Se teve uma coisa que aprendi com chefes antigos que eu tive é que ser chefe babaca não serve pra nada. Eu sempre tento ser um chefe justo e penso sempre no bem da equipe, afinal, são eles que fazem os projetos. Evito que o pessoal faça hora extra, libero em feriados, não importo que saiam no meio do dia para resolver problemas pessoais...DESDE QUE as pessoas entreguem o que foi combinado com eles. Apesar disso (ou por conta disso), eu sempre suspeitei que as pessoas me acham uma pessoa brava (afinal, eu cobro resultados).
Alguns fatos este mês confirmaram a minha suspeita. Pior: até os meus chefes acham que eu sou bravo. Primeiro, lá no começo do ano passado, colocaram um cara que já estava com a cabeça à prêmio para trabalhar comigo. Em meados de setembro o cara pediu para sair.
Aí no começo deste ano colocaram mais duas pessoas que estavam com a cabeça a prêmio para trabalhar comigo (mais uma vez porque estavam sem projeto). E pouco tempo depois elas foram mandadas embora.
Aí, na sexta-feira antes do carnaval (popularmente conhecido como semana passada), o gerente do escritório saiu de uma reunião de feedback que teve com um auxiliar administrativo do escritório, bateu no meu ombro e falou: "tenho um desafio para você. Fulano vai trabalhar na sua equipe em Abril".
Depois de mais um tempo de conversa, descobri o que aconteceu: o cara é ruim de serviço (de verdade) e quando "tomou" o feedback falou que não trabalha motivado, porque esta estudando engenharia e quer trabalhar com isso. E já que a desculpa é essa, vão colocá-lo para trabalhar com engenharia, comigo. Aí é o seguinte: ou vai ou racha.
Posso queimar a minha língua, mas acredito que ele não vai durar 3 meses. E aí eu vou passar a ser conhecido como o dono da equipe onde as pessoas com desempenho ruim vão para serem demitidas...
24 de fev. de 2012
23 de fev. de 2012
City 54 Hostel e Hotel (Berlim, Alemanha)
De todos os hotéis que fiquei na viagem pra Europa O City 54 foi, sem dúvida, o melhor deles. Paradoxalmente, foi o que teve o atendimento menos amistoso: a galera da recepção era alemão de verdade, aquela coisa quase robótica, mas educados.
O quarto é gigantesco, porque, na verdade, é um hostel que serve de hotel também. São vários predinhos de 3 andares, cada qual com vários quartos para várias pessoas. O meu quarto, apesar de estar ocupado apenas por mim e pelo Véio, tinha 4 ou 5 camas. E o lado bom é que tinha geladeira, fogão, panelas, pratos. Bem legal. Saca só:

O único problema é que não tinha lâmpadas na região da cozinha.

O banheiro, até onde lembro, era bom. Nada muito grande, mas não era apertado. A água era bem quente e vinha com pressão boa.

O hotel estava muito cheio na época que eu fui, porque tinha uma excursão de moleques de alguma parte da Alemanha que foram conhecer a capital do país. E eram aqueles adolescentes na crise, achando que são gente grande, mas são pirralhos folgados. E por conta disso o café da manhã estava lotado, porque todos iam tomar café ao mesmo tempo. Resultado: apesar de ter bastante opção, a galera fazia o rapa e muitas vezes faltava alguma coisa. Mas depois que eles foram embora, no último dia, ficou tranquilo e vi que o café era bom.
Tem uma salinha para deixar a sua mala, mas sem controle nenhum: qualquer um pode entrar e pegar as malas de quem quiser. Na Alemanha isso pode funcionar, mas quando tem pessoas de terceiro mundo no meio eu fico com a pulga atrás da orelha.... Fato é que a minha mala estava inteirinha quando fui pegá-la então não tive problema.
Um ponto ruim do hotel é que ele não tem elevador, então você tem que carregar a sua mala até o quarto. Quando você já está viajando há alguns bons dias e tá cheio de peso na mala, é meio chato. Um lado excelente é a localização: ele é NA BOCA de uma estação de metro. Sério, não dava nem 5 metros até a escada (ou do elevador, se você está de mala). Isso, meus amigos, vale muito, ainda mais se você quer chegar tarde no hotel.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
O quarto é gigantesco, porque, na verdade, é um hostel que serve de hotel também. São vários predinhos de 3 andares, cada qual com vários quartos para várias pessoas. O meu quarto, apesar de estar ocupado apenas por mim e pelo Véio, tinha 4 ou 5 camas. E o lado bom é que tinha geladeira, fogão, panelas, pratos. Bem legal. Saca só:

O único problema é que não tinha lâmpadas na região da cozinha.

O banheiro, até onde lembro, era bom. Nada muito grande, mas não era apertado. A água era bem quente e vinha com pressão boa.

O hotel estava muito cheio na época que eu fui, porque tinha uma excursão de moleques de alguma parte da Alemanha que foram conhecer a capital do país. E eram aqueles adolescentes na crise, achando que são gente grande, mas são pirralhos folgados. E por conta disso o café da manhã estava lotado, porque todos iam tomar café ao mesmo tempo. Resultado: apesar de ter bastante opção, a galera fazia o rapa e muitas vezes faltava alguma coisa. Mas depois que eles foram embora, no último dia, ficou tranquilo e vi que o café era bom.
Tem uma salinha para deixar a sua mala, mas sem controle nenhum: qualquer um pode entrar e pegar as malas de quem quiser. Na Alemanha isso pode funcionar, mas quando tem pessoas de terceiro mundo no meio eu fico com a pulga atrás da orelha.... Fato é que a minha mala estava inteirinha quando fui pegá-la então não tive problema.
Um ponto ruim do hotel é que ele não tem elevador, então você tem que carregar a sua mala até o quarto. Quando você já está viajando há alguns bons dias e tá cheio de peso na mala, é meio chato. Um lado excelente é a localização: ele é NA BOCA de uma estação de metro. Sério, não dava nem 5 metros até a escada (ou do elevador, se você está de mala). Isso, meus amigos, vale muito, ainda mais se você quer chegar tarde no hotel.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
22 de fev. de 2012
Bem Vindo a KZ Gedenkstaette Dachau
Dachau é uma cidadezinha que faz parte da grande Munique e é conhecida por ter "sediado" o primeiro campo de concentração da Alemanha e o único que durou desde o início do nazismo (em 1933) até os últimos dias da guerra (em 1945). Ele serviu de modelo para todos os outros campos de concentração construídos depois. O KZ Gedenkstaette Dachau (o campo de concentração) virou um memorial que é aberto ao público, com entrada gratuita e é bem legal (esquecendo que morreu muita gente lá).
Para chegar lá, pegue o trem S2 na direção de Petershausen e desça na estação Dachau. Na estação tem um monte de placas que te levam até o ponto de ônibus que te leva até a entrada do campo. Não lembro o número do busão.



A chegada dos judeus ao campo era por trem e, recentemente, acharam resquícios da linha do trem. Saca só:

Assim que os prisioneiros chegavam, eram registrados nesse prédio que é a entrada do campo:


E a porta tinha a famosa frase "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta).

Logo que você entra já tem noção do tamanho do lugar:

Do lado direito da entrada ficam 2 prédios grandes: o bunker (do lado direito na foto) e o prédio da manutenção (no lado esquerdo da foto).

O bunker era usado para interrogação e "trato" dos prisioneiros, além de algumas celas para presos, alguns deles especiais.











O prédio da manutenção hoje é um memorial que conta toda a história do campo e do nazismo, além de ainda ter alguns itens que era usados no campo ou de pessoas que passaram pelo lugar.
















Aqui ficava o lugar para banho e para chibatadas.



Do lado de fora tem um memorial com uma caixa com a cinza de todos os desconhecidos que estavam mortos quando os americanos libertaram o lugar. E no memorial tem a frase "Nunca mais" (ou algo parecido).




