Interrompemos a série de posts sobre as férias para contar uma novidade... Estava eu de volta ao trabalho, feliz da vida e sem porra nenhuma para fazer quando na terça um cara foi até a minha mesa e falou:
- Parabéns!
- Que que eu ganhei?
- Uma viagem para o Rio.
- Quando?
- Quinta. Pra ficar um mês, mas voltando toda semana. Topa?
Olhei para o meu projeto (já acabando), vi que tem um projeto novo pegadinha entrando no escritório (32 meses), lembrei de já ter rejeitado a outra viagem e acabei aceitando. Pô, era retorno semanal, quarto individual e só um mês (na verdade, até o dia 23 de março), acabei aceitando.
Aí cheguei no Rio hoje (maldito webvôo de 6:15 em Confins), fui para a reunião com o gerente do projeto do cliente. O cliente é do governo e o projeto é do PAC. Dá pra ter uma idéia da pressão que o cara está sofrendo, né? O desespero dele era visível. Aí ele pergunta para o líder do projeto:
- Escuta, agora que você está entrando de férias, temos que pensar em alguém para ficar no seu lugar. Vocês já definiram?
- Já. Ele. (apontando pra mim)
- Ah, então tá bom.
Eu achei que era só até o dia 23, mas mesmo assim fiquei assustado, porque não me falaram que era pra cobrir as férias do cara. E aí descobri: o cara vai ter licença paternidade de 15 dias (a começar no dia 19) e logo depois sai de férias. Ou seja: eu não saio do Rio antes de o final de Abril.
Coloquei algumas restrições, tipo: só aceito retorno semanal e quarto individual. E ainda pedi um telefone corporativo, porque só hoje recebi umas 2 ligações que vão me custar uns 15 conto. E olha que não liguei pra ninguém....
O lado bom é que o hotel que me colocaram é maior que a casa da minha mãe aqui no Rio (sem exageiro NENHUM). Resta saber se vai ser este durante todo o tempo...
Me desejem sorte.
4 de mar. de 2010
Membro do PMI
A minha maior meta esse ano é virar PMP. O primeiro passo (e mais doloroso) é preencher o formulário para fazer a prova. Depois de tudo preenchido e submetido, você recebe um boletinho bacana de 555 dólares. Sim, DÓLARES.
Para quem é membro do PMI, o valor cai para 405 dólares, mas como a anuidade é 149 dólares, acaba dando praticamente na mesma. A diferença é que como membro você ganha descontos em eventos, livros, etc e ainda tem acesso à versão eletrônica do PMBOK. Vale muito a pena.
Pensando nisso, no começo do ano fiz a minha inscrição como membro e a carteirinha chegou esses dias:

Agora vou terminar de preencher a minha aplicação (que já está toda pronta no excel) e, quando virar o mês do cartão de crédito, pagar a taxa. Aí, meu amigo, é enfiar a cara nos livros e fazer a prova.
Ah, aceito doações para me ajudar a pagar a prova. :)
Para quem é membro do PMI, o valor cai para 405 dólares, mas como a anuidade é 149 dólares, acaba dando praticamente na mesma. A diferença é que como membro você ganha descontos em eventos, livros, etc e ainda tem acesso à versão eletrônica do PMBOK. Vale muito a pena.
Pensando nisso, no começo do ano fiz a minha inscrição como membro e a carteirinha chegou esses dias:

Agora vou terminar de preencher a minha aplicação (que já está toda pronta no excel) e, quando virar o mês do cartão de crédito, pagar a taxa. Aí, meu amigo, é enfiar a cara nos livros e fazer a prova.
Ah, aceito doações para me ajudar a pagar a prova. :)
3 de mar. de 2010
Esparroman RECOMENDA: Alfajor Havanna
Assim como os sorvetes Freddo, todo mundo me recomendou encher a cara de alfajores Havanna. Alguns mais fanáticos falaram para eu encher a cara de QUALQUER alfajor, porque todos eram muito bons. Não sei se foi azar, mas o ÚNICO alfajor que comi na argentina (um genérico das lojas 25 horas) não estava lá essas coisas, e acabei deixando pra lá essa história de alfajor (até porque estava me entupindo de sorvete e a Havanna não é das mais baratas).
No entanto, antes de voltar para o Brasil passei numa das lojas da Havanna e comprei 3 caixas de 12 para a minha família (uma acabou ficando pra mim). Quando cheguei no Brasil resolvi experimentar o tal alfajor e, meus amigos, foi a segunda maior burrada da viagem ter deixado para experimentar só no Brasil.

