No último fim de semana eu tive mais uma desilusão amorosa. Nenhuma novidade na minha vida, mas fazia algum tempo que não passava por isso. E, como era de se esperar, fiquei meio chateado com a situação. Passei o domingo meio pra baixo e tal.
Eu já tinha decidido qie ia deixar aquilo pra trás, mas hoje ainda estava com dificuldades para concentrar. Tinha dormido mal e, para completar o pacote, estava com dor de cabeça desde 8 da matina. Não estava com vontade nenhuma de trabalhar, mas eu tinha uma reunião com meu diretor às três da tarde.
Resolvi que ia fazer tudo o que estava atrasado e que não precisava de pensar: atualizar sistemas, preparar documentação de compras de materiais e equipamentos do projeto, coisas desse tipo. Nada que pudesse dar merda por falta de concentração.
Durante o dia, como sempre, apareceram várias merdas e eu não estava com o menor saco para resolvê-las. Sabia que ia fazer besteira se tomasse qualquer atitude mais drástica. Deleguei a solução dos problemas, deixei o que poderia ser resolvido amanhã para resolver amanhã e continuei com os meus cornojobs.
Três da tarde meu telefone liga. Era a secretária do chefe avisando que ele ia atrasar, mas que me ligava quando fosse a hora. Passados uns 40 minutos ela manda uma atualização no Outlook, passando a reunião para a semana que vem.
Nesta hora, decidi que precisava espairecer. Dei uma olhada rápida na internet em horários de filmes e decidi que precisava ver um filme totalmente idiota, que desligasse meu cérebro. Escolhi TED. Sai do trabalho as 5, peguei a sessão de 5:30 no pátio. Alegria do dia: a INTEIRA estava 7 reais. Sim SETE REAIS.
Vi o filme, limpei a mente e voltei pra casa. E nunca imaginei que faria isso na vida. Agora é bola pra frente.
Só acho que deveria sair do trabalho mais cedo para ir ao cinema mais vezes. Ainda mais se o ingresso estiver tão barato.
29 de out. de 2012
28 de out. de 2012
Excursão
Como vocês sabem, estou começando um projeto no maranhão. E como este projeto envolve visitas à campo, é necessário mobilizar a equipe. Mobilizar significa, resumidamente, fazer uma pancada de exames médicos, uma pancada de treinamentos, uma pancada de documentos e, a cereja no bolo, fazer um treinamento de 2 dias nas dependências do cliente. É um processo demorado, chato e bastante caro. E eu estou mobilizando nada menos que QUINZE pessoas. Imagina o quão caro, difícil e trabalhoso está sendo.
Depois de muita luta, já estamos nos finalmente. Faltava só o treinamento final das dependências do cliente. Lembra que eu falei que eram 15 pessoas? Pois é.... Foram 15 pessoas indo para São Luis. Logística sinistra, tudo por minha conta.
E tinha de tudo: desde menino de 21 anos que nunca viajou de avião e não tem cartão de crédito para pagar as contas até engenheiro sênior chato pra caralho que quer que a empresa pague tudo só porque ele está viajando.
E eu era responsável pela renca toda: qualquer merda que acontecesse com qualquer um, era culpa minha. Pra resolver o problema, fui mapeando os riscos e problemas e traçando ações mitigatórias. Botei um cara pra tomar conta do menino que nunca viajou, paguei as contas do menino (afinal, ele não tem cartão de crédito), aluguei uma van para fazer todos os transportes em SLZ, mandava email quase todos dias com algum lembrete ou informação. Cogitei até comprar uma bandeirinha para zuar a galera, mas não deu tempo.
No geral, foi tudo bem (tirando as encheções de saco por causa de reembolsos). Eu achei até bacana estar todo mundo junto, me senti um paizão. Mas o legal mesmo foi quando, já no aeroporto de SLZ para a volta pra BH, meu telefone toca. Um cara começa a falar comigo como se fossemos bons amigos: “o, rapaz, tudo bom? Vocês tão aí em São Luis, né? Aqui é fulano, pai do João. Tô tentando falar com ele desde segunda, mas não estou conseguindo. Tá tudo bem?”.
João (nome fictício), é o menino que nunca andou de avião. E pelo jeito nunca viajou sozinho. Conversei com o cara, falei que estava tudo tranqüilo, mas que em SLZ o celular não pega bem mesmo, devia ser problema de conexão. Aí chamei João e coloquei ele pra falar com o pai dele.
Tem coisas que só acontecem comigo mesmo.....
Depois de muita luta, já estamos nos finalmente. Faltava só o treinamento final das dependências do cliente. Lembra que eu falei que eram 15 pessoas? Pois é.... Foram 15 pessoas indo para São Luis. Logística sinistra, tudo por minha conta.
E tinha de tudo: desde menino de 21 anos que nunca viajou de avião e não tem cartão de crédito para pagar as contas até engenheiro sênior chato pra caralho que quer que a empresa pague tudo só porque ele está viajando.
E eu era responsável pela renca toda: qualquer merda que acontecesse com qualquer um, era culpa minha. Pra resolver o problema, fui mapeando os riscos e problemas e traçando ações mitigatórias. Botei um cara pra tomar conta do menino que nunca viajou, paguei as contas do menino (afinal, ele não tem cartão de crédito), aluguei uma van para fazer todos os transportes em SLZ, mandava email quase todos dias com algum lembrete ou informação. Cogitei até comprar uma bandeirinha para zuar a galera, mas não deu tempo.
No geral, foi tudo bem (tirando as encheções de saco por causa de reembolsos). Eu achei até bacana estar todo mundo junto, me senti um paizão. Mas o legal mesmo foi quando, já no aeroporto de SLZ para a volta pra BH, meu telefone toca. Um cara começa a falar comigo como se fossemos bons amigos: “o, rapaz, tudo bom? Vocês tão aí em São Luis, né? Aqui é fulano, pai do João. Tô tentando falar com ele desde segunda, mas não estou conseguindo. Tá tudo bem?”.
João (nome fictício), é o menino que nunca andou de avião. E pelo jeito nunca viajou sozinho. Conversei com o cara, falei que estava tudo tranqüilo, mas que em SLZ o celular não pega bem mesmo, devia ser problema de conexão. Aí chamei João e coloquei ele pra falar com o pai dele.
Tem coisas que só acontecem comigo mesmo.....
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