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5 de jan. de 2020

Escritório a la Niemeyer

Tava fazendo meu backup de fim de ano e reparei que não postei aqui as fotos do meu escritório em Albuquerque. O lugar lembra muito vagamente a igreja da Pampulha (ok, pode ser meu cérebro forçando a barra para que eu me sinta em casa) e fica mais ou menos perto de casa (dá uns 15 minutos de carro).

As curvas Niemeyerísticas no teto me lembram a igreja da Pampulha


E esse pôr do sol espelhado na porta?

O prédio é bem antigo e como minha empresa não tem uma sede aqui, alugaram uma sala dentro desse prédio pro projeto, por ser perto de onde o cliente fica. A sala tem 3 baias (parece baia de cavalo) e por ser o primeiro a chegar eu pude escolher onde sentar.

Minha mesa é a da direita na foto

E o bom é que tinha uns monitores lá que eu pude aproveitar e montei essa estação de trabalho aí embaixo. Já mudei a disposição das coisas, o notebook fica na esquerda agora.

esse monitor do centro é sensacional

Não dá pra ver na foto, mas tem um frigobar atrás de mim e uns arquivos na baia da esquerda. E depois mandaram pendurar 3 quadros brancos nas paredes.

É pequeno, é simples, mas é funcional. Tem ainda uma cozinha coletiva, pra quem quiser preparar o almoço (cozina completa, com fogão, forno, microondas, geladeira, etc). O problema é só o banheiro, que é coletivo com o resto do pessoal que fica no prédio. Tem um maluco que morre todo dia lá dentro depois do almoço, dá pra sentir o cheiro há uns 2 ou 3 metros de distância....

30 de dez. de 2019

Retrospectiva 2019

Sim, queridos leitores, mais um ano se passou. E mais um ano praticamente sem posts neste humilde blog que está respirando com ajuda de aparelhos. Como não teve post, não esperem uma retrospectiva detalhada, apesar de ter sido um ano com muitas mudanças.

O ano começou bem agitado. Em saiu meu visto de trabalho para os EUA e começou a correria. A história completa resumida você vê aqui.

Lembra que eu falei que meu cachorro veio junto comigo pros EUA? Pois é. Por conta dele aluguei uma casa com quintal gigante, com grama pra caralho. Isso me trouxe 2 problemas que eu nunca tive na vida: cortar grama (o que toma 3 horas a cada 15 dias da minha vida) e uma conta de água absurda (dá pra imaginar que água no deserto não é das coisas mais baratas, né?). Ah, o pior: o cachorro só vai pro quintal quando alguém vai com ele. Ou seja: passa 95% do tempo dentro de casa....

Mudança feita, a adaptação foi até rápida. O pau tá comendo no projeto, mas por incrível que pareça o cronograma foi seguido à risca, com coisa ADIANTADA (pelo menos até o começo de Dezembro). Nunca na história desse país isso tinha acontecido. E o cliente é uma mãe. Melhor cliente da história (pelo menos até dezembro). Isso facilitou muito a minha adaptação aqui (apesar de estar trabalhando pra caraio). Nem mesmo os sintomas da altitude (1.600 metros) e do ar seco (peguei dias de 3.5% de umidade do ar) duraram muito. Um pouco de dor de cabeça e nariz sangrando nas primeiras semanas, depois ficou de boa.

A Ruiva deu uma sofrida maior. Ela veio com inglês “the book is on the table”, sem dirigir. Arrumamos umas aulas de inglês pra ela na faculdade e comprei uma bicicleta pra ela ir pra aula (é relativamente perto). Tava indo de boa até que chegou o verão. Aí......

Tenho que ser honesto: eu imaginei que o verão aqui ia ser de querer se matar. Pensei que ia passar dos 50 todo dia, ardendo no fogo do inferno. A verdade é que calor de deserto é uma das melhores formas de calor (se é que existe alguma forma boa de calor). O calor seco é MUITO bom. Primeiro porque você não sua. Sério, fiquei uns 7 meses sem suar. Óbvio que se você faz exercício físico você sua, mas normalmente é super tranquilo. E se você for para uma sombra, a temperatura cai drasticamente. Não, não fica frio, mas melhora muito. E as temperaturas aqui nem foram tão altas: poucos dias passou de 40. Mas o pessoal daqui disse que foi um ano atípico, com muita chuva e temperaturas mais brandas. Manaus era muito pior do que aqui. MUITO.

O problema daqui é o sol. Ele é escaldante. E não tem núvem no ceu. 5 minutos no sol e você já sente a pele repuxando. Se ficar mais uns 5 minutos ela fica parecendo solo do nordeste, marrom, seco e todo rachado. Haja protetor solar. E Albuquerque é bem alta, então o sol é “mais forte”. Mas ainda assim, muito melhor que Manaus.

O céu é assim quase o tempo todo. E de quebra você vê a casa do Walter White

E bem no auge do verão a Véia resolveu me visitar. Por um lado, foi bom, porque conheci algumas cidades aqui perto (turismo não é um dos pontos fortes do Novo México, a menos que você goste de natureza). Por outro foi foda porque ela ficou 3 semanas aqui e não tinha o que ela fazer. Ainda mais no sol e calor. Mas no fim deu tudo certo.

Santa Fe

A Rota 66 cruza o estado inteiro (inclusive Albuquerque)

Rota 66 em Gallup

Praça principal de Taos

Cemitério indígena com o Taos Pueblo no fundo

Cada estado tem o Gran Canion que merece. Esse é perto de Taos (não, não é o Gran Canion de verdade. Esse é o Rio Grande)

A ponte com vão central mais alto dos EUA

Em Outubro teve uma das coisas mais bonitas que já vi na vida: o festival internacional de balonismo de Albuquerque. São mais ou menos 600 balões que levantam vôo em menos de duas horas. É MUITO foda. O difícil é acordar de madrugada pra ir pro lugar do festival. O busão SAI 4:40. E a temperatura já estava abaixo dos 10 graus nessa época, então divertido não foi. E como Murphy é meu amigo, no dia que eu resolvi ir teve nevoeiro e nenhum balão saiu do chão. Resultado: acordei de madrugada no frio dois dias seguidos (e paguei ingressos em dobro, obvio). Mas valeu a pena. É muito bacana, ainda mais com o céu azul sem nuvens do deserto.

De madrugada fica assim

E depois que libera o voo fica assim (ó o Cristo Redentor ali no canto esquerdo)

Ainda em Outubro fui convidado para uma festa de halloween. Eu achei que era só a criançada que ficava empolgada, mas os adultos também levam bem a sério. Todo mundo gasta uma grana com fantasia, decoração, doces (menos eu, óbvio). E tenho que falar a verdade: a história de doces ou travessuras é um saco. A cada 5 minutos alguém toca sua campainha, você atende, elogia as fantasias, dá doces e fecha a porta. E meu cachorro não para de latir quando a campainha toca, então foram umas 3 horas de latidos...... A festa, pelo menos, foi divertida. Até participei do campeonato de pong beer (perdi a final).

