Eu não poderia encerrar a minha longa e tortuosa relação com a TIM sem ter uma última e desagradável surpresa. E para fechar com chave de ouro, foi sem dúvida a coisa mais absurda que poderia acontecer. Como estou viajando, muita gente me ligou e cheguei perto do limite dos minutos de deslocamento meu plano. Aí parei de atender ligações que não fossem importantes, para não pagar muito de deslocamento.
Aí um número da TIM (cadastrado carinhosamente no meu telefone como TIM MALA) começou a me ligar. Como tinha pedido a portabilidade para a Claro resolvi atender, pois podia ser algo importante. LÓGICO que não era. Estavam tentando me vender um outro plano, MAIS CARO que o meu atual. Pior: ligaram TRÊS vezes, mesmo eu já tendo pedido a portabilidade E falado que não interessava pelo plano. Fiquei puto, mas pensei "tudo bem, estou saindo mesmo".
Eis que recebo a minha última conta deles (com 5 dias de atraso) e vejo que eles COBRARAM o deslocamento das ligações QUE ELES FIZERAM. Pior: para vender serviços que eu deixei bem claro que não queria. Lógico que vai pra ANATEL. Só estou esperando a conta ser paga para poder cobrar o dobro do valor deles.
Afinal, se eles fazem palhaçadinha, eu lucro em cima disso...
11 de jun. de 2010
10 de jun. de 2010
Welcome to the jungle
Na minha vida consultorística eu conheci muitos lugares no Brasil que eu não iria nunca: a Megalópole, Ponta Grossa, Cuiabá e outras cidades do Mato Grosso, Atibaia, Brasília (sim, Brasilia era um lugar que eu não tinha a menor vontade de conhecer, mas que acabou caindo no meu gosto)... E também conheci cidades que eu era LOUCO pra conhecer, mas que não tinha grana ou tempo para ir, como Curitiba.
Quando fui para a minha empresa atual, achei que nunca mais teria a chance de conhecer cidades desse estilo, porque o maior cliente do escritório de BH ficava em BH mesmo. O máximo que achava que "conheceria" era o Rio, por ser a matriz da empresa. Tanto que assim foi durante quase um ano e meio. Foram poucas viagens, uma para Itabira e o resto para o Rio.
Eis que em uma das conversas que tive com o meu gerente reclamando da minha estadia prolongada no Rio sem terem me consultado ele me disse que tinha um projeto que estava vindo para BH que ele poderia jogar no meu colo. Só tinha um problema: o projeto era em MANAUS.
Fiquei meio cabreiro, porque não estava nem um pouco a fim de mudar para o norte do país, mas ele disse que era "tranquilo": quinze dias lá para levantamento em campo no começo do projeto e depois só uma semana por mês, para fazer reuniões de acompanhamento. Quando ele falou isso, topei na hora. Afinal, Manaus se encaixava no grupo de cidades que "não vou nem fudendo se tiver que pagar".
Uma ou duas semanas depois dessa conversa fico sabendo que o projeto não viria mais para a minha empresa por uma cagada gigantesca do comercial. Aí fiquei triste, porque não conheceria mais Manaus, mas feliz, porque não teria que ficar 2 semanas fazendo levantamento em campo.
Na semana retrasada o pessoal do comercial foi lá pra Manaus, fez uma gracinha para o cliente (diminuiu o preço cabulosamente) e oprojeto voltou para a minha empresa e, consequentemente, para o meu colo. Só que eu fiquei sabendo disso meio que em cima da hora e já tinha aceitado ficar mais duas semanas no Rio (semana passada e esta semana). Com isso, meu tempo para conhecer o projeto, fazer um planejamento decente, etc se reduziu a 2 dias: sexta passada, que trabalhei em BH e amanhã. E só. Domingo já vou para Manaus começar o projeto.
Serão 2 semanas direto na selva. 2 semanas em que:
1) Começa a copa do mundo;
2) O Brasil joga as partidas da fase de grupos;
3) Começa o "verão" do amazonas (época sem chuva);
4) Estarei sem telefone (ainda não migraram meu telefone para o plano corporativo);
5) Estarei sem internet (internet em Manaus é mais ou menos 600 reais o acesso de 128 Kbps).