Eles vem embalados em papel, sem aquela cara de produto industrializado, pois parece que é tudo dobrado bonitinho, manualmente. Até achei estranho, porque deve estragar mais rápido. Mas pelo que fiquei sabendo, é embalado assim para manter a frescura do alfajor.

O alfajor é MUITO bom. Macio, com bastante doce de leite no meio. O conjunto de todos os ingredientes juntos é algo sensacional. Em uma mordida você sente o sabor do chocolate, depois do biscoito, bastante saboroso e macio e, por fim, a cereja do bolo: o doce de leite. O doce de leite é feito por eles e é tão famoso que é vendido separado (devia ter comprado um pote para trazer).
Para quem gosta de doce, os alfajores da Havanna são sensacionais e eu recomendo fortemente que comam muito ao irem para a Argentina. E uma coisa melhor ainda a se fazer é tomar um Freddo de Doce de Leite seguido de um Alfajor Havanna (ou o contrário, sei lá).
Ah! Eu já vi alfajores em BH, mas o preço estava cabuloso. Lá em BsAs, uma caixa com 12 é 37 pesos (mais ou menos 18 reais). Aqui em BH, a mesma caixa é 60 reais no Morini. Achei um absurdo e, por melhor que seja, não vale tanto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
No entanto, antes de voltar para o Brasil passei numa das lojas da Havanna e comprei 3 caixas de 12 para a minha família (uma acabou ficando pra mim). Quando cheguei no Brasil resolvi experimentar o tal alfajor e, meus amigos, foi a segunda maior burrada da viagem ter deixado para experimentar só no Brasil.

Eles vem embalados em papel, sem aquela cara de produto industrializado, pois parece que é tudo dobrado bonitinho, manualmente. Até achei estranho, porque deve estragar mais rápido. Mas pelo que fiquei sabendo, é embalado assim para manter a frescura do alfajor.

O alfajor é MUITO bom. Macio, com bastante doce de leite no meio. O conjunto de todos os ingredientes juntos é algo sensacional. Em uma mordida você sente o sabor do chocolate, depois do biscoito, bastante saboroso e macio e, por fim, a cereja do bolo: o doce de leite. O doce de leite é feito por eles e é tão famoso que é vendido separado (devia ter comprado um pote para trazer).
Para quem gosta de doce, os alfajores da Havanna são sensacionais e eu recomendo fortemente que comam muito ao irem para a Argentina. E uma coisa melhor ainda a se fazer é tomar um Freddo de Doce de Leite seguido de um Alfajor Havanna (ou o contrário, sei lá).
Ah! Eu já vi alfajores em BH, mas o preço estava cabuloso. Lá em BsAs, uma caixa com 12 é 37 pesos (mais ou menos 18 reais). Aqui em BH, a mesma caixa é 60 reais no Morini. Achei um absurdo e, por melhor que seja, não vale tanto.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
2 de mar. de 2010
Esparroman RECOMENDA: Freddo
Quando eu comentei com algumas pessoas que ia pra argentina, TODOS falaram a mesma coisa: se entope de Freddo de doce de leite. Eu fiquei atento com isso, porque todo mundo falava a mesma coisa. Quando cheguei em BsAs e vi a primeira loja do Freddo, em Puerto Madero, entrei pra ver de qualé.

Quando vi o preço, desisti. 15 pesos o pote mais barato era muito para o meu bolso. Como disse no post, foi a maior burrada da viagem.
Mais tarde, em San Telmo, o calor era demais e acabei me rendendo aos prazeres do sorvete. Pedi uma bola de doce de leite e outra de chocolate suíço com doce de leite em natura. Quando coloquei a primeira colherada na boca (o doce de leite estava por cima), minha vida mudou. O sorvete é tão bom, mas tão bom, que até esqueci de tirar foto. Tanto que na primeira foto só tirei uma foto de metade do sorvete (a de chocolate suíço):

Sério, o sorvete é uma coisa dos deuses. Tem realmente gosto de doce de leite, a textura é fantástica (não é aquelas coisas "ralas" aqui do Brasil) e deixa aquele gosto duradouro na boca. É tão bom que nem derrete rápido como os que estamos acostumados. O de chocolate também é muito gostoso, mas nem se compara com o de doce de leite (mas as características são as mesmas do de doce de leite).
Apesar de ser caro, vale cada centavo. São duas bolas gigantes que podem vir na casquinha ou nesse potinho aí de cima. A casquinha é muito gostosa também, mas como o sorvete é grande, corre risco de fazer bagunça (esse é de Xuxu).

