16 de jul. de 2009

Dia de descobertas

Apesar da minha família ser 50% carioca e 50% paulista e eu ter passado boa parte das minhas férias escolares no Rio ou em São Paulo eu conheço muito pouco destas cidades. O Rio eu até conheço um pouco mais (o corcovado, por exemplo), mas muito menos que Xuxu, por exemplo, que só foi na Cidade Calamitosa uma única vez e por 3 dias.

Ontem, no entanto, eu fui ao Rio fazer uma reunião. Viagem daquela gostosas, que sai no vôo de 6 horas da manhã de confins e volta no vôo de 7 da noite. E pela primeira vez eu pousei no Santos Dumont. Não, eu nunca tinha pousado lá. Sim, eu já viajei de avião para o rio diversas vezes (mais de 30).

Pousar no SDU foi, sem dúvida nenhuma, a minha melhor experiência aérea. É uma coisa fora do comum, principalmente porque estava com bastante nuvem. Posso descrever assim se você está olhando pela janela: céu, céu, céu, nuvem, nuvem, nuvem, água, água, água, (putaquepariu, o cara vai pousar no mar!), pista. Duvida? Olha só essa foto chupinhada da Wikipédia e ligeiramente editada:


Eu ainda estava na poltrona A e a minha vista era muito legal, da escola naval (onde, confesso, já quis estudar). Na imagem acima, dá pra ver parte dela no canto inferior direito. Mas é bem maior que só aquilo ali.

Fui para a reunião e, no horário do almoço meu chefe falou "e aí, vamos na confeitaria colombo?". Como ainda faltava um tempinho para recomeçar a reunião e era perto de onde eu estava, resolvi ir lá com ele. E não me arrependi.

Meu amigo, minha amiga...o lugar é MUITO bacana. Pra começar é mais velho que a cidade de Belo Horizonte. e como tudo o que foi feito há muito tempo por gente com dinheiro é grande, espaçoso, aconchegante a ainda mantém a tradição de 1800 e bolinha.

As fotos que tirei não ficaram das melhores (a panorâmica ficou ruim, porque não tirei do centro do salão), mas dá pra dar uma idéia do lugar (crica pra aumentar):




Além da beleza os doces também são muito bons. Caros, mas bem gostosos. Tá certo que o que eu escolhi era pegadinha, mas era gostoso.

Aí fui comentar com Xuxu que conheci a Confeitaria Colombo e que a levaria até lá na próxima vez que fossemos ao Rio e ela disse: "eu já fui". Eu falei que ela conhece mais que eu...

15 de jul. de 2009

De volta aos estudos

Comentei por aqui há algum tempo que estava querendo começar a fazer uma pós-graduação. fiz a pré-inscrição, fui aceito, já tomei a segunda facada e semana que vem, junto com o início das aulas, tomo a segunda facada. As aulas serão no ritmo que eu gosto: densas. Essa história de aula a cada 15 dias não rola.

Serão 6 meses de ralação no Módulo I e mais 6 se eu resolver fazer o módulo II (que, sinceramente, vai depender de ajuda de custo da minha empresa). O lugar é bacana, perto do meu trabalho e muito bem indicado (além de ser um REP, o único de BH, se não me engano).

Quando decidi fazer a pós tomei vergonha na cara e comecei a estudar o livro da Rita, para me tornar um PIMP. E ao contrário do PMBoK, a leitura é bem interessante a várias vezes você se pega pensando "putz, devia ter feito isso no projeto" ou "é mesmo. Eu fiz isso tal dia".

O pessoal do trabalho montou um segundo grupo de estudos (comecei a participar do primeiro, mas acabei desistindo no segundo encontro, hehe) e isso acaba me forçando a ler os textos e fazer os simulados. E falando neles, estou achando bastante estranho, porque minha média tem sido bem mais alta que eu esperava - cerca de 80%. De duas uma: ou estou melhor do que imaginava ou estou dando sorte.

Só falta agora preencher a "papelada online" para candidatar para o exame e tomar mais uma facada para marcar o exame. Essa facada vai furar de uma vez só pulmão, fígado, estômago, rim, coração....