E para piorar sábado é dia dos namorados e nem vou poder aproveitar o fim de semana inteiro com Xuxu.
O lado bom é que conhecerei Manaus, comerei peixes, jambu, tucupi, tacacá, tartatuga e tudo mais o que tiver de exótico, MENOS açaí e cupaçu. Outra coisa boa é que tem pseudo-primo meu que mora lá e pode me levar para conhecer a cidade, além de que a diretora de RH da minha empresa mora lá (não me pergunte) e tem a chance de conhecê-la.
O projeto inteiro dura 5 meses, mas acho que não acaba antes do fim do ano... Ainda mais que a minha equipe, que deveria ter 10 pessoas, hoje é composta de eu e mais 3 e que o projeto foi vendido quase de graça, então não posso contar com gente experiente...
Torçam por mim e aguardem um "Bem Vindo" e um "2ª Casa".
Quando fui para a minha empresa atual, achei que nunca mais teria a chance de conhecer cidades desse estilo, porque o maior cliente do escritório de BH ficava em BH mesmo. O máximo que achava que "conheceria" era o Rio, por ser a matriz da empresa. Tanto que assim foi durante quase um ano e meio. Foram poucas viagens, uma para Itabira e o resto para o Rio.
Eis que em uma das conversas que tive com o meu gerente reclamando da minha estadia prolongada no Rio sem terem me consultado ele me disse que tinha um projeto que estava vindo para BH que ele poderia jogar no meu colo. Só tinha um problema: o projeto era em MANAUS.
Fiquei meio cabreiro, porque não estava nem um pouco a fim de mudar para o norte do país, mas ele disse que era "tranquilo": quinze dias lá para levantamento em campo no começo do projeto e depois só uma semana por mês, para fazer reuniões de acompanhamento. Quando ele falou isso, topei na hora. Afinal, Manaus se encaixava no grupo de cidades que "não vou nem fudendo se tiver que pagar".
Uma ou duas semanas depois dessa conversa fico sabendo que o projeto não viria mais para a minha empresa por uma cagada gigantesca do comercial. Aí fiquei triste, porque não conheceria mais Manaus, mas feliz, porque não teria que ficar 2 semanas fazendo levantamento em campo.
Na semana retrasada o pessoal do comercial foi lá pra Manaus, fez uma gracinha para o cliente (diminuiu o preço cabulosamente) e oprojeto voltou para a minha empresa e, consequentemente, para o meu colo. Só que eu fiquei sabendo disso meio que em cima da hora e já tinha aceitado ficar mais duas semanas no Rio (semana passada e esta semana). Com isso, meu tempo para conhecer o projeto, fazer um planejamento decente, etc se reduziu a 2 dias: sexta passada, que trabalhei em BH e amanhã. E só. Domingo já vou para Manaus começar o projeto.
Serão 2 semanas direto na selva. 2 semanas em que:
1) Começa a copa do mundo;
2) O Brasil joga as partidas da fase de grupos;
3) Começa o "verão" do amazonas (época sem chuva);
4) Estarei sem telefone (ainda não migraram meu telefone para o plano corporativo);
5) Estarei sem internet (internet em Manaus é mais ou menos 600 reais o acesso de 128 Kbps).
E para piorar sábado é dia dos namorados e nem vou poder aproveitar o fim de semana inteiro com Xuxu.
O lado bom é que conhecerei Manaus, comerei peixes, jambu, tucupi, tacacá, tartatuga e tudo mais o que tiver de exótico, MENOS açaí e cupaçu. Outra coisa boa é que tem pseudo-primo meu que mora lá e pode me levar para conhecer a cidade, além de que a diretora de RH da minha empresa mora lá (não me pergunte) e tem a chance de conhecê-la.
O projeto inteiro dura 5 meses, mas acho que não acaba antes do fim do ano... Ainda mais que a minha equipe, que deveria ter 10 pessoas, hoje é composta de eu e mais 3 e que o projeto foi vendido quase de graça, então não posso contar com gente experiente...
Torçam por mim e aguardem um "Bem Vindo" e um "2ª Casa".
