29 de mai. de 2009

Vaga de emprego

Depois dizem que engenheiro ganha bem. Olha só o anúncio que um colega de trabalho viu no jornal:

28 de mai. de 2009

Jogando o Limão

Semana passada, num daqueles momentos de insanidade causados pelo stress, cansaço, nervosismo e pressão um dos caras da equipe pegou a maçã que estava em cima da mesa dele e tacou para um outro cara da equipe, falando um "pega aí". Sem entender nada, o cara perguntou: "que isso?". E o cara explicou: é que terminei uma planilha e tá bombando.

A partir deste momento sempre que ele terminava alguma coisa que estava fazendo (ou tinha uma boa notícia), ele tacava o limão pros companheiros de equipe. E cada dia era uma fruta diferente. A idéia contagiou o pessoal e todo mundo aderiu à idéia, que serviu como momento de relaxamento.

Na segunda as frutas do andar tinham acabado e não tinha o que jogar. Exceto a bolinha verde que Xuxu me deu e eu trouxe para apertar quando estivesse para explodir. Não deu outra: o cara pegou a bolinha e usou para tacar pro pessoal, falando "pega o limão". E a bolinha foi tão bem aceita que o pessoal parou de tacar as frutas, agora só tacam o "limão". Esse aí em baixo:


Nunca da história desse país uma bolinha causou tanta alegria

Aí hoje, quando o meu chefe teve uma boa notícia do faturamento, não teve dúvidas: chamou o cara (que tomou posse da minha bolinha) e disse: "joga o limão!".

Isso me lembrou os tempos de programador, em que eu inventei algo parecido, mas com emails, em situação idêntica de stress, cansaço, nervosismo e pressão para entrega de projeto. O email utilizado foi um que o pessoal do comercial usava para divulgar a conquista de novos projetos. Acho que são coisas como essas que nos impedem de ficar doidos ou ter um ataque.

27 de mai. de 2009

Gerenciamento de pessoas

já tem algum tempo que um dos caras da minha equipe está reclamando de que está ralando pra cacete enquanto a dupla dele liga o foda-se e vai embora às 18:00 em ponto (não importando a hora que chegou, mas sempre depois das 9). Eu já tinha visto isso, mas não podia fazer nada, afinal não sou chefe do cara.

Só que essa semana eu fiquei tão puto, mas tão puto com o cara que fui reclamar com o meu gerente. Pô, na segunda todo mundo ficou até muito tarde no trabalho (inclusive o cara, milagrosamente) e eu fui o último a ir embora. Na terça, fui o primeiro a chegar. E o cara só foi trabalhar às 3 da tarde!

Eu sei que existe CLT, eu sei que o cara só pode trabalhar após 12 horas de o fim de uma jornada. Só que eu também sei que se a gente não entregar as coisas e faturar a empresa pode não ter dinheiro para me pagar e me mandar embora (não é o caso, mas pode acontecer). E a situação é exatamente essa: o nosso faturamento foi abaixo do previsto e tínhamos que dar gás para entregar o resto das coisas.

Trabalho é o que não falta. E o tal cara está com boa parte dele. E o cara não percebe que o resto da equipe está se matando. Se tem que trabalhar a mais, vamos trabalhar. Depois você folga. Pra isso existe banco de horas.

E lá fui eu conversar com o gerente. Falei que já tinha um gente reclamando do cara, que ele trabalhava 3 horas por dia, que os trecos não saíam e tudo mais. E que o cronograma estava atrasado, boa parte por causa dele, que não entregava as coisas no dia previsto (o que é verdade).

O gerente falou que já tinha visto isso e que "daria umas porradas" no cara, pra ele acordar. Só que ele resolveu fazer isso logo depois que eu saí da sala. ficou claro que eu que tinha reclamado. E parece que ele não ficou muito feliz comigo.

O outro cara, que reclamou desse, também não está muito feliz comigo, porque eu fico cobrando dele também (se é dupla, tem que cobrar dos dois, oras!). E o Gerente também chamou ele pra conversar (não sei bem o que, mas não deve ter sido coisa boa).

E aí eu percebi que o mais difícil de gerenciar projetos é gerenciar os egos e o psicológico das pessoas da equipe. E que eu ainda tenho muito que aprender nessa área...

26 de mai. de 2009

Dia da pizza no escritório

Ontem era dia de emissão de documentos. Tem umas duas semanas que estou trabalhando para caralho, como vocês devem ter visto pela minha ausência. Tudo por causa desse dia maldito de emissão.

A situação era tensa: o faturamento era alto e já não iríamos conseguir pegar tudo previsto. Só que ainda dava para tentar entregar algumas coisas não previstas para diminuir o rombo. Isso, claro, DEPOIS que terminássemos o que estava previsto.

O problema é que que faço a revisão e a emissão dos documentos e, por mais que eu tivesse terminado o meu trabalho teria que esperar todo mundo terminar. E o dia foi passando, passando, passando... e nada do povo acabar. Não que eu estivesse parado esperando, mas quanto mais eles demorassem pior pra mim.

Até que 7 da noite a parte 1 (a menor delas) ficou pronta. Revisei o bagulho e emiti. Sucesso total. Mais umas 2 horas e a parte 2 (a segunda menor) ficou pronta. Revisei e emiti.

Nessa hora a fome já estava quase matando todo mundo e resolvemos pedir pizza. Eu não comia no escritório desde os tempos de programador. Eu trabalhei várias vezes até de madrugada na consultoria, mas não comia no cliente. Vinha pra casa (ou hotel) e trabalhava assitindo TV e comendo e frente o notebook.

Matada a fome, ainda tinha bastante coisa pra fazer e pouco tempo restante. É, porque ao contrário dos tempos de faculdade, em que "hoje é hoje até eu acessar meus emails amanhã", para o cliente "hoje é hoje até 23:59:59". E só nos restavam umas 2 horas. Corre daqui, faz pressão dali, revisa documento, corrige documento e 23:30 mando o último email com os documentos.

No momento em que desligo o computador o telefone toca. Era uma estagiária, coitada, que tinha ido embora umas 11 da noite para não perder carona. Ela estava trabalhando em casa, revisando os documentos, e viu que tinha uma coisa errada. Olhei com cara desespero para o meu chefe e ele falou: "cara... sinto muito. A gente corrige isso amanhã".

Pedimos 2 taxis (nessa hora só estava eu e o chefe no escritório). Eles chegaram juntos e, quando entrei em um (o primeiro que vi), o cara perguntou: "João?" (nome fictício). Falei que não, que ele estava indo no taxi de trás. Quando eu falei pra onde ia, ainda tive que escutar o cara falar "levei tinta nessa. O João ia pra mais longe".

Nessa hora eu pensei em descer do taxi e pedir outro, pro cara se fuder com os 3 reais que já tinha sido cobrado. Mas meu cansaço era tanto que desisti e vim pra casa dormir. Ou pelo menos tentar, porque minha cabeça ainda estava a mil...