14 de jan. de 2011

Reunião de lições aprendidas

Quem me conhece sabe: eu sou paranóico com planejamento. Sou absurdamente pontual (ok, isso tem piorado um pouco) e odeio quem chega atrasado. Em viagens, procuro tudo o que pode ser conhecido em uma cidade, horário e dias de funcionamento das coisas, preços, etc e monto planilhas e mapas com o caminho a ser seguido considerando as melhores "alocações". Ex-Xuxu que o diga na Argentina. No resto das coisas da minha vida não é muito diferente. Ex-Xuxu que o diga também.

Quando comecei a trabalhar com gerenciamento de projetos, encontrei o rumo da minha vida. Eu era PAGO para planejar, fazer cronogramas, encontrar o melhor momento para fazer cada atividade, simplesmente lindo. E como era uma coisa que me interessava muito, acabei estudando o assunto, com uma pós (picareta) e estudos para o PMP.

Um dos itens que eu usava pouco, mas que eu mais gostei foram as tais lições aprendidas e reuniões de acompanhamento (ou análise critica, como preferir). E acabei levando isso para o meu antigo namoro. De tempos em tempo eu e Ex-Xuxu conversávamos sobre o nosso namoro, vendo o que estava indo bem, o que estava indo mal, o que podia melhorar e tudo aquilo que vocês chamam de "discutir a relação".

Eu sinceramente achava aquilo legal (acho que Ex-Xuxu também), porque era a hora de aprender com os erros e colocar as coisas de volta nos trilhos. Tá certo que depois de um tempo não surtia mais o mesmo efeito, mas acho que a gente aproveitou bastante estas "reuniões".

Terminado o namoro, a coisa certa era cada um tocar a sua vida e aprender com outras relações, certo? Não pra mim. Depois de um tempo sem muito contato, mandei um email para ela falando que precisava conversar. Marcamos o dia e nos encontramos. ela devia achar que eu ia falar de trabalho, que precisava desabafar e tudo mais. Tadinha... Coloquei-a em uma fogueira das grandes.

Falei que eu queria tirar lições aprendidas do nosso namoro. Queria saber o que deu certo, o que deu errado, o que a incomodava, o que ela gostava e tudo mais o que pode ser aprendido, para que em futuras relações os erros não fossem repetidos. Não, lição aprendida não é para salvar projeto passado. É pra evitar que você repita os mesmos erros em projetos futuros.

E assim foi. Durante algumas boas horas (3, acho) ficamos conversando. É tanta coisa, que ainda não acabamos. Ainda falta uma outra reunião, para finalizar. Ah, os assuntos? Todos. Mesmo. Não foi lavação de roupa suja porque, sinceramente, não tinha roupa suja para ser lavada. Em quase 3 anos de namoro só tivemos UMA briga mais séria, mas que não durou muito. E o melhor é que pude tirar muitas lições, tanto boas quanto ruins.

Recomendo fortemente que, todos que tenham essa chance, façam reuniões como essas. Fará bem não só para futuros namoros, como para a vida toda.

Parabens, Consultora!

Hoje e aniversario da minha querida amiga Consultora. Parabens, fia! Tudo de bom hoje e sempre.

Aguardo informacoes da comemoracao!

13 de jan. de 2011

Retomando tradições

Quando eu ainda era programador lá pros anos de 2005 a turma do pastel resolveu fazer um almoço de fim de ano, porque cada um ia passar o ano novo em um lugar. O almoço foi na casa de um amigo e umas das meninas foi a mestre cuca. Todo mundo gostou tanto da idéia que acabou virando tradição: nos 2 anos seguintes teve o tal almoço de fim de ano.

Mas vida é uma caixinha de surpresas e foi pregando peças pelo caminho. O dono da casa onde eram feitos os almoços foi morar em Manaus, com isso ele e a mestre cuca que namoravam, terminaram, um outro foi morar em Belém, eu fui para Brasília... E o que era tradição morreu.

Este ano, já na minha fase "retomar as amizades", resolvi retomar esta tradição: mandei um email pra todo mundo oferecendo a minha casa para fazermos o almoço de fim de ano. Como foi meio em cima da hora, acabamos marcando para o começo de 2011. E assim foi no último fim de semana.

Eu já sabia que não ia sair coisa boa. Lembrei de quando doei a minha casa para fazermos o The Super Mothafucking Twix From Hell, que fiquei limpando chocolate e biscoito moído durante uma semana, mas era por uma causa boa.

