ATENÇÃO: Este post é retroativo. Achei no meio dos meus emails no trabalho como disse aqui e resolvi colocar no blog, para lembrar dessa história.
Hoje tirei o dia de folga para passear no Rio, xingar uns mexicanos e passar por momentos de tensão... Na verdade, a idéia era tirar o visto para o México, para que eu possa ir implantar o projeto do México. Fomos eu, o Chefinho Querido e o Cabeça Dura.
Acordei 4:30 da matina para pegar o ônibus que vai para confins (quem foi o FDP que mudou os voos para lá???), pois meu vôo era as 6:40. Chegamos com folga no aeroporto, fizemos check in e ficamos de bobeira no aeroporto, esperando para ir para a sala de embarque.
Só que esperamos demais. Quase não consiguimos embarcar (tivemos que dar uma bela corrida pra não perder o avião). Chegando no Rio, fomos para o consulado, xingar os mexicanos, mas nem isso estavam deixando a gente fazer, porque o link com o México tinha caído e não tinha previsão para voltar (provavelmente não voltava ainda hoje).
Depois de mais de uma hora de espera em pé, naquele tempo "agradável" do Rio (e 30 litros de suor depois), conseguiram reestabelecer o maldito link. Detalhe: o link era só para tirar uma foto e duas digitais (dos indicadores!). Nada que não pudesse ser feito em modo offline, mas tudo bem... Mais meia hora de espera nas condições já descritas acima, e mandaram o Cabeça Dura subir (sim, estávamos na porta do prédio durante estas duas horas).
Passados mais uns 20 minutos, mandaram eu e o Chefinho Querido para o diabo do consulado. Mais meia hora de espera (desta vez sentados e no ar condicionado!!!) e fomos chamados para xingar os mexicanos (contabilizem o tempo: 1:30h de espera pela volta do link + 0:30h para o Cabeça Dura subir + 0:20 para eu e o Chefinho Querido subirmos + 0:30 min para sermos atendidos = 2:40h. Chegamos as 9 da matina, logo eram 11:40).
Todos os documentos em mãos, o fdp do ajudante do cônsul não quis liberar o visto de negócios, porque o Cabeça Dura tinha escrito as cartas de apresentação (tinha que ser um dos donos, mas tudo bem). O cara falou que ia ver com o cônsul o que poderia fazer. Neste intervalo, nós três tiramos as fotos e pegaram as nossas impressões digitais (dos indicadores!!!).
Quando o cara volta, ele fala "OK". Neste momento os três pensaram "Maravilha!" e eis que o cara fala que a carta da empresa poderia ser aquela, mas que pecisaríamos de uma carta da empresa do México falando que estávamos prestando serviço pra eles (que nós não tínhamos). Depois de mais meia hora de conversa com o fdp (12:10), o cara falou que teríamos que ter uma carta da empresa mesmo, senão ele não liberava o visto de negócios.
Numa atitude desesperada, o Cabeça Dura pergunta pra mulher que estava atendendo junto com o cara onde tinha um cyber café, para imprimir uns emails que um povo da empresa mexicana tinham mandado para ele para que o Sr. Sem Noção e o Pai de Família tirassem os vistos. Por sorte, tinha um a 2 quarteiroes da merda do consulado.
Chegando lá, ele (Cabeça Dura), percebe que não tinha mais os emails, que já tinha passado para o personal folders. Ele liga para um cara do méxico e, cinco minutos mais tarde e R$ 50,00 mais pobre (ligação internacional para o México, de um celular, em roaming), consegue pedir para o cara mandar a merda da carta.
Como o cara não mandava a carta nem fudendo e estávamos no limite de tempo (o consulado fechava as 13:00 e tava lotado), o Cabeça Dura começou a "fabricar" uma carta. Quando ia mandar imprimir (sim, o Cyber café também imprimia!!!), chega a tal carta no email do Cabeça Dura. Ele então imprime três copias e, enquanto eu pagava a mulher foram ele e o Chefinho Querido correndo para o consulado.
Ao chegar no consulado, eles furaram as filas e, ao chegar no guichê, estava um militar sendo atendido. Em momentos de tensão vi o cara quase batendo nos dois (estava chegando correndo atrás deles neste exato momento), quando a mulher dele disse "Não, eles estavam na nossa frente, mas faltou um documento". Aí o cara acalmou e conseguimos entregar tudo.
Ligamos para o taxi, para irmos para o Aeroporto. Já era mais de 13:00 e nosso vôo era as 15:00. A mulher da empresa falou que em 15 minutos o taxi estaria lá. Meia hora depois aparece o taxi e o cara falando que o trânsito estava caótico... Mais uma vez, ficamos com o boró na mão. Por sorte, o trânsito de volta estava tranqüilo e chegamos no aeroporto antes de 14:00. Fizemos o check in e, neste momento, vimos que o vôo estava atrasado, com previsão para 15:50. Como tínhamos tempo, fomos almoçar.
Almoçamos tranqüilos e nada de chamar para o vôo... Do nada, escuto a chamada pro vôo (MUITO antes de 15:50) e a mulher falando que era última chamada. Estavamos meio longe do embarque e, mais uma vez, tivemos que correr para pegar o avião. Na porta da sala de embarque, a fila estava pequena no detector de metais. Mas CLARO que apitou comigo. Tirei chaves, moedas, carteira, tudo dos bolsos. Apitou novamente. Aí o cara resolve passar aquele detector individual: era o cinto.
Conseguimos finalmente entrar e embarcar. Depois de 45 minutos chegamos sãos e salvos em Confins. Quando estávamos a 100 metros do diabo do ônibus que vem de Confins para BH, ele sai e tivemos que esperar o próximo...