6 de nov. de 2010

Buuuummm

Eu sempre soube que, com os estudantes sem noção que passavam pelos laboratórios de química da UFMG (tomando por base os meus colegas de faculdade), uma hora ou outra ia dar merda. Surpreendentemente demorou pra acontecer (o UOL não deixa copiar ou embedar a porra da foto no blog).

Rá! Pegadinha do Mallandro! Não foi culpa dos estudantes (pelo menos é o que fala aqui). Mas se os professores já eram chatos com segurança, agora vai ficar muito pior....

4 de nov. de 2010

Esparroman Foi: Lord Pub

O Lord Pub é um bar aqui de BH que, desde que que foi aberto, em 2005, é um bar roquenrol que sempre tem shows durante a noite. O lugar não é dos maiores e fica SEMPRE cheio. O sistema da entrada é muito lento e você fica em pé esperando um tempo razoável, numa fila que está sempre grande. Mas isso tudo pode ser tática para criar fila, já que "lugar que tem fila normalmente é bom". Se tiver chovendo, boa sorte, porque não tem cobertura. As mulheres de chapinha é que não devem gostar.

Como muitos dos bares de BH era uma casa que colocaram espuma anti-ruido em tudo quanto é lado e virou Pub. O palco é bem pequeno as pilastras atrapalham um pouco. Ó só:


No segundo andar, onde tem um lugar que vende sushi, fica um pouco menos cheio.




E na escada entre os dois andares fica o banheiro, que é um ponto fraco. É meio pequeno (2 mictórios quase grudados e uma privada) e depois de meia noite, quando a cerveja já começou a fazer efeito em todo mundo, a fila fica grande. A tática é ir quando começa a pintar a vontade, porque aí você consegue entrar na hora certa.

Falando em cerveja, o balcão de bebidas é até grande, mas não tem muitos atendentes, então conseguir alguma coisa é meio briga de foice. E eu que sou baixinho sofro, porque não consigo passar o braço por cima de todo mundo... Tem alguns garçons volantes, mas não cheguei a usar o serviço. As bebidas, como não poderiam deixar de ser, são razoavelmente caras. Acho que a skol/brahma long neck é uns 5 conto (já cheguei meio bêbado no dia, não lembrei de anotar isso para o post). Ah! e eles cobram 10%, INCLUSIVE SOBRE A ENTRADA. Se não estiver completamente bêbado, solicite educadamente a retirada dos 10%, principalmente se você pede só no balcão, como eu. Eu esqueci.

O som do lugar é bom e dá para ouvir a música numa boa, sem "repetição". Conversar já é mais difícil, mas isso até ajuda em algumas situações. No dia que eu fui, eram 2 bandas (It´s Only Rolling Stones e um cover de Barão Vermelho, Balão Vermelho, acho) e a entrada era 20 Ronaldos (que varia de acordo com o dia, mas nunca é menos de 18 e pode chegar a 25). Mulher eu sei que paga menos, mas não sei quanto é.

Aliás, a presença feminina foi um ponto positivo. Que eu me lembre, no começo da história do bar, a proporção homem/mulher era baixa, principalmente para BH, mas como fiquei quase 5 anos sem pisar lá dentro, tomei um susto quando entrei dessa vez. Tinha mais homem, é verdade, mas estava bem equilibrado.

Para os que tem twitter, eles distribuem cortesias quartas e quintas É só seguir os caras e ficar de olho no dia que você estiver a fim de ir. Quando pintar a mensagem da promoção você dá o retweet (não se se é no modo old school ou no botão do twitter). Aí se você for sorteado, é só mandar um DM pros caras com o nome completo.

O saldo do lugar é sem dúvida positivo, com música boa e ambiente legal, mas não vá se sua idéia for gastar pouco (a menos que tenha ganho a cortesia, hehe)...

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

3 de nov. de 2010

A prova da cultura brasileira

Estava eu procurando alguma coisa do Rio no Google Maps um dia desses ai pra trás (juro que não lembro o que era, mas acho que era a casa da mulher do Elias Maluco, por causa da piscina) quando me deparei com o local da imagem abaixo.


Comecei a ver aqueles nomes que eu tinha visto na faculdade, como Michael Faraday, Pierre Laplace e Henrico Fermi e fiquei, por um minuto, espantado. Porra, quem diabos conhece essas pessoas? O Faraday é até mais "popular", todo mundo que termina o ensino médio DEVERIA ter ouvido falar na Gaiola de Faraday, mas pô, Laplace é coisa de engenheiro e Fermi, caralho, eu nem lembrava o que tinha feito, só o nome. Achei muito doido.

Aí continuei lendo o nome das Ruas e vi Issac Nilton. Fiquei uns 30 segundos tentando entender que porra era aquela e sem acreditar no que eu estava lendo. COMO, meus amigos, COMO alguém conseguiu escrever o nome do cara tão errado????

Neste momento toda a minha alegria foi embora. Ah, e o Henrico na verdade é Enrico. Mas isso eu também não sabia...