Do segundo dia em diante só comi os sorvetes de doce de leite (são vários sabores de doce de leite) e o melhor deles, sem dúvida, é o Dulce de Leite Tentación: sorvete de doce de leite com doce de leite em natura. Bom demais!
Se eu pudesse, teria comprado uns 20 quilos para o Brasil, mas não resistiria à viagem. Mas recomendo que todo mundo que passar por terras argentinas (ou algum outro lugar que tenha uma loja da Freddo) coma muito desta maravilha divina.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
Quando vi o preço, desisti. 15 pesos o pote mais barato era muito para o meu bolso. Como disse no post, foi a maior burrada da viagem.
Mais tarde, em San Telmo, o calor era demais e acabei me rendendo aos prazeres do sorvete. Pedi uma bola de doce de leite e outra de chocolate suíço com doce de leite em natura. Quando coloquei a primeira colherada na boca (o doce de leite estava por cima), minha vida mudou. O sorvete é tão bom, mas tão bom, que até esqueci de tirar foto. Tanto que na primeira foto só tirei uma foto de metade do sorvete (a de chocolate suíço):

Sério, o sorvete é uma coisa dos deuses. Tem realmente gosto de doce de leite, a textura é fantástica (não é aquelas coisas "ralas" aqui do Brasil) e deixa aquele gosto duradouro na boca. É tão bom que nem derrete rápido como os que estamos acostumados. O de chocolate também é muito gostoso, mas nem se compara com o de doce de leite (mas as características são as mesmas do de doce de leite).
Apesar de ser caro, vale cada centavo. São duas bolas gigantes que podem vir na casquinha ou nesse potinho aí de cima. A casquinha é muito gostosa também, mas como o sorvete é grande, corre risco de fazer bagunça (esse é de Xuxu).
Do segundo dia em diante só comi os sorvetes de doce de leite (são vários sabores de doce de leite) e o melhor deles, sem dúvida, é o Dulce de Leite Tentación: sorvete de doce de leite com doce de leite em natura. Bom demais!
Se eu pudesse, teria comprado uns 20 quilos para o Brasil, mas não resistiria à viagem. Mas recomendo que todo mundo que passar por terras argentinas (ou algum outro lugar que tenha uma loja da Freddo) coma muito desta maravilha divina.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
1 de mar. de 2010
Hotel Grand King (Buenos Aires, Argentina)
A escolha do hotel foi a coisa mais simples da preparação da viagem. Xuxu queria ficar em um albergue, mas eu não estava a fim de dividir banheiro com pessoas desconhecidas. Aí começamos a procurar hotéis e uma das primeiras opções foi o Grand King. Confesso que não sei quanto é a diária "normal", mas achamos uma promoção no hotel MUITO bacana: cada diária sairia por 69 doletas, incluído o café da manhã. O hotel tem sempre uma ou outra promoção e pouco depois que fizemos a reserva apareceu uma melhor ainda: 54 doletas + impostos (21%). Só que como a reserva já tinha sido feita eles ignoraram o nosso pedido de baratear a diária...
A localização do hotel é um dos seus maiores trunfos: fica quase na esquina da Lavalle com Florida. Bem no centro de BsAs, perto de tudo (inclusive de uma estação de metro). Apesar do hotel ser 4 estrelas, estávamos com um pouco de receio, por conta do preço baixo. Mas como só queríamos um lugar para dormir e tomar café da manhã, se tivesse uma cama bacana, banheiro com água quente e fosse limpo, já estava bom demais.
Quando chegamos no hotel, no entanto, fiquei surpreso: o hotel é bem bacaninha. Apesar de ser velho, é bem cuidado e o pessoal de atendimento é bem atencioso. A recepção é grande, assim como o hall de entrada: são 2 salas de espera, além de um Scotch Bar perto do local do café da manhã.