Minha fantasia para receber a pirralhada (doces no fundo)

A mesa de beer pong

Em meados de Novembro a Ruiva foi para o Brasil. Eu ainda trabalharia alguns meses antes de ir também, o que me rendeu um convite para jantar de ação de graças na casa de um colega de trabalho. Jantar as 2 da tarde, mas jantar. Eu levei pão de queijo e brigadeiro e nunca vi gringo tão feliz. Mas a parte divertida desse dia foi dirigir na neve. Começou a nevar no dia anterior e caiu quase 18 horas de neve. Coisa que nunca tinha acontecido nessa época do ano. O cachorro ficou felizão rolando na neve. Eu não fiquei tanto, pois teria que atravessar a cidade e, convenhamos, dirigir com um palmo de neve no chão não é algo que brasileiro está acostumado.... Mas no final deu certo, pois nas grandes ruas e avenidas passa trator limpando a neve. Sair de casa e na minha rua foi outra história. Foram uns 30 metros de rally gelado. A neve levou uma semana pra derreter, o que fez meu quintal virar um lamaçal. Super divertido.

Quase num tinha neve

Chegou Dezembro e foi a minha vez de ir para o Brasil. Foram duas semanas em solo tupiniquim. No primeiro final de semana, meu aniversário. No segundo final de semana, minha festa de casamento. Sim, eu casei. Tecnicamente eu já sou casado desde ano passado, mas a festa foi só esse ano. A gente já tava planejando casamento antes da história de transferência sair, então o custo de mudar tudo ia ser muito alto. Aí deixamos como estava planejado mesmo com a mudança. Mas isso gerou algumas coisas divertidas, como prova de bem casado menos de 24 horas antes de mudar e assinatura de contrato no aeroporto de Guarulhos, enquanto esperava o vôo pros EUA (sério). A vantagem foi poder botar a culpa da mudança em tudo o que eu já não queria fazer para a festa. A desvantagem foi pagar o preço de um celta 2012 em passagens de Albuquerque para BH....

Game Over

Aí, como Murphy é meu brother, na volta para os EUA resolveu cair o mundo em Guarulhos e meu vôo foi cancelado. Óbvio. Eu tinha comprado as passagens para chegar em Albuquerque na manhã do dia 18, para poder pegar meu cachorro e descansar antes de voltar a trabalhar no dia 19. Mas com esse atraso, eu ia chegar no aeroporto 40 minutos antes de uma reunião. Eu pisei em casa entrando na reunião (era por telefone), sem ter dormido direito. Fortes emoções. Mas deu certo no final.

Ah, e lembra que eu tinha falado que estava tudo dentro do cronograma até dezembro? Pois é. Foi só eu viajar que começou a atrasar um monte de coisa.... Murphy me ama.

É isso. Foi um ano de mudanças e adaptações, mas não posso reclamar. Quem sabe ano que vem eu consigo mais tempo (e paciência) para postar aqui. Mas não prometo nada.

21 de ago. de 2016

Quando a cerquinha evoluiu

Quando a Ruiva mudou pra um apartamento que era da Véia (onde morei 23 anos da minha vida), eu sabia que o espírito cerberano do Pingo iria destruir os canteiros da área que tem no apartamento. Não demorou muito e isso aqui estava acontecendo:


Notem que além de comer a planta ele estava escavando o canto do canteiro. Tentei colocar brita, mas além dele começar a comer a brita (sério!) ele fez de cama:


E ficava passeando por todos os canteiros, matando as poucas plantas que tinha lá:



Cansado de ter que varrer terra do chão e tentar salvar as plantas, resolvi fazer uma cerca para ele não entrar lá. Comprei uma cerca de plástico, uns pedaços de madeira e preguei em um dos canteiros (notem que esse canteiro já estava sem plantas E sem brita).


A prova de conceito deu mais ou menos certo: ele não pulava no canteiro, mas tentava escavar por baixo da cerca. Aí resolvi investir na brincadeira, corrigindo os possíveis problemas. Troquei as madeiras por eletrodutos cortados, as madeiras serviram de apoio entre os canos e ainda coloquei hashis fechando a parte onde ele enfiava o fucinho. Ficou assim:


Funcionou tão bem que a ruiva resolveu utilizar aquela área perdida para fazer uma horta. E eu levei a sério: comprei 80 kg de terra e mais 10 kg de humus. Ainda assim ainda ficou faltando terra (o Pingo estava quase chegando na china em um dos canteiros). Tá até crescendo planta (feijão e cebolinha, por enquanto).

Empolgado com a brincadeira, passei para outro nível: queria arrumar minhocas para colocar nos canteiros. Afinal, a terra velha mais parecia barro e precisava de uma renovada. Você já tentou arrumar minhoca em BH? É impossível. Só tem as que você compra pelo Mercado livre e paga sedex com risco delas morrerem. Mas de tanto procurar (eu não poderia perder para a cerquinha), encontrei uma feira de produtos orgânicos em que um dos participantes é uns hippies que fazem minhocários e ajudam um grupo de 30 pessoas na favela do cafezal.

Sábado de manhã, lá fui eu pra feira (muito bacana, por sinal. Tem todo sábado, de 09:00 as 13:00). Como tinha dormido na casa da Ruiva e esquecido de levar minha mala, fui de roupa social. Imagina que legal a cena: um cara de roupa social procurando minhocas 9:00 da manhã de um sábado. A galera da feira deve ter achado que eu era maluco. Os hippies então, não devem ter entendido nada. Conversei com eles, eles explicaram que era um projeto social e blábláblá. Aí comentei que é impossível acahr minhoca em BH. Isso despertou uma idéia neles (além de cobrar caro pelo grupo de minhocas que comprei): divulgar no facebook deles. Apesar de ter sido caro, fiquei feliz por ter ajudado o pessoal.

A cerquinha evoluiu e virou uma horta. Mas mais do que isso, criou um novo hobby, para os momentos em que eu estou estressado (e não é cuidar da horta). Mas isso é assunto pra outro post.

19 de ago. de 2016

Quando eu furei meu pé

Eu sei, eu sei... Faz tempo que não apareço por aqui. Tem justificativa (cof... cof... trabalho... cof... cof..), mas não vai mudar em nada o fato deste humilde blog estar abandonado. Vamos ao que interessa.

Era uma segunda-feira, feriado aqui em BH. Era muito cedo (para um feriado), coisa de 7:30 da manhã. Eu soltei o cão do seu "dormitório" e ele saiu correndo feito um foguete pela casa, fazendo muita bagunça e tirando tapete que colocamos na casa do lugar. Como a Veia iria em casa, precisava deixar tudo mais ou menos arrumado e comecei a puxar o tapete.

Como estava com muita preguiça resolvi puxá-lo com o pé, mas como ele foi parar longe com as corridas do cérbero, tinha que fazer muita força. E assim o fiz. O que eu não imaginava é que teria um pedaço do taco para fora e que ele atravessaria meu dedo. Sim, você leu certo.

Não doeu (não o proporcional ao estrago feito), mas instantaneamente eu caí no chão. E o meu cão estava entendendo que eu queria brincar com ele, então começou a pular em cima de mim. Eu só conseguia gritar "Ruiva! Vem cá! Urgente!". Ela veio, tirou o Pingo de cima de mim e eu falei: "deu merda. Liga pro meu pai".

