22 de jul. de 2006

Sou um Fraco

O cara das fotos veio aqui em casa hoje. Lembra da história "ganho 5 fotos, devo comprar mais umas 10 e está ótimo"? Pois é, não foi bem assim... Eu achei que tinha tirado pouca foto, logo escolher 15 seria uma tarefa simples. Só que eu tirei não menos que 263 (sim, DUZENTAS E SESSENTA E TRÊS) fotos. Quando o cara chegou e tirou um bolo de fotos amarradas com um elástico, pensei "não é possível que são todas minhas". E eram.

Na primeira "passada", escolhi 68 fotos. Já avisei antes de terminar "ó, depois vou revisar". Revisão feita, foram embora 22. Sobraram 46. Acho que até dava para tirar mais, da família, que eram a mesma coisa, só mudando a roupa por causa do evento: eu e o Véio, eu e a Véia, eu e minha avó, eu e meu tio e minha tia (na mesma posição nas três fotos - missa, colação e baile).

Mas existia uma "super promoção" em que acima de 45 fotos eu ganhava as provas em que não tivesse nenhum formando (além de mim), um álbum e 6 ampliações 15x21 (fora as 3 que eu já teria direito). "Tive a manha! Dá até para tirar mais uma!", pensei. Mas essa promoção era para as fotos COMPRADAS. Como eu ganho 5, teria que arrumar mais 4 para chegar no número mágico.

Aí o lado tio Patinhas entrou em ação... "Tiro umas 8 das repetidas e não ganho álbum + 3 cópias, economizo dinheiro e saio não tão puto por gastar tanto dinheiro OU pego mais quatro, pago mais fotos, fico mais puto por ter gasto tanto dinheiro, mas feliz por ter ganho um álbum e três cópias?".

Enquanto olhava para as opções, o Véio (que estava na mesa dando palpite ruim) fala três paravras mágicas: "PAItrocínio? Vamos meiar?". Não tive dúvida. Catei mais quatro fotos, ganhei meu fantástico álbum azul marinho (cor do meu curso), um total de 9 (!) ampliações 15x21, as provas das minhas fotos individuais e paguei 45 fotos.

O tamanho do prejuízo? R$ 609,00. Isso porque algumas fotos PB são mais caras (e foram as que mais foram tiradas no pente fino. De 10 ficaram 3). Só que paguei "só" R$ 305,00, dado que a outra metade foi presente do Véio.

O foda é que junto com esta brincadeira tem ainda as roupas que comprei esta semana E o dentista que vou na segunda (que seve ser mais uns R$200,00, no mínimo).

Mas pelo menos não fui o mais trouxa. O cara já tinha ido na casa de duas pessoas, a Ex-Mudinha e o Pedreiro. O Pedreiro comprou 81 fotos. A Ex-Mudinha comprou 110 fotos (sim, CENTO E DEZ). Isso quer dizer NO MÍNIMO R$ 1400,00. Essa sim gastou dinheiro...

De qualquer forma, dancei... Mesmo o véio pagando metade das fotos, gastei mais que o dobro do que eu queria. Mas agora não adianta chorar. Vou dormir para esquecer e para ir para a festa do Meleca inteiro.

Ps. Consultora, tem umas três ou quatro fotos suas. E não adianta reclamar não! Depois te dou as provas (junto com o DVD do Advogado do Diabo).

Saideira, Iirrr, Pof, Bosta, Nú, Zzzz, Aê, Que Isso, My Precious

Ontem foi a colação do Meleca. Já estava preparado para agüentar umas 3 horas de colação, afinal eram 169 formandos. A colação foi no campus da UFMG, mas antes de ir para lá passei no Pastel com o povo. Não fiquei nem meia hora, porque o Véio passou lá para irmos para a pampulha.

No caminho, tive o sinal de que não deveria ter saído de casa. Primeiro porque estava um engarrafamento do cão por três motivos: colação de medicina, jogo do galo, trânsito normal de sexta-feira às 7 da noite. Além disso, no caminho, bem em frente o batalhão da polícia militar da Pedro II, bateram no carro do Véio.

