28 de abr. de 2009

Submissão + controle = chifre

No fim de semana encontrei com Joselito e uma prima, que é Manauara (ou seja, nasceu em Manaus). Estávamos conversando e combinando de fazer alguma coisa a noite. Aí ela disse "tenho que ver com meu marido". Já um outro cara que estava com a gente falou "ah, a minha namorada não vai poder ir, mas eu animo".

Neste mesmo intante a manauara perguntou, com um ar de surpresa: "você sai sem a sua namorada?". Todo mundo ficou se entreolhando, sem entender. O cara respondeu: "claro!". E ela foi perguntando para todos os homens e a resposta de todos foi a mesma.

Ela ficou abismada. E aí começou a perguntar pra todo mundo se nós DEIXÁVAMOS nossas namoradas sairem sozinhas. "Lógico!", responderam todas. Ela ficou de queixo caído, sem acreditar. Falou que ela tem que estar em casa 7 da noite, assim como seu marido. E que para conseguir fazer ginástica à noite foi um ano de luta.

Quando o Joselito viu que nós não estávamos acreditando que aquilo era verdade, disse que lá em Manaus a sociedade é muito machista e que isso é normal. Ainda assim eu fiquei sem acreditar que alguém com educação de primeira como ela aceitasse isso.

Pô, um casamento como esse tem TUDO para dar errado. Ela disse que confiava no marido, mas que ainda assim não deixava ele sair sozinho. Numa boa? Se o cara quiser trair a mulher, ele vai trair a mulher. E vice-versa. Afinal, a pessoa pode chegar em casa às 19:00, mas ele passa, no mínimo, 10 horas fora de casa. E nessas 10 horas dá pra fazer muita coisa.

Lógico que não falei isso, mas deu muita vontade. E fiquei pensando que, provavelmente, isso já aconteceu...

27 de abr. de 2009

Como o SEO vai acabar com a internet

Dia desses aí pra trás Xuxu e eu estávamos procurando alguma coisa no Google. Eu estava "pilotando" o computador e quando fiz a pesquisa, não veio NADA do que eu queria. Eu havia, obviamente, procurado como um engenheiro: seguindo as regras e boas práticas do google: usando aspas, "+", "-", etc.

Vendo que não obtive o resultado, xuxu tacou as mesmas palavras que eu, mas sem nenhuma boa prática. E achou, DE PRIMEIRA, a informação que procurávamos. E ficou me zuando, lógico. Aí fiquei pensando por que ela achou e eu não. Pô, eu tava seguindo o que o Google manda! EU que devia achar as respostas. Quando ela abriu a página, descobri a razão: dinheiro. Isso mesmo, dinheiro.

Hoje as pessoas trabalham com SEO que é, basicamente, uma forma de fazer com que seu site seja um dos primeiros a aparecer no google. Pra que isso? Para que os desavisados (também conhecidos como paraquedistas) entre no seu site e cliquem nos anúncios do google (ou alguma outra forma de monetização de conteúdo).

E como quem clica nestas propagandas é gente que só usa internet para Orkut e MSN (e que nem sabe que existem as formas aprimoradas de pesquisa no google), quem publica a informação faz questão de escrever de forma que as pessoas encontrem o seu site (ou blog) de qualquer maneira. E quem faz tudo seguindo a regra se fode e não acha nada.

Um exemplo ótimo do que eu estou falando é o blog do cardoso. Olha o título de um dos posts dele: "Angelina Jolie nua pelada sem roupa e absolutamente sem-graça". Mais apelação impossível. É pra que achem seu blog de qualquer maneira que procurem: "nua", "pelada" ou "sem roupa". E se você olhar o post, não tem nenhuma foto dela assim, só um embedd do youtube que, como ele mesmo sabia, tiraram rapidamente do ar.

Em alguns casos (não sei se o Cardoso faz isso) as pessoas ainda escrevem os nomes errado para garantir que até quem não sabe escrever o nome direito ache o conteúdo (e, consequentemente, os links de publicidade).

