29 de out. de 2010

Presentes das oropa

O período pós retorno do Véio foi tão conturbado que acabei esquecendo de postar a boa e velha foto com os brindes que ganhei das oropa. Esse ano foi bacanão e recebi meio picado, por isso em várias fotos...

Na primeira, o PS3, com controle extra (azul, que é mais barato) e o GTA IV. Além disso, para aumentar a minha coleção, um copo da Efes, a Skol da Turquia, duas canecas de porcelana (uma da turquia e a outra de portugal) e esse copo gigante do tamanho do meu braço.


Na segunda, esse copo-bota de meio litro que minha tia trouxe. Bacanérrimo e certamente um dos mais legais da minha coleção.


Nesta terceira, um chapeu tipicamente turco, que não sei bem o que vou fazer nem onde vou colocar.


E na última papel higiênico fresco, que minha irmã me madou para momentos de caganeira pós-cachaçada (vulgo doce de leite).


Isso fora os chocolates, que estão em algum lugar da geladeira, mas que não consigo achar...

Esse ano foi bom!

28 de out. de 2010

Sai da pegadinha....para outra pegadinha

Estava eu, feliz e contente cocando o saco e escrevendo o post anterior quando meu chefe me chama. Falou que tinham conseguido passado o projeto pegadinha pra SP. Fiquei felizao, mas ai ele ja me avisou que eu ja tinha projeto novo.

O novo projeto, teoricamente, daria lucro e ainda era algo inovador. "Hum, inovador? vai ter muito retrabalho e bate cabeca", pensei. Mas falaram que dava pra ter lucro.

Peguei o material (130 paginas) e um cronograma com um zilhao de linhas. tudo lindo, ate que fui ver a equipe alocada e o custo previsto. Nao batia. Alem disso, o valor do homem-hora de gerente estava errado. resumo: vai dar merda.

Como ja era fim do dia, fiz so uma reuniao e tive certeza que vai ter retrabalho. Mas pelo menos o assunto e realmente legal e o prejuizo deve ser pequeno...

Me desejem sorte.

O projeto pegadinha

Confesso que não lembro muito bem o que já falei por aqui sobre o projeto pegadinha. Só lembro que falei que ia dar um preju fudido, então senta que lá vem a história...

Tudo começou há mais ou menos um mês atrás. Estava eu em semana de emissão, maluco, arrancando os cabelos, xingando a mulher de civil, quando recebo um email. O título era “ENC: OS 09257-10007”. O texto do email era “Para você.”, com 3 arquivos em anexo: um pdf, um xls e um mpp.

Meio sem saber o que fazer naquela correria de semana de emissão, lasquei um “semana que vem” nele e esqueci. Mas foi por pouco tempo: mais tarde naquele dia fui procurado pelo gerente do escritório, para saber em que pé estava o planejamento. Nem ABERTO os arquivos eu tinha, imagina se tinha planejado alguma coisa....

Parei o que eu estava fazendo e fui olhar a porcaria dos documentos. O PDF era um memorial descritivo (MD), escaneado, cheio de comentários feitos a mão, com o suposto escopo do projeto. O Excel era uma lista de documentos e o Project um cronograma feito às pressas para ver o custo do projeto.

Olhei aquilo e, sem fazer muito esforço, vi que o projeto dava uns 100% de prejuízo. Aí comecei a esmiuçar o cronograma e vi que estava faltando um monte de coisa, como custo de gerenciamento, alocação de pessoas no período entre o projeto básico e o projeto detalhado e por aí vai. Para piorar, o cronograma ainda estava com os predecessores todos cagados e a entrega final do book de engenharia estava acontecendo ANTES de todos os documentos estarem prontos. Uma maravilha.

Aí fui lá e arrumei o cronograma, colocando tudo certinho. O prejuízo DOBROU. Mas foda-se, é um “projeto estratégico”. Meu chefe só pediu para eu fazer uma planilha que explicasse a razão do aumento dos custos, o que eu fiz rapidinho. Ele viu, gostou e mandou tocar o barco.

Aí fui lá conversar com o cara responsável pelas alocações para perguntar alguma coisa sobre o projeto de Manaus e fiquei sabendo que um dos caras que trabalharia no projeto tinha sido emprestado para outro projeto por “umas duas semanas”. “Umas duas semanas” na minha empresa significa “para sempre”, mas ignorei esta lição aprendida. De qualquer maneira fiquei muito puto por 2 motivos: tiraram o cara do projeto sem me avisar e teria que refazer o cronograma TODO. Mas era dia de emissão, então não preocupei. E na semana seguinte estaria em Manaus, logo só poderia trabalhar nisso na semana seguinte.

