Pra começar, TODOS os nossos serviços ficam no Rio: servidor de email, servidor de arquivo, servidor de projetos, lançamento de horas, tudo. E o link para o Rio está dimensionado para o tempo que a empresa ocupava um andar. Hoje são 3. Fora que o link cai no mínimo uma vez por semana.
Até umas três semanas atrás isso não me incomodava muito, porque eu não precisava dos servidores para trabalhar. Só que nesse projeto novo a gente está usando TUDO no servidor do Rio. E com isso os problemas apareceram. Usar o servidor de arquivos é praticamente impossível. Para baixar um documento pequeno (2 Mb) demora uns 2 minutos. Sem brincadeira. E como toda hora eu tenho que consultar alguma coisa, fica impraticável.
E quando cai o link? A gente simplesmente não trabalha e fica isolado do mundo. É, porque a gente não pode ter nenhum arquivo no computador. Tem que ser tudo no servidor. Aí cai o link e a gente não consegue pegar os arquivos. Mas isso eu não respeito muito. De tempos em tempos eu copio tudo pra minha máquina, pra não correr esses riscos. Ainda mais que vira e mexe eu tenho que ir pro cliente fazer reunião e posso precisar de um arquivo. E o email? Também ficamos sem, porque o servidor também fica no Rio. De vez em quando dá pra se virar com o Webmail, mas mesmo assim é tenso.
O pior é que eu descobri essa semana que SÓ o nosso escritório que usa esses servidores. Porra, porque não coloca o servidor aqui em BH então? Diz que até o diretor de BH já pediu pro cara instalar o servidor aqui e não adianta. Segundo o diretor de TI, por segurança. Eu nem me dou o trabalho de comentar isso... E agora diz que vão colocar em todos os escritórios. Quero só ver os servidores trabalhando com todo mundo acessando. Num vai durar uma semana esse treco...
Aí hoje estava trabalhando quando recebi um termo de uso do notebook. Eu já uso o notebok há 5 meses e agora que eles resolveram passar esse termo. E foi pra TODO MUNDO. Mas esse não é o problema. O problema é o que está escrito nele.
Sem brincadeira, eu ri quando li. E falei para o cara da TI (que, coitado, não tinha nada com a história): "eu não vou assinar isso". E todo mundo da empresa falou a mesma coisa. E com razão! Entre os absurdos que estão no termos, destaco alguns:
- Não é permitido andar de ônibus e metro com o computador;
- Não andar com o computador na rua;
- Ao levar o computador para casa, pender com a trava que é fornecida (aqueles cabos de aço vagabundos);
- Não guardar arquivos de projetos (você pode esquecer no cliente e alguém acessar a informação)
- Não guardar arquivos pessoais no computador;
- Em caso de problema com o notebook o funcionário é responsável (não importa o motivo do estrago);
- Em caso de perda, roubo ou furto o funcionário deve ressarcir a empresa.
Aí vieram os questionamentos:
- A empresa vai pagar o taxi quando eu tiver que trazer o computador pra casa? (até vai, mas sai do custo do projeto, o que aumenta os custos para o cliente ou reduz o lucro da empresa);
- Tem um cliente nosso que fica há uns 5 quarteirões da empresa. Cliente esse que muitas pessoas vão e voltam 3, 4 vezes ao dia. Tem que ir de taxi?
- Eles não conhecem criptografia? Se tem medo de roubo da informação, basta criptografá-la;
- Às vezes tenho que pegar o transporte do cliente e tenho que andar até o ponto. Vou pegar um taxi para andar 2 quarteirões?
- Se acontecer algum acidente (tipo eu deixar o computador na empresa e alguem derrubá-lo no chão) eu que vou pagar?
- Se eu for assaltado (mesmo que seja dentro de um taxi, seguindo as regras da empresa) eu vou ter que PAGAR pelo computador?
- E se o cara for assaltado enquanto estiver indo buscar o carro no estacionamento? É, porque nem todo mundo tem estacionamento no prédio e tem que se virar para parar o carro na rua ou em estacionamentos. Vai pegar um taxi até o carro?;
Ninguém assinou, óbvio. O meu gerente cobrou explicações do diretor da TI, que falou que vai ter que rever e tal. Mas isso, somado ao problema dos servidores, me deixou absurdamente puto e com vontade de mandar o cara vir trabalhar aqui uma semana para ver se tem como trabalhar...



