Ela perguntou o que era e eu só mostrei o dedo. Era mais ou menos isso aqui (sem exagero, era isso mesmo). Tirei fotos, mas são imagens fortes e nem todo mundo tem estômago pra ver:


Esse marrom escuro é o pedaço faltando deste taco aí embaixo, o que dá uma idéia do tamanho do problema:


Ela olhou e falou "é.... Vamos ter que ir para o hospital.". Confesso que cheguei a pensar "jura? Você acha mesmo?" mas fui educado e disse "eu sei. Liga pro Veio que ele dá carterada e agiliza" (ele é médico).

Ele foi me buscar, viu o estrago e falou "depois você me explica como conseguiu essa proeza. Qual hospital do seu plano?". Respondi "Mater Dei" e fomos para lá.

Cheguei 09:00. A atendente estava passando alguma informação para algumas pessoas do hospital. Como não estava doendo, fiquei esperando. Mas meu pai perdeu a paciência e falou para a mulher "desculpa, ele está com um pedaço de madeira no pé, tem como dar prioridade?". A mulher fez cara de "sei, calmo desse jeito...". Aí eu mostrei meu pé. Ela entendeu e acelerou o processo. 09:04 eu já estava dentro da sala de cirurgia. O problema é que o médico só foi chegar 9:50...

O cara deu uma porrada de anestesia, abriu meu dedo, tirou o pedaço e foi catando os pedacinhos que estavam lá dentro. Limpou, esfregou, lavou, esfregou mais um pouco (eu não senti nada!) e chamou meu pai pra ver (carteirada tem suas vantagens). Estava tudo bem, o cara foi fechar. Deu uns 7 pontos (segundo ele não adiantava dar mais), enfaixou e me deu atestado de 15 dias. Ficou assim:


A única coisa que eu tinha certeza, depois de todo o procedimento, é que tudo o que não doeu antes e na cirurgia ia doer quando acabasse a anestesia.

O mais legal: eu estou de férias no papel, mas trabalhando. Aí ganhei um atestado que não posso usar (afinal, para o RH estou de férias). Então decidi que ia continuar trabalhando, mas de casa. Peguei meu computador na empresa e continuai trabalhando, como se nada tivesse acontecido.

26 de dez. de 2015

Resgate do cachorro Pingo

Sexta feira, 4 de Setembro 9 de Outubro, mais ou menos 8 da noite. Chego na casa da Ruiva e ela comenta que combinou com a cunhada de deixar o Pingo na casa dela na manhã seguinte, pra ele brincar com os cachorros dela. É uma casa grande, na Pampulha, ele teria espaço infinito para correr e gastar as unhas. Como eu iria trabalhar e ela tinha combinado de estudar na casa de uma amiga, achei que seria uma boa. Sabia que ele ia voltar com pulgas e carrapatos, mas pelo menos ia gastar energia. Pulga eu catava no domingo de manhã, junto com o banho.

Acordamos cedo no sábado, levamos o pingo na casa da mulher e, nos poucos minutos que fiquei lá, os cães arranharam meu carro. Mas vi que ele ia se divertir, porque começou a correr como um louco. Deixamos ele lá e fomos para os nossos afazeres. Deixei a Ruiva na casa da amiga e fui para o escritório.

Não deu nem meia hora que eu estava trabalhando e meu telefone tocou. Era a Ruiva. Ela NUNCA me liga no trabalho, então sabia que era problema. Achei que era alguma coisa de saúde, mas ela simplesmente disse: "vamos ter que voltar para a Pampulha. O pingo fugiu.". Não perguntei nada. Só falei: "Tô saindo. Te pego aí".

Catei meu notebook, botei na mochila e saí correndo do escritório. Peguei a Ruiva e fomos em direção à Pampulha. Foram mais ou menos 20 minutos até chegar lá, mas não falamos nem uma palavra. Ela segurava a minha mão, forte. Claramente queria chorar, mas não saiu nenhuma lágrima.

Chegamos na casa da cunhada da Ruiva e ela contou a hitória: deixaram o Pingo brincando e depois de um tempo gritaram o nome dele e ele não apareceu. Começaram a procurar no terreno e não acharam. Aí foram para a rua.

Segundo elas procuraram em volta e perguntaram pra um vendedor de água de coco no outro lado da rua perto do Zoologico. O cara falou que viu o cachorro, que estava tentando atravessar de volta, mas não conseguia por causa dos carros. Ai viu alguém tentando pegar ele, mas que não conseguiram. Depois veio uma outra pessoa e conseguiu. E o puto não fez nada.

Voltamos no cara e ele mudou um pouco a historia. Falou que um cara tinha tentado, não conseguiu e que depois o cachorro subiu uma rua. deve ter sido pra gente ir pra longe dele e não dar outro esporro, como fez a cunhada da Ruiva.

Ficamos rodando a Pampulha inteira, gritando "Pingo! Pingo!". E nada. Desistimos e fomos para casa publicar a foto dele em tudo quanto é rede social. O desespero foi tão grande, que até na página da Luisa Mel eu postei. Estávamos acompanhando todas as páginas, mas não tivemos resposta. resolvemos dar mais uma volta na região do Zoo, pois estava chovendo e a Ruiva com medo ele estar na chuva. Nada. Exaustos, voltamos pra casa e fomos dormir.

No dia seguinte pela manhã, vimos um comentário colocado próximo da meia noite em uma das páginas falando que tinham visto ele perto do Mineirão. Achamos muito estranho pois do zoológico até o moneirão é longe pra caralho e o bicho não conseguiria ir sozinho. Criamos uma teoria que quem pegou não aguentou a energia dele e largou na rua de volta.

Era dia de jogo as 11 da manhã e a região estava lotada. Não iríamos achar ele nunca ali. Mas começamos a mostrar a foto dele em tudo quanto é lugar e começaram a falar: "eu vi ele ontem. Desceu a rua" (Dias Bicalho). Bateu uma esperança. Fomos perguntando, perguntando e todo mundo confirmando que tinha visto. Rodamos a região toda, mas não o vimos.

Voltamos para casa, fizemos cartaz de procura-se e voltamos para lá. O jogo tinha acabado, então a região estava mais tranquila. Colamos 258389745 cartazes, para tudo quanto é lado, em todas as direções. Em um deles, uma mulher que estava passando na rua, sem que nós perguntássemos nada, falou "eu vi esse cachorro ontem. Ele desceu naquela direção". O sentimento de esperança aumentou novamente. Mas depois de muita procura, mais uma vez sem sucesso e com insolação, voltamos para casa para almoçar (já era 6 da tarde) e olhar as redes sociais (além de postar e repostar a foto do Pingão).

Segunda cedo (era feriado), resolvemos ampliar a região de busca. Peguei o Google Maps e falei: "se ele desceu a Dias Bicalho, pode ter ido para o lado do aeroporto". E lá fomos nós novamente rodar colando cartaz e gritando "Pingo". Conheci lugares que nunca imaginei. Até descobri que existe cemitério israelita "perto" do aeroporto.

Mais uma vez, insolação, cansaço e o fio de esperança de encontrar o peludo foi embora. Já estávamos aceitando que nunca mais veríamos o bichinho. Enquanto a Ruiva tomava banho e eu catava os brinquedos dele pela casa, meu telefone apitou. Era um email de um colega de faculdade, encaminhando um email que tinha recebido. Só dizia assim: "Foi você que perdeu um cachorro?".