O quarto standard é bem espaçoso (maior que muito quarto de hotel que já fiquei), tem um quarda-roupa meio pequeno para viagens grandes, mas bem dividido (e com um cofre dentro), uma bancada para trabalho e uma TV de LCD num tamanho ótimo. Só senti falta de rede para acesso à internet, mas isso não fez falta, porque estava sem computador. No saguão do hotel tem wi-fi grátis, é só pedir a senha pro recepcionista.
A cama é boa e o colchão me pareceu ser novo, porque não estava "viciado" (com aquelas marcas de quando dorme-se sempre no mesmo lugar). O travesseiro é meio baixo e mole, mas acho que se pedir outro na recepção eles emprestam. O ar condicionado é muito bom, apesar da regulagem ser desligado - quase desligado - bem frio - congelante. Quando chegávamos no quarto, jogávamos para o congelante, mas na hora de dormir naõ tinha uma temperatura que agradasse e mim e a Xuxu (ou ficava quente demais para mim, ou frio demais para ela).


O banheiro é bastante espaçoso e tem uma bancada para a mulherada colocar todas as suas tralhas. O espelho é de cabo a rabo da parede, bom para elas se maquiarem enquanto você escova os dentes ou faz a barba. O chuveiro é honesto: nem muito bom, nem muito ruim. A água, pelo menos, é bem quente. E ainda tem a vantagem da banheira, que é pequena, mas que parece ser usável. O único problema é a cortina, que dificulta tomar banho sem molhar o chão, pois se fica do lado de dentro da banheira deixa um pedaço descoberto e se fica do lado de fora molha mais ainda, pois a água escorre por ela.



O café da manhã é muito bom, mas engana: parece que é muita coisa, mas não tem muita variedade assim. Não vá esperando comer pão francês: lá tem é brioche. Uns 3 tipos diferentes, por sinal. Mas tem de tudo para se tomar um café reforçado (e não ter que almoçar): além dos brioches, alguns outros tipos de pão, queijo, presunto, manteiga, requeijão, geléia, doce de leite (que todo dia levava uns 5 potinhos para o quarto), sucrilhos (que é MUITO mais doce que no Brasil), ovos mexidos, frutas, leite, iogurte e café.


O "restaurante" é bem espaçoso, mas como comíamos quase sempre sozinhos, não sei se suporta bem a população toda do hotel. Ainda mais que o pessoal demora para recolher os pratos sujos quando alguém termina...

No fim das contas, acho que fizemos uma boa escolha. O preço foi mais do que justo, o atendimento foi muito bom, a localização é ótima e não tivemos problema nenhum durante a nossa estadia. A única coisa que tenho a reclamar é a hora do check out: 11 da matina. Mas você pode deixar as malas no maleiro do hotel e buscar na hora de ir embora.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
A localização do hotel é um dos seus maiores trunfos: fica quase na esquina da Lavalle com Florida. Bem no centro de BsAs, perto de tudo (inclusive de uma estação de metro). Apesar do hotel ser 4 estrelas, estávamos com um pouco de receio, por conta do preço baixo. Mas como só queríamos um lugar para dormir e tomar café da manhã, se tivesse uma cama bacana, banheiro com água quente e fosse limpo, já estava bom demais.
Quando chegamos no hotel, no entanto, fiquei surpreso: o hotel é bem bacaninha. Apesar de ser velho, é bem cuidado e o pessoal de atendimento é bem atencioso. A recepção é grande, assim como o hall de entrada: são 2 salas de espera, além de um Scotch Bar perto do local do café da manhã.
O quarto standard é bem espaçoso (maior que muito quarto de hotel que já fiquei), tem um quarda-roupa meio pequeno para viagens grandes, mas bem dividido (e com um cofre dentro), uma bancada para trabalho e uma TV de LCD num tamanho ótimo. Só senti falta de rede para acesso à internet, mas isso não fez falta, porque estava sem computador. No saguão do hotel tem wi-fi grátis, é só pedir a senha pro recepcionista.
A cama é boa e o colchão me pareceu ser novo, porque não estava "viciado" (com aquelas marcas de quando dorme-se sempre no mesmo lugar). O travesseiro é meio baixo e mole, mas acho que se pedir outro na recepção eles emprestam. O ar condicionado é muito bom, apesar da regulagem ser desligado - quase desligado - bem frio - congelante. Quando chegávamos no quarto, jogávamos para o congelante, mas na hora de dormir naõ tinha uma temperatura que agradasse e mim e a Xuxu (ou ficava quente demais para mim, ou frio demais para ela).