Antes de ir para a selva, deixei toda a documentação que eu tinha com o resto da equipe, para que estudassem, e o cronograma, para já começarem o projeto. A idéia era ir fazendo os documentos com a ajuda do cara que vendeu o projeto, que tinha todas as informações técnicas e de escopo. Eu aproveitaria os dias em Manaus para descobrir o que era o projeto.

Aí fui para Manaus e li tudo o que eu tinha. Cheguei a conclusão que eu não tinha NADA. Não tinha nada definindo escopo. O tal MD falava de 200 mil coisas e, dentro dele, teria que pinçar o que era para eu fazer e o que não era. Maravilha...

Voltei de Manaus depois de muito sacrifício e quando chego ao escritório vejo a equipe perdida. Todo mundo com cara de “sei que tenho que fazer alguma coisa, mas não sei o que”. Vou conversar com o meu gerente e descubro que ele está na mesma situação que eu e que, para piorar, o tal cara que tinha sido emprestado foi realmente retirado do projeto, mas que não tinha ninguém para colocar no lugar.

Depois de uns 3 dias descobriram um consultor sênior para entrar no lugar do cara que saiu. Nessa brincadeira refiz todo o cronograma e o custo duplicou, mas tudo bem. Foi o diretor que mandou usar o cara. Detalhe: o cara é de São Paulo. E aí, quando ele entrou, passei toda a documentação que tinha pra ele. Dois dias depois, ele me liga perguntado a mesma coisa que o resto da equipe: “que que é pra fazer nesse projeto?”.

Resolvi então fazer uma conferência com todos os envolvidos: eu, um cara de tubulação e um de processo em BH, o consultor de SP e o cara que vendeu e o gerente dele em Vitória. Uma beleza. Em meia hora de reunião não conseguimos descobrir qual era a porra do escopo. Tudo o que o pessoal de vitória falava era: “tem que fazer o que está no MD e na LD”. Até que o seguinte diálogo ocorreu:

- Tá, eu tenho que fazer os documentos que estão na LD. Tem um aqui: “Memorial descritivo do projeto básico”. Eu sei que tenho que fazer, mas não tenho a menor idéia DO QUE eu tenho que colocar dentro do documento. – disse o consultor.
- Tem que colocar o que está no MD. – disse o gerente de vitória.
- E o que é que está no MD? Tem 200 coisas escritas lá, é tudo escopo nosso?
- Não.
- Então COMO você quer que eu descubra o que eu tenho que colocar dentro dele?
- É, realmente o escopo não está bem definido, mas está uns 90% fechado.
- Cara, marca uma reunião com o cliente. Vamos fechar este escopo.

E aí surgiu a viagem pegadinha, para o dia seguinte. Eu sabia que tinha que ir para Vitória, mas não tinha passagem nem hospedagem. Cheguei em casa, fiz a mala, coloquei um conjunto de roupas a mais (camisa, cueca e meia) e no dia seguinte fui para o escritório arrastando a mala. A minha sorte é tão grande, mas tão grande que na mesma semana estava tendo um congresso de qualquer coisa na cidade e NENHUM hotel tinha vaga. Acharam um apart e marcaram sem nem saber se era bom. E como não era conveniado, adivinha quem teria que pagar a conta....

Passagens em mãos, hotel marcado, eu quase saindo para o aeroporto quando meu telefone toca. Era o cara de vitória falando que o cliente pediu pra adiar a reunião para o dia seguinte ao que íamos. Maravilha. Já liguei pra meio mundo e pedi pra alterar as passagens da volta. Na ida, não tinha mais jeito. Mas até que seria uma boa passar o dia em Vix e fazer uma reunião interna para entender o escopo.

Catei a mala, fui para o aeroporto (pegando um engarrafamento gigante) e consegui chegar a tempo. Fui para vitória, cheguei no horário e pedi um taxi. Tô lá esperando junto com mais um monte de gente. Aí para um carro preto, placa normal e grita meu nome. Uma das pessoas que estava no mesmo lugar que eu entra no carro e vai embora. Nem preocupei.