O Véio freiou por causa do trânsito e só deu para ouvir o barulho da freiada, depois o da batida (junto com o tranco do cinto de segurança) e o Véio falando palavrão. Como já estávamos em frente o batalhão e tinha um guarda na porta (que serviu de testemunha), já fizemos o BO e resolveu tudo. Só estragou o para-choque, mas pelo 500º mês consecutivo o carro do Véio vai para a oficina.

Depois de mais algum tempo no engarrafamento, conseguimos chegar ao campus. Rapá, cinco meses sem ir lá fazem bem. Deu até uma saudadezinha (que passou rápido, é verdade). E o melhor foi ver os prédios da engenharia e da face com a estrutura bem adiantada.

Fomos então para o lugar da colação. Ou, formar em medicina deve ser bom. Principalmente para os tesoureiros, que não devem saber o que fazer com tanta grana. Pra começar, tinha um palco GIGANTE com iluminação melhor que muito teatro e show por aí e até uma grua para filmagem. Além disso, que eu contei, 7 (isso mesmo, SETE) telões para projetar a cerimônia. Além disso, tinha comida. Não sei se estava vendendo ou era de graça, mas tinha comida. E era uma mega barraca.

Começou a colação. A mesa de homenageados devia ter umas 20 pessoas. Sem brincadeira. Entre eles, estava um professor meu, de Processos Biológicos e o meu querido Patrono e atual reitor da UFMG. Aí os alunos começaram a entrar. De dois em dois. Com um intervalo de uns 15 segundos entre eles. Foram mais de 20 minutos só para os formandos ENTRAREM.

Aí vieram os descursos. O do orador, demorou uns 20 minutos. O do paraninfo, uns 5, no máximo 10 (e foi o melhor de todos). O do patrono, UMA HORA. Sério. UMA HORA! O cara falou da vida escolar dele, do absurdo que é destruir prédios públicos, de política, da corrupção no Brasil, da ocupação do Mangabeiras, dos prédios do Belvedere e até deu uns conselhos para os formandos, mas nesta hora eu já estava puxando um ronco.

Tudo isso, com a temperatura agradabilíssima do campus no inverno à noite (uns 12 graus, mais ou menos), com um ventinho melhor ainda. E eu, como sempre, sem casaco. Depois que o cara acabou, mais uns dois ou três discursos (até rápidos), juramento (enorme) e aí veio a entrega de diplomas.

Fiz questão de cronometrar: exatos 97 minutos. Só para entregar aquele canudo que não tem nada dentro. Depois veio o clipe da turma. Normalmente, é rapidinho, uns 5 minutos. Mas de medicina não. Foram mais uns 20 minutos vendo um monte de gente que não conheço fazendo as mesmas coisas: bebendo, levantando o caneco de cerveja e mandando beijo para a câmera.

Quando achei que tinha acabado, fui surpreendido com uma carta da filha do JK, que era o nome da turma. Mais 5 minutos. "Agora vai", pensei. Engano. O presidente da comissão de formatura resolveu falar também. Mais outros 5 minutos.

Aí finalmente acabou. Sério, o povo comemorou mais que os torcedores do Galo que estavam alí do lado, no Mineirão. E então mais uma vez vi que ter dinheiro para gastar deve ser bom. Enquanto os formandos se cumprimentavam no palco, rolaram FOGOS DE ARTIFÍCIO! E não foi pouco não. Fiquei de cara.

Fui cumprimentar o Meleca. No caminho, encontrei a Escandalosa, que eu já tinha encontrado na quarta. Ví também a Bacon, uma menina que estudou comigo no colégio. Aliás, vi um bocado de gente que estudou comigo no CSA, mas simplesmente ignorei.

Encontrei o Meleca, tirei umas fotos (com a máquina dele, porque não tinha ninguém da empresa de fotografia), cumprimentei a família dele (que é gigantesca e é todo mundo igual) e a Block. Peguei "my precious" (o convite para o Baile), conversei mais um pouco com os familiares e fui embora, porque o Véio estava congelando. O Meleca Pai até me chamou para tomar uma cerva com eles, mas achei que era demais, pois estava só a família dele lá.

Saí do campus exatamente 1:01 (tem um relógio na porta). Isso porque cheguei às 8:00. Vim para casa, comí alguma coisa (a última coisa que tinha comido era o almoço) e fui dormir.