14 de jul. de 2009

Entender ou não entender...

Eu sempre fui meio contra essa história de que gerente de projeto não precisa entender do assunto do projeto que ele está gerenciando. O PMI fala isso, a Rita fala isso, minha antiga empresa de consultoria fala isso... No fantástico mundo dos Gerentes de Projeto isso pode até ser verdade, mas no mundo real não é bem assim.

Só para dar uma pincelada no que eu chamo de "fantástico mundo dos Gerentes de Projeto", que é o mundo onde o PMI e a Rita moram: eles falam que se não está no escopo não deve ser feito. Quem vive no mundo real sabe que não é bem assim, porque o cliente pode ficar puto e não te contratar mais, porque "tal empresa faria isso de graça".

Se o cliente é novo é pior ainda, porque você quer conquistar o cara para conseguir fazer novos projetos e acaba abrindo as pernas de vez. Mas no fantástico mundo dos Gerentes de Projeto isso não é levado em conta (e eu espero poder morar neste mundo um dia!).

E nesse mesmo fantástico mundo dos Gerentes de Projeto um médico pode ser gerente de um projeto de engenharia. Na teoria, pode mesmo. Na prática, faz muita falta. Imagina que você está em uma reunião com o cliente, sem nenhum dos especialista por perto, e o cara te pergunta porque você vai usar medidores de coriolis ao invés de placa de orifício, que são mais baratos? Você não pode simplesmente falar "não sei". Você tem que explicar que os medidores de coriolis são mais precisos, reduzindo o consumo de combustível e que o investimento será pago em 5 anos. Isso deixará o cliente muito feliz (afinal, é dinheiro entrando) e mais confiante na equipe, pois o "comandante do barco" sabe para onde deve-se remar.

Outra razão importante é para garantir que ninguém está saindo do escopo. Ainda seguindo a linha do medidor de coriolis, simplesmente colocar um medidor mais preciso não garante que você terá menos gasto. É importante fechar a malha de controle e fazer a sintonia desta. Se você não sabe disso, pode achar que isso faz parte do escopo do projeto, quando na verdade o escopo seria só a troca dos medidores. E aí vai bastante HH jogado no lixo.

Eu acho é que o pessoal do fantástico mundo dos Gerentes de Projeto não conhece projetos de engenharia. Acho que eles estão acostumados ao mundo de TI que, no ponto de vista de quem já esteve lá, são BEM mais fáceis de gerenciar (talvez porque meus conhecimentos em TI são milhões de vezes maiores que os de engenharia - apesar de eu ser engenheiro formado num dos melhores cursos de Engenharia de Controle e Automação do brasil).

13 de jul. de 2009

Quem não tem Google Wave ataca de PyGoWave

Acho que não comentei aqui ainda o quanto eu estou louco para colocar as mãos no Google Wave. A vontade é tão grande que, dia desses aí pra trás estava navegando em busca de mais informações e encontrei esse link. Basicamente é um cara com mais vontade que eu para usar Waves (e com tempo sobrando) que começou a desenvolver um servidor de waves.

Sem nem pensar duas vezes criei o meu login e fui seco brincar com a tal de wave. Só que o sistema é meio porco e eu não li nada antes, aí fiquei sem saber como mandar waves. Depois de muito procurar (e apanhar) descobri que por enquanto o cara só desenvolveu a parte de gadgets (que só serviu para me deixar viciado em Sudoku - que, por sinal, é bem mais fácil que eu imaginava).

O que me causou mais espanto (e foi o motivo de eu escrever este post) é que o produto nem foi lançado e já arrumaram formas de ganhar dinheiro com ele! Olha só a imagem abaixo:


Não dá pra ver direito (se clicar na imagem abrirá maior), mas no quadrado em vermelho tem um anúncio do AdSense. Ou seja: a galera (desenvolvedores não Googlers) não está preocupada em criar coisas legais para o desenvolvimento do sistema. Estão preocupados em ganhar dinheiro.

O que pode atrapalhar muito a estratégia do google de colocar o público para ajudar a desenvolver o sistema e difundir no mercado.