Fui lendo o histórico e era um email encaminhado para a CãoViver, mais ou menos assim:

"Achei esse cachorrinho na rua, com duas coleiras, uma vermelha e uma azul de remédio. Não sabia como procurar e parece ser de raça então com medo de alguém mal intencionado, estou enviando esse email para vocês. Se não achar o dono, vou ficar com ele". E estava essa foto anexada:


Durante alguns segundos o fiquei pensando e falando comigo mesmo: "É o pingo. Acharam o pingo.". Repeti umas 3 vezes, até que gritei para a Ruiva: "Acharam o Pingo! Acharam o Pingo!".

Liguei para a menina que tinha mandado o email, falei que tinha recebido um email com a foto do meu cachorro, que ela tinha achado meu cachorro. Contei a história toda, ela viu que era verdade, falou que pegou ele com medo de alguém mal intencionado pegar e blablabla. Eu sõ pensava: "foda-se. Eu só quero meu cachorro". Peguei o endereço dela e fui buscar o Pingo.

A mulher morava longe para cacete e levei uma eternidade para chegar lá. Pelo menos conheci mais um ponto da cidade (e a Toca da Raposa 2). Cheguei lá, toquei a campainha e ele começou a latir. Ela chegou com ele no colo e, quando ele nos viu, deu um pulo do colo dela, batendo no nariz da menina. Eu catei o cachorro e fiz carinho, quando olhei de volta pra ela, vi o nariz jorrando sangue. O cachorro quebrou o nariz dela.

Entramos para ela fazer o nariz parar de sangrar (o que levou um tempo) e a Ruiva ficou conversando com ela, contando a história toda da saga. E descobrimos que, em momento nenhum, ele passou pela Dias Bicalho (apesar de todo mundo ter visto). Esteve o tempo todo na casa dela. Agradecemos, pagamos pela comida que ela comprou (a preço de ouro! 2 kg por 60 reais. Mas foda-se o Pingo estava bem), e voltamos pra casa.

Quando chegamos, começamos a repostar em todos os sites e redes sociais que havíamos encontrado o Pingo. E numa dessas redes acabamos vendo uma foto de um cão IDÊNTICO ao Pingo, que havia sumido NO MESMO DIA, mas na região da Dias Bicalho. Considerando que nunca ligaram para a gente (o cachorro era realmente igual), acho que ele nunca mais foi visto. Alguém deve ter catado ele.

No dia seguinte, encomendamos um tag de identificação pro Pingão, que pode até sumir novamente, mas estará identificado. E certamente nunca mais vai passear na casa da cunhada da Ruiva.

E o feriadão, que era para descansar, foi estressante para caralho. E desde então, não tive mais folga (vou contando aos poucos, na medida que der. Mas não esperem atualizações frequentes, tá foda).

20 de jul. de 2015

Medindo o sono

Quando eu estava em Zurique, na casa da minha irmã, vi que ela e o marido dela estavam usando um treco no braço. Esse aí embaixo:


Perguntei o que era e minha irmã respondeu de forma simples: “contador de passos”. Vi que meu cunhado fez uma cara feia e perguntei pra ele “que mais que faz?”. Aí o supernerd começou a me explicar com detalhes técnicos tudo o que o bagulho fazia (eu sempre fico impressionado com o quanto ele é nerd).

Depois dele falar uns 15 minutos minha irmã fala: e custa 15 dólares. Instantaneamente falei: “quero um”. Não importa se é bom, se é ruim, eletrônico por 15 dólares eu quero. O problema é que vinha da china e levava 3 semanas, coisa que eu não tinha. Mas por uma dessas coincidências da vida eles tinham comprado pra meio mundo e tinha um sobrando (a pessoa estava de férias e só ia voltar dali a um mês). Aí peguei pra mim.

Para quem não reconheceu pela foto, o bagulho é um MiBand, da Xiaomi (aquela marca de celular chinesa que quer desbancar a Apple).

Vou ser sincero: eu só uso a parte de monitoramento do sono. A parte de contar passos vem de brinde, mas não é algo que eu use com frequência.

Tem outras coisas que podem ser uteis, mas que não uso (ainda):

- Vibrar quando chega notificação ou chamada;
- Desbloquear o telefone quando está perto (esse eu acho perigoso. Se roubarem telefone e pulseira, não adianta nada a minha senha cabulosa);
- Acordar quando estiver em sono leve.

Esse último meu cunhado testou e falou que é uma bosta. Você coloca um range do horário que é para te despertar e ele olha o melhor momento pra isso (quando você está em sono leve). O problema é que se você já estiver em sono leve no primeiro minuto do range ele te acorda e você pode perder alguns minutos valiosos de sono.

A parte de sono é bem interessante, se você tiver saco para tratar os dados. Ela mostra horário de início e término de sono, além de períodos de sono leve e sono profundo e, se você ficou acordado, os períodos. Saca só (uma típica noite de sono minha):


Importante: o meu tempo acordado foi muito maior do que ele marcou, mais ou menos o tempo todo entre as duas faixas laranjas, mas ele não consegue ver olho aberto. Ah, e o ideal é ter mais ou menos 45% da noite em sono profundo, sendo 25% em REM. Mas o aparelho não separa REM de sono pesado.

O correto seria tentar fazer correlações de coisas que aconteceram durante o dia (ou a noite) com o seu sono, além de tentar entender o melhor horário para dormir (se dormir muito cedo pode não dormir tão bem quanto se dormir mais tarde. Ou vice-versa). Mas eu não faço porra nenhuma disso.

Uma coisa é fato: dias em que o sono profundo foi pequeno eu acordo cansado. Todos os estudos sobre sono fazem sentido, hehe.

Outra coisa que percebi foi o quanto o estresse me faz dormir mal. Voltei de férias dormindo igual criança. Uma semana depois já estava com sono todo cagado.

“E os passos?”, você me pergunta. Cheguei à conclusão que sou mais sedentário do que eu imagino. A quantidade recomendada são 8.000 passos por dia. Minha média são 4.800. Só passei dos 8.000 umas 5 vezes (em quase 2 meses usando a bagaça).

E mesmo assim duvido da qualidade da informação. O treco parece ser muito sensível, pois toda noite ele indica passos meus. Imagino que seja porque eu movimento muito durante a noite, rolando de um lado para o outro na cama e mexendo os braços. E a cada movimentação ele conta um passo. Isso deveria ser cruzado com as informações de sono, mas não são (erro simples de corrigir, mas tudo bem).

Ou então eu sou sonâmbulo e não sei......

18 de jun. de 2015

Meu Cachorro Comeu

Um tempo atrás comentei aqui que a Ruiva adotou um cachorro. Cachorro fofinho, bonitinho, pequenininho, mas que mordia tudo o que via pela frente. Pois bem, o bicho cresceu. Saiu de 0,9 kg (primeira foto) para 10 kg em menos de 6 meses (segunda foto).




Essa é uma das poucas fotos que conseguimos tirar com ele parado. 10 segundos depois desta foto ele já estava assim:


E como a boca dele cresceu, ele agora morde mais coisas e coisas maiores. Aquela frase “o cachorro comeu” nunca foi tão verdadeira. Todo dia quando chego na casa dela eu pergunto “o que ele comeu hoje?”. Isso quando não sou recepcionado pelo cão com alguma coisa na boca. Outro dia foi o sifão do tanque de lavar roupa (sério).