Do lado esquerdo do campo ficavam as barracas onde os prisioneiros dormiam. Todas as barracas foram destruídas e aí reconstruíram 2, mostrando as várias fases do campo, cada vez com menos espaço para os presos dormirem.








Aí é o caminho entre as barracas. Não dá pra ver na primeira foto, mas na segunda dá: no chão ainda tem a fundação de cada uma das barracas (que eram de madeira).


Uma das torres de observação, que foi reconstruída tempos depois e a grade que circundava o lugar. São TRÊS camadas de arame farpado, além de cerca elétrica. Não dá pra ver direito na foto....


A igreja católica


A igreja judaica



A igreja protestante

A igreja Russa

E por último o crematório. Existem 2 crematórios: o novo e o velho. Eu só descobri que existia o velho HOJE, quando estava fazendo pesquisas para escrever o post. Vocês não tem idéia do quão puto eu fiquei... O crematório tem algumas salas: as salas de espera 1 e 2, o forno, a sala de gás e a sala de desinfectação.











Eu achei muito legal o lugar. Dá pra sentir a história e, se você é como eu e tem imaginação fértil, consegue ver tudo funcionando lá dentro, com o povo morto de fome e ainda assim trabalhando, empoleirados nas camas, sendo chicoteados...
Recomendo a todos, para ter noção do que uma pessoa é capaz de fazer com outros seres humanos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Para chegar lá, pegue o trem S2 na direção de Petershausen e desça na estação Dachau. Na estação tem um monte de placas que te levam até o ponto de ônibus que te leva até a entrada do campo. Não lembro o número do busão.

A chegada dos judeus ao campo era por trem e, recentemente, acharam resquícios da linha do trem. Saca só:

Assim que os prisioneiros chegavam, eram registrados nesse prédio que é a entrada do campo:

E a porta tinha a famosa frase "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta).

Logo que você entra já tem noção do tamanho do lugar:

Do lado direito da entrada ficam 2 prédios grandes: o bunker (do lado direito na foto) e o prédio da manutenção (no lado esquerdo da foto).
O bunker era usado para interrogação e "trato" dos prisioneiros, além de algumas celas para presos, alguns deles especiais.







O prédio da manutenção hoje é um memorial que conta toda a história do campo e do nazismo, além de ainda ter alguns itens que era usados no campo ou de pessoas que passaram pelo lugar.
















Aqui ficava o lugar para banho e para chibatadas.



Do lado de fora tem um memorial com uma caixa com a cinza de todos os desconhecidos que estavam mortos quando os americanos libertaram o lugar. E no memorial tem a frase "Nunca mais" (ou algo parecido).

Do lado esquerdo do campo ficavam as barracas onde os prisioneiros dormiam. Todas as barracas foram destruídas e aí reconstruíram 2, mostrando as várias fases do campo, cada vez com menos espaço para os presos dormirem.





Aí é o caminho entre as barracas. Não dá pra ver na primeira foto, mas na segunda dá: no chão ainda tem a fundação de cada uma das barracas (que eram de madeira).


Uma das torres de observação, que foi reconstruída tempos depois e a grade que circundava o lugar. São TRÊS camadas de arame farpado, além de cerca elétrica. Não dá pra ver direito na foto....
A igreja católica

A igreja judaica


A igreja protestante

A igreja Russa

E por último o crematório. Existem 2 crematórios: o novo e o velho. Eu só descobri que existia o velho HOJE, quando estava fazendo pesquisas para escrever o post. Vocês não tem idéia do quão puto eu fiquei... O crematório tem algumas salas: as salas de espera 1 e 2, o forno, a sala de gás e a sala de desinfectação.







Eu achei muito legal o lugar. Dá pra sentir a história e, se você é como eu e tem imaginação fértil, consegue ver tudo funcionando lá dentro, com o povo morto de fome e ainda assim trabalhando, empoleirados nas camas, sendo chicoteados...
Recomendo a todos, para ter noção do que uma pessoa é capaz de fazer com outros seres humanos.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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