28 de jul. de 2007

Pouca Espera

Ontem, por incrível que pareça, o vôo do Galeão atrasou "só" duas horas. Mesmo assim, essas duas horas foram divididas em 1 hora na sala de embarque e uma dentro do avião, aguardando os controladores de vôo liberarem a decolagem. Para quem tem demorado 13, 24, 36 horas para chegar em casa, uma vitória.

Mas o que me deixou mais perplexo é que quando cheguei no aeroporto de CTB não tinha praticamente NINGUÉM. O vôo saiu exatamente na hora prevista, nem um minuto de atraso. Fila? Nenhuma.

Contrastanto completamente com a situação de uma semana atrás, em que ele estava assim:



Apenas ressaltando que na parte mais próxima do balcão são 4 fileiras na fila.

O mais legal de tudo é que duas pessoas falaram que parece com o mapa do Brasil. Forçando um pouco, até concordo. E essa é a realidade brasileira...

Geou

Sim, sim, ontem Ponta Grossa amanheceu branquinha (sem trocadilhos). Correm boatos que chegou a -1ºC de madrugada, mas como estava dormindo enrolado no cobertor, não posso dizer. Só sei que estava frio.

A prova está aí embaixo:



E para provar que não é problema do meu telefone, segue a imagem do mesmo local um pouco mais tarde, quando o gelo já havia derretido:

26 de jul. de 2007

Fica Aí!

Você sabe que o sistema aéreo está caótico quando seu pai, que faz aniversário no fim de semana (na verdade é hoje o combo-hit de aniversários) pede para você não voltar para casa, por medo.

É... tá feia a coisa... O pior é que eu vou voltar...

Personal "Frio pra Bosta" Record

2 graudos. Vento mais fraco, mas estava doendo meus joelhos de tanto frio. E eu estava dentro de uma sala.

Rumo ao 0!

25 de jul. de 2007

Só Fechando

Passados os momentos de fúria, resolvi fazer alguns comentários e contar alguns fatos que aconteceram nos últimos três fins de semana, nos diversos aeroportos que passei.

Pra começar, é simplesmente ridícula a situação aérea tupiniquim. A culpa não é só do governo, dos controladores e da infraero/anac. As companhias aéreas estão aproveitando a situação para fazer pressão no governo e/ou para fazer coisa errada e jogar a culpa nos outros.

Exemplos: uma das diversas funcionárias da Gol que me atendeu (a mais simpática e atenciosa de todas que me atenderam, por sinal) estava revoltadíssima com a situação atual. Reclamou da própria empresa, falando que não tem mais lugar nos vôos, mas ainda assim a gol está vendendo assentos. Isso sem contar que com a quantidade de vôos atrasados/cancelados/perdidos não há como realocar os passageiros.

Outra: segundo ela os supervisores estão simplesmente dando as costas e indo embora, coisa que já tinha reparado. E eles estão cozinhando a galera, mandando para guarulhos, etc e só depois de MUITO tempo cancelando os vôos, mesmo já sabendo que o avião não vai sair. Respeito com os passageiros inexiste.

E ela estava completamente chocada, por causa do acidente. Diz ela que passou três dias levando água na chuva para os bombeiros, vendo pedaços de corpo, nada muito agradável.

Quanto ao governo, sem muitos comentários. Um bando de frouxas, sem pulso, que arrega as pernas com qualquer pressão das companhias. Como diabos alguém libera uma pista de aeroporto sem ter terminada a obra toda?

A solução é simples e todo mundo já sabe o que fazer há muito: fechar Congonhas e redistribuir os vôos e conexões para os outros aeroportos do país. Tá, fechar o aeroporto é complicado, atrapalha a vida de todo mundo (reclamei muito quando tiraram os vôos da Pampulha), mas é questão de segurança.

Falando em segurança, está todo mundo tão preocupado (passageiros, comandantes e fncionários) que ninguém reclamou de ficar esperando em Congonhas. só quando fomos para Guarulhos que o bicho começou a pegar.

E em congonhas mesmo um determinado comandante falou que não ia decolar com a água que estava caindo. Mesmo sendo um avião preparado para pousos e decolagens em pista com água.

O único fato legal é que o cara que me atendeu a primeira vez que fiquei em SP me reconheceu da segunda vez e disse que preciso me benzer. Mas lembrou que eu estava sem mala e perguntou se eu tinha conseguido recuperá-la.

