhistas que o GTA (que, vale lembrar, representa NY perfeitamente). E o jogo também, é de mundo aberto, com várias missões para serem realizadas na hora que você quiser. Se, entre uma missão e outra, você quiser sair pelo deserto matando bichos e tirando a pele deles, você pode. Assim como também pode participar de jogos de poker, blackjack, liers dice (tipo uma purrinha, só que com dados) e outros jogos típicos do velho oeste, como lançamento de ferradura e queda de braço.

O começo do jogo é meio devagar: você está aprendendo a ser um fazendeiro e as missões são tocar a boiada, domar cavalos, matar coelhos que estão comendo a plantação de cenouras... Mas pouco depois disso você foca no seu objetivo de matar seus desafetos e o esquema fica mais animado. Aí, meus amigos, começa o tiroteio e o sangue jorrando.

Ao contrário do GTA, que se passa em apenas uma cidade, no RDR são várias pequenas cidades e ranchos do oeste estadunidense e do norte do México. Isso causa uma perda de deslocamento entre cidades muito grande, o que me incomodou um pouco. Mas depois que você compra um cavalo mais possante isso acaba não sendo muito problema. E o lado legal é que enquanto você viaja entre as cidades consegue impedir assaltos, mortes e pequenas missões com desconhecidos.

O ponto fraco do jogo é o final (atenção! Spoiler!) Depois de matar todo mundo, você reencontra sua família e vai morar no seu rancho. Eu achei que o jogo terminava por aí (o que seria o ideal para o jogo), mas aí você volta a ter missões de fazendeiro e o jogo volta a ficar chato.

No fim (fim mesmo) o John morre, sua esposa morre, o tio morre e você passa a jogar com o filho do John. Até procurei na internet pra descobrir se tinha um final alternativo, uma forma de não morrer ou alguma coisa parecida, mas é isso mesmo. Mor-reu. O que me causa muita estranheza, porque no RDR Undead Nightmare (que eu comprei baratinho na Alemanha) tá todo mundo vivão (quer dizer, mais ou menos, já que eles viram zumbis).

No geral, o jogo é legal e acho que vale a pena. Mas se você gosta mesmo desse tipo de jogo, já de GTA.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).