25 de set. de 2010

Esparroman NÃO Recomenda: Natal Mar Hotel (Natal, RN)

Quando decidimos ir a Natal, o Véio ofereceu uns dias de um esquema que ele tem de hotel. Este esquema é o seguinte: ele compra "X" diárias de hotel que podem ser usadas em diversos hotéis do país. Em Natal, eram uns 30 hotéis e comecei a procurar hotéis que tivesse quartos disponíveis no período que estaríamos na cidade.

Escolhemos uns 4 ou 5 hotéis e comecei a ligar. Como nenhum deles tiva vagas para a data escolhida, fiz uma nova pesquisa e lá pela 7ª tentativa consegui achar um, o Natal Mar Hotel. Reservei logo, com medo de não achar nada. Pelas fotos, parecia ser um hotel bom, mas meio antigo, então fui mais ou menos tranquilo para lá.

Quando chegamos no hotel, quase 2 da matina, tinha um casal fazendo check in e fomos atendidos juntos com eles. O cara deu as informações do hotel, deu a chave de cada um e o mensageiro foi levar as malas do outro casal. Aí pegamos as nossas e fomos para o quarto. Como era no andar de baixo, procuramos um elevador. Não achamos e voltamos ao balcão para perguntar onde era. "Não tem", disse o cara. Aí fomos nós descermos escadas carregando as malas (a de Xuxu tinha 14 kg).

Entramos no quarto ele estava com um cheiro muito estranho, inclusive com cheiro de mofo muito forte. Ligamos o ar-condicionado e saiu uma nuvem de pó do aparelho, indicando que o filtro nunca tinha sido limpo. Aí reparei nos móveis e vi que realmente eram velhos. E o quarto não era dos maiores, olha só:




Aí coloquei a mala no chão, troquei de roupa e fui deitar. Puxei o edredom e fiquei parado uns 2 minutos, não acreditando no que eu estava vendo. A suposta cama de casal eram duas camas de solteiro juntas. E não se deram o trabalho nem de trocar o lençol para deixar as duas camas juntas: cada cama tinha lá o seu lençol de solteiro.

Aí enquanto eu estava lá olhando para a cama sem acreditar, Xuxu me chamou no banheiro. O banheiro é bem pequeno e definitivamente não foi projetado, porque o porta-toalhas fica DENTRO do box. Box este que não tem porta e sim aqueles panos. E o pano ainda estava furado. A torneira estava pingando e não parava nem por decreto.




Mas não foi por isso que Xuxu tinha me chamado. Ela apontou para dentro do box e falou "tem uma barata morta". Eu cheguei a tirar foto, mas não achei. Aí fiquei muito puto, mas já era muito tarde e resolvi reclamar no dia seguinte.

Acordamos, fomos tomar café da manhã (bem fraco, por sinal, e no último dia o leite estava azedo) e na saída reclamos da barata. O cara do hotel simplesmente disse "Vexe Maria! Uma barata morta?" e mais nada. Nenhum pedido de desculpas, um presente, um desconto, nada. Só falou que ia mandar alguém limpar imediatamente. O imediatamente deles demorou uns 10 minutos...

Aí resolvemos aproveitar para conhecer o hotel. Todas as fotos que a gente viu eram verdade: por fora, o hotel é muito foda. Uma piscina grande, com bar molhado, uma para criança e uma com hidromassagem. MUITO bacana:








Além disso, o hotel estava na beira da praia, com acesso via escadinha e tinha umas espreguiçadeiras para ficar curtindo o visual:




Também tinha um salão de jogos, sala de ginástica é sauna. Esses dois últimos só abriam 5 da tarde, aí não consegui tirar fotos.


E para os que não levam computador pra praia, tinha uma sala com computador, mas é pago. A rede sem fio vai a todos os quartos e é de graça. Pareceu ser bem boa.

Uma outra coisa boa do hotel é a localização. É na Ponta Negra, perto de shopping, de restaurantes e do centro de artesanato. Dá pra ir a pé tranquilo.

Tinha tudo para ser um hotel bacana, mas o quarto realmente me deixou muito puto. Puto e malzaço de alergia à poeira, mofo, etc. Fiquei uma semana quase morrendo...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

22 de set. de 2010

Bem Vindo à Amazônia

Como eu tinha prometido, peguei as fotos do passeio que o pessoal fez no encontro das águas, no rio negro e Solimões. Confesso que não posso fazer muitos comentários, porque não fui, mas uma coisa ou outra eu consigo falar. Vamos lá.

Os barcos saem normalmente de um "porto" que fica em frente ao Mercado Central. Tem barco pra caramba. O pessoal foi num barco mais humilde.




No caminho até o encontro das águas, um posto para encher o tanque do barco (por sinal, um dos lugares com gasolina mais barato de Manaus):


Imagens das margens do Rio Negro:










O caminho para o encontro das águas...






E o encontro das águas. Para quem não sabe, o encontro das águas é onde o Rio Negro encontra o Rio Solimões e eles viram o Rio Amazonas. A água do Rio Negro é escura (preta mesmo) e quente e a água do solimões é barrenta e mais fria. Por conta dessa diferença, os rios levam uns 6 km para se misturarem e o resultado é o abaixo:














No meio do rio sempre tem gente querendo ganhar dinheiro de qualquer maneira. Esses aí estão explorando os bichos cobrando para tirar fotos:






Esse aí é um parque ecolôgico onde tem as famosas vitórias régias. Mas essas aí são as pequenas, reza a lenda que tem umas dessas com 2 metros de diâmetro.
















Aí o povo entrou pelos igarapés e mangues (o mangue é por minha conta)






















Essa ponte aí vai ligar Manaus (que é uma ilha) ao continente. Não sei quando vai ficar pronta, mas deve ter custado muito, viu?




Para quem gosta de natureza, certamente é um lugar bonito de visitar. Para quem prefere concreto (como eu), é só mato e água, hehe.