Estava la eu, trabalhando pra caralho, preocupado com os nove (sim, NOVE) projetos que o cliente pediu ate o fim de setembro (cada um de umas 8 pessoas) quando pinga um email de reuniao no meu outlook: "Project review".
Fui olhar o que era e vi um monte de nome de gente grande: o presidente da empesa, o diretor de operacoes, o diretor de engenharia, o diretor comercial, o diretor financeiro, recem admitido (e da matriz do grupo, la da gringa). Na hora eu soube: nao era coisa boa.
Resumidamente os caras queriam que meu chefe apresentasse o resultado do contrato. Contrato esse que comecou uma merda, mas que com muito suor comecou a dar resultado (e MUITO resultado). Mas para eles pedirem isso, alguma coisa estava errada.
Comecamos a trabalhar na apresentacao, tomando o maximo cuidado possivel, revendo todos os numeros. Ai foi aquela merda: quanto mais mexia, mais fedia... O resultado, que supostamente estava fantastico, na verdade estava uma merda.
Serio, eu quase fechei o notebook e fui pra casa. Os dados da apresentacao anterior, do mes passado, estavam absurdamente errados. Fora que em um mes o resultado piorou consideravelmente por conta de retrabalhos causados por caquinha da equipe do Rio.
Mas a verdade era aquela e nao tinha como escapar: tinha que ajoelhar no milho e colocar a mao na mesa. Pedimos as passagensa para o Rio, rezamos e entramos no aviao no fantastico voo de 6 da matina.
Eu ja desacostumei com essa historia de entrar no aviao e 40 minutos depois descer. Agora eu to acostumado a ficar 4 horas dentro do busao com asas.
Chegamos para a reuniao e comecamos a apresentar. O gringo viu os numeros e comecou a perguntar que porra era aquela (sim, em portugues e com essas palavras). Contamos a historinha, as razoes do resultado ruim e ai ouvi uma coisa que em tres anos nunca tinha ouvido: "e o que voces vao fazer para recuperar?".
Nessa frase o cara me ganhou. Finalmente alguem estava cobrando RESULTADOS. Logico, tomei uma porrada, mas o cara nao queria desculpas, queria acoes de correcao!
Falamos o que estava previsto fazermos e qual era o resultado esperado com essas acoes, e ele ficou convencido.
Voltei pra casa mais de 10 da noite, mas feliz porque vi uma luzinha laaaaaaaa no fim do tunel.
8 de jul. de 2011
6 de jul. de 2011
Aumentando a coleção
A Raquel fez uma promoção da Backer em que ela distribuiria 2 conjuntos de cerveja e um copo da cervejaria. Quando eu vi a foto do copo, falei: "esse copo vai ser meu". Enchi o saco dela pra ganhar, mas ela falou que teria que ser através da promoção.
Vendo que não ganharia o copo no social, participei da promoção. E não é que eu ganhei? Tá certo que eram 3 pessoas participando por 3 prêmios, mas, pô, eu ganhei o copo. Só que eu estava em Manaus, então não tinha como eu ir buscar.
A galera da Backer foi muito gente boa e entregou na minha casa. Aí, quando cheguei de viagem, ele estava lá me esperando. Ó só (foto péssima das péssimas):

Achei páia 2 coisas: uma que o copo foi o diferente do que estava na foto da promoção. Outra (e mais grave) é que o copo veio com defeito. Lá no canto superior esquerdo tem uma pontinha sem tinta. Para pessoas normais, não faria diferença. Pra mim, foi uma gafe terrível. É esse o sistema de qualidade deles?
Aí eu reclamei muito no twitter e o pessoal da Backer falou que vai trocar. Deu uma confusão danada hoje nessa troca (eu não estava em casa, o copo com problema estava em outro lugar), vamos ver se amanhã sai.
Update: O pessoal me entregou o copo novo, lá em casa. Show de bola, olha só:

Vendo que não ganharia o copo no social, participei da promoção. E não é que eu ganhei? Tá certo que eram 3 pessoas participando por 3 prêmios, mas, pô, eu ganhei o copo. Só que eu estava em Manaus, então não tinha como eu ir buscar.
A galera da Backer foi muito gente boa e entregou na minha casa. Aí, quando cheguei de viagem, ele estava lá me esperando. Ó só (foto péssima das péssimas):