Só mesmo ele e a tal atendente aí de cima salvam entre as 20 pessoas que me atenderam nesses últimos dias. A supervisora da primeira noite também era jóia, resolveu meu problema, mas não era tão atenciosa assim.

Eu realmente espero que a solução venha logo. Não só por minha causa, mas sim por todos os que não sabem se vão chegar em casa ou não e pelos parentes que ficam sem saber onde estão seus entes queridos.

E torço para que ninguém mais morra...

Visitantes Novos

Rapá, acharam meu blog. Não sei como, porque ele não aparece no google. Mais: o cara ainda deixou um comentário de propaganda, que achei melhor não publicar, porque tinha endereços de email e o do hotel. Mas olha só o que ele escreveu:

"Olá Esparroman,

Passando pelo seu blog, percebi que você se hospeda em Ponta Grossa a trabalho.

Temos um hotel em Ponta Grossa, no mesmo padrão dos hotéis que você menciona ter se hospedado, mas com alguns diferenciais a mais.

Em sua próxima vinda a Ponta Grossa, convido-o para conhecer o nosso hotel.

De momento, você pode visitar o nosso site xxx e saber um pouco mais sobre nós e nossos diferenciais.

Tenho certeza de que podemos contribuir para que sua próxima vinda a Ponta Grossa seja produtiva e agradável.

Atenciosamente,

XXX
Gerente Geral"

Bom Moço, infelizmente não sou eu que escolho os hotéis que fico e sim a empresa-cliente... Mas boa sorte no seu hotel!

E me explique como você descobriu meu blog!

24 de jul. de 2007

36 Horas Depois...

Sério, achei que nunca bateria meu recorde de 12 horas para fazer o "translado" Casa -> Hotel. Estava enganado. E não tive nem 48 horas para "curtir o recorde". Foi mais ou menos assim:

Domingo, dia 22/07 16:30: Menino pega taxi para o terminal do busão para o aeroporto.

~16:40 Menino compra passagem para o busão.

~17:00 Sai o busão rumo ao aeroporto

~17:50 Menino entra na fila do check in da Gol

~19:00: Menino consegue despachar a mala (desta vez com roupa para 15 dias, mesmo pretendendo ficar só uma) e vai para a sala de embarque. Detalhe: 19:00 era a hora do vôo, que estava previsto para 20:30. Ah, a conexão seria 21:40.

~20:00: Aparecem na sala de embarque os jogadores do São Paulo FC, que acabavam de ganar do Cruzeiro. Eles voam de TAM e conseguem ir para casa. Eu não.

~21:40 Avião decola

~23:00 Avião pousa em Congonhas. Medo, porque o avião estava meio rápido Menino nem corre mais porque sabe que o aeroporto de CTB está fechado por causa de mau tempo.

~23:50 Avisam que o avião TENTARÁ sair de guarulhos para pousar em CTB. Solução Esparroman: nem perder tempo indo para Guarulhos e arrumar um hotel para a noite e uma passagem para o dia seguinte.

Segunda-feira, dia 23/07 ~01:30: "Great Success". Nem tive que falar muito. Só tive que esperar para ser atendido. Na espera, fiquei sabendo que o avião antes do meu para CTB tentou pousar duas vezes, mas teve que arremeter nas duas e voltar para congonhas (coitado de quem estava no vôo).

~02:00: Chegada ao hotel (por conta do acidente da TAM, é necessária uma volta cabulosa para chegar ao Quality Congonhas). Sensação de Devajù.

~02:30: Entrada no quarto. Lado bom: desta vez estava com minha mala

~3:30: Dormi

05:20 Despertador toca e menino vai tomar banho

~06:00: check out feito e rumo ao café da manhã

~06:30: saída da van rmo ao aeroporto

~06:40 LIgação do chefe falando que acabara de chegar a CTB (ele foi para guarulhos na noite anterior)

~7:10 Mala despachada (na fila para quem JÁ TINHA CARTÃO DE EMBARQUE).

~07:20: Começa o dilúvio e o aeroporto fecha. Detalhe: meu vôo deveria ser 07:40. Solução: aguardar.

~9:30: Aviso de que o avião está em Campinas.

~10:30 Chamada para "embarque" no portão 22. De lá, só saem ônibus para guarulhos, o nosso destino.