O banheiro é bastante espaçoso e tem uma bancada para a mulherada colocar todas as suas tralhas. O espelho é de cabo a rabo da parede, bom para elas se maquiarem enquanto você escova os dentes ou faz a barba. O chuveiro é honesto: nem muito bom, nem muito ruim. A água, pelo menos, é bem quente. E ainda tem a vantagem da banheira, que é pequena, mas que parece ser usável. O único problema é a cortina, que dificulta tomar banho sem molhar o chão, pois se fica do lado de dentro da banheira deixa um pedaço descoberto e se fica do lado de fora molha mais ainda, pois a água escorre por ela.

O café da manhã é muito bom, mas engana: parece que é muita coisa, mas não tem muita variedade assim. Não vá esperando comer pão francês: lá tem é brioche. Uns 3 tipos diferentes, por sinal. Mas tem de tudo para se tomar um café reforçado (e não ter que almoçar): além dos brioches, alguns outros tipos de pão, queijo, presunto, manteiga, requeijão, geléia, doce de leite (que todo dia levava uns 5 potinhos para o quarto), sucrilhos (que é MUITO mais doce que no Brasil), ovos mexidos, frutas, leite, iogurte e café.
O "restaurante" é bem espaçoso, mas como comíamos quase sempre sozinhos, não sei se suporta bem a população toda do hotel. Ainda mais que o pessoal demora para recolher os pratos sujos quando alguém termina...
No fim das contas, acho que fizemos uma boa escolha. O preço foi mais do que justo, o atendimento foi muito bom, a localização é ótima e não tivemos problema nenhum durante a nossa estadia. A única coisa que tenho a reclamar é a hora do check out: 11 da matina. Mas você pode deixar as malas no maleiro do hotel e buscar na hora de ir embora.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
28 de fev. de 2010
Filosofia sobre Buenos Aires
A Argentina é, sem dúvida nenhuma, um país que quer muito ser europeu, mas que tá completamente fudido. É impressionante a arquitetura da cidade, baseada na de Paris, toda arborizada, cheia de parques e museus de tudo quanto é tipo espalhados pela cidade. E, assim como os parisienses, é impressionante a quantidade que os argentinos fumam.
Fala-se muito de que os hermanos são arrogantes e que se acham os melhores em tudo. Para falar bem a verdade, só conversei com um argentino, um velhinho muito simpático que puxou papo comigo e com Xuxu. Ao contrário do que falam, o cara foi extremamente educado, atencioso e, pasmem, falou mal da argentina e muito bem do Brasil. Tá certo que o filho dele mora aqui agora, mas se fossem realmente arrogantes, isso nunca aconteceria.
Mas uma coisa chamou muito a minha atenção: eles tem muito orgulho de serem argentinos. TODO lugar que você olha tem uma bandeira do país: boteco, prédio, casa, loja, restaurante, banca, igreja (sim, nas igrejas)... Chega a impressionar. E ao contrário do Brasil, que só desempoeira as bandeiras em época de copa do mundo, eles ficam com as bandeiras (e camisas das seleções argentinas de futebol, pólo e outras que não sei de que são) o tempo todo.
A grande verdade, infelizmente, é que o país está quebrado e, na minha opinião, está vivendo o que o Brasil viveu no final dos anos 80/início dos anos 90. No comércio, tudo tem 2 preços: em dinheiro e no cartão, sendo o do cartão bem mais alto. E tem MUITO lugar que nem aceita cartão, pra nem correr o risco de algum turista animar pagar a diferença. A maior indicação de eles preferem ter dinheiro é que NINGUÉM troca moedas, pois tudo é pago com dinheiro e eles precisam de troco.
Os ônibus de BsAs, apesar de serem baratos e passarem com muita frequencia, estão muito velhos, assim como algumas linhas do metro, que ainda tem trens de madeira, que devem ser de quando foi fundado. O sistema de metro, no entanto, está sendo ampliado constantemente, e o terreno da cidade ajuda muito, por ser cabulosamente plano (metro não sobe ladeira, o que explica não existir a linha norte-sul em BH).
Me impressionou também a quantidade de carros velhos. Todo lugar que você olha tem um carro dos anos 70/80. E não são como os do Brasil, caindo aos pedaços, com durepoxi e arames amarrando: são carros mais ou menos cuidados, de quem não comprou o carro novo em 1980 e tem grana para trocar, por isso cuida dele.
Uma outra coisa que coloca a argentina nos anos 90 são as câmeras fotográficas. Quando fomos em lugares onde praticamente só se ouvia espanhol (Zoológico e parque Temaiken), a maioria esmagadora das câmaras era de filme. Tanto que as lojas dentro dos parques alugavam câmeras digitais E vendiam filmes para as analógicas. Era impressionante. Aliás, isso mostrava bem quem era chicano, quem era gringo e quem era Brasileiro: os chicanos (argentinos e demais países da américa latina que falam espanhol) tinham câmeras de filme. Os brasileiros, câmeras digitais compactas. Os gringos, câmeras digitais daquelas foras, que troca lente e tudo mais.
Apesar de toda essa falta de grana, o Estado parece aproveitar melhor o dinheiro público que o Brasil: subsidia parte das passagens de ônibus e Metro (por isso são baratos), gasta muita grana na conservação dos pontos turísticos, faz obras de melhoria na cidade... E o principal: faz questão de lembrar da história do país e cultivar isso nas gerações mais novas.