9 de jun. de 2010
A última do gerente FDP
Hoje teve a reunião mensal de acompanhamento do projeto. A última que eu vou participar. E como não poderia deixar de ser o gerente FDP aprontou mais uma... Depois de agradecer minha ajuda, os bons serviços prestados e todo aquele blábláblá de quem teve a pele salva, alguém da equipe perguntou pra onde que eu ia.
Falei (notícias amanhã) e, como é um lugar inóspito, ele soltou a seguinte frase:
- Viu? Consegui te poupar de 2 semanas lá.
- Na verdade não, porque só adiou o início do projeto. Vou ficar 2 semanas de qualquer maneira - respondi.
- É, igual você veio pra ficar só um mês aqui.
Sério, nessa hora tive que em segurar para não mandar ele tomar no cu. É MUITA cara de pau. Ele tinha é que ter vergonha de falar essas coisas. Só mostra a incompetência dele.
Tenho pena de quem vai continuar trabalhando com ele e vai aguentar essas palhaçadinhas...
Falei (notícias amanhã) e, como é um lugar inóspito, ele soltou a seguinte frase:
- Viu? Consegui te poupar de 2 semanas lá.
- Na verdade não, porque só adiou o início do projeto. Vou ficar 2 semanas de qualquer maneira - respondi.
- É, igual você veio pra ficar só um mês aqui.
Sério, nessa hora tive que em segurar para não mandar ele tomar no cu. É MUITA cara de pau. Ele tinha é que ter vergonha de falar essas coisas. Só mostra a incompetência dele.
Tenho pena de quem vai continuar trabalhando com ele e vai aguentar essas palhaçadinhas...
8 de jun. de 2010
O substituto
Pois bem, queridos leitores, meu substituto chegou. O cara chegou ontem na hora do almoço e, até então, parecia ser um daqueles uma pessoa dedicada. Hoje isso já mudou. Talvez porque ontem ele não tinha computador / acesso à internet...
Hoje, logo que ele chegou, pensei: "vou arrumar um notebook pra ele, que ai ele vai fazendo os trecos e eu dou um jeito no inbox tetrix". E assim eu fiz: botei o notebook na mão do cara, passei um documento de OITO páginas pra ele ler e falei "quando acabar te passo umas tarefas".
TRÊS horas depois o cara ainda estava na página QUATRO. E ele fez de tudo: olhou email, leu a uol, leu a intranet da empresa e do cliente, mexeu no celular (um Nexus One fodástico), ligou pra mãe, acompanhou a bolsa... Isso porque várias vezes eu perguntei "e aí, acabou?" e ele falava que tava quase.
Pô, eu até entendo que as pessoas devem ter algum tempo de descanso no trabalho pra dar uma lida no email, ver as notícias do dia e tudo mais, mas fazer isso na PRIMEIRA semana é foda. E pior: ficar uma manhã inteira nessa. Isso porque eu tenho só até o meio dia de quarta para treinar o cara... Mas tudo bem, estou com a consciência tranquila, porque estou fazendo a minha parte.
Agora o pior de tudo é que fiquei sabendo por uma mulher da equipe que o cara é daqueles über-sexual: o cara faz a unha, sombrancelha, raspa os pelos do peito, passa 200 kg de gel no cabelo... A sombrancelha e o gel eu tinha notado, mas o resto foi informação demais para mim.
O importante é que eu estou indo embora desse projeto, cheio de pessoas incompetentes, preguiçosas e sem pró-atividade.
Hoje, logo que ele chegou, pensei: "vou arrumar um notebook pra ele, que ai ele vai fazendo os trecos e eu dou um jeito no inbox tetrix". E assim eu fiz: botei o notebook na mão do cara, passei um documento de OITO páginas pra ele ler e falei "quando acabar te passo umas tarefas".
TRÊS horas depois o cara ainda estava na página QUATRO. E ele fez de tudo: olhou email, leu a uol, leu a intranet da empresa e do cliente, mexeu no celular (um Nexus One fodástico), ligou pra mãe, acompanhou a bolsa... Isso porque várias vezes eu perguntei "e aí, acabou?" e ele falava que tava quase.
Pô, eu até entendo que as pessoas devem ter algum tempo de descanso no trabalho pra dar uma lida no email, ver as notícias do dia e tudo mais, mas fazer isso na PRIMEIRA semana é foda. E pior: ficar uma manhã inteira nessa. Isso porque eu tenho só até o meio dia de quarta para treinar o cara... Mas tudo bem, estou com a consciência tranquila, porque estou fazendo a minha parte.