Que fique bem claro: não tenho absolutamente NADA contra quem queira ganhar dinheiro com internet. Eu não monetizo o meu blog, mas por escolha minha. O que eu não concordo é que as pessoas alterem tanto o conteúdo de seus textos que quem faz a pesquisa no google como ela deve ser feita não encontre o conteúdo.

Antes que perguntem: o que estávamos procurando não era a Angelina Jolie nua.

26 de abr. de 2009

Show de Bizarrices

Quinta a noite Xuxu me chamou para ir ao show do Otto, no Conexão Vivo. Xuxu estava bastante empolgada com o show e parecia conhecer bastante coisa do Ogro Otto. O fato dela gostar de alguma banda não quer dizer que é bom, afinal ela gosta de OOIOO (aliás, só ela e o Primo, por sinal).

Para ser bem sincero, a única música do Otto que eu conheço é "Bob", que fez sucesso há uns...10 anos. Como a música era legalzinha (que é MUITO diferente de boa), resolvi ir com Xuxu para ver se tinha mais alguma coisa boa.

Pelo pouco que conhecia das músicas do cara já umaginava que o show seria repleto de gente estranha e drogada, o que faria com que fosse, no mínimo, uma experiência interessante. Só que para minha surpresa, quando chegamos ao palco onde estava tendo um show, só tinha gente "normal". Mal sabia eu que os fãs estranhos já estavam no palco principal, onde seria o show do malucão.

Na hora do show, resolvemos ficar mais de longe, pare evitar o tumulto. Só que lotou o lugar e Xuxu resolveu ir mais pra frente (afinal, a produção da conexão Vivo teve a brilhante ideia de colocar o palco o ALTO de um morro, contrariando todos os estudos ergonômicos e de visão de um show). E lá fomos nós nos "enturmar".

Como estava muito cheio, fomos pela lateral, chegando bem perto do palco, mas em frente à caixa de som. E pela primeira vez depois de anos senti o meu timpano vibrar. Tudo graças ao som alto e ao fantástico efeito do Cerumin. Só que eu não estava acostumado com aquilo e resolvi ir mais pra frente do palco.

E enquanto fomos andando, ví algumas coisas estranhas:

  • Todas as pessoas dançam iguais. TODAS;
  • A dança supracitada é uma mistura de pequenos pulos com uma caminhada sem sair do lugar. Tudo com o gingado brasileiro, óbvio;
  • 99% das pessoas que estavam na frente do palco estavam com aquele olhar de peixe morto de drogado. O 1% restante (que incluía eu e Xuxu), se divertia com as pessoas doidonas;
  • Amy Winehouse estava no show. E era a mais drogada de todas, lógico;
  • Sabe o Rolo, da turma da Mônica? Estava lá também, só que agora ele é loiro;
  • Uma mulher estava com uma bota vermelha, tipo aquelas que mamães noéis usam em Shoppings;
  • Já um cara se produziu para ir ao show: colocou um blazer...e DOBROU AS MANGAS;
  • Já o Oto estava com uma camisa rasgada no pescoço (bem na gola). E o rasgo aumentou consideravelmente durante o show;
  • Aliás, uma coisa interessante: o ele estava tão drogado que não conseguia nem formular uma frase completa. Mas não errou nenhum pedaço de música;
  • Como estava na primeira fila, colado no palco, vi uma cena desagradável: o pé do Ogro. Era pior que aqueles de desenho animado;
  • Outra cena deplorável foi quando ele suspendeu a camisa e começou a acariciar a própria pança, finalizando com dois tapinhas, típico de quem acabou de comer aquela feijoada;
  • O tecladista da banda era muito bizarro: ele tocou o show inteiro com um cigarro na boca. Só que o cigarro grudou na boca delee ficou empinado pra cima;
  • O percursionista tentou fazer o mesmo, mas acabou se queimando;
  • Aliás, o percursionista também bebia durante o show. Achei divertidíssimo;

Ao fim do show (que não teve a única música que eu conhecia), fui embora sem conseguir gostar do som do cara. Mas me diverti a valer com o espetáculo bizarro proporcionado pela banda e pelos seus fãs.