E, por incrível que pareça, só vi UM mendigo em toda a viagem. Tá certo que ele estava em situação deplorável (dormindo no chão, todo sujo e cagado - literalmente). Eu sei que só passei por bairros "chiques" (tanto que o mendigo estava em La Boca), mas em qualquer lugar do Brasil, por mais chique que o bairro seja, tem mendigo nas ruas.
Não sei se a Argentina tem solução. A situação lá já tá ruim faz tempo e, ao contrário do Brasil, não dá sinais de melhora (pelo contrário, tá é afundando mais). Mas se o Brasil (e o povo brasileiro) aprendesse as coisas boas que tem por lá e colocasse em prática, poderia melhorar muito o país.
Mas apesar de todos estes problemas, achei BsAs muito bacana e é um lugar muito bacana de se visitar. A estadia é barata, a comida é barata, as roupas são baratas, o transporte é barato. Caro mesmo é a passagem e os impostos para entrar no país (como fui com milhas, paguei só as taxas, que deu mais de 150 ronaldos).
Fala-se muito de que os hermanos são arrogantes e que se acham os melhores em tudo. Para falar bem a verdade, só conversei com um argentino, um velhinho muito simpático que puxou papo comigo e com Xuxu. Ao contrário do que falam, o cara foi extremamente educado, atencioso e, pasmem, falou mal da argentina e muito bem do Brasil. Tá certo que o filho dele mora aqui agora, mas se fossem realmente arrogantes, isso nunca aconteceria.
Mas uma coisa chamou muito a minha atenção: eles tem muito orgulho de serem argentinos. TODO lugar que você olha tem uma bandeira do país: boteco, prédio, casa, loja, restaurante, banca, igreja (sim, nas igrejas)... Chega a impressionar. E ao contrário do Brasil, que só desempoeira as bandeiras em época de copa do mundo, eles ficam com as bandeiras (e camisas das seleções argentinas de futebol, pólo e outras que não sei de que são) o tempo todo.
A grande verdade, infelizmente, é que o país está quebrado e, na minha opinião, está vivendo o que o Brasil viveu no final dos anos 80/início dos anos 90. No comércio, tudo tem 2 preços: em dinheiro e no cartão, sendo o do cartão bem mais alto. E tem MUITO lugar que nem aceita cartão, pra nem correr o risco de algum turista animar pagar a diferença. A maior indicação de eles preferem ter dinheiro é que NINGUÉM troca moedas, pois tudo é pago com dinheiro e eles precisam de troco.
Os ônibus de BsAs, apesar de serem baratos e passarem com muita frequencia, estão muito velhos, assim como algumas linhas do metro, que ainda tem trens de madeira, que devem ser de quando foi fundado. O sistema de metro, no entanto, está sendo ampliado constantemente, e o terreno da cidade ajuda muito, por ser cabulosamente plano (metro não sobe ladeira, o que explica não existir a linha norte-sul em BH).
Me impressionou também a quantidade de carros velhos. Todo lugar que você olha tem um carro dos anos 70/80. E não são como os do Brasil, caindo aos pedaços, com durepoxi e arames amarrando: são carros mais ou menos cuidados, de quem não comprou o carro novo em 1980 e tem grana para trocar, por isso cuida dele.
Uma outra coisa que coloca a argentina nos anos 90 são as câmeras fotográficas. Quando fomos em lugares onde praticamente só se ouvia espanhol (Zoológico e parque Temaiken), a maioria esmagadora das câmaras era de filme. Tanto que as lojas dentro dos parques alugavam câmeras digitais E vendiam filmes para as analógicas. Era impressionante. Aliás, isso mostrava bem quem era chicano, quem era gringo e quem era Brasileiro: os chicanos (argentinos e demais países da américa latina que falam espanhol) tinham câmeras de filme. Os brasileiros, câmeras digitais compactas. Os gringos, câmeras digitais daquelas foras, que troca lente e tudo mais.
Apesar de toda essa falta de grana, o Estado parece aproveitar melhor o dinheiro público que o Brasil: subsidia parte das passagens de ônibus e Metro (por isso são baratos), gasta muita grana na conservação dos pontos turísticos, faz obras de melhoria na cidade... E o principal: faz questão de lembrar da história do país e cultivar isso nas gerações mais novas.
E, por incrível que pareça, só vi UM mendigo em toda a viagem. Tá certo que ele estava em situação deplorável (dormindo no chão, todo sujo e cagado - literalmente). Eu sei que só passei por bairros "chiques" (tanto que o mendigo estava em La Boca), mas em qualquer lugar do Brasil, por mais chique que o bairro seja, tem mendigo nas ruas.
Não sei se a Argentina tem solução. A situação lá já tá ruim faz tempo e, ao contrário do Brasil, não dá sinais de melhora (pelo contrário, tá é afundando mais). Mas se o Brasil (e o povo brasileiro) aprendesse as coisas boas que tem por lá e colocasse em prática, poderia melhorar muito o país.
Mas apesar de todos estes problemas, achei BsAs muito bacana e é um lugar muito bacana de se visitar. A estadia é barata, a comida é barata, as roupas são baratas, o transporte é barato. Caro mesmo é a passagem e os impostos para entrar no país (como fui com milhas, paguei só as taxas, que deu mais de 150 ronaldos).
Bem Vindo a Buenos Aires - Bizarrices
Uma viagem dessas não poderia ficar sem um post de bizarrices. E sem mais delongas vamos às fotos...
Olha o charme desse cantor que vimos indo de Ezeiza para o hotel, logo que chegamos:

Já em Puerto Madero, vimos esse pedaço de ponte, que leva nada a lugar nenhum, bem no meio do Dique. Se alguém souber pra que serve, avisa aí nos comentários

Do lado da ponte da Mulher, vimos essa santinha com dinheiro. No Brasil, não duraria nem 15 minutos...

Vivem falando que BsAs é a capital mundial dos Gays. Aposto que eles usam esse banco aí embaixo:

Em uma das milhares de estátuas existentes em Puerto Madero, vimos uma pixação no mínimo estranha: o pikachu

Já na igreja de Puerto Madero vimos o lugar de confissão, que é bem, hum, indiscreto:

Em frente ao hotel, numa janela do prédio vizinho, tinha essa versão em tamanho real da Priscila, da TV Colosso. Detalhe: é um prédio de escritórios.

Já no cemitério da recoleta um buraco gigante no teto, logo na entrada. Pelo menos estavam arrumando.

Ainda no cemitério vimos diversos maosoléos com caveirinhas na frente. Tipo essas aí embaixo:


Na catedral, na praça de maio, vi uma coisa que já tinha visto em Brasília: uma lojinha de souvenirs. Curiosamente estava fechado em pleno domingo:


Não é bem Bizarrice, porque tem em outros lugares (como no Palácio do Planalto), mas é sempre ridículo a troca da guarda...
Já no Jardim botânico, a comprovação de que Paciência é o jogo mundial dos morcegos:

No zoo estão distribuindo drogas pesadas. Dá uma olhada nos videos do elefante headbangen (que ficou balangando a cabeça assim uns 20 minutos) e do bode malvado (que ficava chifrando a grade), ambos doidões:
O amor estava no ar em BsAs. No Zoo, o pato mandou ver na pata, com um amiguinho dando apoio:

No Temaiken, foi o tartaruga mandando ver na tartaruga, também com o apoio de um amigo (tem até video!):

Já os pumas são mais reservados, preferiram fazer sem a intromissão de um amigo (tem até beijinho no cangote):


Até as borboletas estavam no clima:

Já no Caminito usaram o bonequinho do Fido Dido para fazer propaganda de refrigerante:

No museo do Boca, a prova de que argentino é tudo malaco: o goleiro do Boca arrancou um pedaço de madeira do Morumbi, quando o Boca ganhou do Palmeiras na Final da Libertadores de 2000.

Ainda em La Bombonera, tem Wi-Fi para jogos entediantes...