Achei páia 2 coisas: uma que o copo foi o diferente do que estava na foto da promoção. Outra (e mais grave) é que o copo veio com defeito. Lá no canto superior esquerdo tem uma pontinha sem tinta. Para pessoas normais, não faria diferença. Pra mim, foi uma gafe terrível. É esse o sistema de qualidade deles?
Aí eu reclamei muito no twitter e o pessoal da Backer falou que vai trocar. Deu uma confusão danada hoje nessa troca (eu não estava em casa, o copo com problema estava em outro lugar), vamos ver se amanhã sai.
Update: O pessoal me entregou o copo novo, lá em casa. Show de bola, olha só:

5 de jul. de 2011
TV nova
Lembra que eu falei que se eu ganhasse aumento compraria uma TV nova? Pois é, comprei antes mesmo do aumento. É que a minha tia foi comprar uma TV nova (a dela queimou) e meu pai uma máquina de lavar nova (a dele estragou). Era a chance de eu conseguir um mega desconto na minha TV, já que todo mundo ia comprar junto.
E assim foi. Consegui um descontão (eu sei que poderia ter sido maior) e a TV foi lindamente entregue aqui em casa. Olha só (tá na caixa porque é tão grande que não tenho onde apoiar. Vou ter que pendurar na parede):

Não vi ninguém reclamando dela na internet. Espero, portanto, que seja boa. :)
O único problema é que veio com o modelo novo de tomada e não pude nem testar. Maldito governo brasileiro que inventou essa merda.
E assim foi. Consegui um descontão (eu sei que poderia ter sido maior) e a TV foi lindamente entregue aqui em casa. Olha só (tá na caixa porque é tão grande que não tenho onde apoiar. Vou ter que pendurar na parede):

