Toda semana eu pego o mesmo vôo para voltar pra casa. Então já sei o processo para ir para o aeroporto: sai do escritório as 17:00. Fica mendigando um taxi até 17:15. Chega no aeroporto 17:35, por causa do trânsito. Faz o check in e vai para a sala de embarque, esperando uns 5 minutos até embarcar. Embarca como prioridade (smiles ouro), senta e apaga.
Só que a sexta-feira passada (13) foi corrida. Não parei um minuto. Corre pra cá, corre pra lá, reunião daqui, reunião dali. Quando vi, já era 17:15. Fechei o notebook, saí correndo do escritório e fui caçar um taxi. Tentei por 2 minutos, porque todos falaram que, por causa da manifestação, estava tudo parado.
Eu não queria perder o vôo, então tomei uma decisão: teria que ir a pé. Dá mais ou menos uns 2 km, caminhada tranquila. O problema é que eu tinha uns 20 minutos, uma mala pesada para arrastar (e as rodas dela estão agarrando) e um notebook nas costas. Ah, sim, e estava de roupa social.
Liguei o modo psicopata e fui arrastando a minha mala, quase correndo, pelas calçadas esburacadas do centro do Rio de Janeiro. Eu já estava com as costas molhadas de tanto suor (o notebook não ajuda) e sentindo a pança meio molhada. Quase chegando eu vi uns taxis, mas com certeza nenhum deles ia querer andar dois a três quarteirões para me deixar lá, e era a parte que o trânsito agarra.
Apertei mais ainda o passo e consegui chegar a tempo. Entrei no aeroporto pelo desemparque e fui caminhando por dentro. Olhei para o relógio e estava mais ou menos em cima da hora. Mas eu diminuí o passo um pouco e finalmente cheguei na fila de embarque. Quando parei, parece que todos os meus poros abriram e 1/3 da água do meu corpo saiu em forma de suor. Parecia que eu tinha corrido uma maratona de calor. E que tinha acabado de sair do chuveiro após tomar banho de roupa.
Consegui fazer o check in e a mulher falou "embarque imediato". E aí lá fui correndo para o avião.
Consegui pegar o vôo, mas ele ficou bem uns 20 minutos taxiando e esperando para decolar. Mas pelo menos consegui em BH quase no horário previsto. Mas aí o trânsito fez o resto do trabalho e só consegui pisar em casa 21:45. Para aí lavar a roupa, já que a passadeira vinha no dia seguinte.
Só espero que nunca mais tenha que sair correndo para o aeroporto novamente....
20 de set. de 2013
18 de set. de 2013
Roomie espertão
Pois bem. No último post contei que fui lá no apartamento e demarquei o território (esqueci de comentar que deixei uma apostila em cima da mesa, mas na foto dá pra ver). Para não correr riscos, no dia seguinte, uma sexta-feira, mandei um email para o cara que ia dividir o apartamento comigo, já que ele ia passar o final de semana no apartamento.
Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.
Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".
E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.
Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....
Eu já conhecia o cara, ele foi meu calouro na faculdade. Então fui bem direto e detalhado: "meu quarto é o da cama de solteiro. Já deixei um material que estou estudando lá, em cima da mesa". E relaxei, já que já tinha fincado a bandeirinha e demarcado o território.
Eis que na segunda feira seguinte, chego no apartamento já tarde da noite e encontro o cara saindo do apartamento. E vi que a luz do meu quarto estava acesa. Cheguei na porta e o cara já tinha montado acampamento lá. Eu só falei: "pô, vei, esse é o meu quarto. Até deixei a minha apostila.". E ele "ah, é? Confundi então. Achei que essa apostila fosse de alguém que tivesse esquecido aí. Vou tirar as minhas coisas".
E desfez tudo o que o que tinha arrumado no quarto e foi para o quarto mal assombrado.
Ele devia estar achando que eu ia amarelar quando visse o quarto todo arrumado. Juninho....
16 de set. de 2013
Habemus Casaum
Desde que fui para o Rio a minha empresa está tentando alugar um apartamento para que eu possa morar. Afinal, eu poderia dividir com mais uma pessoa e seria mais barato que hotel para 2 pessoas. Mas como os processos são complexos e apartamento no Rio de Janeiro não fica vago mais de 2 semanas, a situação não parecia que seria resolvida tão cedo.
Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.
Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.
O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.
A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:

Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:

O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.

Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:

Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.


Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.

Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.


"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:


Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.
Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.


Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.
Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.
Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.
Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.
Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....
Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.
A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.
Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.
Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.
Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.
Aí ele passou disso:

Para isso:

Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).
Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.
Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.
Eu já tinha desistido do apartamento e estava gostando da idéia de ficar no hotel até o final do ano. Eu reacostumei a morar em um quarto e além disso tinha internet boa, academia e café da manhã. Além, lógico, da mágica do quarto auto-arrumável e auto-limpável.
Até que numa quinta-feira aí pra trás (deve ter umas 2 semanas) meu telefone tocou. Era a mulher do RH. Estava me ligando para avisar que finalmente o apartamento tinha sido alugado e que eu poderia pegar a chave no DP. E que no dia seguinte um cara iria ocupar o outro quarto e perguntou se eu queria passar lá antes para escolher o meu quarto. E assim eu fiz: catei a chave e saí correndo para o apartamento.
O lugar é bom, no Flamengo, pertinho do metro, para ir para o trabalho, e aterro, para fazer exercícios físicos. O prédio é velho, como tudo na zona sul do Rio, mas são só 2 apartamentos por andar, então parece ser tranquilo.
A mulher do RH falou que eram 3 quartos, então imaginei que teria uma suite. Entrei no apartamento e vi uma mesa gigante. Essa aí de baixo:

Entrei na sala e vi que tinha um sofá bacana, uma TV grande com "home theater" e....um piano. Sim, um piano. Saca só:

O próximo cômodo que entrei foi a cozinha. Tamanho razoável e bem equipada, com fogão, geladeira, mini-microondas e tudo mais que tem em uma casa comum.

Virando ali no final à esquerda, vi a área de serviço:

Ainda na área, um quarto de empregada com uma cama que bloqueava o armário. Parece ser novinha. Mas o quarto é MUITO pequeno, acho bem difícil alguém conseguir dormir ali.


Abri o banheiro de empregada e tive uma surpresa. MUITO bacana, recém reformado. Pequeno, é verdade, mas com acabamento muito bom.

Voltei para a sala e fui andando em direção dos quartos. O primeiro que eu encontrei foi esse aí embaixo. Gigante, mas sem nada. Só a cama, láááááá no canto, colado no ar condicionado. E milhares de armários nas paredes.


"OK. Vamos ver o próximo", pensei. E aí entrei num quarto que me levou de volta a 1930. Sério, tenho certeza que a velhinha que dormia lá morreu na cama e que o quarto é mal assombrado. Saca só:


Apesar de ser mais habitável, com mais coisas e até uma "mesa", não dava para dormir ali. Não só porque não tem ar condicionado, mas também porque era tudo muito velho e fedia a coisa velha. Eu não conseguiria dormir vendo aquele armário com cortininha e não imaginar filmes de terror.
Saí do quarto e vi um banheiro. Bem grande.


Aí comecei a procurar o terceiro quarto. Só faltava uma porta no corredor dos quartos, mas que parecia um armário. E eu abri e....era uma armário. "Peraí, aquele micro-quarto de empregada É um quarto? Caralho, quem vai dormir ali?", pensei.
Eu tinha então duas opções: dormir no quarto com cama de viúva, "mesa" e criados mudos, mas sem ar condicionado e mal assombrado (além de um cheiro ruim) ou dormir no quarto com cama de solteiro, com ar condicionado, mas sem porra nenhuma e 450 armários inúteis.
Deitei nas duas camas, eram iguais. Quer dizer, os colchões era iguais. A cama do quarto mal assombrado fazia muito barulho (afinal, o estrado tinha uns 60 anos). Ponto para o quarto vazio.
Andei de um lado para o outro, pensando em o que fazer. Eu SABIA que não poderia ficar no quarto mal assombrado. Verão no Rio sem ar condicionado não dá. Mas o outro quarto tinha ma cama de solteiro e só.
Cogitei levar a cama de viúva para o outro quarto. Ia dar muito trabalho e a cama era muito barulhenta ANTES de ser movida. Imagina depois....
Não tinha jeito, teria que ser o quarto vazio, com cama de solteiro. O que não é muito problema, já que estou solteiro. Mas eu precisava de mais alguma coisa no quarto, principalmente para usar o computador.
A primeira coisa que fiz foi jogar a cama no meio do quarto e roubar um criado mudo do quarto mal assombrado. Já melhorou, mas ainda faltava um lugar para usar o computador.
Cogitei arrancar as gavetas embaixo da parte aberta do armário e meter uma cadeira da sala ali, para usar de mesa. Ia ser desconfortável, mas poderia resolver o problema.
Indo para a sala passei pela cozinha e vi uma cadeira. Não precisava roubar da sala. E vi um baqueto também. Roubei os dois na alta para o quarto. E devolvi o criado mudo para o quarto mal assombrado.
Aí fiquei olhando para a mesa da cozinha, olhando, olhando.... Ia ser estranho ter 4 cadeiras sobrando na cozinha, mas poxa, ela ia ficar tão bacana no quarto..... Ia encaixar como uma luva. Foda-se, eu cheguei primeiro, eu vou morar 6 meses naquele apartamento e o outro cara só um mês. Catei a mesa e coloquei no meu quarto.
Aí ele passou disso:

Para isso:

Agora quase posso chamar de quarto. Falta só arrumar uma TV para colocar no buraco do armário (que com certeza foi feito para colocar uma TV).
Vamos ver se alguém vai morar no micro-quarto de empregada.
Ps. 1: O correto não é casaum, é domi. Favor não me xingar.
Ps. 2: as fotos estão ruins porque estava escuro e a bateria do meu celular estava acabando, então não podia usar o flash. Favor não me xingar.
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