Foram as 5 horas mais inúteis da minha vida. 5 horas que joguei no lixo e nunca mais vou recuperar. E para piorar, acordei hoje 8 da matina, porque simplesmente não conseguia dormir mais.

Mas pelo menos peguei My Precious. E pelo nível de ontem, ele vai valer cada minuto das 5 horas perdidas, porque a festa vai ser ABSURDAMENTE FINA!

21 de jul. de 2006

Fotos, Finalmente

Por falar em formatura, depois de cinco meses dos eventos da minha o povo das fotos resolveu aparecer. Me ligaram hoje, marcando para ir lá em casa amanhã.

Como eu ganho 5 fotos (ser da comissão tem suas vantagens), devo comprar mais umas 10 e está ótimo! E o melhor de tudo é que vou comprar estas 10 fotos com o dinheiro que sobrou da festa... Ê beleza!

Vem ni mim, Baile de Formatura!

Ontem a noite o Meleca me ligou convidando para o baile de formatura dele. Eu realmente não esperava isso, tanto que já tinha combinado com o pessoal de passar o dia na Serra do Cipó. Mas diante de um convite destes, pedi desculpas ao pessoal e desmarquei a minha presença.

O foda é que cada dia que passa eu fico mais sem-graça de ter distanciado tanto do Meleca. Nem comunicar ao cara que eu formei eu comuniquei (mas isso foi porque sabia que ele não poderia ir). E o cara já me entregou o convite dele, chamou para um mega-churras e agora o baile.

Tá certo que pro baile ele só deve ter chamado porque alguém desistiu, senão teria me chamado antes, mas ainda assim fiquei sem-graça.

Mas fazer o que... Não tenho como voltar no tempo... Que venha o Baile (e esse vai ser fino)!

20 de jul. de 2006

Limpeza de Email

Hoje depois do almoço estava olhando meus emails pessoais quando vi que estava na hora de fazer uma limpeza. Estava cheio de emails antigos, pastas e filtros que eu não usava mais... Lixo, basicamente.

Comecei apagando os emails das pastas. Tinha email de 2001 lá. Aqueles que você guarda pensando "ah, um dia eu olho" ou "hum, isso pode ser importante algum dia". Ok, se eu não olhei em 5 anos, provavelmente não vou olhar mais. Na verdade, alterei esta regra para 1 ano.

Foi MUITA coisa embora. Inclusive duas pastas inteiras, que eu fui apagando os emails e quando ví não tinha mais nada. O bom mesmo foi apagar as pastas "Comissão" e "Associados", que tinha emails da minha comissão de formatura. Todos os emails relacionados a isso (eram MUITOS) subiram no telhado.

Aí parti para a caixa de entrada. Além de alguns emails com mais de 2 anos, foram embora mais alguns do meu PFC e outros inúteis. Os que ficaram, a maioria deles de arquivos importantes (mas que nunca abro/uso), joguei numa pasta que criei, chamada Arquivo Morto (nome mais apropriado, impossível!).

Depois criei uma pasta nova para meu novo emprego. Resolvi criar um filtro, para mandar os emails da empresa diretamente para ela. E ví que tinha muito filtro inútil (que também subiram no telhado).

Para finalizar, apaguei os emails enviados. Ainda não sei porque guardo estes emails, mas tudo bem. O pior é que eram muitos.

Fiquei feliz, pois minha caixa de entrada agora está vazia e é fácil ver todos os emails. Mas que deu trabalho deu, porque tenho não menos que 3 emails pessoais (fora o deste humilde blog).

Dia do Amigo

Hoje é dia do Amigo. Não sei quem inventou isso, mas... Um grande abraço a todos os meus amigos!

Ok, eu sei que só a Consultora que vai ler isso (é a única que sabe da existência deste humilde blog)... Então beijo enorme, fia!

Sessão de Masoquismo Noturno Hardcore Plus

Ontem eu inventei uma nova forma de sentir dor: Correr nas ladeiras do Mangabeiras. Calma, eu explico. Têm um motivo.

