22 de abr. de 2011

Los Apus Hotel & Mirador (Cusco, Peru)

A escolha do hotel em cusco foi bem mais simples do que a de Lima. Como a cidade é pequena e todos os hotéis que eu tinha recomendação ficavam no "centro", busquei o mais barato. No início estava foda: todos com o mesmo preço, lá nas alturas, de mais ou menos 100 doletas. Até que eu achei o Los Apus Hotel & Mirador. elo site o hotel parecia ser bom, as recomendações na internetcha eram boas e o preço, melhor ainda: 49 doletas a diária. Em um quarto para 2 pessoas.

A reserva é feita automaticamente pelo site do hotel, bem profissional. E se você ler bem as entrelinhas ainda descobre que eles te buscam e levam no aeroporto. Não tinha como ser melhor. Tá certo que taxi em cusco é de graça, mas mesmo assim valeu a pena ter alguém me esperando, porque eu naõ conseguiria falar o nome da rua do hotel nem a porrete.

O hotel fica uns 4 quarteirões do centro da cidade e é bem tranquilo de chegar a pé. A região em volta é movimentada, então parece ser seguro, apesar das grades. O hall de entrada é até grande, com algumas mesas que de vez em quando servem o café da manhã e à noite serve de restaurante. Olha só:


Todas as recepcionistas são muito educadas e conseguiam entender meu portunhol. Uma delas, a da noite, ainda ficava escutando uns metalzão e eu filava a música enquanto usava a internet (wi-fi, grátis, mas que era muito ruim dentro do quarto).

O quarto, aliás, é espaçoso. As camas eram muito boas, só achei a TV um pouco pequena. O armário era bom e tinha um cofre, que não usei. Além disso tinha uma escrivaninha que parecia coisa de museu, mas que dava pra usar numa boa. O quarto não tem frigobar, mas tem aquecedor, algo que seria útil em algumas noites, se estivesse funcionando (ou se eu soubesse usar, também pode ser isso).








Um problema muito sério é o barulho, pelo menos do quarto que eu fiquei. Como era DO LADO da recepção e bem na escava, ouvia tudo o que acontecia do lado de fora. E, por algum motivo desconhecido, o pessoal imprimia um monte de coisa a noite, numa impressora matricial que certamente precisava de graxa. Não que chegasse a atrapalhar o sono, mas de vez em quando, vendo TV, eu ficava meio puto. E o piso do quarto de cima era direto no teto, de madeira, então fazia um barulho quando o pessoal de cima andava pelo quarto. Mais uma vez, não chegou a incomodar o sono.

O banheiro é no mesmo esquema do Formule 1: privada, chuveiro e pia separados. Nunca tinha ficado em um hotel assim e descobri que a tal vantagem de duas pessoas poderem fazer coisas ao mesmo tempo não é tanto uma vantagem. Ganha-se alguns minutos de sono, é verdade, mas ter que meditar em um quartinho fechado, apertado, sem nada pra se concentrar é foda. Fora que no chuveiro não tinha onde colocar as roupas usadas e novas, então acabava molhando tudo, principalmente porque o espaço para banho era apertadinho.






O chuveiro, aliás, não era das melhores coisas do mundo não. A água era até bem quente, mas era pouca e com pouca pressão. Fora que no último dia deu alguma merda no sistema de abastecimento de água do hotel e quase fiquei sem tomar banho antes de ir para o aeroporto. Mas resolveram e eu consegui me molhar.

Nos dias em que o café da manhã é no tal mirador, você acaba passando por todo o hotel, porque não tem elevador (bom, eu passava, porque estava no primeiro andar). Ele é bem pequeno, mas limpinho e arrumado. Confesso que quem fica no último andar deve sofrer para carregar as malas.






Falando em café da manhã, o do hotel é o ponto fraco. Não é ruim, tem até algumas opções de comida, mas os atendentes, vou te falar. TODOS os dias acabava alguma coisa e os caras (2) não repunham. Eu tinha que ir lá pedir par eles. Mas ficavam lá, batendo papo, e a porcaria das bandejas vazias. Uma tristeza. Assim como o pão, que era sempre do dia anterior e sempre duro. Pelo menos o ovo mexido é feito na hora e quando colocado no pão acabava esquentando um pouco.

Uma coisa muito boa no hotel é que você pode deixar as suas malas nele quando for para Machu Picchu. Eles pegam no quarto, colocam no maleiro e, no dia que você voltar, elas já estão te esperando no quarto. Muito legal e, teoricamente, seguro. Lógico que recomendo não deixar nada de valor, porque, sabe como é... país pobre... turistas...

No geral, o hotel é ótimo. Fiquei lá umas 7 noites e não tive nenhum problema grave. Pelo preço que pagamos, vale MUITO a pena. Só recomendo que quem for tente pegar um quarto do segundo ou terceiro andares, porque no primeiro andar o barulho pode incomodar.