Meia hora passada e nada de taxi. Até então estava achando normal, porque já tinham me falado que taxi em Vix é um lixo, mas como só tinha eu e mais um cara esperando, resolvi ligar. Sabe aquele carro preto? Era o meu. O cara tinha o mesmo nome que eu. “Manda outro então, porra!”.

Mais meia hora e chega outro carro. Grita meu nome. E eu o outro cara vamos em direção ao carro. O cara TAMBÉM tinha o meu nome. E TAMBÉM era convênio do Rio. Uns 5 minutos depois o cara me manda entrar. Ele se perdeu para chegar no hotel e nisso já era prá lá de 10 da noite, logo o restaurante do hotel estava fechado. SORTE que eu tinha dinheiro para pedir alguma coisa delivery, senão ia morrer de fome....

No dia seguinte encontrei com o consultor de SP e fomos para o escritório. Chegamos lá, fizemos uma reunião de 7 horas e vimos que o escopo era realmente muito simples. Agora a reunião do dia seguinte, com o cliente, seria só para tirar dúvidas.

No dia seguinte o cara passou no hotel 5:30 da matina e pegamos estrada rumo ao norte capixaba. Três horas e pouco depois chegamos à cidade. Entramos para reunião e 6 horas depois o escopo do projeto aumentou 10 VEZES e CONTINUOU ABERTO. Pra piorar, ainda teremos que fazer levantamento de campo, porque os documentos que nos passaram estão completamente desatualizados.

Pegamos o carro e 4 horas depois estava de volta ao hotel. Dormi e no dia seguinte fui para a rodoviária o aeroporto, para voltar para BH. Nunca fui tão feliz de voltar de TAM, com café da manhã...

Aí essa semana resolvemos jogar o projeto para SP. A situação atual do projeto é essa: enquanto definem se vai pra SP ou não, eu finjo que trabalho (porque não tem o que eu fazer MESMO, dado que está todo mundo em SP e o consultor tá se virando por lá) e a gente vai pedindo informações para o cara de vitória, enquanto não conseguimos fazer o tal levantamento de campo. Vamos ver se sai alguma coisa nos próximos dias...

27 de out. de 2010

Coelhadas

Pois bem... Hora de voltar a vida. E nada melhor que um Fatos Rápidos para colocar tudo em dia. Se bem que tem coisa aqui que é velha e deveria ter entrado no outro post...

- Meu primeiro fio de cabelo branco apareceu. E estava bem na frente da cabeça, no "topete". O pior é que ele teimava em ficar para cima e aparecendo. Me senti um unicórnio;
- Apareceu uma bolinha na minha orelha. Pedi pro véio olhar e ele, como bom médico carniceiro, enfiou uma agulha pra ver o que era. Tudo o que ele conseguiu ver foi sangue (e muito). A bolinha continua e agora tem uma casquinha em cima;
- Minha empresa adotou o SAP. Isso significa que conseguir comprar qualquer coisa depende da aprovação da DIRETORIA, seja um clips de papel ou uma impressora laser. Espertos, não?
- Descobri a razão da diretora de RH ter saído da empresa: a empresa mãe, uma multinacional, resolveu tomar conta do RH. Ainda não decidi se isso é bom ou é ruim, mas acho que é ruim;
- Este mês foi o meu menor faturamento para a empresa desde que entrei nela. Mas a minha insatisfação é tão grande que nem liguei. Nem mesmo estressado eu fiquei! Bom sinal;
- Falar em estressado, quem me tira do sério toda vez que me liga/manda email é a mulher de civil. Parece que ela não é ruim de serviço, ela é BURRA mesmo. E olha que tem mestrado e tudo mais;
- Ah, o projeto pegadinha... me fez ir pra vitória de um dia para o outro e na terça fui para o escritório com a mala, sem saber se ia. Depois de tudo comprado, mudaram a programação e tive que ficar mais um dia em Vix. AINDA BEM que já sou um cara calejado e sempre levo um conjunto de roupas a mais (e estou cogitando começar a levar 2);
- Aliás, acho que vou conseguir me livrar do projeto pegadinha. Mas só por uns 2 ou 3 meses;
- Por sinal, em uma reunião que fizemos com o cliente para definir o escopo este aumentou 10 vezes e permaneceu em aberto. Eu queria brigar, mas o gerente do contrato falou que "tudo o que eles pedirem nós fazemos", então deixei pra lá;
- Isso me lembrou muito uma metodologia de gerenciamento de projetos que conheci por estes dias. Olha o que eles falam sobre escopo:

Não adianta perder tempo com previsões e futurologia… tem que dizer para o cliente que tudo o que ele quer vai ser entregue no prazo que ele deseja – só assim se ganha a conta. Depois, se dá um jeito pra fazer tudo – basta jogar a bomba no colo da equipe do projeto.