Estava eu feliz e contente vooltando para casa às 6:15 da noite (algo que não acoentecia há muito tempo, porque tinha aula à noite) quando escuto um grito ao longe: "ESPARROMAAAAAN!". Olhei e ví alguém olhando para mim.

Como sou ceguinho, não consegui descobrir quem era. Fui até a pessoa e ví que era uma antiga amiga minha de colégio, a Escandalosa. E ela fez juz ao pseudônimo... Começou a gritar (sim, gritar): "Quanto tempo! Que saudades! Comé que está a familia?".

Conversei por um tempo e vi que, se quisesse realmente fazer a sessão de masoquismo não poderia ser no lugar de sempre. Primeiro porque o risco de encontrar alguém era alto e segundo porque neste horário, está lotado.

Aí fui em casa, troquei de roupa e resolvi me embrenhar pelo Mangaba. Tomei cuidado para pegar um caminho diferente do que fiz no sábado, para conhecer lugares novos, mas nõa adiantou. Acabei caindo na rua que sobe para a Caixa-d'água.

Como lá na caixa-d'água é meio sinistro (escuro, com umas pixações estranhas), resolvi não subir desta vez. Mas a vista de lá de baixo já era fantástica. Tentei então fazer caminhos alternativos, mas não deu. Parece que no Mangabeiras só existem umas 6 ruas e todos os caminhos caem nelas.

Só que ontem resolvi não ir até o Mirante e peguei a famosa Rua do Amendoim. Mais uma vez caí em uma rua que já tinha ido no sábado. Aí desisti de pegar ruas diferentes. Mas acabei achando algumas. E voltei para casa por dentro do Mangaba, mas por ruas desconhecidas e diferentes das de antes.

No fim, foi bom. O problema é que as ladeiras de lá são MUITO íngremes e de pedrinhas, o que machuca bastante o pé. E não dá para andar pela calçada porque em muitos lugares não existe e, quando existe, tem um cachorro maior que eu nos portões das casas.

19 de jul. de 2006

Anti-doping de Despedida

Hoje foi dia de anti-doping aqui na empresa. Não precisaria fazer agora, mas como estou saindo, mandaram fazer para meu exame "demissional". Normalmente nós temos que ir até o laboratório cara colher sangue e pip's, mas desta vez, como era muita gente, o povo do laboratório veio até aqui.

E o povo normalmente erra a minha veia. Ela nem é tão difícil assim de pegar. Mas hoje foi diferente. A mulher conseguiu pegar de primeira, sem dor, nota 10.

Agora o legal mesmo foi a fila de pessoas esperando para colher sangue, todos com um copinho "amarelo" na mão. E todos estavam embrulhados, ou em um saco plástico ou em ph.

Só que o espertão aqui tinha esquecido que tinha que urinar no potinho e tive que beber 2 litros d'água em meia hora. Resultado: vou ficar o dia inteiro indo ao banheiro.

Pelo menos coloca o meu rim para trabalhar...

As Vacas Invadem BH

Ok, eu sei que a Cow Parade começou em BH há quase um mês. Mas é que meu trajeto normal é casa-trabalho-casa, então não tinha visto muitas Mimosas.

Para falar a verdade, até a semana passada só tinha visto uma, que fica na praça JK: a Vaca Unidas. Aí no fim de semana, procurando carros com o Véio, ví uma penca: a Vaca Mascote, a Vaca Gripada, a Butecow, a Cowburger, a Mazoca, a Mama Mia, a Muuuuucca Passione e a Vaca Campeão.

Aí no Sábado mesmo, quando fui andar pelas casas dos ricos e famosos, vi a Vaca Dos Desejos. O idiota aqui achou que ela estava toda pixada. Mas na verdade ela era assim mesmo. Isso que dá não chegar perto para ver melhor.

Ontem, no BH Shopping, vi outras cinco: a Mineirinha, a Fuxiqueira, a Vaca Preciosa, a Chefe de Cozinha e a melhor de todas, a Cowpasa.

Tudo isso, sem rodar muito. E descobri que tem mais algumas perto da minha casa. Aí o aluno pergunta: será que o povo que mora do outro lado da cidade não tem direito a ver as vaquinhas?

Esparroman vai às Compras

Se tem uma coisa que eu odeio fazer é comprar roupa. Se tem uma coisa que eu odeio mais ainda é comprar roupas com o Véio.

