22 de dez. de 2014

Início de namoro modo hard

Eu sei, eu ando muito sumido. E tem uma razão: estou namorando. E esse é o início de namora mais difícil que eu já tive. Não por ela (que vou chamar de Ruiva), mas por tudo o que aconteceu desde que nos conhecemos. Então vamos de historinha....

Saímos pela primeira vez em 2 de novembro. Sim, finados. Era um presságio e eu não sabia. Eu já conhecia a história dela e não era pra qualquer um aguentar sem ficar um pouco maluco não:

- Estudou veterinária;
- Largou tudo quase formando e foi fazer direito;
- Logo que entrou na faculdade o pai teve um AVC e ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado;
- Terminou um longo namoro com um médico pouco antes de formar;
- Formou;
- Pouco depois de formar a mãe ficou doente e foi internada. O responsável pelo andar era o ex-namorado ela. A médica responsável era a atual namorada do ex-namorado;
- A mãe faleceu e ela teve que largar quase tudo para cuidar do pai.

Nos 11 meses antes de nos conhecermos ela estava estudando para concurso e cuidando do pai. Aí saímos e duas semanas depois o pai dela foi internado. No mesmo hospital onde a mãe dela ficou. No mesmo andar. Aquele andar que o responsável era o ex-namorado dela. E não era nada simples, teve direito a UTI logo de cara. Mas ela ficava lá, do lado dele (quando ele saiu da UTI), o dia inteiro e a noite inteira.

DOIS DIAS antes de completar um ano da morte da mãe dela, o pai dela morreu (três dias antes do meu aniversário). Eu larguei tudo o que estava fazendo pra ajudar. E conheci a família dela no velório, da seguinte forma:

- Esse é meu irmão. Essa é minha cunhada. Essa e minha sobrinha. Essa é minha avó. E esse é meu pai (deitado no caixão).

Bacana, né? Pois é, isso tudo na fase final do meu projeto, precisando entregar 5 relatórios, 2 apresentações e ainda tendo que gerenciar a equipe. Tudo isso a distância, no cemitério.

Eu não comemorei meu aniversário, óbvio. E esse ano não tinha muito o que comemorar mesmo, foi um ano de merda. E as duas semanas seguintes foram complicadíssimas. Era um olho no peixe (a Ruiva) e outro no gato (o projeto). Cada dia um deles me deixava acordado de madrugada. E teve dia que foram os dois: e fui pra casa dela e, depois que ela dormiu, eu liguei o computador pra trabalhar.

Agora, que estou de "férias" (são coletivas e eu estou de sobreaviso), consigo dar bastante atenção pra ela. Mas não está sendo fácil, porque tem uma prova do concurso que ela estava estudando há quase 1 ano no comecinho de janeiro.

Eu sempre namoro mulheres com problemas familiares, mas essa está sendo benchmark.