E não adianta comprar aquelas coisas de morder para cachorro. Já tentei courinho, corda, osso, bicho de pelúcia, mas ele gosta do que não pode: sapato, chinelo, mangueira, sofá, poltrona e gente. Principalmente gente.

É impossível passar a mão nele sem levar umas mordidinhas (ou mordidonas). Pegar no colo? Certeza de ficar com o braço na boca dele.
Meus braços e mãos estão todas marcadas. O pé também está mordido. Mas essa semana ele superou: abocanhou a minha orelha enquanto eu estava passando remédio. Chegou a fazer um pequeno rasgo (já colei, parece que não vai cair. Mas me senti o Holyfield na luta com o Tyson). Saca só como ficou depois de colado:


Quando ele não está mordendo, está pulando, correndo ou arranhando. Agora descobriu que consegue pular de um sofá para o outro e para a poltrona. E aí fica pulando entre as coisas buscando um braço ou uma mão dando sopa.

O pior é que a bateria do bicho não acaba, assim como a criatividade dele para inventar coisa errada para fazer. É o tempo inteiro fazendo alguma arte e/ou se mexendo. Eu queria mudar o nome dele para Damien, filho de Satã, mas a Ruiva não deixou.

Mas que ele é cachorro do capeta, isso ele é.

16 de jun. de 2015

Ah, as férias....

Sim, sim, queridos leitores, eu estou vivo. Foram mais de 20 dias de férias, comendo porcaria, bebendo cerveja e andando pelo velho continente. Não vou enganar ninguém prometendo Bem Vindos (tempo, cadê?), mas vou listar alguns fatos rápidos da viagem, misturada com alguns posts do Instagram.

- No voo Guarulhos – Roma já senti que Murphy iria comigo. Debaixo da poltrona da minha frente tinha uma caixa, que não me deixava esticar as pernas. E olha que eu tenho 1,60m. Imagina se fosse alto;


- A Itália é, sem dúvida, o Brasil na Europa. Só é considerada primeiro mundo por estar no velho continente. Mas fiquei só um dia, então não vou reclamar muito;

- Alias, vou sim. Aquela merda daquele país foi invadido por vendedores de pau de selfie. E essa praga está em todo e qualquer lugar da cidade, sendo muito pior nos lugares famosos;

- Fiquei meio puto, porque a Fontana de Trevi estava em reforma. Tudo o que eu consegui ver foi meia Fontana. A sorte é que eu já tinha visto inteira, então não fiquei tão puto assim;


- O aeroporto de Roma está em reforma. 100% em reforma. E ainda teve um incêndio há pouco tempo, então o terminal 3 está praticamente inoperante. Resultado: não tem lugar pra sentar, não tem restaurante (só lanchonete) e não tem tomada. E eu fiquei lá por 12 horas na minha volta pro Brasil. Tive que apelar para a cadeira e a tomada da capela (juro) e me sustentar de pizza;

- O embarque foi remoto, já que a Alitalia só opera no terminal 3. Aí passei por uma situação inédita: entrei no ônibus, ele foi do terminal 1 para o terminal 3 e chegando lá parou ao lado do finger. Nós subimos as escadas do finger (aquela do lado de fora) e entramos no avião PELO FINGER;

- Aí fui para Bruxelas. Voo tranquilo, sem problemas. Só que eu não sabia que era feriado na Europa no 1º de Maio e estava a Alemanha inteira na Bélgica. Fila de DUAS HORAS para subir no Atomium. DUAS HORAS. Para ficar 10 minutos lá em cima;

- Brugge estava lotada. A sorte é que fui muito cedo, então tive umas 3 horas de “paz”. Lá pra hora do almoço já estava intransitável. Sério, parecia aquelas cenas de final de ano na 5 de Março. Só que com pessoas mais bonitas (não posso dizer mais cheirosas);

- Em Brugge eu fiquei bem bêbado. Deve ser porque bebi o dia inteiro (em lugares distintos) e só fui comer umas 4 da tarde. E mesmo assim foi só essa batata ai embaixo;


- Bruxelas estava com várias coisas fechadas e em reforma. Aliás, isso aconteceu na viagem inteira. Tenho a impressão que a Europa está toda em reforma;

- A viagem para Amsterdã foi de trem. Não sei como as pessoas gostam de trem. Esse, pelo menos, era cara para as costas do banco e não cara para pessoas desconhecidas. E tinha wifi e tomada, então fui me divertindo nas horas de viagem. Pela distância, foi melhor que se tivesse ido de avião;

- Meu hotel tinha uma escada muito inclinada. E sem elevador. E eu estava no 4 andar. E minha mala pesada. Foi uma merda;

- Em Amsterdã eu tive certeza que não sei nada sobre sexo. Passei nos sexshops e não sabia para que servia metade das coisas. E confesso que fiquei assustado com outras que eu sabia para que servia, mas não entendi como alguém tinha prazer com aquilo;

- A vida das mulheres da Red Light deve ser muito triste. Elas estão lá qualquer dia, qualquer hora. Inclusive 8 da manhã de uma segunda-feira. E o treco tá decadente, não vi nenhuma bacana;

- Fui em Keukenhof. É muita tulipa nesse mundo. Depois de 15 minutos eu não aguentava mais ver flor. Mas como foi caro ir pra lá, gastei bem umas 3 horas lá. E para a minha sorte, os campos de tulipa já estavam todos colhidos, perdi uma das fotos mais legais de tirar;

- Não, não entrei em nenhum coffee shop. Devo ter sido o primeiro turista com menos de 40 anos a não entrar em um;

- Como diz um amigo meu que está morando lá, holandês é o Brasileiro desenvolvido. Muita burocracia (mas que funciona) e muita lei de Gerson. Não se respeita fila, por exemplo. Fiquei meio decepcionado;

- Em Londres eu achei que ia ficar ser mandado de volta pro Brasil. A mulher da imigração me perguntou milhões de coisas: de onde vir, onde ia ficar, quanto tempo, por que estava na Inglaterra, se eu tinha dinheiro, quanto eu tinha de dinheiro, para onde eu ia depois, quanto tempo eu ia ficar depois, quando eu voltava pro Brasil, no que eu trabalhava... Ainda pediu pra ver comprovante de hospedagem, passagem de saída da Inglaterra, passagem de volta pro Brasil. Só faltou pra pedir pra ver a minha cueca;

- Meu hotel era pior que o de Amsterdã. Eram 6 andares de escada apertada e inclinada sem elevador. Deu trabalho subir com a mala;

- Em Londres eu fiquei impressionado com o sistema de metro. É sensacional. Ainda mais eu, que moro em uma cidade com meia linha de metro, que leva nada ao lugar nenhum;

- Londres é impraticável. Não posso dizer que passei fome, mas não dá pra comer e beber bem a 5 reais a libra. Fiquei só no fish & chips e cerveja. Não entrei em lugar nenhum pago (mas não daria tempo). E passei 4 dias gastando só 55 libras, sendo que 25 foi com transporte;


- Os museus de Londres são cabulosos. Tem coisa que eu nunca imaginei que fosse ver (tipo a Rosetta Stone) em lugares que não cobram entrada. Passei muito do meu tempo dentro de museu (e não me arrependo);