Ele é muito chato. Vai e volta 200 vezes na mesma loja (sem entrar), não é nem um pouco objetivo, você pede opinião ele não fala nada ou quando fala, depois que já comprou ele "repensa": "ah, podia ter subido a bainha mais um pouco".

Mas como ele é o dono do cartão de crédito, tenho que aguentar tudo isso. Mas só porque no cartão é possível dividir a "dolorosa".

E ontem lá fomos nós fazer comprar roupas para meu novo emprego. Tá certo que foi meio que um tiro no escuro, porque eu posso ou não ter que usar terno, se não usar terno vou usar calça social, tudo muito complexo. Na dúvida, tinha em mente comprar um terno e duas calças sociais (além de umas cinco camisas mais arrumadas).

Depois de rodar munto e passar nas vitrines de umas 5 lojas umas 20 vezes, entrei na Sketch. Lá estava com uma promoção ótima: kit terno por R$ 199,00. Fantástico!

Depois de um bocado de tempo escolhendo o terno (tá, era barato, mas as cores eram bem feias), consegui encontrar um bacana, só que era mais caro. Mas como o vendedor fez no preço dos outros, não importei.

Tudo medido, marcado, arrumado, o Véio vira e fala "compra mais um. Tá muito barato!". E lá fui eu catar mais um terno que a cor me agradasse. Achei e a vantagem é que este é claro, então não esquenta muito. Mas agora QUERO trabalhar de terno, para valer cada centavo gasto.

E como estava tudo muito "barato" na loja, ainda levei mais 2 camisas (fora as 2 que vieram com o terno) e mais duas calças. Ah, sem esquecer das 2 gravatas. Aquela merda que não serve para nada a não ser incomodar. Mas fazer o que...

Saldo final das compras: 2 ternos, 4 camisas, 2 gravatas, 2 calças e Esparroman 670 conto mais pobre (mas dividido em três vezes).

Um fato bônus: No início do ano fui comprar um terno para a minha formatura. Como o Véio estava pagando, fez questão que fosse um bom. Saldo da compra: R$ 1000,00 (R$ 1200,00 com camisa e gravata). Ontem passei na mesma loja que comprei o terno (em Janeiro). Na vitrine, o MESMO terno (modelo, cor, etc). Valor: R$ 399,00. Sem comentários...

18 de jul. de 2006

Trabalhar Bêbado não é Legal

Ontem eu realmente estava bêbado quando cheguei ao trabalho. E o pior é que não foi a primeira vez que isso aconteceu. E das vezes anteriores eu tinha bebido em um dia de semana, chegado em casa as 5 da matina e estava no trabalho às 8:30.

Ontem não. Eu cheguei em casa 12:30, dormí até as 8:00 e cheguei ao trabalho às 9:30. Ainda assim não foi suficiente. Eu realmente bebi demais no domingo e quando acordei ontem senti que não era um bom dia para trabalhar. Mas vim para não atrasar o projeto.

Só que chegando aqui, não tinha nada para fazer. Como tinha terminado tudo o que tinha para fazer, fiquei o dia inteiro olhando para a tela do PC (e de vez em quando indo convesar com o Juca), com "aquela" cara de morto.

Hoje, acho que não vai ter muita coisa para fazer novamente, mas como já estou zero bala ("excrusive" o inverno deu uma acalmada) vou aproveitar para adiantar meu Super Controlador de Gastos, que está parado já faz um tempo.

Agora vou ter que ampliar a minha nota mental e não beber durante a semana E aos domingos. Claro que até uns 4 chopps dá de boa, mas chegando em casa no máximo até as 10:30 da noite.

17 de jul. de 2006

Burro! Idiota! Retardado! Num Aprende não?

Agora que passaram os efeitos do álcool (ou seja, fiquei sóbrio), a ressaca está vindo. Já passei mal, comprei um gatorade (que tenho que beber um gole a cada meia hora, senão vomito), passei mal de novo e estou me segurando para não ter que ir ao banheiro chamar o Juca mais uma vez.

E eu que não bebia mais durante a semana para evitar que isso acontecesse...