Não vi ninguém reclamando dela na internet. Espero, portanto, que seja boa. :)
O único problema é que veio com o modelo novo de tomada e não pude nem testar. Maldito governo brasileiro que inventou essa merda.
4 de jul. de 2011
Cliente babaca
Na minha vida de consultor eu sofri muito com cliente. Como lidávamos com pessoas que normalmente eram contra o projeto (afinal, nosso trabalho era mudar a forma como eles trabalhavam), eu já estava acostumado a tomar porrada, ouvir o que não precisava e engolir uns sapos.
Aí mudei de área, fui trabalhar com engenharia e, normalmente, todo mundo é a favor da implantação dos projetos. Pra facilitar ainda mais a minha vida, nestes quase 3 anos (caralho, passou rápido) eu dei sorte de ter trabalhado só com cliente gente boa. Todo mundo tratava bem e considerava a minha empresa parceira no trabalho.
Até a semana passada.
Estava eu em Manaus, “matando um leão por dia”, quando um cara bate no meu ombro e fala “vamos fazer uma reunião sobre o projeto X. Vamos lá?”. E lá fui eu, sem ter a MÍNIMA idéia de qual seria o assunto (isso é muito comum quando estou por lá) e sem muito conhecimento do projeto, porque quem está cuidando dele é meu chefe.
Cheguei na reunião e já estavam na mesa 3 pessoas. Me apresentaram pra elas e os caras já começaram a reclamar do cronograma (que não fui eu que fiz e não sou eu que atualizo):
- Toda vez que eu recebo um cronograma está de uma forma;
- Toda vez tem coisa pra arrumar;
- Já falei que tem que ter tal coisa;
- Já falei que não pode ter LEG;
Deixei eles falaram a vontade, pra depois tentar entender o problema. E assim foi por uns 5 minutos. Aí, quando eles acabaram, resolvi dividir o problema em partes. E fui questionando cada um dos pontos e ouvindo que eles queriam. Em alguns pontos, fazia até sentido (eu mesmo já tinha reclamado). Em outros, eu discordava. Aí tentei argumentar:
- Olha, com relação a tal coisa eu não concordo. Não tem nada de errado nisso, segundo as boas práticas de GP.
Acho que um dos caras se sentiu ofendido. Deve ter achado que eu estava falando que ele não sabia porra nenhuma daquilo (o que eu até acho que é verdade). Aí soltou a seguinte frase:
- Você não tem que achar nada. Você está trabalhando para a [empresa] e o que a [empresa] falar para você fazer, você faça.
E continuou, mas já falando para o sujeito que me levou para a reunião (a partir deste momento ele passou a me ignorar):
- Eu já tenho mais de 20 anos de experiência. Eu sei como funcionam as coisas. Não tem que achar nada. Não tem que discordar de nada. É pra fazer do jeito que a gente mandar.
E assim ele falou mais umas três vezes.
Juro que não sei como mantive a compostura. Acho que foram meus anos de consultoria que me ensinaram a respirar muito fundo e ficar quieto nessas situações. Mas a minha vontade era de partir pro bate-boca.
Mas aí, muito calmamente, falei:
- OK. Eu faço do jeito que você quiser. Mas ninguém me passou um procedimento falando como fazer e o que pode e o que não pode fazer. Sem isso, não tem como fazermos da forma que vocês esperam.
Quebrei as pernas do cara. Ele não tinha procedimento, não tinha modelo, não tinha nada. A verdade é que algum ser superior já deve ter dado porrada nele sobre esses pontos e ele não questionou, só fez. Aí a resposta dele foi a mais tosca da história:
- Não tem modelo nem procedimento. Você vá fazendo da forma que a gente falar pra fazer.
- OK. Farei assim. Mas é bom deixar claro que, sem o procedimento, TODA VEZ que eu mandar o cronograma vai ter coisa “errada”.
Aí ele começou a esbravejar, reclamar e tudo mais, mas eu já tinha ligado o foda-se há muito tempo....
Aí mudei de área, fui trabalhar com engenharia e, normalmente, todo mundo é a favor da implantação dos projetos. Pra facilitar ainda mais a minha vida, nestes quase 3 anos (caralho, passou rápido) eu dei sorte de ter trabalhado só com cliente gente boa. Todo mundo tratava bem e considerava a minha empresa parceira no trabalho.
Até a semana passada.
Estava eu em Manaus, “matando um leão por dia”, quando um cara bate no meu ombro e fala “vamos fazer uma reunião sobre o projeto X. Vamos lá?”. E lá fui eu, sem ter a MÍNIMA idéia de qual seria o assunto (isso é muito comum quando estou por lá) e sem muito conhecimento do projeto, porque quem está cuidando dele é meu chefe.
Cheguei na reunião e já estavam na mesa 3 pessoas. Me apresentaram pra elas e os caras já começaram a reclamar do cronograma (que não fui eu que fiz e não sou eu que atualizo):
- Toda vez que eu recebo um cronograma está de uma forma;
- Toda vez tem coisa pra arrumar;
- Já falei que tem que ter tal coisa;
- Já falei que não pode ter LEG;
Deixei eles falaram a vontade, pra depois tentar entender o problema. E assim foi por uns 5 minutos. Aí, quando eles acabaram, resolvi dividir o problema em partes. E fui questionando cada um dos pontos e ouvindo que eles queriam. Em alguns pontos, fazia até sentido (eu mesmo já tinha reclamado). Em outros, eu discordava. Aí tentei argumentar:
- Olha, com relação a tal coisa eu não concordo. Não tem nada de errado nisso, segundo as boas práticas de GP.
Acho que um dos caras se sentiu ofendido. Deve ter achado que eu estava falando que ele não sabia porra nenhuma daquilo (o que eu até acho que é verdade). Aí soltou a seguinte frase:
- Você não tem que achar nada. Você está trabalhando para a [empresa] e o que a [empresa] falar para você fazer, você faça.
E continuou, mas já falando para o sujeito que me levou para a reunião (a partir deste momento ele passou a me ignorar):
- Eu já tenho mais de 20 anos de experiência. Eu sei como funcionam as coisas. Não tem que achar nada. Não tem que discordar de nada. É pra fazer do jeito que a gente mandar.
E assim ele falou mais umas três vezes.
Juro que não sei como mantive a compostura. Acho que foram meus anos de consultoria que me ensinaram a respirar muito fundo e ficar quieto nessas situações. Mas a minha vontade era de partir pro bate-boca.
Mas aí, muito calmamente, falei:
- OK. Eu faço do jeito que você quiser. Mas ninguém me passou um procedimento falando como fazer e o que pode e o que não pode fazer. Sem isso, não tem como fazermos da forma que vocês esperam.
Quebrei as pernas do cara. Ele não tinha procedimento, não tinha modelo, não tinha nada. A verdade é que algum ser superior já deve ter dado porrada nele sobre esses pontos e ele não questionou, só fez. Aí a resposta dele foi a mais tosca da história:
- Não tem modelo nem procedimento. Você vá fazendo da forma que a gente falar pra fazer.
- OK. Farei assim. Mas é bom deixar claro que, sem o procedimento, TODA VEZ que eu mandar o cronograma vai ter coisa “errada”.
Aí ele começou a esbravejar, reclamar e tudo mais, mas eu já tinha ligado o foda-se há muito tempo....
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