- A ida para a Irlanda foi traumática. O aeroporto era longe (Stansted), lotado (não tem lugar pra sentar) e as filas quilométricas. O pior é a forma de embarque. Fica todo mundo concentrado no salão de embarque e pouco antes de a hora do portão fechar ele é indicado. Como é tudo longe, você precisa sair correndo. De verdade. São 12 minutos andando muito rápido. Meu pai perderia o voo;

- Aliás, um comentário: para sair da Inglaterra você não passa pela imigração. Palavras da mulher que me explicou isso no aeroporto, depois de eu perguntar 2 vezes “é sério?”: se você está indo embora, não queremos saber. Só estamos preocupados com quem vai entrar;

- Para piorar a experiência, o avião é apertado pra caramba (e olha que eu tenho 1,60m) e ainda fui premiado com um casal de mais ou menos 130 kg cada um segurando uma criança que não parava de chorar ao meu lado. A mulher, que estava do meu lado, ainda era sem noção e ficava encostando em mim o tempo todo, me impedindo de dormir. Um inferno;

- Na chegada à Dublin, mais uma vez achei que ia voltar para o Brasil. Não foi no nível de Londres, mas o maluco da imigração perguntou coisa pra caramba. Não pediu para ver nenhum papel, mas perguntou tudo o que a mulher da Inglaterra perguntou;

- Não se fala inglês na Irlanda. Eles falam Irish (não confunda com Gaélico. Irish é inglês com sotaque impossível de entender). Demorei a entender que era inglês e não gaélico que estavam falando comigo;

- Dublin é uma cidade pequena. E confesso que já estava muito cansado, então acabei não aproveitando tudo o que poderia. Mas a visita, principalmente pela Guiness. Cidade cara, aliás, não tomei nenhuma cerveja barata;

- A ida para o aeroporto de Dublin foi tenso. Achei que não fosse chegar a tempo O busão demorou pra passar e, quando passou, foram 3 de uma vez. Sorte que eu saio sempre com antecedência. Consegui embarcar, mas foi corrido;

- Só deu tempo de embarcar, na verdade, porque a Irlanda também não está preocupada com quem está saindo do país. Não tem imigração na saída, só na entrada. Mas o raio x é bem demorado;

- Indo para Zurique, mais um voo traumático. Uma família de indianos atrás de mim e bem atrás de mim uma menina de uns 10 anos mimada, que estava reclamando, chorando e chutando a minha cadeira. Eu não aguentei. Levantei, virei para trás e falei “você poderia, por favor, parar de chutar a minha cadeira? Pode reclamar, pode chorar, pode gritar, só não chute a minha cadeira”. A irmã dela ficou com vergonha e me pediu desculpas umas 5 vezes;

- Chegando em Zurique, mais uma imigração maldita. O cara também perguntou coisa pra caramba, só aceitou que eu entrasse quando falei que ia ficar 4 dias lá, 2 dias em Barcelona e depois voltava para o Brasil, para trabalhar na empresa X (que é uma multinacional). Fico imaginando como que meu pai, que não fala inglês, passaria por todos esses interrogatórios que eu passei;

- Zurique, bem, eu já conhecia. Foi queijo, chocolate, salsichão e cerveja. Minha irmã ainda me fez comer tudo o que eu não comi durante a viagem inteira.


- Minha mala saiu do Brasil com 15 kg. Em Zurique ela estava com 21, sendo que 3 foram só de chocolate. O resto foi copo que eu fui arrumando pelo caminho. Foram 9 no total;

- Fazer tudo caber na mala foi difícil. Tetris 3D, basicamente. Levei mais de uma hora (uma eternidade para mim, pois faço mala rápido). Para piorar, descobri que ela estava quebrada e o peso só piorou a situação. Mas fiz uma gambiarra com silvertape e rezei para ela aguentar o resto da viagem;

- Cheguei em Barcelona tranquilo, porque não ia ter mais interrogatório. Pelo menos foi o que eu pensei. Quando eu estava quase saindo da sala de desembarque um cara (o último entre eu e a porta) me parou e perguntou de onde eu estava vindo. Falei Zurique e ele perguntou “e antes?”, até eu contar todo o meu histórico. Aí pediu para passar minha mala no raio X. Eu já estava pensando “se ele pedir para abrir a mala eu choro”. Ele pediu;

- Se eu estava preocupado em ser extraditado nos outros aeroportos em Barcelona eu fiquei com medo de ser preso. O cara tirou TUDO da minha mala. Ainda furou o meu chocolate, para ver se era chocolate mesmo. Quando acabou, eu só olhava para todas as minhas coisas em cima de uma mesa e pensando “não vai caber de volta”. Magicamente coube. Acho que eu tinha decorado onde ia cada coisa;

- Se a Itália é o Brasil da Europa, a Espanha é a Argentina. Pelo menos Barcelona. Tudo meio bagunçado, pessoas não muito educadas (não chega no nível da Itália), mas pelo menos o sistema de transporte funciona. Comprei um BCN card que deu direito a andar a vontade de ônibus e metro;

- Gostei de Barcelona, mas achei as atrações turísticas meio caras. Fora as filas quilométricas. Quer dizer, fila mesmo não tinha muito, só que você comprava as entradas para 2 horas depois. Quando você está no centro ainda dá pra ir em outros lugares, mas no Park Guell não tem porra nenhuma em volta. E ainda é um morro gigantesco;

- A Sagrada Família é muito foda. Mas você espera 2 horas para entrar e quando entra, não tem muita coisa pra ver. Dá pra matar tudo em meia hora. Mas como é caro e a espera grande, gastei bem 2 horas lá dentro, lendo tudo, vendo tudo, cada detalhe. Eu só fico com pena do Gerente de Projeto da obra. 100 anos e aquela merda ainda está pela metade. Ainda vão mais uns 20 anos até ficar tudo pronto (ou seja: mais uma geração de GPs);

- O Park Guell é longe para caralho. E é pior que a Sagrada Família: duas horas e meia de espera, no meio do nada, e não tem quase nada pra ver. Lá eu fiquei puto demais de ter ido, porque deixei de ir a outros lugares (meu tempo era muito curto em Barcelona);

- O parque olímpico é outro que é longe pra caramba e que parece estar meio abandonado. Eu acho legal ir e imaginar como eram os dias de olimpíadas, a movimentação e tudo mais. Mas sinceramente só vá se você tiver tempo sobrando. Ah, e use as escadas rolantes. Elas ficam escondidas, mas você não precisa subir tudo a pé;

- No último dia de Europa eu comi Jamon. Ainda bem que foi no último dia, porque aquilo é droga em forma de carne. E é barato (mesmo convertendo para Real). Sem brincadeira, comi meio quilo em uma noite. Fácil, fácil. Foram 2 conjuntos desse aí (o sanduba já tinha Jamon);


- A volta para o Brasil também foi no modo lata de sardinha, sem espaço para esticar as pernas. Isso depois de 12 horas no aeroporto de Roma (como eu falei láááááá em cima). Cheguei em Guarulhos e ainda tive que esperar mais umas 3 horas, mas o que é um peidinho pra quem está cagado?

- Quando cheguei em casa ainda tive que lavar roupa e arrumar tudo. Descansar pra que?

