16 de dez. de 2011

Bem Vindo a Bremgarten

Bremgarten é uma micro-cidade da parte alemã da Suíça onde mora a cunhada da minha irmã. Não passei mais de 20 minutos na cidade, então só tirei algumas poucas fotos, sem saber de nada do que eu estava vendo. Mas como é uma típica cidade Suíça (90% das cidades de lá são deste tamanho), resolvi colocar por aqui.

Eu já falei e vocês ainda não acreditaram: toda cidade da suíça tem um lago ou um rio. Bremgarten não é diferente. E como as últimas cidades que coloquei por aqui, lá também aproveitam o rio para gerar energia, saca só:




Em cima do rio tem a boa e velha ponte coberta. Não tirei foto, mas no meio da ponte (lado esquerdo da foto, em segundo plano, com uma torrezinha) tem uma capelinha do santo "não sei qual". E láááá no fim da ponte à esquerda fica a usina geradora de energia. Ela ocupa o espaço do que já foi uma torre para defender a cidade. E o legal é que eles fizeram questão de mostrar isso, olha só (vale o click).


Também tem uma igreja da cidade, que não entrei porque estava na hora da missa e meu cunhado leva isso a sério:






Algumas fotos genéricas da cidade:










Você não tá vendo, mas a Rapunzel tá ali na sacadinha:


Legal que no meio da cidade tem um monte de veadinhos, já que tem um mato em volta. Olha só:


Deve ter mais coisa pra ver, mas não tive tempo, porque ainda teria que ir na casa da sogra da minha irmã, que é em outra cidade (que consegue ser menor que Bremgarten, mas já estava à noite e não vi nada).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

15 de dez. de 2011

Bem Vindo a Titlis


Ah, a neve. Você, que assim como eu há 3 meses, que nunca viu neve, deve achar que é a coisa mais legal do mundo. Já vou te dar um tapa na cara: neve não tem graça nenhuma. Quer ver neve? raspe o gelo do seu congelador velho, coloque em uma bacia e pronto. Mas é algo que você tem que ver antes de morrer. Agora que reclamei, vamos à "cidade".

Titlis é uma montanha que tem neve praticamente o ano inteiro e que todo mundo que mora em Zurique e proximidades vai esquiar. O motivo disso é simples: é relativamente perto e é relativamente barato. Quando digo relativamente, entenda: subir na montanha é caro pra caralho (60 francos - 120 reais), mas é uma das montanhas mais baratas da Suíça alemã. E pra quem vai com frequência rola um superdesconto. E eu imagino que seja caro assim porque é difícil para caralho chegar lá.

São 3 passos: no primeiro, você pega um bondinho de 6 lugares e fica dentro dele por meia hora. Esse aí, ó:






Na segunda parte, você entra em um bondinho maior, para umas 60 pessoas e fica mais uns 10 minutos olhando para o nada até chegar naquela casinha da última foto:








Lá você pega um terceiro bondinho de 60 pessoas e 5 minutos de viagem para chegar ao ponto final. Esse bondinho é o mais legal: ele GIRA enquanto está subindo, te dando uma visão 360º do lugar. Mas você tem que ser ninja, entrar rápido e pegar a "janela", senão fica sem ver nada. Ainda mais se tiverem japoneses sem noção no bonde:












Chegando lá em cima, a primeira atração é a geleira. O pessoal escavou a camada de gelo permanente da montanha e fez um caminho no meio do gelo. Muito legal:










Depois você pode ir para a pista de esqui. Eu queria esquiar, mas não tinha equipamento, então a minha idéia era alugar tudo lá. Para a minha surpresa, depois que você subiu a montanha você NÃO TEM ONDE ALUGAR equipamentos de esqui. Simplesmente bizarro! Você tem que alugar ANTES de subir, lá em Engelberg. Fiquei muito puto. Aí não tinha muita coisa para fazer além de ficar andando na neve e jogando bolas de neve no Véio. Por isso que eu achei neve chato. Mas o lugar é bem bonito, saca só:














Essa é legal: um esquiador olimpico doidão foi treinar em Titlis e, quando olhou para a imagem abaixo, viu um "buda natural" nas montanhas. É esse picozinho meio da foto, no vale entre os 2 morros. Não sei de onde ele tirou isso, mas essas bombas que esse povo usa deve causar alucinação


E aqui um momento cientista: queria ver quanto tempo levaria para a minha garrafa de água congelar se eu a enterrasse na neve. Depois de 15 minutos nem gelada a água ficou, então desisti. Ah, e por conta dessa neve aí no meu tênis ele ficou fedido pra caramba.


É isso. Para quem não vai esquiar, não tem muito o que fazer lá em cima, então acabei ficando decepcionado e desci depois de uma hora e pouco lá em cima. Ah, é! tem um parque para as pessoas que não esquiam brincar, com esquibunda e tudo mais, mas fica fechado de novembro a abril. E eu fui lá no dia 1º de novembro....


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

14 de dez. de 2011

Bem vindo a Engelberg

Podem falar o que quiserem, mas eu não poderia sair da europa sem ver neve. E a forma de ver neve em pleno outono na Suiça é ir para as montanhas. E aí lá fui eu rumo a Titlis. Mas para chegar a Titlis você tem que ir para Lucerna, de Lucerna para Engelberg (que fica no pé da montanha) e aí andar de teleférico/bondinho por quase uma hora.

Engelberg é uma cidadezinha minúscula da parte alemã que deve sobreviver de turismo na montanha. Não vi absolutamente nada lá que traga dinheiro à cidade além de turismo. Mas a cidade é até bonitinha, saca só: de um lado montanhas com neve. Do outro, montanhas verdinhas onde as vacas devem pastar.




Engelberg foi a cidade com temperatura mais baixa que eu peguei na europa (o que não quer dizer que seja a mais fria). Estava uns -5º, mas sem vento nenhum. Cheguei a achar que fosse morrer congelado quando chegasse lá no topo da montanha, mas estava tranquilo. Mas as plantas estavam congeladas:


Cenas genéricas da cidade, que eu não sei o que eram:


















Lembra que eu falei que qualquer cidade na Suiça tem lago ou rio? Olha só o de Engelberg:


Ó a cidade de cima, enquanto subia no bondinho:


E aí acabou a cidade. Falei que era pequenininha. Eu até poderia explorar mais a cidade, mas achei que valeria mais a pena almoçar enquanto esperava o próximo trem e ir conhecer Lucerna. Seria mais útil e o meu dinheiro mais bem gasto. Mas almoçar, meus amigos, foi uma das coisas mais difíceis da história. QUALQUER restaurante custava uns 40 francos e não tinha NENHUM lugarzinho maromeno pra almoçar. Aí passei em um supermercado, comprei uma salada de macarrão e um pote de tabule e almocei em pé na estação (que é tão pequena que nem banco tem).

Como a cidade é caminho de Titlis, não gaste mais de uma hora andando pela cidade (porque não deve ter mais nada pra ver mesmo).


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).