Parábens, Dr. Meleca

Ontem rolou um churrasco de formatura do Meleca. Como foi bom ver o cara andando sem muletas depois de tudo o que ele passou. O cara ainda manca, mas está inteiraço, o que é muito bom!

O churras estava fantástico. Carne a rodo (apesar de eu não ter comido muito), cerva a rodo (essa sim, eu usufruí um bocado), várias cachaças de primeira (entre elas uma Havana "fechada"), bandinha (dos primos dele)... E o melhor de tudo, perto da minha casa.

Cheguei lá e não conhecia ninguém fora os pais e a avó dele. Foi bom ver este pessoal. Devia fazer uns 5 anos que não os via. A mãe dele, no entanto, me assustou. Ela envelheceu MUITO. Tá certo que ela passou por maus bocados com o Meleca no Hospital, mas envelheceu demais.

Depois foi chegando um povo que eu conhecia do CSA. A Block foi a primeira. Ela chegou, me cumprimentou e o idiota aqui não lembrava quem ela era. E olha que ela não mudou nada! Mas depois de uns cinco minutos de "processamento" eu lembrei.

Passado mais um tempo, chegaram o Médico e a Médica. Tá, não faz muito sentido falar isso nesta festa, dado que todo mundo lá era médico ou médica (menos eu e a Block, que é advogada). E eles chegaram junto com umas amigas da Block, o que foi bom porque ela foi conversar com elas.

Mais no fim da tarde, passaram um DVD que os familiares e uns amigos fizeram para o Meleca. Tinha até telão lá no churras! Foi no emocionante ver o pessoal falando para ele. E tava todo mundo chorando (inclusive o babão aqui).

No fim da noite, esparroman entrou em ação (definitivamente não posso beber). E foram várias vezes. Primeiro quando me apresentaram uma mulher que é mãe de uma prima do Meleca. Aí o idiota aqui vira e fala "Com todo o respeito, mas ela está um mulherão". Não sei se foram estas paralavras, mas foi algo do tipo. Só espero que não tenha sido nada pior. Mas o que eu sei é que repeti estas palavras várias vezes.

Mais tarde, quando acabou a cerveja, fiquei insistindo para pagar as duas grades que foram buscar. Só que não foi só "deixa eu pagar". Foi um "deixa eu pagar, porque agora eu ganho dinheiro para caralho". O que não é tão verdade assim.

Update: (acabei de lembrar)Depois, fiquei zuando um dos primos do Meleca que estava tocando na bandinha. Zuei porque todos da banda estavam com camisa de botão e gravata, estilo Avril Lavigne. E foi isso mesmo que falei para eles ("ou vocês colocam a gravata direito" - puxando a gravata do cara para cima - "ou vocês tiram a gravata. Assim tá ridículo. Tá igual Avril Lavigne") Fim do update.

Mais tarde ainda, depois que eu tinha enchido o meu copo com cachaça ("pô, a garrafa é igual de cerveja") e tomado tudo ("hum, essa cerveja está estranha"), subimos para a casa do Meleca e assistimos novamente o DVD. Mas antes, foi preciso ligar o aparelho de DVD. E mandaram o engenheiro aqui montar.

O problema é que eu não estava mais enxergando nada! Devo ter ligado os fios errados umas 5 vezes. Aí depois de uns 10 minutos, por sorte, consegui ligar certo e o treco começou a funcionar.

Mais uma vez todo mundo chorando de emoção quando acabou o DVD. Mas eu não podia deixar quieto. Tomei a palavra e comecei a falar das histórias do Meleca. Nada absurdo, só enaltecendo o cara mesmo. E aí o povo voltou a chorar. O Meleca me cortou (já estava na hora), chamando o povo para a outra sala.

Fui embora pouco depois. E não sei como cheguei em casa. Sei que fui a pé e que errei o caminho, mas não sei como diabos consegui chegar em casa. A única certeza que tenho é que estava MUITO bêbado.

Ps. Se alguma coisa que eu escrevi aqui não fizer sentido, não se preocupe. Eu ainda estou bêbado. De verdade.

Nota Mental

Não menosprezar os poderes/efeitos do álcool.