- Ir a vitória me fez bem, pois tava com a cabeça cheia de coisa de trabalho, até o momento em que passei em frente à UFES. Muita emoção para uma pessoa só;
- Aliás, conheci mais uma cidadezinha de merda para colocar no mapa, lá no ES. É tão vagabunda que nem "Bem vindo" acho que consigo fazer;
- Falando em Bem Vindo, ainda não esqueci do de Natal. É só que não estou em condições de ficar vendo fotos, se é que vocês me entendem;
- Meu CREA chegou. Finalmente. E olha que só fiquei sabendo porque resolvi passar lá pra ver, porque ninguém me avisou nada (pra variar). Olha que legal, parece carteira de motorista:


- Agora volta na imagem aí de cima e repara desde quando a carteira está pronta...
- Meu diploma do PMP também chegou. E ele é MUITO mais bonito que o meu diploma de engenheiro, que suei 5 anos par conseguir. Olha só:


- Já faz uns 30 dias que não tenho conseguido dormir bem. Cada dia que passa estou mais bagacento e as olheiras cada dia mais pandas. De Domingo para segunda foi meu recorde negativo: acordei umas 45 vezes durante a noite e, na hora de levantar para trabalhar, parecia que tinha sido atropelado;
- Falando em atropelamento, lembrei do esparromóvel. Depois de muito tempo mandei lavar por dentro, por fora, por baixo, engraxar e tudo mais que ele tinha direito. Na PRIMEIRA vez que fui sair com ele caiu o mundo em BH e toda a lama de BH grudou nele;
- Não sei se comentei, mas ganhei uma vaga na garagem do trabalho. Isso pode significar duas coisas: a promoção está próxima (lideres e gerentes tem direito a vaga) OU vão me cozinhar por mais uns 3 meses e quiseram fazer um agrado;
- Por sinal, já mandei a real no meu gerente que o que me segurava na empresa não me segura mais. Já posso voltar a viajar e voltar para a consultoria, ganhando muito mais do que ganho hoje;
- Meu PS3 tem sido meu grande companheiro nos fins de semana. Já fiquei até razoável no PES e no Need For Speed (com direção assistida). Já no God of War cheguei num ponto que não sei o que fazer (e olha que estou beeeeeeeeem no começo). Ainda não joguei GTA;
- Preciso comprar uma TV urgente. Na minha atual (de 14") a imagem fica em tons de azul e na do Véio só dá pra jogar quando ele não está em casa;
- Depois que a Véia mudou me mandou ir na casa dela encaixotar as minhas coisas. E aí eu reparei que tenho coisa pra caralho. Mas o pior foi que ela pediu pra limpar a casa e não deixou uma vassoura.
- Cheguei a cogitar mudar para o Beco por uns tempos, mas mudei de idéia quando vi que nem um copinho pra tomar água tem, mas tem UMA panela (e nenhum talher pra fazer a comida). Isso tudo era "arrumável", mas sem geladeira não dá pra ser feliz;
- Aproveitei a onda de arrumação da minha mãe e, ouvindo o papo dela de "ciclos de vida", resolvi fazer uma geral no meu armário. Percebi 3 coisas: apesar de ter muita roupa uso só uns 10% delas, guardo muita roupa que não gosto, mesmo sabendo que nunca vou usar e acreditei que voltaria a ser magro um dia;
- Adotei uma nova postura: doei todas as roupas que eu não gostava e que definitivamente não caberiam mais em mim nem se eu perdesse metade do meu peso e as que talvez voltem a caber em mim vou guardar por um ano. Se não voltarem a caber, serão doadas;
- Doei 4 sapatos e um tênis, alguns deles novinhos (mas que não cabiam mais no meu pé). Não me pergunte porque diabos eu ainda os guardava;
- Apesar de ter doado muita coisa (MUITA COISA MESMO) meu armário continua lotado. Daqui um tempo vou ter que adotar a tática da Lu Monte (adaptada para o universo masculino, lógico);

Bom, acho que é isso. Deixa eu ver se consigo uma noite de sono que preste (até parece).