Quando o Véio estava olhando o substituto do Esparromóvel a única concessionária que manteria o preço mesmo se o IPI aumentasse foi a
Grande Minas. A empresa, no entanto, só faturaria o carro no dia 20 de julho, quase um mês depois da data da compra. Eu imaginei que fosse por falta no estoque, mas depois descobri que não.
No dia 20, conforme combinado, o Véio foi até a loja e perguntou para a mulher se o carro já estava na loja e quando poderia ser entregue. A mulher NÃO SABIA se o carro tinha chegado e teve que PROCURAR NO ESTOQUE. Ou seja: o carro já estava lá há um bom tempo.
A mulher então disse que precisaria de uns 2 dias para finalizar os tramites legais e deixar o carro pronto para uso. E para acelerar a entrega, queria marcar uma data e hora para entrega. Como foi a semana que fui ao Rio 2 dias, começaram as minhas aulas e tinha entrega de produtos no trampo, o Véio pediu para que fosse agendado para sábado. Só que eles não entregam carro no sábado.
Este foi o primeiro ponto a reclamar: você, um cara atarefado, que trabalha pra caralho, pode comprar o carro no sábado (e no domingo). Mas tem que matar serviço para ir buscar. Um absurdo e falta de respeito com o cliente. Afinal, isso eles não avisam na hora de vender o carro.
Como o carro já estava pago e não tinha outro jeito, marcamos para a segunda da semana seguinte, no primeiro horário após o almoço (14:00), para que eu não almoçasse para poder pegar o carro.
Chegando lá, vi o carro parado no local de entrega, com um laço gigante em cima. Sabia que era aquele carro porque já haviam informado a placa. Mas vi que tinha coisa errada: tinham prometido frisos laterais, tapete e peito de aço. De cara vi que estava sem o friso e sem tapete (não tinha como ver se estava com o peito de aço, a menos que sujasse a roupa).
Chegamos um pouco antes do combinado (uns 10 minutos antes) e ficamos esperando. Lá pra 14:05 a atendente chegou. Pediu desculpa pelo atraso, que estava entregando um carro usado. De cara o Véio falou: "tá sem o friso". A mulher falou que era assim mesmo, que colocava na hora. Estranho, mas tudo bem. Aí ela avisou um cara lá e levaram o carro para colocar o friso.
A outra mulher, que receberia o carro antigo (que entrou como moeda de troca), não chegava nem fudendo. E sem entregar o carro antigo não tinha como pegar o novo, o que causou um atraso em cascata. Enquanto isso ficamos na mesa da atendente. E ela foi fazendo as coisas dela. Ligou para num sei quem da manutenção, na nossa frente, e começou a dar esporro no cara.
Pelo que entendi, eles venderam um carro usado todo cheio de problemas. O freio de mão não estava freiando, o banco não estava regulando a altura, entre outras coisas que não lembro. E, palavras da mulher, "a mulher acabou de sair com o carro e já vai ter que voltar para trazer na oficina. Assim não dá, né?". Já senti um calafrio.
Lá pras 14:15 a mulher que recebe o carro usado chegou e, depois de MUITA espera, fomos atendidos. Carro entregue, iríamos pegar o novo. E nada do cara da entrega chegar. espera, espera, espera e 14:45 o cara chega. Vai entregar o carro (já com frisos e tapetes) e, antes de qualquer coisa perguntei: "tá com peito de aço? Porque estava sem o friso".
O cara foi com uma confiança absurda: "tá sim. Abre o capô pra ver.". Abrí e...não estava. ÓBVIO que não estava. Se não colocaram o friso, por que colocariam o peito de aço? Na hora comecei a reclamar "porra, pra que que marca a hora de entrega? O carro ficou aqui UMA SEMANA e quando chego não tem nada pronto! Estou matando serviço para pegar o carro e ninguém cumpre o horário MARCADO POR VOCÊS!".
A mulher que vendeu o carro ficou muito sem graça e o Véio, que já tinha respondido uma pesquisa de satisfação pediu para refazer. Foi lá na mesa dela e começou a fazer escândalo, para todo mundo ouvir. Enquanto isso o cara foi levar o carro para colocar o peito de aço. E eu fui junto.
Enquanto eles colocavam o aparato (que não demora nem 10 minutos, mas somando todos os atrasos foi um tempo enorme) comecei a ver se o carro estava ok. E vi que estava todo cheio daquelas "gosmas" que colocam na fábrica para proteger a pintura. E aí reclamei: "vocês estão entregando o carro bem sujo, hein?".
O cara tentou dar aquele migué, falando que era para proteger o carro e que era difícil de sair, que o produto para tirar custava 450 reais e eu falei: "o problema não é meu. Vocês venderam o carro sabendo que precisava fazer a limpeza, deviam colocar no preço. Péssimo o atendimento de vocês".
Voltamos para buscar o Véio e ele ainda estava brigando com o pessoal (e olha que o Véio é muito banana e não briga nem com a NET, que é pelo telefone). O cara entregou o carro e falou "então beleza.". A vendedora é que foi perguntando: "mostrou o step? mostrou os comandos do carro? mostrou o extintor?". Tipo que o cara jogou o carro pra gente.
Saí de lá 15:45 MUITO puto e com a certeza de NUNCA MAIS pisar na concessionária. E recomendo que vocês façam o mesmo.
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado,
Lu Monte, pela ajuda jurídica).