18 de jul. de 2012

Coelhadas

Já que ando sem muito tempo, vamos de fatos rápidos...

- O ano fiscal da minha empresa está acabando. Isso significa me matar de trabalhar para entregar o máximo de coisas possíveis até o final de agosto;

- O primeiro contrato que fechamos em Manaus está acabando. Mas vão aditiva-lo e já pediram mais 4 projetos;

- Já comentei que ganhamos mais um contrato de 2 anos em Manaus? Agora são 3 contratos e inúmeros projetos dentro de cada um;

- Julho é mês de férias escolares e praticamente todos os estagiários tiraram férias. Tá fácil a minha vida;

- Fui num aniversário/festa junina outro dia tão foda que tinha até caneca personalizada com o nome do aniversariante;

- Aliás nessa festa vi que estou ficando velho E encalhado. Tinha umas 50 pessoas, sendo que umas 10 eram filhos dos convidados e eu era o ÚNICO solteiro. Animador;

- Tem nada menos que SEIS MESES que não atualizo o Super Controlador de Gastos. Fui tentar atualizar esse fim de semana e desisti. Criei lançamentos do tipo "atualização dos meses passados" e joguei todos os custos lá. Tudo o que eu odiava na época da consultoria;

- Descobri que a véia tá me devendo mais de 1000 ronaldos. Foi picado nos meses, então não fez diferença suficiente num mês para eu dar falta (até porque eu não estava fazendo a contabilidade mensal);

- Estou jogando Assassins Creed II. É MUITO bom. Mas ainda prefiro o Brotherhood. Em compensação o Call of Duty: Black Ops eu não estou gostando. Definitivamente não nasci pra jogar FPS;

- Fui ver o filme Sombras da Noite no cinema. Tem partes legais, mas no geral não gostei muito;

- Tinha alguns anos que não ia ao cinema (o último foi tropa de elite 2). Tinha esquecido o quanto está caro;

- Pipoca no cinema não é uma boa ideia. Atrapalha;

- Descobri que tem gente na minha empresa que tem medo de mim. Sim, medo. Sabia que me achavam bravo, mas não sabia que era nesse nível;

- Sei que estou devendo uns 5 posts de bem vindo, mas tá foda. Esses posts demandam muito tempo e paciência, coisa que anda escassa. Um dia sai;

- Meu monitor morreu. Ele tinha dado um pau um tempo atrás, mas voltou a funcionar. Aí fui ligá-lo na semana passada e ele só funcionou da metade para baixo. Levei ao médico, vamos ver se tem salvação ou se vai ter que amputar;

- Outro dia encontrei o marido de uma amiga que é piloto da Azul. Quando falei que outro dia fui pra Manaus de Azul ele falou "cara, evita ir de embraer pra lá. O querosene é a conta". Lembrei que vou de trip pra lá semana que vem. Fiquei tão tranquilo...

- A minha empresa resolveu fazer inventário dos computadores e trocaram todas as plaquinhas de identificação. Dessa vez colaram com cola de junta de motor. Já temuns 4 dias que colaram a minha e ela não secou (fora que fez uma meleca);

- A Véia voltou das oropa com telefone novo e um tablet. Ela não consegue usar o telefone e não sabe pra que serve um tablet. Consumismo pouco é bobagem. Mas o pior é que sobra para mim, que tenho que configurar tudo e explicar como usar;

- Necessito de férias, mas já descobri que nunca mais tiro 10 dias. Agora ou são 20 vendendo 10 ou 30;

- Falando em férias, tô vendo que os 20 dias que eu ainda tenho vão ficar para 2014. Depois eu conto melhor essa história.

Bom é isso. Certamente tem mais coisa pra contar, mas não tô lembrando.

17 de jul. de 2012

Masoquismo noturno

Quem me conhece desde a época de colégio (acho que ninguém aqui) sabe que eu já fui atleta. Tinha um preparo físico foda, apesar de nunca ter sido magro. Jogava futebol toda semana, pedalava no mato, pedalava na cidade, fazia tae kwon do e kung fu... Até natação eu fiz. Acreditem ou não, eu competia pelo Minas (equipe B, já que nunca fui bom nas piscinas, mas competia).

Aí veio o vestibular, a faculdade, o estágio, o carro e eu virei um sedentário. Não dava tempo de fazer esportes (nessa época não dava MESMO). Até que eu formei. E quem lê o blog há mais tempo lembra que no longínquo ano de 2006 eu voltei para a vida de esportista depois de um dia estressante.

No começo era foda, sentia dor pra caralho e ficava com a língua lá no chão, limpando a praça JK. Aí comecei a melhorar o condicionamento físico e conseguia correr bem. Eu realmente gostava daquilo e comecei a fazer loucuras.

Mas aí fui para a consultoria e junto com ela vieram as viagens e trabalho até tarde. Até tentei continuar correndo, mas não deu. Cheguei a correr em Divinópolis, depois na Megalópole (que tinha uns lugares muito sinistros), mas acabei diminuindo a frequência até que...parei.