Agora o pior de tudo é que fiquei sabendo por uma mulher da equipe que o cara é daqueles über-sexual: o cara faz a unha, sombrancelha, raspa os pelos do peito, passa 200 kg de gel no cabelo... A sombrancelha e o gel eu tinha notado, mas o resto foi informação demais para mim.
O importante é que eu estou indo embora desse projeto, cheio de pessoas incompetentes, preguiçosas e sem pró-atividade.
7 de jun. de 2010
Última semana no Rio!
Pois bem, queridos leitores, o meu sofrimento no Rio está acabando! Esta é a minha última semana no Rio de Janeiro! E o melhor: só fico até quinta-feira!!! O sujeito que vai me substituir já chegou e já comecei a passar as coisas para ele. A mulher que me chibata (e fica na Holanda) está essa semana no Brasil, já conheceu o substituto e passou a mirar o chicote nele. Agora é só contar os dias para ir embora.
Fazendo um balanço geral da minha estadia no Rio, não foi tão sofrível assim. Não peguei dias cabulosamente quentes, fiquei em um hotel bacanão na maioria das semanas, consegui estudar para a prova de certificação PMP (o que certamente não conseguiria fazer em BH), ganhei milhas suficientes para ida e volta minha e de Xuxu (ou seja: próximas férias garantidas) e ainda fiz amigos.
Também consegui ver a minha avó e minha tia nesses três meses mais do que nos últimos 6 anos. Já o meu avô esqueceu que eu existo e não consegui ver nem uma vez (e olha que ele trabalha há UM QUARTEIRÃO de onde eu trabalho). Mas tudo bem, ele tem a outra familia dele e eu respeito isso.
Pra compensar, o projeto era uma merda e que não vou ter saudade nenhuma de 90% das pessoas dele. Também não vou ter saudade do pessoal da logística da minha empresa e da empresa de transporte, que só me faziam passar raiva, semana após semana. E certamente não terei saudade do meu gerente do Rio, um bacaca filho da puta que merecia ser mandado embora.
Um lado ruim é que, mesmo estando na cidade por quase 3 meses, continuei não conhecendo a cidade. Tá certo que passei por vários lugares que não conhecia (teatro municipal, candelária, biblioteca nacional, paço imperial, etc), mas não entrei em nenhum deles e nem tive coragem de tirar fotos do lado de fora.
Sei que esta não foi a minha última vez no Rio a trabalho, mas espero não ter que voltar nesta cidade tão cedo...
Fazendo um balanço geral da minha estadia no Rio, não foi tão sofrível assim. Não peguei dias cabulosamente quentes, fiquei em um hotel bacanão na maioria das semanas, consegui estudar para a prova de certificação PMP (o que certamente não conseguiria fazer em BH), ganhei milhas suficientes para ida e volta minha e de Xuxu (ou seja: próximas férias garantidas) e ainda fiz amigos.
Também consegui ver a minha avó e minha tia nesses três meses mais do que nos últimos 6 anos. Já o meu avô esqueceu que eu existo e não consegui ver nem uma vez (e olha que ele trabalha há UM QUARTEIRÃO de onde eu trabalho). Mas tudo bem, ele tem a outra familia dele e eu respeito isso.
Pra compensar, o projeto era uma merda e que não vou ter saudade nenhuma de 90% das pessoas dele. Também não vou ter saudade do pessoal da logística da minha empresa e da empresa de transporte, que só me faziam passar raiva, semana após semana. E certamente não terei saudade do meu gerente do Rio, um bacaca filho da puta que merecia ser mandado embora.
Um lado ruim é que, mesmo estando na cidade por quase 3 meses, continuei não conhecendo a cidade. Tá certo que passei por vários lugares que não conhecia (teatro municipal, candelária, biblioteca nacional, paço imperial, etc), mas não entrei em nenhum deles e nem tive coragem de tirar fotos do lado de fora.
Sei que esta não foi a minha última vez no Rio a trabalho, mas espero não ter que voltar nesta cidade tão cedo...
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