12 de fev. de 2011

Sucesso total

Estava eu em Manaus, quase arrancando os cabelos por causa dos meus projetos, quando recebo um email do Véio. Era mais ou menos assim:

"Peguei os seus exames. Por incrível que pareça, estão excelentes"

Ou seja: sou gordenho, mas sou saudável. E agora posso ficar mais uns 2 anos sem fazer exame.

9 de fev. de 2011

Técnica do supermercado

Ainda na onda da economia para os pobres coitados que têm vale coxinha da empresa ou são mão de vaca como eu, temos mais uma técnica de sobrevivência, mas antes uma dica: NUNCA coma no restaurante do hotel. Será, sem dúvida, a opção mais cara e menos farta. Em alguns casos (como no Sonesta de Brasília) você passará raiva e fome.

A técnica do supermercado é simples: no primeiro dia que você chegar na cidade em que ficará hospedado procure o supermercado mais perto do seu hotel e faça a festa. O que comprar depende de cada um e das facilidades que o seu quarto de hotel dispõe, mas eu tenho algumas coisas infalíveis:

Para quartos sem frigobar (se é que ainda existe):

- Água (de preferência a de 2 litros);
- Pão (dê preferência ao de forma, que vem mais quantidade por um preço justo);
- Manteiga (que, querendo ou não, sobrevive fora da geladeira);
- Algum queijo que aguente alguns dias fora da geladeira;
- Sucos de caixinha (tem que tomar suco quente);
- Cup Noodles (desde que o hotel possa te fornecer água quente);
- Biscoitos diversos;
- Frutas que podem ficar fora da geladeira, como Banana;
- Tomate e outros legumes que não precisam de geladeira nem de fogo.

Com isso aí você consegue lanchar a noite numa boa e não gasta muito dinheiro.

Para quartos com frigobar:

Além das coisas citadas acima, substituindo, lógico, por opções que podem ficar na geladeira, temos mais algumas opções:

- Presunto, mortadela ou algum outro frio para rechear seu sanduba;
- Refrigerante (para quem gosta);
- Margarina, requeijão ou cream cheese (tudo light, pra não engordar muito);
- Iogurte;
- Alface e outros legumes que você puder comer sem ferver;
- Frutas que precisam de geladeira.

Para quartos com microondas (além do frigobar):

Aí, amigão, o céu (e o seu reembolso/dinheiro) é o limite. Você tirou a sorte grande. Tem opção a rodo, como:

- Pratos congelados (lasanha, pratos prontos, pizzas, etc);
- Cup Noodles (você ferve a água no Microondas);
- Salsicha para fazer aquele dogão;
- Hamburguer, para completar o seu sandubão (não fica 100%, mas quebra um galho);
- Batata frita/palha.

Aí o aluno pergunta: "beleza, eu comprei a comida. Como prepará-la?". Algumas opções:

- Pedir pratos e talheres emprestados no hotel. Normalmente eles não cobram por isso;
- Comprar pratos e talheres de plástico no supermercado;
- Levar pratos e talheres de casa;
- Pegar "emprestado" de restaurantes, o que eu não recomendo.

Uma opção para não ter que ficar pedindo/comprando utensílios todo dia é, após usar, lavar na pia do banheiro (ou, se você tiver essa sorte, na cozinha do quarto) e esconder os utensílios. Se você deixar a mostra as arrumadeiras vão levar embora. No último dia você deixa a mostra no quarto e está tudo resolvido. Eu fiz isso em BSB.

Uma outra dica boa é para quem tem realmente vale coxinha: no primeiro dia, compre apenas os itens básicos, tipo pão de forma (pra "durar" mais tempo), manteiga e suco. Nesse dia você passará um pouco de raiva. Nos dias seguintes você vai comprando o recheio. Na minha época de BSB, depois de um mês meu frigobar tinha mais comida que a minha casa.

Além de ser mais saudável, economiza bem. E você pode se dar ao luxo de gastar a diária de uma noite comprando quitutes para a sua namorada, que te espera pacientemente durante uma semana (ou 15 dias, como era meu caso). Todo mundo fica feliz.

8 de fev. de 2011

Minha inveja de São Paulo

Eu NUNCA gostei de São Paulo. Cidade muito grande, com muito trânsito, muita gente, muita poluição... Os poucos dias que passava lá por ano quando era moleque me traumatizaram (assim como o Rio, cidade da outra metade da minha família). E apesar de todo mundo que vai pra Sampa dizer que a cidade é ótima, eu não me convencia. Eu naõ trocaria BH por aquele caos.