21 de abr. de 2011

Hotel Runcu (Lima, Peru)

Quando comecei a procurar hotéis para ficar em Lima, me falaram para ficar em Miraflores, que é o melhor bairro da cidade. Para uma noite só, como eu fiquei, isso é a maior besteira. Vale muito mais a pena ficar próximo do centro. Como eu não sabia disso, comecei a caçar hotéis baratos no bairro. Sério: TODOS os que eu olhava eram na faixa de 100 doletas a diária. Até que caí no site do Hotel Runcu.

O hotel é muito bem recomendado em todos os sites de hotel e era mais barato que os outros: 84 doletas a diária. Além de ser mais barato, ele ainda tem uma vantagem enorme: é novíssimo. Olha só a entrada dele (foto muito mal tirada):


O hotel é bem pequeno: são uns 4 andares, com uns 4 quartos por andar. A recepção é pequenininha e até meio apertada, mas todo o resto do hotel é espaçoso. Dá uma olhada no lugar dos computadores (acesso grátis) e a sala de convivência (ou o que quer que isso seja). Repare que lá no fundo das fotos tem uma área aberta de convivência, bem aconchegante.








Os quartos também são razoavelmente grandes. O colchão é bem macia, o que não faz o meu gosto, mas muita gente gosta. Tem TV a cabo e internetcha sem fio (que não funfou no meu celular, não sei porque).




O banheiro é o padrão de hotel. O chuveiro é bom, mas nada espetacular. Tem bastante água, mas não lembro de ter muita pressão.




A única coisa que senti falta no quarto foi um frigobar, mas acho que isso não é comum no Peru, porque nenhum dos 3 hotéis que fiquei tinha. Também não tinha ar condicionado, só um ventilador de teto, mas não me fez falta. A noite esfria um pouco e dá pra dormir tranquilo.

O café da manhã é meio diferente. Eles te dão um papelzinho no dia anterior para você escolher 3 das 9 opções que tem e a hora que pretende tomar café. Escolhi achando que só teria aquilo de café da manhã. Aí no dia seguinte encontrei isso aqui na mesa do café:




Os pratos já ficam prontos, esperando pelo dono, com um bilhetinho de bom dia, com seu nome e quarto. Olhei aquilo, achei legal, mas também achei que ia ficar com fome rapidinho. Mas o cara começou a trazer os acompanhamentos: 3 tipos de pão, torrada, ovos, leite, café, suco... Coisa pra caramba. Saí empanturrado.

E o mais legal é que o restaurante fica no topo do prédio, aí se tem essa vista:




E pode-se sentar do lado de dentro ou do lado de fora:




Eu achei o hotel muito bom, até mesmo para passar mais de uma noite. Todo mundo muito educado, café da manhã bom, quarto confortável e internet grátis. O preço é meio salgado, é verdade, mas ainda assim é mais barato que a média do bairro de miraflores.

20 de abr. de 2011

5 anos de reclamações

Sim, sim, queridos leitores, hoje é aniversário deste local de reclamações. Cinco anos de reclamações... quem diria! Nunca achei que fosse tão longe.

E nesse 5 anos, já passei por 3 empresas, um namoro de quase 3 anos, dois carros, um video game, duas TVs, 7 celulares, 16 clientes (se não errei a conta), 23 projetos (idem), 3 países, 36 hotéis e 40 cidades.

Os posts vem raleando, mas continuam. As reclamações, essas sim tem aumentado, cada vez mais. Os leitores continuam os 10 de sempre (pelo menos eu acho). Vez ou outra cai um desavisado aqui, mas que vai embora rapidinho.

Para manter a tradição, fiz um contadorDeAnos++ no título do blog (momento do "aaaaaaaaaahhhhh! Então é isso!!!! Que tosco..."). Como agendei esse post, pode ser que não tenha sido atualizado ainda.

E vamo que vamo que já estou quase chegando nos 7 anos que o primo falou no primeiro aniversário do bog....

19 de abr. de 2011

Quando meu carro ficou preso

Desde que fui promovido ganhei uma vaga no estacionamento do prédio da empresa. Apesar de morar perto do trabalho, não é perto o suficiente para ir a pé para o trabalho, porque chegaria todo suado, então a vaga foi muito bem vinda e utilizada. Meus gastos com ônibus eram bastante altos para o pequeno trajeto casa-trabalho.

Na sexta passada o pessoal combinou de ir num bar perto do trabalho e, como dezenas de outras vezes, acabei deixando o carro no estacionamento, para buscar na hora de ir embora. Isso porque a minha idéia era ficar até umas 9:30, 10 da noite. Mal sabia eu que o treco renderia e eu sairia do bar quase 2 da matina....

Caminhei até o prédio, já sabendo que provavelmente não deixariam com que eu entrasse de volta para pegar o carro, mas já tinha a desculpa na ponta da língua "viajei a trabalho, tive que deixar o carro aí, o vôo atrasou, preciso pegá-lo". Quando cheguei na portaria, fiquei olhando lá pra dentro e não via ninguém. A luz até estava acesa, mas computador e os monitores de video desligados. "Fudeu", pensei.

