5 de nov. de 2009

Mais grupo da Pós

Lembrei de mais um fato legal do meu grupo da pós. Dia desses aí pra trás fomos dividir a nova entrega, para definir quem ia fazer o que. A GP escreveu num papel o que teria que ser feito e colocou assim em cima: "Escolhe o que você quer fazer". Olhei para o papel e respondi: "pra mim, tanto faz". E devolvi o papel.

Logo que ela pegou de volta, viu a minha resposta e escreveu no papel. Olhei para o papel e vi o nome dela nas 2 coisas mais ridículas a serem feitas. Coisas que ela certamente vai pegar pronto dos modelos da empresa dela. Fiquei puto, mas deixei pra lá. Eu já tinha sacado que ela está na Pós só pelo título mesmo...

No dia seguinte, recebo um email com a divisão do trabalho. Olhei e não vi meu nome. Respondi perguntando por que eu não ia fazer nada. A resposta foi "você já fez coisa demais nas outras entregas. Agora vai ficar de folga e ajudar quem precisar". Achei bom e larguei pra lá.

Aí fui olhar o que tinha pra ser feito pra frente e vi o que era a próxima entrega: fazer o Estudo de Viabilidade Técnico e Econômico. E ÓBVIO que ficaria para eu fazer. Afinal, é uma coisa que dá trabalho, nenhum dos outros três sabe fazer, e não tem modelo pronto para eles copiarem.

Como eu já tenho uns modelos bacanas de planilha, deixei pra lá e resolvi aceitar que o filho será meu. Mas quando eu menos esperava o Gordinho manda um email em tom bastante puto:

GP, não gostei da divisão do trabalho. Eu só estou ficando com as coisas idiotas. Quero ajudar e quero aprender. Redivide esse treco aí.


Paguei benga pro cara. Enquanto os outros dois estão doidos para não fazer nada o cara bate no peito e fala que quer trabalho de verdade. A GP, lógico, não recusou. Falou que por ela ele pode escolher o que quer fazer, que "ela e o Falador agradecem". Não esperava menos dela...

E como eu gosto é de ver o circo pegar fogo, depois de uns 2 dias, quando vi que ninguém ia decidir nada, mandei um email falando "e aí, galera? comé que ficaram as divisões?". Ninguém me respondeu, mas na aula seguinte fiquei sabendo que rolou uma discussão e as tarefas foram redivididas.

AH! E adivinha quem se deu mal e vai ter que fazer o outro trabalho final da pós com o Falador? Pelo menos já sei que ele não vai fazer nada e não vou contar com ele para fazer o trabalho...

4 de nov. de 2009

Dorgas, Mano

Eu sempre tive a curiosidade de saber o que as pessoas sentiam quando usam drogas. Deve ser algo muito legal, para as pessoas usarem tanto. Mas como nunca experimentei, vou morrer sem saber. Mas acho que tive uma pequena idéia de como seja hoje a noite.

No feriado a poeira sinistra da casa da minha mãe fez o favor de me deixar completamente bolado, espirrando a cada 5 minutos e com o nariz escorrendo horrores. Dei um tempo para ver se melhorava depois de um dia fora de lá, mas como não melhorou resolvi pedir um remédio para o Véio.

Ele me veio com um allega vencido desde 2004 e falou: "tomaê. Tá vencido, mas mal não vai fazer. Só que costuma tirar o sono, viu?". Como eu não conseguiria dormir se não tomasse o remédio, mandei o comprimido pro estômago e fui pra cama.

10 minutos depois eu já estava roncando. Mas só o meu corpo estava dormindo, minha mente acelerou cabulosamente. Eu me senti como a véia do filme Réquiem para um sonho assim que ela toma anfetaminas: estava tudo acontecendo muito rápido e milhões de coisas passavam na minha cabeça (curiosamente, NADA de trabalho). Não sei porque, mas teve uma parte do sonho (ou o que quer que estivesse acontecendo comigo) que eu estava no Google Wave sofrendo uma enxurrada de novos blips e waves e atualizações, tudo ao mesmo tempo, mas sem nenhuma conexão com nada, me deixando completamente maluco. Bem no estilo da parte do filme em que o povo se droga (a sequência de imagens).

Acordei mais cansado do que se tivesse ficado espirrando a noite inteira e levantando a cada hora para limpar a meleca. Parecia que eu tinha trabalhado a noite inteira. E para piorar, hoje ainda foi dia de ir para o cliente, o que quer dizer que acordei 5:20 da madrugada. Dá para imaginar como eu estou agora a noite, né?

Fato é que se é realmente isso que as pessoas sentem quando estão drogadas (já ouvi gente falando que quando usa cocaína a mente fica a mil), tenho certeza de que fiz bem ficando longe dos entorpecentes. Porque espero não sentir isso nunca mais na minha vida.

3 de nov. de 2009

Quando a esmola é demais...

Quinta-feira eu fui para o Rio, para mais uma daquelas reuniões inúteis que só servem para ganhar milhas Desta vez, como meu chefe não ia, peguei vôos de ida e de volta da TAM, para completar as suadas 20.000 milhas e poder viajar nas minhas férias (aliás, comentei que marquei as minhas férias? Serão 20 dias antes do carnaval, sendo que ainda vou tentar voltar só na semana seguinte da folia).

Pois bem, acordei de madrugada, fui para Confins num breu total (maldito horário de verão), vi o Hélio Costa embarcando para BSB e peguei o vôo de 7:00 da matina. Chegando no Galeão às 8:30 (o Santos Dumont está reformando a pista principal e só está operando a ponte Rio-São Paulo), pedi meu taxi logo que desembarquei e menos de 5 minutos depois já estava num engarrafamento maravilhoso, que durou até eu chegar na empresa. Uma delícia.