A idéia valeu a pena. Vi pessoas que não encontrava há 3, 4 anos, colocamos o papo em dia, conversamos bastante e, lógico, comemos e bebemos muito. O resultado? Isso aí embaixo.










Arrumar essa zona tomou meu domingo inteiro. Isso porque depois que o pessoal foi embora eu ainda saí para encontrar uns amigos da época de colégio, que também não encontrava há mais de 2 anos. Milagrosamente não tive ressaca, mas te garanto que limpar o macarrão espalhado e pisoteado pela casa não foi fácil...

12 de jan. de 2011

Técnica do saco plástico

Essa técnica é para você que faz muitas viagens a trabalho e não quer ir trabalhar com uma roupa parecendo que acabou de sair da boca de um boi. A técnica do saco plástico é bem simples e, nestes meus quase 5 anos de viagens a trabalho, quase nunca falhou.

A primeira coisa a fazer é arrumar sacos plásticos para as camisas. Esse aí embaixo (a foto está horrível):


Eu confesso que não sei onde meu pai arrumou esses sacos, mas ACHO que foi em hortifruti (juro!), porque alguns vinham com pedaços de folhas dentro. Lave os sacos, por via das dúvidas e use do lado avesso, pra não manchar sua roupa.

Com os sacos plásticos disponíveis, basta dobrar as camisas, para conseguir que ela caiba nos sacos.

- Abotoe a camisa e a estique de costas em alguma superfície plana (preferência por uma cama):


- Dobre um dos lados, a mais ou menos 1/3 da camisa e dobre a manga pra dentro:


- Dobre o outro lado, também a mais ou menos 1/3, e dobre a manga pra dentro:


- Agora, dobre o que sobrou da camisa, mais uma vez a 1/3 da altura:


- Para finalizar, dobre o pedaço que sobrou para encontrar a gola da camisa:


- Com a camisa dobrada, basta colocar dentro do saco plástico:


Fica um pouco chato de colocar na mala, porque fica aquele monte de plástico sobrando, mas resolve bem o problema. Uma dica boa (que não foi feita nas fotos) é desabotoar a gola, se ela for como essa da foto. Evita maiores problemas.

[Update] Um comentário do Willie me fez lembrar de uma coisa: SEMPRE que chegar a o local onde vai ficar (hotel, casa de amigos, etc) retire as camisas dos sacos plásticos e pendure em um cabide. Com o tempo, as marcas das dobras (que sempre ficam) vão "amolecendo".

Nunca tentei com tecidos mais grossos, mas com camisetas funciona bem. E quanto a malas muito cheias, bem, as minhas pra BSB eu consideravam que iam cheias, mas sempre tem gente que coloca o dobro em metade do espaço. Aí não sei se funciona bem.
[/Update]

11 de jan. de 2011

Cuidado com o twitter

Sexta passada, pouco depois do emio dia, estava lá eu conversando com o gerente do escritório sobre recursos quando ele me fala: "você tá pedindo tanta gente que vou te colocar como representante da empresa no processo seletivo amanhã". Papo vai, papo vem e ficou combinado que eu iria no sábado de manhã reprentar a minha empresa no processo seletivo para estagiários e engenheiros juniores.

Esse processo seletivo é uma das coisas mais legais da minha empresa. Durante 2 dias eles colocam 25 a 30 meninos que querem estágio (agora abriu pra junior também) em uma sala de hotel e ensinam aos moleques como se portar em uma entrevista. Nesse meio tempo, tem várias dinâmicas e assim a psicóloga identifica quem é bom. No terceiro dia, a molecada passa pela entrevista com os gerentes do escritório, para ver quem vale a pena e quem não vale. Ou seja: mesmo que o moleque não seja admitido, ele ganha um curso de como se portar em uma entrevista de emprego.

E lá fui eu no sábado de manhã, meio com sono, representar a minha empresa e responder dúvidas da molecada. Cheguei e enquanto um dos caras do curso se apresentava a psicóloga chamou um dos candidatos e saiu com o menino da sala. Achei estranho, mas me apresentei, contei um pouco da minha história na empresa e fiquei ajudando a responder dúvidas. Nesse meio tempo, a psicóloga volta pra sala junto com o moleque. Não entendi e continuei respondendo o pessoal.

