Pra quem não leu, a primeira parte do post tá aqui.
Pois bem... paramos comigo dentro do avião, em Goiânia, esperando para poder reabastecer. Ficamos umas 2 horas na fila, aí ganhamos a nossa vaga no "posto". Abastecemos (o que levou uns 20 minutos) e voamos para BSB. Chegamos lá por volta de 23:30 e mandaram todo mundo descer do avião e ir para o check in.
Desci e fui em direção às esteiras, para pegar a minha mala. Quando cheguei lá, encontrei um cara da gol e perguntei o que fazer. Ele falou que ia ver. Ligou pra num sei quem e esse cara falou que ia todo mundo pro hotel, pra gente pegar a nossa mala e ir pro check in.
Meia hora esperando e nada da mala. A mala de quem ia ficar em BSB já tinha passado pela esteira, aí fui até o cara da gol e falei pra ele avisar que a nossa mala também era pra vir (como era conexão, o pessoal que carrega malas tinha deixado de lado). Uma hora depois e consegui pegar a minha mala. E fui para o check in.
Quando cheguei lá, era a visão do inferno. Umas 200 pessoas gritando, xingando, chorando... Arrepiei e algumas passam pela minha mente. "Já vi isso "antes", pensei. E fui para alguma das filas entender o que estava acontecendo. Olhava para uma fila, olhava para a outra... todas na mesma situação: um atendente para 100 pessoas.
Para minha sorte, abriu um novo guichê para tender quem já estava com a mala e entrei na fila. Era o 7º. Rapidinho ganhei a minha passagem: embarque 6:10 da manhã. Como já era pra lá de uma da manhã, fiquei pensando se não valia a pena trocar para um horário mais tarde, porque até aquela galera toda entrar no busão, ir para o hotel, fazer check in e tudo mais já seria a hora de voltar. Aí fui lá e troquei para uma com embarque uma da tarde. E fui para o busão.
Nessa brincadeira um dos busões já tinha saído e tive que esperar o outro. quando chegamos no hotel já era pra lá de duas da manhã. E o hotel era muito, MUITO longe do aeroporto. Num lugar longe de tudo. A visão era piora ainda: as 200 pessoas que estavam no aeroporto já tinham se juntado a mais 100 que chegaram antes. Eram umas 300 pessoas para fazer check in e UMA pessoa para atender todo mundo. Tinha até uma equipe da MTV na fila, que aproveitou para filmar e vender a filmagem pra alguma outra emissora.
Para piorar, não tinha mais ninguém para cozinhar e o café da manhã não estaria aberto até a hora de eu sair. Mais: não tinha bebedouro, então nem água a gente podia beber. Sorte que estava com a minha garrafinha na mochila, mas ela não duraria muito tempo mais.
Olhei aquilo e fiquei desesperado. Não teria como comer até meio dia do dia seguinte. E ainda corria o risco de não conseguir ir para o aeroporto com o busão da gol. Fiquei pensando em voltar para o aeroporto, pois lá conseguiria comer e beber água. E aproveitaria para mudar meu vôo de volta para 6:50. O problema era COMO voltar para o aeroporto.
Aí estava eu na fila, esperando para ser atendido, quando vi um sujeito ligando para a PM de BSB e pedindo uma carona. O cara era PM em SP e jogou um papo lá nos caras da polícia (pelo telefone). "É com esse cara que eu vou", pensei. Aí fiquei na tocaia. Onde o cara ia eu ia atrás, sempre mantendo uma distância. Aí quando a PM chegou, ele foi conversar com os caras e eu grudei neles. Já mandei um "posso ir junto?". Consegui. E andei na viatura pela primeira vez. Não foi confortável, porque o porta mala estava cheio e tive que vir carregando a mala e a mochila no colo, mas foda-se. economizei 40 conto.
Cheguei no aeroporto pra lá de 3:30 da manhã e, obviamente, não tinha mais ninguém da gol e nada aberto para comer. Pelo menos tinha água. O lado bom é que encontramos mais pessoas lá e ficamos conversando. Nessa hora, o sono, a fome e o cheiro já estavam absurdos, porque acordei 8 da manhã, não comia desde meio dia e não trocava de roupa desde 9 da manhã. Uma beleza.
Lá pras 5:15 chegou a primeira pessoa da gol e fui encher o saco. Fiz um drama e consegui trocar a passagem pras 6:50 e um vale para comer alguma coisa. Como consegui isso já era quase 6:00, subi correndo, engoli a comida e fui pra sala de embarque. O vôo, lógico, atrasou. Mas 9:00 consegui cuegar em Confins.
Ainda faltava mais uma hora até a minha casa e esperava poder dormir no carro, mas o motorista não sabia chegar na minha casa. Tive que ficar acordado para dar instruções. às 10:00 pisei em casa, mandei uma mensagem para meu chefe falando que não ia trabalhar e dormi.
11:30 meu telefone tocou. Olhei e não atendi. 14:30 ele tocou novamente. Ignorei. Aí ele tocou novamente e acabei atendendo. E não consegui dormir mais.
E depois tem gente que reclama de ter que voltar um dia mais cedo de férias...