25 de jun. de 2010

24 de jun. de 2010

A tal causa fundamental

Estava eu em mais uma reunião de SMS quando a mulher mostra uma imagem daquelas lixeiras de coleta seletiva quebrada. O discurso era que era um absurdo o pessoal colocar metal pesado demais na lixeira, porque ela não aguentava o peso e quebrava. Falou que isso acontecia frequentemente e que era pro pessoal tomar mais cuidado e não colocar metal pesado naquelas lixeiras.

Aí o Gerente geral levanta e começa a falar: "se a lixeira está em área industrial, como é que você quer que não se coloque metal pesado na lixeira? O problema não é parar de colocar metal pesado na lixeira, o problema é que a lixeira não é adequada para a área industrial. Se não colocar o metal ali vai por onde?"

Neste momento, além de lembrar de uma cena do Tropa de Elite, lembrei também dos meus tempos de consultor. E lembrei dos meus treinamentos onde éramos instigados a descobrir a causa fundamental dos problemas e não simplesmente resolver o problema, porque ele voltaria a acontecer.

E aí, também entendi porque que a consultoria é tão contratada (e necessária), para fazer algo que, no fundo, no fundo, é simples. Para não dizer óbvio. O problema é que as pessoas querem deixar o chefe feliz. E deixar o chefe feliz é "apagar o incêndio" o mais rápido possível, o que não necessariamente quer dizer resolver o problema. Ou então o cara faz o que é mais simples e mais rápido, para não ter muito trabalho.

E isso eu vi láááááá no meu primeiro projeto, na Megalópole (acho que até postei isso na época, mas não achei no blog): se um equipamento está dando muito defeito, troca o equipamento. Se o problema não era o equipamento (o que é bem provável), vão continuar trocando e jogando dinheiro fora. Mas é mais fácil mandar trocar do que descobrir O QUE estava causando o problema.

Espero que a mulher tenha aprendido depois de ter tomado uma comida de rabo em público. Assim como espero que mais gente tenha entendido o recado do GG, para o bem deles...

23 de jun. de 2010

Enquanto isso, no cliente...


Sem exageiro, tinha mais de meio metro. E passeava tranquilamente em frente o prédio administrativo.

Deu Pau

Já dizia um professor meu: se você faz um sistema que vai ficar rodando "pro resto da vida e mais seis meses", você tem que colocar uma pessoa pra tomar conta ou pelo menos checar de tempos em tempos. Ainda mais quando está rodando no Windows. Quando não coloca, dá nisso aí embaixo:


Ê NET... Não é a toa que o Virtua vive caindo...

22 de jun. de 2010

Que mané Neymar...

...o negócio é o Diogo, do Palmeiras B. O cara entrou no jogo quando já estava 2 x 0 para o Juventus e fez dois gols, empatando o jogo. Isso já faria o cara virar herói do jogo, mas aí o goleiro foi expulso e ele teve que ir pro gol. O resto, só vendo o video abaixo:


Vi em algum lugar que não lembro onde foi. Foi alguém aí que me mandou?

21 de jun. de 2010

Preocupações da Selva

É muito estranho essa história de estar no meio da selva. Qualquer lugar que você vá tem placas de "cuidado, animais" ou "preserve a natureza". Aqui o pessoal REALMENTE preocupa com a natureza, não é aquela coisa forçada das grandes cidades.

Outro dia, por exemplo, estava participando de uma reunião de SMS no cliente quando mostraram uma foto que achei genial: no meio da área industrial tinha um ninho de alguma ave (ainda não identificada) com dois ovos. Num lugar "normal", como BH ou São Paulo o pessoal retiraria o ninho, porque estava atrapalhando o processo. Aqui não: o cara fez questão de falar que NÃO era pra encostar no ninho.

Uns slides pra frente ele mostrou um tonel de óleo queimado (ou algo do tipo) destampado. Falou que aquilo era um absurdo, porque qualquer "chuvinha" iria fazer o tonel transbordar e o óleo cairia nos igarapés (que, por sinal, são maiores que os rios de Minas). Em BH? mandaria jogar na lagoa da Pampulha ou no Rio das Velhas...

Achei legal essa preocupação do pessoal daqui. Mas às vezes fico meio perturbado com isso. Não estou acostumado com todo esse amor à natureza...