De uns tempos pra cá, no entanto, eu comecei a ter inveja da cidade. Começou quando, ao ouvir o programa do post da semana passada, chegar à conclusão que BH é uma merda para quem gsota de Rock. São Paulo tem VÁRIAS rádios que tocam só Rock (assim como Liberty City) e, em muitos casos, programas com gente muito foda apresentando. Tem uns até com gente famosa, como Nasi, do Ira.

Quando, eu te pergunto, BH vai ter a presença constante de alguém famoso em um programa de música? NUNCA! Temos várias bandas famosas que saíram das montanhas de BH e que quando vâo a um programa de uma rádio mineira são consideradas presenças ilustres. Isso é vergonhoso.

Outro ponto que me deixou com inveja foi quando, ao ouvir o tal programa, fiquei com vontade de ir a um show bater cabeça, em pleno fim de semana, e não consegui encontrar UM LUGAR que tivesse um show de metal. Aí fui procurar informações com um amigo que é do mundo underground e ele me falou que eu não achei porque não existe. O ÚNICO lugar que tem show assim, e de vez em quando, é o Matrix. Em Sâo Paulo existem dezenas de lugares assim.

Isso sem contar os grandes shows. As bandas grandes não vem pra BH, primeiro porque não tem lugar e depois porque não tem público. Em dezenas de shows gringos que fui com Ex-Xuxu conto nos dedos de uma mão os que estavam cheios. O mis cheio que eu já fui, acreditem ou não, foi o da Rita Lee. Nem Dream Theather, nem Helloween, nem outra banda grande. A exceção foi o show do Iron Maiden, que, me contaram pois eu estava em BSB, não cabia mais ninguém. E foi numa quinta.

É triste pensar nisso e saber que demorará muito até BH chegar ao nível de São Paulo, mas aí eu lembro de Sampa e tudo passa rapidinho.

7 de fev. de 2011

Esparroman Foi: Bar da Neca

Apesar de ser muito perto da minha casa, eu nunca havia ido ao Bar da Neca. Primeiro porque está sempre cheio e segundo porque eu achava que era caro. Só que o pessoal do período antes do meu na faculdade resolveu marcar um encontro lá. Eu, como já estava de saco cheio de trabalhar, resolvi ir.

O lugar não é dos maiores, apesar de ser bem comprido. Perdi as fotos, mas graças ao Google Street View a gente consegue ver o lugar (crica pra ampliar):


São todas essas portinhas, mais o deck do lado de fora e parte do passeio. O problema é que do lado de dentro quase não cabe mesas, então ele fica bem cheio sempre, porque não cabe muita gente.

O atendimento é razoável, mas quando fica insuportável de cheio é complicado pedir alguma coisa. A cerveja de garrafa é 4,10, se não me engano. Nada muito absurdo, mas eu acho caro por uma ampola. A comida, ao contrário, é até barata. Uma porção de iscas de franco com molho blábláblá é algo em torno de 20 reais e vem comida pra cacete. Éramos 5 marmanjos com fome e segurou a onda.

O banheiro é bem limpo para um lugar que vende tanta cerveja e, se não me engano, é 1casinha e um mictório de calha médio. Tinha tirado uma foto pra lembrar, mas deu pau no meu cartão de memória... O difícil, na verdade, é chegar até ele. É tanta gente no caminho que fica difícil andar dentro do bar. Isso porque era uma quinta-feira. Imagina numa sexta a noite.

Difícil também é conseguir estacionar. Ou você chega cedo (tipo 6 da tarde) ou para longe pra cacete, já que tem 400 bares na redondeza. E tenha certeza: vai ter um flanelhinha pra encher seu saco. Como eu já conheço a região, parei numa rua que ninguém veio encher o saco, mas foram uns bons 4 quarteirões de caminhada.

Não fosse tão cheio, até animaria ir mais vezes. Fora que ficar pagando 4 conto por garrafa não é das coisas que gosto de fazer.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

6 de fev. de 2011

Rumo a Manaus

E pela primeira vez no ano vou para Manaus. Foram umas 6 semanas sem viajar, um recorde considerando meu 2010. As reuniões não serão agradáveis, mas pelo menos meu chefe está indo junto para dividir a paulada. E o lado bom é que o vôo é BH-Manaus, direto. E a Trip costuma ter uns lanches bom no avião, que é um Embraer 175, sem poltrona do meio.

Se eu sumir esta semana não estranhem. Vou tentar deixar uns posts agendados, mas não prometo nada.

Torçam por mim.