Fiz a reunião, almocei no Bon Profit (meu restaurante oficial no Rio), voltei para a a sala do cliente e, quando não tinha mais nada para fazer, resolvi ir para o aeroporto junto com um cara que ia para Salvador. O voo dele era às 18:30, então saímos 16:30.

Cheguei no aeroporto e, logo que entrei na sala de embarque, chamaram um voo da TAM para BH. Olhei no painel e vi que era o vôo que deveria ter saído 16:30. Estava atrasado 1:30h. "Vou tentar pegar esse voo", falei com o cara de Salvador.

Cheguei no portão de embarque e perguntei pro cara "moço, meu vôo é 19:20. Tem como eu adiantar e ir nesse vôo?". O cara olhou a situação das poltronas e disse: "tem sim, mas só tem meio". Pensei com meus botões "Hum... Voltar no meio durante uma hora ou ficar mofando no aeroporto?". Não tive dúvidas e falei com o cara: "Serve demais!".

Enquanto andava em direção ao avião, liguei para a secretária do escritório para pedir que adiantassem o carro que me buscaria e pensei "me dei bem. se ficasse aqui não chegaria em casa antes de 10 da noite".

Ao embarcar, estranhei o avião. Era daqueles 320 adaptados para vôos internacionais, com uma mini classe executiva na frente. Aí pensei: "putz, o avião original deve ter dado alguma pane mecânica e tiraram qualquer um que estava de bobeira aqui no galeão pra levar a gente. Por isso que atrasou. Isso vai dar merda. Já tô até vendo as manchetes: 'Homem adianta voo e acaba morrendo em tragédia do Airbus da TAM'". Um segundo depois pensei "Bom, pelo menos vou aparecer na Veja" e liguei o foda-se.

Quando me dirigia à minha poltrona, percebi que era daquelas gostosas na saída de emergência. Aquelas que não reclinam, sabe? E para piorar, de um lado tinha um cara MUITO gordo, que ocupava 1/3 da minha cadeira e do outro um senhor com o jornal aberto ocupando mais 1/3. Mas eu ia chegar em casa mais cedo, quem liga para problemas como esse?

O voo demorou um pouco para sair, e neste meio tempo pedi um fone de ouvido que estou esperando até hoje. Na hora do rango, um sanduíche que estava muito bom, mas o meu, lógico, era do tamanho de uma noz. Mas eu ia chegar em casa mais cedo, quem liga para problemas como esse?

No caminho de volta, com um motorista que não passava dos 120 km/h (ao contrário dos outros motoristas dessa empresa, que não andam a menos de 120), pensei numa coisa que me fez tremer: minhas milhas não seriam creditadas. Óbvio, eu não viajei. Para a TAM, eu nunca entrei no voo de 19:20, logo rolou um no-show (DUVIDO que o carioca malandro me tirou do meu vôo original e colocou no voo que eu vim. E se fez, LÓGICO que naõ registrou o fidelidade).

Passados os 3 dias de praxe, entrei no site da TAM e o que eu temia aconteceu: o voo de ida está creditado. O de volta não. Tentei solicitar os pontos no site e não consegui. Falou que já tinha sido registrado. Ou seja: vai dar dor de cabeça.

Murphy é meu pastor e tudo me faltará...

1 de nov. de 2009

O grupo do pós

Faz tempo que não reclamo do meu grupo da pós por aqui. A grande verdade é que é porque eu liguei o foda-se para eles. Depois de tanto discutir, bater de frente com o povo, eu adotei a tática do "se estiver errado vocês que vão arrumar". Mas a última briga deve ser comentada aqui...

Numa das entregas, a GP, que NUNCA fica na aula inteira (quando ela vai, que é coisa bem rara), fez a parte dela muito porcamente. Estava muito claro que ela pegou um template genérico da empresa dela e tacou no trabalho. Só que o professor já tinha dito que tinha que ser bem específico para o nosso trabalho. Lógico que ela não estava na aula no dia e não ouviu isso.

Desta vez nem fui eu o primeiro a falar que não estava bom. O falador mandou um email antes dizendo que não estava como o professor tinha pedido. Ela falou que deixar assim, de forma genérica, era melhor, porque "atendia às expectativas" do cliente. Aí eu entrei na conversa e falei que não era bem assim, que o professor tinha deixado bem claro o que queria, mas se ela queria correr o risco de mandar do jeito que estava, por mim tudo bem, dado que ela que teria que arrumar depois.

Aliás, um parênteses: todas as nossas brigas são por conta disso. O professor fala que deve ser da forma A. Ela faz da forma B. Eu falo que está errado. Ela não aceita que está errado. nó perguntamos para o professor e ele fala que eu estou certo (sendo que, na verdade, eu só estava replicando o que o professor pediu). Ela fica puta e muda para o que o professor pediu.

Desta vez, como ela aprendeu que quando eu falo que está errado é porque não está do jeito que o professor pediu, mudou umas coisas, mas deixou ainda bem porco. E mandou para o professor.

Na semana seguinte, como ela não tinha mandado o email do professor com os comentários sobre a entrega, perguntei pra ela se ele tinha respondido. Ela abaixou a voz, desviou o olho e disse "ele respondeu. Falou que tinha que detalhar um pouco mais a parte que ficou comigo, que não estava legal. Aí eu fiz na sexta a noite e mandei de volta pra ele. Bem que você disse que não estava bom...".

Neste momento, deu uma vontade gigante de fazer alguma dança da vitória e falar "toma! não vem na aula, não escuta o que eu falo! Bem feito!". Mas eu simplesmente disse. "tá bom. Depois me manda como ficou".

Mas a sensação de ver ela sem graça foi muito boa.