Gostei muito da viagem. Ainda prefiro a primeira que eu fiz pela Europa (Alemanha e Itália), mas foi bem melhor. E dessa vez, como estava sozinho, consegui fazer só o que eu queria. E ainda pude beber o quanto eu queria. Com a cerveja barata como ela é (mesmo transformando em Real), não tem como não encher a cara feliz.

19 de abr. de 2015

Habemus Pingo

Desde de o pai da Ruiva morreu ela tem se sentido muito sozinha. Eu não consigo encontrar com ela com muita frequência (assunto para outro post), normalmente nos vemos apenas no final de semana. Aí durante a semana ela fica sem companhia.

Desde o começo de janeiro ela tá com ideia de comprar um cachorro. Eu sempre falo: com tanto cachorro pra ser adotado, não faz sentido pagar 500 ronaldos para comprar um. E ela acabou concordando. E dia desse aí pra trás (deve ter coisa de 3 semanas a 1 mês, vi o post de uma amiga sobre alguns filhotes que foram achados no mato por uma amiga dela. Mostrei para a Ruiva e ela começou a gritar "Eu quero esse! Eu quero esse!!!", apontamdo para a foto do cabeçudo aí embaixo:


Ela combinou com a menina que tinha achado a ninhada e fomos lá pegar o cão. Quando chegamos lá, ele era o mais calmo de todos. "Maravilha", pensei. Foi só pegar no colo que achei um carrapato e um monte de falha no pêlo (na foto dá pra ver alguns). Mas levamos assim mesmo.

Chegamos em casa e percebi que ele estava infestado de pulgas e carrapatos. Passamos a tarde inteira catando, mais ainda tinha muito. Solução: comprar remédios. Passamos em uma loja e levamos:

- Coleira anti pulga e carrapato
- Xampu anti pulga e carrapato
- Vermifugo
- Pipipet, pra ensinar o bicho a mijar no lugar certo (tava inda na casa inteira)
- Ração (pois é...)
- Pote de comida e pote de água

Nisso aí foram 200 ronaldos.

Quando voltamos pra casa, ele estava assim:


Isso é uma caixa de uma cadeira que a Ruiva comprou no dia anterior.

No sábado seguinte, levamos ao veterinário para dar uma geral. E teve mais o seguinte:

- Sabão para sarna
- Remédio para sarna
- Vermifugo (sim, outro)
- Vacina (a primeira dose. São 3)
- Hemograma (não tinha ideia que existia hemograma pra cachorro)

E lá se foram mais 200 reais, além de 2 retornos marcados para as outras doses das vacinas.

Na quinta seguinte saiu o resultado do hemograma. Voltamos no veterinário e.... anemia. Isso gerou:

- Vitamina 1
- Vitamina 2
- Antibiótico 1
- Antibiótico 2

E menos 100 ronaldos na minha conta..... E mais uma consulta agendada, com aviso de que vamos ter que repetir o hemograma (ou seja, vai mais 100zão).

Fez a conta toda? Matematicamente falando era mais barato ter comprado um filhote, dado que ele vem sem bichos e vacinado (normalmente). Mas saber que fizemos uma boa ação me deixa menos puto.

Isso porque economizamos com cama. Catamos alguns edredons velhos, uma almofada velha e embrulhamos ele em uma toalha velha. Ficou até bonitinho:


O fato é que essas vitaminas que a veterinária passou fizeram efeito. O bichinho está impossível. É muita energia para um ser tão pequeno. Corre, morde, pula, morde, lambe, morde, rosna, morde, arranha, morde... Já falei que ele morde? Eu sei que ele quer brincar e só sabe fazer isso mordendo, mas vai gostar de morder lá no quinto dos infernos.

Já comprei um ossinho de silicone, uns pedaços de couro, um bicho de pelúcia..... nada faz ele querer parar de morder gente. Aliás, colha como ele fica com o bicho de pelúcia:


E os remédios par sarna também estão fazendo efeito. O pelo dele já está quase sem falha, o que é bom sinal. Só resta saber se essa pulgarada e carrapatarada que ele pegou quando estava na rua não passou nada pra ele. E nem se ele pegou raiva ou leishimaniose (é uma das possibilidades pra anemia parasitária dele).

O trabalho todo é compensado quando ele chega perto e começa a lamber. mais ou menos assim:


Mas que ele é filho do capeta, isso ele é. Com certeza....

Ps. Sim. as fotos estão uma porcaria. É que o bicho não para quieto, não tem como dar foco.

16 de out. de 2014

Notebook novo

Acho que eu comentei aqui, mas aproveitei que a Véia estava nas oropa visitando a minha irmã e comprei um notebook lá. O meu notebook antigo era um Frankenstein: não tinha mais HD e funcionava através de um pen-drive de 32 Gb que rodava Lubuntu, dando umas travadas (o hardware era tão antigo que não rodava o Ubuntu direito). O cooler parecia uma turbina e só funcionava depois de umas pancadas (sério). A placa de video travava quando eu ligava na minha TV.

Mas ele tinha o tamanho ideal: 12". E ainda era relativamente leve, quando estava sem a bateria (que, curiosamente, ainda durava mais de uma hora). Mas para o que eu usava, estava mais que bom. Se eu precisasse de potência, tinha o notebook do trabalho e, mais do que isso, meu desktop (que era um mini-servidor quando eu comprei).

O problema é que o bicho começou a travar muito. Nem ver videos eu conseguia mais, imagina filmes. Navegar na internet era um sofrimento. Aí achei uma superpromoção num site suíço de um notebook pequeno e leve (com hardware fraco, é verdade) e resolvi comprar. Tava realmente muito barato, mesmo pagando 6% de IOF e mais 3% para pagar usando o cartão de crédito. Ele é bem pequeno e tem aguentado bem as minhas demandas. Saca só o pequeno notável (comparado com o meu dell do trabalho, de 14"):




Ele não é perfeito, lógico. As minhas reclamações até o momento:

- Teclado com teclas muito pequenas, daquelas com espaço entre as letras. O computador já é pequeno, se você coloca espaço entre as teclas elas ficam ridículas;
- Teclado alemão suíço. É um saco ficar catando as teclas;
- Windows 8.1. Não curti, principalmente porque eu não consigo instalar o lubuntu junto com o Windows (e eu tentei muito). Um tal de UEFI aí que tá cagando a história (e desisti de instalar);
- O Hardware é realmente fraco. Para o que eu uso, não é problema, mas ele não aceita nem aumentar a quantidade de RAM.

O que eu estou curtindo (muito): saída HDMI. Antes eu tinha que ligar na TV com cabo VGA e ligar caixas de som para conseguir escutar. Agora, liga um cabo HDMI, qualidade full HD e som de primeira. Nem preciso ficar levantando toda hora para ajustar o volume, faço pela TV.

O tamanho também é ideal: ele é do mesmo tamanho do meu antigo (quando este estava sem bateria), mas tem METADE da altura. E pesa menos (mesmo sem a bateria no velho). É justamente o que eu queria: se quero uma tela grande, minha TV taí pra isso (são 47").

Se ele durar tanto tempo quanto o antigo, ficarei muito feliz.

24 de ago. de 2014

E aí eu fui pro Paraguai

Não, não é um bem vindo. Não estou com tempo pra isso. Mas esse blog anda muito empoeirado então resolvi postar alguma coisa.