16 de jul. de 2006

BH de Vários Ângulos e Luzes

Ontem, depois de passar o dia vendo carros, me deu vontade de visitar a casa dos ricos e famosos, indo dirigir no Mangabeiras. Mas como a gasolina está cara e meu tanque está meio vazio, resolvi fazer o "passeio" a pé. É bom que fazia exercícios, o que não fiz desde segunda, quando o inverno veio com força.

Antes de ir às casas dos ricos, resolvi que passaria em uma caixa-d'água que vejo todo dia indo para o trabalho. Ela fica no alto do morro e achei que a vista de lá seria bacana. O difícil foi encontrá-la. As ruas do mangabeiras não fazem o menor sentido. Mas depois de uns 20 minutos subindo umas ladeiras sinistras, consegui chegar lá.

Para minha surpresa, era uma micro-pracinha, com banquinhos, uma árvore no meio e um carro balançando. Um casal estava se amando na cara dura. Tá certo que lá é isolado e eles não esperavam que um retardado subisse até lá a pé. Mas como eles não me viram, resolvi não atrapalhar muito e desci um pouco do morro, para deixá-los em paz.

Rapá, que vista. Dá para ver BH inteira. Vi o prédio onde trabalho, a região do meu prédio, o parque das mangabeiras, a praça da estação. Se eu não fosse ceguinho, poderia ver até mais coisas, porque dava para ver as montanhas do outro lado de BH. Juro que vou voltar lá depois para tirar uma foto.

Depois de uns 15 minutos olhando para BH (o dia estava aberto e o por do sol estava dando uma cor fantástica à paisagem), resolvi descer. Mas continuei andando "paralelo" à Bandeirantes. Peguei umas ruas totalmente desconhecidas e ví casas FANTÁSTICAS. Ter dinheiro deve ser muito bom.

Depois de andar um bocado, cheguei na Escola Guignard. Que lugar bacana. E lá tinha uma vaquinha da Cow Parade, só que já estava toda pixada. Achei muita palhaçada isso. Mas fazer o que... Ninguém toma conta das coisas...

Continuei andando e cheguei na Praça do Papa. Quanto tempo eu não passava lá a pé. E o mais engraçado é que entre os pais que soltavam pipas com seus pimpolhos (ventava tanto que acho que até eu conseguiria fazer uma delas voar) tinha MUITA gente fumando maconha. E os dois "grupos" conviviam em harmonia.

Parei lá para ver a paisagem. Não era tão bacana quanto a primeira, mas agora o sol estava quase morto, então as cores eram outras. E deu para ver BH de outra perspectiva.

Continuei andando e, no meio do caminho ví uma placa "Mirante". Mesmo já estando escuro, resolvi ir lá. E lá é um lugar onde muitos carros balançam. Mas como já estava escuro, liguei o "pouco importa" e fui lá. Mais uma vez, uma vista muito bacana. BH à noite. Legal demais!

Como já estava ficando tarde, resolvi voltar para casa. Só que como não sei o caminho de volta, comecei a descer, na esperança de encontrar a Bandeirantes alguma hora. Mas logo no começo da descida me deu vontade de correr. E vim correndo até achar a Bandeirantes. Saí da esquina dela com a rua do Ouro. Só que continuei na bandeirantes, passando pela entrada II do parque das Mangabeiras, pegando a rua Trifana e saíndo na Afonso Pena (em frente ao Mc Donalds).

Continuei naquela rua do Mc, mas já conhecia o caminho, apesar de não saber o nome das ruas. Quando cheguei perto da minha casa, já morto, parei de correr. Até porque subir o morro da minha casa correndo não dá mais. Fazia isso quando era moleque e atleta de verdade.

No fim, a experiência foi divertida. Andei muito, corri muito, cansei muito, mas as vistas de BH foram FANTÁSTICAS. Com certeza vou fazer isto mais vezes!

A Saga da Troca de Carro

O Véio resolveu que está na hora de trocar de carro. E já tava na hora. Quando você começa a gastar muito com carro (como ele, que todo mês leva no mecânico), está na hora de trocar. Só que ele não faz a menor idéia de que carro comprar.