Tentei voltar algumas vezes, em BH, em Ponta Grossa, em Brasília (cheguei até a comprar uma bicicleta lá!), em Manaus, mas sempre acabava ficando atolado de trabalho e desistia.

Aí, semana passada, resolvi voltar a fazer exercícios. Eu andava muito puto, estressado, cansado, dormindo mal e poderia ser uma boa forma de desestressar. Além disso, minhas calças estão encolhendo e precisava tomar uma atitude (ou comprar calças novas). E lá fui eu para a minha antiga companheira de sofrimento.

Só falo uma coisa: eu NUNCA estive tão fora de forma. Tá foda. No primeiro dia eu inventei de correr. Simplesmente doía tudo. TUDO. Meu joelho doeu em lugares que eu nem sabia que existiam. Não conseguia nem andar direito no dia seguinte. Mas eu não desisti: à noite fui lá na praça novamente me matar mais um pouco, mas só caminhando, para não estragar de vez. E no dia seguinte não doía só o joelho: o tornozelo também doía E ganhei uma bolha gigante no pé. Tava fácil a minha vida.

Mas eu estou empolgado. Fazer exercícios no frio é uma das coisas que eu mais gosto, já que sou absurdamente calorento. Não me deixem desistir e toda vez que me encontrarem me chamem de gordo.

E torçam por mim.

16 de jul. de 2012

Casamento mais rock da história

Em janeiro do ano passado, se não me engano, fui no aniversário de uma querida amiga e, quando cheguei lá reparei que ela estava usando uma aliança. Eu sabia que ela namorava há algum tempo, mas não tinha idéia que tinha ficado noiva. E se não me engano naquele dia mesmo ela me falou a data do casório, que fiz questão de anotar na agenda do celular.

Passado um ano e meio, chegou a data. Coloquei meu terno, peguei meu carro e fui para a igreja. Era um daqueles casamentos que eu jurava que iria para a festa para chegar, pegar um copo e ficar bebendo no meu canto, sem interagir muito, já que não conhecia quase ninguém e as pessoas que eu conhecia provavelmente ficariam no grupinho delas.

Cheguei na igreja antes dela encher e peguei um lugar mais no fundo, mas no corredor. Essa é uma coisa que eu NUNCA entendi: por que todo mundo gosta do corredor. Deve ser para ver a galera entrar. Eu realmente não sei porque sento lá. Deve ser para conseguir ver o casório.

Enquanto eu esperava, como não tinha ninguém para conversar, comecei a ler o twitter e acompanhar o jogo do cruzeiro. E enquanto eu estava lá fuçando no telefone a "banda" começou a aquecer. Já no aquecimento eu vi que ia ser coisa boa: a galera estava ensaiando "nothing else matters".

Começou o casório (eu parei de usar o celular, ok?) e TODAS as músicas foram boas. Diferente de tudo o que eu já tinha visto em casamento. Nem mesmo a marcha nupcial tocou. Acho que era Beatles (minha memória é um lixo, vocês sabem disso). Fora que o padre era ótimo: começou fazendo piadinhas, a cerimônia foi bem descontraída, muito bacana.

Mas no meio da cerimônia comecei a ver, lááááááááá longe, uns rostos que pareciam com pessoas conhecidas. Como sou míope, pensei "pô, não faz o menor sentido. Será que é?". Desisti de tentar descobrir e fui para casa deixar o meu carro e ir para a festa.

Cheguei na festa e TODOS os rostos que eu achei que eram pessoas conhecidas realmente eram as pessoas conhecidas. Fora pessoas que eu não tinha visto na festa e que eu conhecia. Resultado: tinha MUITA gente conhecida. O que por um lado foi ótimo, porque tive com quem conversar, mas por outro foi ruim, porque acabei não conseguindo conversar com todo mundo que eu conhecia.

A festa foi muito foda. Fui absurdamente bem servido, depois que fiz amizade com os garçons, e nem precisava mais procurá-los. Meu copo não ficou vazio. Óbvio que fiquei bêbado. Aliás, no dia seguinte eu ainda estava bêbado. Coisa que não acontecia desde o meu aniversário.

Mas o melhor mesmo foi a seleção musical. Não tocou funk, sertanejo, pagode, axé, etc. Só tocou coisa boa. Se não me falha a memória, a coisa mais leve que tocou foi beatles (a noiva gosta muito, como pode-se perceber).

Fazia MUITO tempo que eu não ia a um casamento de uma pessoa tão querida. Fiquei muito feliz pelo casal e torço para que sejam muito felizes. E, como sempre faço, ameacei o noivo, que se não trata-la bem, vai acordar com formiga na boca.

Fato é que se algum dia eu casar vai ser desse jeito, mas que um pouco mais hardcore: vai ter só metal. E os convidados que se virem e fiquem batendo cabeça. \m/