Se não me engano, postei aqui que consegui uma super promoção de milhas da Gol para o Paraguai e aproveitei um feriado de BH para colocar mais uma bandeira em um país da América do Sul (agora falta Bolívia e, se voltar a ser um país normal, Venezuela).

E assim foi. Na ida, tinha uma espera considerável em Guarulhos e finalmente pude aproveitar tudo o que o smiles pode oferecer: usei a sala VIP da Gol. E que sala, meus amigos. Ela é gigante e tem comida e bebida pra caralho. Não me perguntem a razão, mas não tirei nenhuma foto... Mas acreditem, foi realmente tratamento VIP.
Só que o vôo atrasou e eu acebi ficando umas 2 horas em frente o portão de embarque (ainda era embarque remoto).

Cheguei em Assunção já meio tarde e só deu para dar um pulo no centro, trocar dinheiro e descobrir, no centro de apoio ao turista, que TAMBÉM era feriado em Assunção e que nada abria no feriado. E nem no sábado. E nem no domingo. Fiquei felizão.

Puto da vida, pelo menos consegui tirar fotos de alguns prédios históricos da cidade, que a noite tem uma iluminação foda (a maioria deles, pelo menos). Saca só:


Cheguei no hotel e replanejei toda a viagem considerando a informação que era feriado. Realmente teve muita coisa que ficou fechado, mas uns 2 lugares lugares abriam no feriado e alguns no sábado. Não deu pra ver tudo, mas é a vida...

No sábado, andei pra caralho. Acho que rodei a cidade inteira a pé. O lado bom é que vivi a full paraguay experience. Começou assim: perto do hotel tinha alguma coisa da polícia e vi a tropa de choque preparada para a guerra. Virei a esquina e dei de cara com isso:


Sim, manifestação. Já é o terceiro ou quarto país da américa do sul que eu pego manifestação. E essa ainda foi com direito a pessoas carregando porretes e pedaços de madeira para ir para a briga com a polícia. Entrei num parque qualquer fechado e esperei a manifestação passar.

Além disso, consegui entrar no Defensores del Chaco, que nunca fica aberto, mas estava rolando uma obra e tinha um portão dando sopa. Ninguém me impediu, fui entrando, entrando, entrando e aí dei de cara com isso:


Continuando a andança, cheguei na catedral da cidade, onde estava rolando uma missa gigante. Tinha gente pra caralho. E aí, no meio de muita gente, rolou a coisa mais inesperada da viagem: fui abordado por um policial. O cara chegou todo gente boa, cumprimentando e tal. Aí pediu o passaporte, começou a fazer um monte de perguntas estranhas, tipo que dia chegamos, por onde chegamos, quanto temos iríamos ficar, o hotel... Estava achando estranho, aí lembrei que uma colega de trabalho tinha falado que a polícia era corrupta e que tentava cobrar propina. Nessa hora catei meu passaporte da mão do guarda.

Nessa hora chegou um outro policial, de graduação maior, e o primeiro falou "são brasileiros". O da patente mais alta falou "ok. prossiga". E o cara começou: "e dinheiro? Onde vocês trocaram?". Na verdade, ele teve que repetir 3 vezes, porque eu realmente não estava entendendo o que ele estava falando, porque ele abaixou o tom de voz e começou a falar rápido. Falei que tinha sido em casa de câmbio e ele insistindo no assunto. Aí soltei um "realmente não estou endentendo o que você está falando". Ele viu que não ia dar em nada e me liberou falando para eu tomar cuidado que ali era perigoso. Fiquei puto, mas segui em frente. E desde esse momento passei a evitar a polícia. Triste, mas é verdade.

Continuei a peregrinação pela cidade e ainda vi uma "carreata" (não sei como chama, de verdade) das pessoas carregando a santa oficial da cidade até a catedral. Tirei fotos, mas essa ainda está na máquina. Andando mais cheguei no palácio do governo. E dei sorte, porque pouco depois começou a cerimônia de recolhimento da bandeira. Muito bacana, não sei se tem todo dia, mas percebi que alguns paraguaios foram para lá acompanhar, porque cantavam o hino junto com os militares.


A noite, depois dessa andança toda, ainda vi uma coisa que nunca ia imaginar: um cara, no meio da rua, pendurou uma TV de 32" em um muro, ligou um aplificador de guitarra na TV e estava vendendo DVD pirata. Sim, é isso mesmo. A foto está ruim, mas olha só:


No dia seguinte ainda fui em uns museus e o mais legal deles é o Museu do Barro. Fica longe pra caralho, então fui de busão. E os ônibus são muito, mas MUITO velhos. Muito velhos mesmo. Esqueci de tirar fotos, mas acredite, são MUITO velhos. A ponto do Véio falar que "usei desses quando era criança". Voltando ao museu, uma escultura chamou a minha atenção. Certeza que a Disney a viu antes de fazer o Rei Leão:


De lá, resolvi procurar muamba. Sério andei muito. Num sol e calor cabulosos. Fui em 3 shoppings, andei muito pelas ruas e só vi DUAS lojas com eletrônico. Uma delas lembrava a Ricardo Eletro. E os preços eram do Brasil. Voltei do paraguai sem NENHUMA muamba. Pelo menos comprei um copo, do bicentenário paraguaio (que foi em 2011, por sinal).

No domingo, não tinha muita coisa pra fazer, já que nesse dia nada fica aberto. Nem mesmo as igrejas (por sinal, não vi NENHUMA aberta). Quer dizer, tinha o zoológico / jardim botânico. E para lá eu fui. Mas a minha sorte é tão grande, mas tão grande, que tinha um evento para crianças no dia. E o lugar estava lotado. Para terem uma idéia, o museu de história natural (patético) tinha fila para entrar. Daquelas que só entra gente quando sai alguém.

O zoológico não fica muito atrás. É pequeno e não tem muitos bichos. Tem tigre pro resto da vida (são uns 10, pelo menos), mas de diferente, não tem muita coisa não. Até o de BH é melhor (MUITO melhor). Mas lá eu vi, pela primeira vez na vida, um tatu vivo. E não é que é até legal?


Instantaneamente tocou na minha cabeça OOOEEEAAAAAA.

De resto, não teve muita coisa pra fazer. Passamos em mais algumas igrejas (fechadas, como eu disse), em alguns prédios do governo (fechados) e em mais um shopping (esse aberto). Ainda aproveitamos para provar mais algumas iguarias paraguaias (a comida é boa) e voltamos para o hotel para fazer as malas.

Na segunda cedo eu fui comprar o tal copo do bicentenário (a porra da loja estava fechada nos demais dias), o Véio foi comprar uns artesanatos e quando vimos já estava na hora de voltar pro hotel pegar as malas e voltar pro Brasil. Não fiquei muito triste, porque se estava sol e calor no sábado, na segunda estava nível Rio: sol ardendo e calor abafado de uns bons 32°C. Isso 9 da manhã.

Óbvio que o vôo atrasou (tinha outra mega conexão em guarulhos, mas na volta não pude usar a sala VIP) e cheguei em casa quase de madrugada. Estava morto (fisicamente), mas com a cabeça tranquila. Algo que não conseguia desde Abril.