Quando acabou meu tempo, despedi da galera, de um dos caras do curso e quando ia despedir da psicóloga ela falou que precisava convesar comigo. Saímos da sala, e ela veio me explicar o que tinha acontecido. O moleque, no dia anterior, colocou a seguinte frase no twitter (que, obviamente, já foi apagado):

Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã para ir para o curso da maldita Blábláblá

Blábláblá é a minha empresa. Só que o cara fez isso tipo 6, 7 da noite e o setor de comunicação da empresa VIU o que o moleque tinha escrito. Aí ligaram pra meio mundo: gerente geral de RH, a psicóloga, o gerente do escritório, a galera toda. E ficou combinado o seguinte: a psicóloga ia conversar com o moleque para ver porque ele tinha feito aquilo e, dependendo do que o moleque falasse, iam mandar o cara embora.

Aí a psicóloga conversou com o cara, viu que foi infantilidade (e que o moleque queria era aparecer no twitter para os amigos) e que ele estava arrependido (diz ela que ele chegou a chorar). E queria saber o que fazer com o moleque. Convesei com o chege do escritório e ele falou pra deixar o menino lá. Se ele fosse bom, ia conversar com ele para explicar porque não ia contratar o menino.

Resumindo: o juninho se deu mal por causa de uma besteira que escreveu no twitter. Se ele tivesse só colocado "Não acredito que amanhã vou ter que acordar 6 da manhã", não teria tanto problema, mas o jacu colocou maldita blábláblá. MUITO juninho. Ontem, para se retratar, colocou um pedido de desculpas no twitter, mas a cagada já tinha sido feita.

Então, amiguinhos, aprendam com o Tio Esparroman: não coloquem o nome da empresa de vocês, de colegas de trabalho, de clientes, etc no twitter, blog, facebook, formspring, orkut ou qualquer outra rede social. Tá certo que hoje em dia pouca gente não sabe que eu tenho blog e twitter, o que já seria suficiente para eu ser mais cuidadoso, mas pelo menos eu não faço esse tipo de cagada...

10 de jan. de 2011

A semana do overclocking

Lembra de tudo o que eu tinha falado de trabalhar menos? Pois é, ainda não consegui colocar em prática. Semana passada, que meu chefe estava de férias, eu estava tomando conta dos meus 2 projetos, do contrato e de 2 propostas. Lógico que não consegui fazer nada disso direito, mas estava tomando conta.

Num belo dia (terça-feira), eu estava conversando com o gerente do escritório (chefe do meu chefe) para ver como poderíamos avisar para o cliente que não estávamos fazendo propostas porque um dos serviços que ele comprou no contrato já acabou e que para fazer mais disse serviço custaria mais caro. A solução foi: enviar um email pro cara mandando a real e que meu chefe trataria o assunto com ele na semana seguinte.

Decidido isso eu fui até a minha mesa escrever o email. Olho para o outlook e tem um email do cliente, com o seguinte assunto "Aviso de Multa". Olhei aquilo e já comecei a tremer. Li o email e o cara estava mandando um aviso de multa, porque não estávamos emitindo as propostas que começamos 3 semana antes (por contrato são 10 dias).

Nesse exato momento, eu senti que minha semana tinha ido pro espaço. Até dei dica disso no twitter. E para conseguir resolver o problema e gerenciar a crise, tive que trabalhar em overclocking (que é diferente de fazer hora extra, o que também fiz, mas não tanto assim). E foi assim a semana inteira. Eu não fiz nada do que deveria, só fiquei resolvendo este problema. E o cerébro trabalhando o tempo todo, sem nem um momentinho de descanço. Inclusive enquanto eu estava "dormindo". Só parou em alguns momentos que eu estava fazendo alguma coisa depois do trabalho.

Vi que, assim como no overclocking de processador, o tempo de resposta diminui e você consegue fazer muito mais coisa em menos tempo, mas também vi que a vida útil do processador diminui. Resolvemos o problema na quinta e na sexta eu dei uma relaxada no trabalho. Mas não porque eu não tinha coisa para fazer, e sim porque eu não aguentava fazer mais nada. Simplesmente morri depois do almoço. E, assim como no overclocking, em que você deve resfriar o processador para ele aguentar trabalhar sobrecarregado, fui resfriar a cabeça com uma cerva gelada.

Mas não quero ter que trabalhar assim nunca mais (apesar de que já fiz isso muitas vezes na vida...).