11:11 Saída do balaio para guarulhos

12:13: Chegada à guarulhos

~13:00 Liberada a entrada na sala de embarque 15.

~14:00: Início da briga com a Gol (não, não era eu) . Aparentemente tinha avião, passageiros, mas não tinha tripulação.

~15:30: Chegada do supervisor da Gol. Mais briga. Ganhamos Piloto e co-piloto, mas faltavam as aeromoças.

~16:00: entrada no ônibus para ir para o avião. Na hora de entregar o cartão de embarque, ainda perguntei se era para decolar mesmo ou se iam deixar a gente cozinhando no avião. Resposta obtida: "decolar, com certeza".

~16:30: saída do ônibus e mais briga com o Supervisor.

~17:00 Vôo cancelado, mesmo com a garantia de que isso não aconteceria. Solução: pegar as malas, comer e pegar um ônibus para CTB. Tudo fornecido pela GOL.

~17:20 Notícia de que as malas foram para CTB, mas nós não. Mais um dejavù.

~17:30: Chegada ao local onde seria o almoço. Barrado no baile. A Gol não havia liberado os vouchers.

~17:40: Liberação dos Vouchers

~18:40: "Embarque" em um ônibus da Gol que faz o translado Congonhas -> Guarulhos. Chão com um dedo de água, janelas jorrando água e luzes que não apagam. Detalhe importante: o motorista pergunta se alguém sabe chegar a CTB. Não, não era piada. Medo.

~19:20: Motorista pede ajuda. Está perdido. Não sabe qual a BR tem que pegar. MUITO medo.

10:32 Parada em um Graal do caminho. Freadas muito brutas (típicas de um freio em fim de vida) e barberagens no caminho.

Terça-feira, 24/07 ~02:00 Chegada a Curitiba.

~02:30: Chegada ao aeroporto de CTB.

~02:40: Reencontro com a mala

~03:00: Briga com o gerente da Gol, que sabia que alguém precisaria ir para Ponta Grossa, mas não fez nada a respeito.

~03:30: Entrada em um TAXI na porta do aeroporto. Rumo a PG.

~04:00: MUITA neblina. Nem 5 metros de visibilidade. CAGANDO de medo.

~05:00: Chegada ao Hotel (pedindo informação 2 vezes no caminho).

~05:15: entrada no quarto.

Terminaria aqui a saga, mas o final merece ser citado...

~06:00: Dormi

08:20: Despertador toca. Banho

~09:00: Café da manhã

09:30; Taxi para a empresa.

~09:45 Taxi estraga há um quarteirão da empresa. Terminar de chegar a pé na empresa.

Saldo final:

Número total de palavrões falados: 0 (antes de dormir). ~300 durante o dia de hoje
Número total de palavrões pensados: ~300 antes de dormir. 0 Durante o dia
Número de vezes que subi e desci a escada do aeroporto de guarulhos: 4
Número de vezes que me ofereceram água: 0
Número de vezes que pensei em matar alguém: ~100
Número de vezes que me ofereceram algum tipo de vantagem para eu continuar cliente GOL: 0
Número de vezes que levantei a voz com alguém: 1
Número de vezes que meu chefe ligou para saber onde estávamos: 5 para a outra consultora do projeto e 3 para mim.
Número de vezes que pensei que deveria ter seguido o chefe: 3
Número de vezes qu pensei se minha mala vai realmente chegar em CTB: ~10
Número de vezes que pensei em voltar para casa e tirar os dias da minha agenda: 2
Número de vezes que acordei com medo na BR 116: 4
Número de vezes que pisquei de CTB -> PG: ~100 (sim, meu olho ficou ardendo muito)
Número de vezes que o motorista do busão errou o caminho: 3
Número de vezes que perguntei ao motorista do taxi se ele estava em condições de nos trazer para PG antes de entrar no carro: 4
Número de vezes que pensei em vir para o hotel dormir durante o trabalho: 5
Número de vezes que pensei em ficar em PG/CTB até o fim do projeto: 23. E se conseguir voltar nesse fim de semana, naõ volto mais para BH até o fim do projeto.

22 de jul. de 2007

A Saga da Volta para Casa

Promessa é dívida e eu odeio ficar devendo os outros. Vamos de historinha...