Ele me perguntou que carro deveria comprar. Eu, sinceramente, gosto de carros pequenos. Tá certo que dirigir um carro como um Astra é uma coisa fantástica, mas acho que não vale a pena gastar 60 conto num carro destes. Por três motivos simples: é muito dinheiro, atrai muito ladrão (o carro é muito visado para roubo) e o seguro é MUITO caro. Além disso, o carro é muito grande, por isso gasta bastante gasolina.

Fato é que ele concordou comigo. Só que como ele viaja muito de carro, queria um porta malas grande, porque quando ele viaja carrega quase a casa toda. Dei as opções do carros pequenos mas sedãns (corsa, polo, fiesta, clio, siena)...

O que eu não imaginava é que ele ia me carregar para ver TODOS estes carros EM UM DIA. E lá fui eu onte. Começamos pelo corsa. Chegamos na Jorlan e...não tinha sedan. Como o cara atendeu a gente muito mal, fomos embora direto.

Fomos então ver o Polo e o SpaceFox, mas só porque ele queria conhecer (confesso que também estava curioso). Passamos na Carbel, que é onde meu pai compra carro há uns 10 anos (tá, foram só dois carros). Chegando lá, fomos atendidos por uma mulher MUITO cheirosa, mas que não sabia vender. Só mostrou os carros, em menos de dois minutos.

Mas vamos aos carros: o polo eu já conhecia. Tem um espaço interno bom, porta-malas grande e acabamento interno...Volks. Bem porco. O preço? R$ 42.000,00 o completo. Mas motor 1.6.

Já o SpaceFox é grande pra cacete. O porta-malas é gigante, mas para compensar todo o espaço que o carro tem o porta-luvas não existe. Se couber o meu celular lá dentro é muito. RIDÍCULO. Sem contar que o carro completo é do preço de um Astra básico (R$ 47.000,00). Eliminado de cara.

Fomos então na Orca, ver o Corsa Sedan. Chegamos lá e TINHA! Fomos atendidos razoavelmente bem, por um cara que também não sabia vender muito bem. Também só mostrou o carro, mas demorou uns 5 minutos. O carro, que eu também já conhecia, tem um porta malas bom e, se a dirigibilidade for igual à do Celta, é muito boa (pelo menos eu acho). O preço: R$ 38.400,00. Mas sem ar-condicionado.

Aí fomos procurar uma concessionária Ford para ver o fiesta. Difícil achar uma em BH, viu... Fomos quase em Contagem, na Pisa. Ontem era dia de feirão. Tinha mais gente que vendedor. Demorou para sermos atendidos, mas quando fomos...Putz. Que aula de como vender um carro.

O cara mostrou o carro com detalhes, mostrou o motor (1.6), mostrou o porta-mals (grande, mas com uma "boca" pequena), fez o Véio sentar no carro, ajustar o banco, me fez sentar no banco de traseiro (muito confortável), ofereceu um test drive (que não fizemos). Falou do motor com conhecimento, mostrou sinceridade na venda. O carro pareceu realmente bom. Mas ainda prefiro um carro com motor 1.8. O Preço: R$ 40.000,00

Como já era quase 5 da tarde, o Véio desistiu de ver outros carros. Mas perguntou o que eu achava. Aí dei o sabão nele. Quem tem que gostar do carro é ele. Não adianta eu fazer o test drive (como ele queria). Além disso, ele não entrou em NENHUM dos carros fora o Fiesta (e se o vendedor não tivesse insistido, ele não teria entrado). Não reparou em nenhum detalhe, do tipo "ré para frente", que ele não gosta, tamanho do porta luvas, etc.

Ele estava preocupado só com duas coisas: tamanho do porta mala e beleza. Falei que beleza é frescura. O importante é que o carro atenda, seja bom de dirigir, etc. Aí ele ficou puto e começou a falar que era para isso que ele estava me levando, para eu olhar os detalhes. Perguntei como é que ele quer eu eu olhe os detalhes se não sei qual detalhes ele quer que eu veja?

No fim das contas, resolvemos que os outros carros ele vai ver sozinho... Agora um comentário final: Carro está MUITO caro. Um celta como o meu, que têm três anos, praticamente DOBROU de preço. Paguei R$ 17.000,00 e hoje está R$ 32.000,00. Um absurdo!