Tentei bater no vidro, tentei gritar pela porta, nada adiantou. Depois de um tempo, cheguei a conclusão que não adiantaria, meu carro dormiria lá. Como essa hora não teria mais ônibus, resolvi ir de taxi pra casa. Como também não vi nenhum taxi, resolvi voltar a pé pra casa. Uma loucura, dado que eu estava com um notebook e 2 smartphones na mochila... Mas já estava tão tarde para os padrões de BH que nem ladrão tinha mais na rua (pelo menos no caminho até a minha casa).

No dia seguinte, fui lá tentar resgatar o meu carro. Era um dia que eu PRECISARIA do meu carro, pois teria um churrasco e um casamento, com direito a festa. Ou eu gastaria muito mais tempo indo de ônibus, não conseguindo aproveitar muito do churrasco, ou gastaria um fortuna de taxi (cada um dos eventos era em um canto de BH).

Cheguei na empresa, consegui entrar. fui até o estacionamento, peguei meu carro e...não consegui sair. Estava tendo OBRAS NO ESTACIONAMENTO. Sério, fiquei muito puto. As rampas de acesso estavam todas quebradas, algumas já com cimento fresco. Frustrado, voltei para a minha vaga, deixei meu carro e fui para o churrasco, que até era perto do trabalho.

Lá para as 5:30, voltei no trabalho pra ver se conseguiria resgatar o carro. Nada. O cimento e a tinta ainda estavam frescos, não podia sair de carro. Voltei pra casa, puto, mas aí lembrei do pior: meu terno estava na casa da minha tia. Ou seja: mais um lugar para passar. Mas lembrei que meu pai poderia estar por lá e liguei para ele. Sorte minha, ele estava. E levou o meu terno pra casa.

Pensando em como ir para o casório, lembrei de uma amiga que mora perto de casa e que já dei carona milhares de vezes. Nem precisei pedir muito: ela se ofereceu para dar carona. Resultado do dia: não gastei nem um centavo com taxi. Mas ainda estava sem meu carro.

No domingo voltei na empresa para tentar resgatar o carro. Eu já sabia que as obras estavam terminadas e que isso não seria um problema. O problema, na verdade, é que NÃO PODE entrar no prédio no domingo sem autorização. E óbvio que eu não tinha pedido. Teria que mandar bem na lábia, o que naõ seria muito difícil, dado que todos os porteiros me conhecem e era só para tirar o carro lá de dentro. Só que murphy é meu amigão e o porteiro que estava lá era novo...

Consegui convencer o cara a me deixar entrar, mas não foi fácil. Tive que mostrar crachá, documento do carro, falar em que vaga eu estava, em que andar, explicar que foi culpa da obra do dia anterior e que eu precisaria do carro no dia...

Fato é que eu consegui tirar o carro e aprendi que, se for passar das 10 da noite no buteco, tenho que resgata-lo no estacionamento.

18 de abr. de 2011

PMP por mais 5 anos (pelo menos)

Quando você é aprovado no exame PMP, assim como alguns exames de proficiência em idiomas (como o TOEFL, acho), você ganha a certificação por um período determinado de tempo (no caso do PMP, 3 anos). Para manter a certificação após estes três anos e "renovar" por mais 3 anos, você tem 2 opções:

- Fazer novamente a prova;
- Ganhar 60 ou mais PDUs.

Obviamente que a primeira opção, além de ser MUITO mais cara, é MUITO mais difícil. Vale lembrar a quantidade de horas que gastei com os estudos para a prova. Afinal, saber o PMBOK de cabo a rabo não significa que você consegue passar na prova. A segunda opção, de ganhar PDUs, é muito mais simples e tem o objetivo de garantir que você continua tendo contato com gerenciamento de projetos e continua estudando.

Parece simples, né? Mas não é bem assim. Os parâmetros do PMI são meio malucos: se você trabalhar com GP, durante um ano inteirinho, vivenciando a bagaça, sofrendo 240 dias por ano com a pressão por prazos, custos e escopo, ganha 5 PDUs. Se fizer um curso de um dia bem vagabundo, que não vai acrescentar porra nenhuma na sua vida, você ganha OITO PDUs. Vai entender...

Pois bem, desde que me certifiquei, em maio do ano passado, comecei a frequentar os encontros do PMI-MG, fazer cursos, escutar podcasts sobre GP, tudo para conseguir juntar meus 60 PDUs desde ciclo. Mal sabia eu que, com o curso que dei, conseguiria quase todos os PDUs que precisava. Eu já tinha 40 antes do curso, agora, tenho 85. Isso porque nem coloquei todos os PDUs que ganhei. Parei no 85 porque a categoria de "devolver para a comunidade" limita a 45 PDUs por ciclo.

Com isso, nos próximos 5 anos eu continuo sendo um PMP (2 deste ciclo e mais 3 do próximo). Não quer dizer que com isso vou congelar os estudos. Só não vou ter que ficar me matando para ganhar PDUs (pelo menos até 2013).

Dureza mesmo é ter que pagar a taxa de renovação da certificação: 150 doletas...