Sexta-feira, 20 de Julho, 15:12, exatamente: entramos no caro na porta da empresa para ir para o Aeroporto de Curitiba. Momentos de tensão com o motorista maluco, mas chegamos vivos e inteiros ao Aeroporto Afonso Pena, às 16:53.

Por incrível que pareça, não tinha muita fila no check in da Gol. Mas já na fila a má notícia: Congonhas estava fechado e os vôos todos atrasados. Guarulhos estava pior ainda. Solução: o maldito vôo para o Galeão (aquele que eu deveria ter pego semana passda).

O vôo CTB -> RJ estava previsto para 19:30. E o RJ -> BH às 22. O nosso vôo original CHEGARIA em BH 21:40. Mas segundo o atendente, provavelmente o vôo do Galeão chegaria antes do vôo por congonhas. OK, fazer o quê...

Pegamos a passagem e vemos a hora do vôo: 15:10. Perguntamos se não estava errado e o cara falou que não. Era aquilo mesmo. O vôo estava cabulosamente atrasado. Solução: "relaxar e gozar".

~ 18:40: muda o horário previsto do vôo para 20:20.

~ 18:41: muda o horário presvito do vôo para POUSAR 20:40. Preocupados em perder a conexão, fomos ao balcão da Gol. O cara falou que provavelmente o vôo do RJ também estaria atrasado, então não tinha porque preocupar. Jóia.

~ 19:50: é confirmada a saída do vôo de Foz do Iguaçu. A consultora que trabalha comigo dá pulinhos ridículos de alegria no meio da sala de embarque. Cena desagradável.

21:03: o avião decola. Neste ponto, perderíamos a conexão se ela estivesse na hora.

~ 21:20: O comandante da aeronave pede desculpas pelos atrasos, explica os acontecimentos do dia e fala a seguinte coisa: "e como jantar temos diversas barrinhas de cereal, nos sabores castanha, côco e banana. Junto com elas serão servidos amendions e sucos de maracujá e pêssego, pepsi, guaraná e água. Quem quiser, pode repetir."

~ 21:30: O comandante dá uma de guia turístico e diz que à nossa esquerda estava São José do Campos e à direita Santos. Me pergunto por que diabos estavamos pssando por lá para ir para o Rio, mas não esquento muito.

~ 21:50: O comandante informa que o pouso foi autorizado e que "o Rio de Janeiro continua lindo". Penso em matá-lo na hora de sair.

22:00: O avião pousa no RJ.

~ 22:10: conseguimos sair do avião. Começa a correria para chegar à sala de embarque. Sim, porque no Galeão você tem que SAIR para o saguão do aeroporto, dar uma volta sinistra e entrar novamente na sala de embarque.

~ 22:15: Visão do caos geral do aeroporto. Gente espalhada no chão, filas quilométricas, gente gritando, ânimos exaltados e um calor infernal na "cidade maravilhosa". Ar condicionado é para os fracos.

~ 22:20: confirmação de que o vôo vai atrasar. Previsão de saída: 00:10.

~ 22:30: tentativa de entrar na sala de embarque. Pééééé. Só pode entrar quem vai embarcar.

~ 23:50: Nova previsão de vôo: 00:30.

~ 00:10: liberado o embarque. Depois de uma fila quilométrica, entramos na sala de embarque. É a visão do paraíso: NINGUÉM lá dentro. Sério. centenas de cadeiras VAZIAS, enquanto as pessoas estão empilhadas do lado de fora, no saguão.

~ 00:30: O comandante pede desculpas pelo atraso, explica a situação e avisa que os controladores pediram 20 minutos para liberação do vôo. Ah, e fala que servirão água para os passageiros. Água quente, por sinal.

~ 01:00: decolagem liberada.

~ 01:20: decolagem real.

02:23: saída da sala de desembarque.

03:23: chegada em casa.

Saldo final:

Número total de palavrões falados: 0 (tô me estranhando de verdade!)
Número de vezes que pensei em palavrões: ~200
Número de vezes que perguntei o horário previsto do vôo RJ -> BH para funcionários GOL: 7
Número de vezes que me ofereceram água: 1 (água quente no avião)
Número de vezes que pensei em matar alguém: 3
Número de vezes que me ofereceram algum tipo de vantagem para eu continuar cliente GOL: 0
Número de vezes que levantei a voz com alguém: 0

Só para constar: hoje eu tento voltar para Curitiba. Diz a mulher da Gol que vai direto de confins. Pago para ver....