1 de nov. de 2010

Coral Inn Apart Hotel (Vitória, ES)

Nesta viagem surpresa para Vitória não tinha hotel disponível na cidade, então acabei ficando em um Apart, o Coral Inn Apart Hotel. A localização do hotel é ótima: fica pertinho da praia (não sei qual) e do triângulo das bermudas. O problema é que fica no pé da ponte Ayrton Senna e é barulho de carro o tempo inteiro...

A recepção do hotel é bem pequena, só com o balcão e um sofá. Nem tirei foto. Mas o apartamento é até grande. Logo que entra, você vê a bancadinha com ponto de internet (conexão até boa, mas usei em horários alternativos), um sofá bicama e aquela bancada com 2 cadeiras para comer. Senti falta de uma mesa grande, tanto para comer quanto para usar o computador com espaço para colocar papéis/cadernos.


Atrás da bancadinha fica o fogão/pia/armário/frigobar. Bomzinho, mas tentei lavar um copo e molhei o fogão inteiro...


O banheiro é pequeno, mas nada que chegue a incomodar. O problema mesmo é que a privada estava entupida e não foi agradável quando apertei a discarga e a água não desceu... Mas reclamei na manhã seguinte e resolveram o problema. O chuveiro é muito bom: água bem quente e com pressão. Pena que é uma ducha com diâmetro pequeno.




O quarto é grande, tem um armário muito bom e TV de 20”. E só. Senti falta de algum lugar para colocar minha mochila, que tive que deixar na sala. Só tinha uma tomada que ou você liga o rádio-relógio ou pluga seus carregadores. A cama, supostamente de casal, era no estilo de Natal: duas camas de solteiro juntas. E ainda tinha aquela porcaria de abajur bem em cima da cama, então tive que dormir longe do criado-mudo. Agora o ar condicionado, meu amigo... que turbina. Mas no fim das contas até achei bom ser barulhento, porque abafou o barulho da rua e, como era uma coisa constante, depois de uma horinha você acaba acostumando com ele e não te atrapalha.


O café da manhã nem fica dentro do hotel (é terceirizado) e sinceramente é BEM fraco. Quase não tem opções. O que é bom, se você está fazendo regime, mas se pretende comer bem, tem que ir a outro lugar. Fora que para de funcionar para jantar 9 da noite...

No geral, o saldo é positivo. Mas sinceramente prefiro o Copacabana Hotel Residência, que além de ser mais completo ainda tinha atendentes gatinhas e muito atenciosas.

Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

31 de out. de 2010

What a Twist!

Estava eu sexta-feira lendo as 130 páginas de documentação do projeto pegadinha júnior quando meu chefe chega ao lado da minha mesa e fala "pode parar de ler. Você mudou de projeto". Eu fiquei olhando pra ele, sem saber o que falava. Aí só consegui soltar um "fala sério!". E ele me chamou pra conversar.

Sentamos na sala de reunião e ele começou a falar que fizeram uma reunião e que tinha um projeto que estava precisando de um "comedor de cu" e que eu era esse cara. Diz ele que eu aprendi isso no ano passado, no projeto de Betim, e que me especializei nesta arte no projeto de Manaus, tanto com a mulher de civil quanto com o fiscal do contrato.

O tal projeto é hoje o maior do escritório de BH (em dinheiro) e está dando uma margem muito boa (o que me fez entender como a gente está conseguindo carregar os prejuízos dos outros projetos), mas está começando a querer afundar. No total são 3 frentes e uma delas estava sendo gerenciada por uma mulher que não estava dando muita conta do recado. Além disso, o especialista técnico estava atolado e sendo gargalo. Aí a solução foi colocar um dos lideres de uma das frentes para ajudar o especialista e eu pegar tanto a frente dele quanto a frente da mulher.

Além disso, por questões de fim de ano e PLR do cliente, vamos ter que faturar uma quantidade absurda de dinheiro em Novembro e Dezembro e, no ritmo que está, não vai ser possível. E como disse o meu chefe "está faltando um coronel pra botar ordem na casa" (casa = equipe E cliente). E o gerente do contrato, que também estava na reunião, soltou um "é, um coronel Nascimento".

Tá certo que parte disso tudo que falaram é pra dar aquela massageada no ego, já que ando muito insatisfeito com a empresa E porque tem muito trabalho nesses 2 meses, mas achei o desafio legal. Certamente não será fácil quebrar a resistência da equipe (que terá que ser mais produtiva) e do cliente, que sempre reclama quando tem mudança na equipe porque perde-se parte do histórico.

O lado bom é vou ganhar algumas milhas de vôo, coisa que no pegadinha júnior não ia acontecer (quarta, por exemplo, vou pra Vitória novamente). E ainda vou, finalmente, conseguir pegar um projeto que tem chance de dar lucro. O meu desafio será garantir o faturamento recorde e aumentar ainda mais a margem.

Me desejem sorte. Se eu não aparecer por aqui, já sabem a razão. Mas deixei alguns posts agendados. :)