Pois bem. Acabou o mês e o Roomie fois-se embora para BH. E no dia seguinte chegou o roomie novo. O Roomie novo também é de BH e sempre que eu olho pra ele eu lembro do Bressane (logo eu lembro de mim). Eu acho o cara muito parecido comigo fisicamente.
Nos primeiros dias, foi ótimo: eu saía e ele estava dormindo. Eu voltava e ele já tinha saído para o treino de krav magá. E quando ele chegava, ou eu já estava trancado no quarto ou ele se trancava no quarto para falar com a esposa.
Mas hoje ele não foi treinar, e quando eu cheguei ele já estava conversando com a patroa dele. Aí comecei a fazer a conferência dos itens presentes no apartamento (história para outro post) e no meio ele veio ver o que eu estava fazendo (e provavelmente puxar papo). Aí começou a me ajudar.
Terminamos a conferência (tem coisa pra caralho nesse apartamento) e eu vim para o mei quarto. E ele veio atrás, conversando. E eu descobri que ele é daquelas pessoas que gosta de ficar batendo papo. E que não tem desconfiômetro (ou então estava carente).
Eu dava indiretas, do tipo "preciso fazer a minha mala" e nada. Eu COMECEI a fazer a minha mala e nada. Eu ACABEI de fazer a minha mala e o cara na porta, conversando. A única forma do cara desconfiar foi quando eu falei "bom, voltar a trabalhar, né..." e liguei o computador.
O pior é que ele ainda ficou parado na porta, para ver se eu ia falar mais alguma coisa. Mas quando eu sentei e comecei a digitar ele entendeu e falou "beleza. Qualquer coisa eu tô aí".
Espero que seja só hoje. Eu não vou aguentar um cara que gosta de bater papo todo dia. Principalmente porque não tem muito mais o que conversar, já gastei tudo hoje....
3 de out. de 2013
30 de set. de 2013
I'm Mr. Wolf
Quem já viu Pulp Fiction certamente lembra do Mr. Wolf. Quem não viu (ou viu a tanto tempo que não lembra), vale a pena ver a cena abaixo (a qualidade do video está uma bosta).
Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.
A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.
O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.
Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).
E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.
Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.
Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".
Mr. Wolf, como ele diz quando se apresenta, resolve problemas. E atualmente é isso o que eu tenho feito.
A empresa tem um tamanho razoável. E como toda empresa maromeno grande, tudo demora para acontecer. Para piorar, 70% da empresa é formada por cariocas e, desculpem a siceridade, cariocas não gostam de trabalhar. O resultado disso tudo é uma empresa cheia de problemas que não são resolvidos.
O mais comum (comum MESMO) é um problema aparecer, quem descobriu o problema pede ajuda pra quem pode resolver o problema, e o assunto é esquecido. Quem descobriu o problema, passou a batata pra frente. Quem pode resolver o problema, deixa lá na caixa de coisas que "se alguém me cobrar muito eu resolvo". E aí os problemas ficam lá, mofando.
Só que eu não consigo ver um problema e não resolver. E desde que cheguei no Rio comecei a tentar resolver tudo o que aparece. E as pessoas, vendo que tem alguém que resolve os problemas, começaram a desenterrar tudo o que estava mofando nas gavetas. Com o final do ano fiscal (o ano fiscal da minha empresa encerra em setembro) a situação só piorou, porque é tudo para "hoje" (e no caso de hoje, era hoje MESMO).
E é problema de tudo quanto é tipo: devolução de apartamento funcional, leilão de mesas e cadeiras, doação de computadores, lançamentos errados no sistema corporativo... Qualquer coisa que tenha alguma ligação com custos, cai no meu colo. Às vezes, nem tem muita ligação não, mas cai no meu colo do mesmo jeito.
Isso, óbvio, está me fazendo trabalhar como um cão. Mas no final do dia, morto, a sensação de ter ajudado a empresa compensa.
Só preciso agora mudar o meu cartão de visitas e minha assinatura de email. No lugar do cargo, vou colocar "Problem Solver".
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