No vestiário, ao lado da banheira coletiva, tem uma pequena, que cabe apenas uma pessoa (e que devia ser exclusiva do Maradona), que não deve ser limpa desde a época que ele jogava.

Não dá pra ver direito, mas repara na primeira fileira de camarotes acima das cadeiras. Tem apenas UM dos camarotes com cadeiras amarelas (fica bem no meio do gramado, mas na foto está um pouco pra esquerda, em cima de um quadrado amarelo de propaganda). Adivinha de quem é...

Para finalizar, mas desta vez não é culpa dos hermanos... Na visita ao bombonera tem muita gente que vai com camisa de time (no dia tinha muito cruzeirense, por causa do jogo). Mas um torcedor do GUARANI bateu todos os recordes: além de uma camisa de 1980 assinada pelo Douglas, o cara ainda levou uma bandeira e em todas as fotos pendurava a bandeira. Olha no canto inferior esquerdo:
Olha o charme desse cantor que vimos indo de Ezeiza para o hotel, logo que chegamos:
Já em Puerto Madero, vimos esse pedaço de ponte, que leva nada a lugar nenhum, bem no meio do Dique. Se alguém souber pra que serve, avisa aí nos comentários
Do lado da ponte da Mulher, vimos essa santinha com dinheiro. No Brasil, não duraria nem 15 minutos...
Vivem falando que BsAs é a capital mundial dos Gays. Aposto que eles usam esse banco aí embaixo:
Em uma das milhares de estátuas existentes em Puerto Madero, vimos uma pixação no mínimo estranha: o pikachu
Já na igreja de Puerto Madero vimos o lugar de confissão, que é bem, hum, indiscreto:
Em frente ao hotel, numa janela do prédio vizinho, tinha essa versão em tamanho real da Priscila, da TV Colosso. Detalhe: é um prédio de escritórios.
Já no cemitério da recoleta um buraco gigante no teto, logo na entrada. Pelo menos estavam arrumando.

Ainda no cemitério vimos diversos maosoléos com caveirinhas na frente. Tipo essas aí embaixo:
Na catedral, na praça de maio, vi uma coisa que já tinha visto em Brasília: uma lojinha de souvenirs. Curiosamente estava fechado em pleno domingo:


Não é bem Bizarrice, porque tem em outros lugares (como no Palácio do Planalto), mas é sempre ridículo a troca da guarda...
Já no Jardim botânico, a comprovação de que Paciência é o jogo mundial dos morcegos:
No zoo estão distribuindo drogas pesadas. Dá uma olhada nos videos do elefante headbangen (que ficou balangando a cabeça assim uns 20 minutos) e do bode malvado (que ficava chifrando a grade), ambos doidões:
O amor estava no ar em BsAs. No Zoo, o pato mandou ver na pata, com um amiguinho dando apoio:
No Temaiken, foi o tartaruga mandando ver na tartaruga, também com o apoio de um amigo (tem até video!):
Já os pumas são mais reservados, preferiram fazer sem a intromissão de um amigo (tem até beijinho no cangote):
Até as borboletas estavam no clima:
Já no Caminito usaram o bonequinho do Fido Dido para fazer propaganda de refrigerante:

No museo do Boca, a prova de que argentino é tudo malaco: o goleiro do Boca arrancou um pedaço de madeira do Morumbi, quando o Boca ganhou do Palmeiras na Final da Libertadores de 2000.

Ainda em La Bombonera, tem Wi-Fi para jogos entediantes...

No vestiário, ao lado da banheira coletiva, tem uma pequena, que cabe apenas uma pessoa (e que devia ser exclusiva do Maradona), que não deve ser limpa desde a época que ele jogava.

Não dá pra ver direito, mas repara na primeira fileira de camarotes acima das cadeiras. Tem apenas UM dos camarotes com cadeiras amarelas (fica bem no meio do gramado, mas na foto está um pouco pra esquerda, em cima de um quadrado amarelo de propaganda). Adivinha de quem é...
Para finalizar, mas desta vez não é culpa dos hermanos... Na visita ao bombonera tem muita gente que vai com camisa de time (no dia tinha muito cruzeirense, por causa do jogo). Mas um torcedor do GUARANI bateu todos os recordes: além de uma camisa de 1980 assinada pelo Douglas, o cara ainda levou uma bandeira e em todas as fotos pendurava a bandeira. Olha no canto inferior esquerdo:
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