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26 de set. de 2018

A sabedoria d'O Primo

Dias atrás estava revisando uma apresentação de um projeto feito por colegas do trabalho e quase tive um infarto. Mesmo usando o modelo de PPT da empresa, emperequetaram tanto o slide que ficou uma coisa medonha (esses millenials não entendem conceito de padronização). Na hora, lembrei de um post d'O Primo. Depois de dar um esporro orientar o menino, cacei o post no blog, mandei pra todo mundo que trabalha comigo.

Dias depois, estava tendo uma conversa sobre certificação com um outro millenial da minha equipe. Eu perdi a fé no PMI já tem um tempo, e mais ainda em certificações (qualquer uma, na verdade). Meu ódio por certificações aumentou no último projeto que fiz na minha antiga empresa: um cara lá, vamos chamar de Lobo, tinha certificação de tudo o que você possa imaginar de TI. O curriculo do maluco era impecável. Mas ele não sabia fazer uma média ponderada (e isso é sério!). Mas voltando à conversa sobre a certificação e o PMI, lembrei de outro post d'O Primo. Cacei e mandei para o cara ler.

Pouco tempo depois de mudar pra JF (aliás, eu contei isso aqui?), a Ruiva foi promovida a Gerente do escritório daqui. E começou a sentir o que é gerenciar, reclamando todo dia que só tá resolvendo merda dos outros. Lembrei de mais um post d'O Primo. Mandei para ela e ela respondeu "esse cara escreveu isso pra mim?". Falei para ela ver a data do post. 2011.

Pouco depois, a Ruiva precisou fazer sua primeira demissão. Por mais que o menino tenha feito merda, não era nada absurdo, e ela estava revoltada com isso. A ordem veio de cima, para dar uma resposta para o cliente. Lembrei de DOIS posts d'O Primo (sobre demitir alguém e sobre o mundo corporativo). Também mandei pra Ruiva.

E assim foram várias vezes nesse novo emprego. Não sei se isso acontecia antes, mas tem acontecido muito desde que mudei pra JF (aliás, assunto para outro post).

Parece bobeira, mas parei para pensar o quanto esse cara me ensinou (algumas vezes só com posts, outras em conversas em BSB). Muita água rolou desde que saí da consultoria, aprendi muita coisa apanhando gerenciando projetos, mas até hoje me pego pensando se não deveria ter ficado mais tempo como consultor. Talvez eu tivesse aprendido mais (sofrendo mais também, é verdade).

Em tempo: quer aprender método para emagrecer? O Primo também já fez post (dois, pra falar a verdade).

2 de out. de 2014

Vida de Gerente

O projeto está chegando na reta final. Como não poderia deixar de ser, a quantidade de trabalho está alta. E chega um momento no dia em que eu não posso fazer mais nada para ajudar o pessoal: agora é com a equipe. O que eu posso fazer é deixar o pessoal produzir. E, muitas vezes, tarde da noite, isso significa imprimir documentos, dobrar as plantas (já sou profissional), consertar impressora, trocar o rolo de papel da plotter, pedir pizza (é sério)...

"Nossa, gerente imprimindo documento e dobrando papel? Que absurdo!", você pode estar pensando (tenho certeza que alguns dos meus pares na empresa pensam assim). Eu não vejo problema nenhum. E digo mais: a equipe está se matando, não consigo entender como tem gente que vê isso e simplesmente vai embora, porque não é papel dele.

Amigo, VOCÊ é o responsável pelo resultado. Se as pessoas não entregarem, você que vai se ferrar. Mais: você acha que a equipe vai ficar feliz te vendo ir embora enquanto eles se matam? Acha, realmente, que eles vão continuar se matando? Posso estar errado, mas eu penso assim. Se eu posso ajudar, mesmo que seja com tarefas simples, por que não fazer? E, na minha cabeça, isso ainda mantém a equipe unida e focada na entrega.

E isso tem funcionado. Pelo menos até agora conseguimos cumprir todos os marcos e temos sido elogiados pelo cliente pelo cumprimento dos prazos (e olha que ninguém acreditava que conseguiríamos. Principalmente o cliente). Pode ser que as entregas teriam sido feitas de qualquer maneira, mas eu prefiro pensar que tem dedo meu nessa conquista.

E vamo que vamo, que agora falta pouco pra eu voltar a ter vida.

26 de dez. de 2013

A dor de um coração partido

Como eu comentei aqui, o cara que eu estava preparando para ficar no meu lugar pediu demissão. E da mesma forma eu eu estava preparando-o para ficar no meu lugar, ele estava preparando uma estagiária para ficar no lugar dele. Esses dois já trabalhavam juntos há uns bons 9 meses e tinham uma química muito boa. Boa até demais, eu diria.

Mas como ele tinha namorada e ela tinha namorado, nada aconteceu. Não sei se por medo de um deles de tentar e dar merda, seja no trabalho, seja no respectivo namoro. Mas a química era evidente. Uns 2 meses atrás ela terminou o namoro (não sei dizer porque). E percebi que ela estava mais próxima dele. Mas nada acontecia (até porque eu falei para ele que "não podia").

Mas aí ele foi embora. Ia voltar para casa e, provavelmente, eles nunca mais iam se ver. Mais: ele iria voltar a encontrar a namorada todo dia, o que dificultaria ainda mais qualquer coisa. E enquanto ele se despedi do pessoal, a ficha foi caindo e ela foi ficando cada dia mais triste, mais triste, até que começou o chorar. Dava para ver a tristeza dela. Dava para sentir o que ela estava sentindo (até porque eu também já passei por isso).

Como todo mundo ficou olhando para ela, ela saiu do andar e foi chorar no corredor. Eu ia lá dar uma força, mas o cara saiu antes. E quando eu cheguei onde estavam, eles estavam conversando e ele estava consolando-a (não peguei a conversa. Quando vi que estavam conversando, voltei para a minha mesa).

Uns 10 minutos depois, ela voltou para a mesa dela. Triste, cabisbaixa, sofrendo. Eu fui dar uma força, mas sabia que nada que eu falasse adiantaria. Mas falei, como toda a experência dos meus 32 anos, uma frase que ouvi da minha mãe quando Xuxu virou Ex-Xuxu:

Pessoas vem e vão. O importante é você sempre lembrar das coisas boas, dos momentos alegres e dos ensinamentos que elas te passaram.

A realidade é dura e não é fácil passar por uma desilusão amorosa (ainda mais quando nem chegou a acontecer alguma coisa). Mas como eu sempre digo, vida que segue.

9 de dez. de 2013

Inferno Astral

Uma vez Ex-Xuxu me falou que uma (talvez duas) semanas antes do seu aniversário é o seu inferno astral. E olha, as duas últimas semanas foram realmente um inferno. Sem contar muitos detalhes, saca só o que aconteceu:

- Pra começar, tem 2 semanas que eu estou com a garganta inflamada e cospindo verde (além de tossir a cada 5 minutos e, com isso, não dormir direito);
- Descobri que a Ex. Srta Esparroman está namorando. Mesmo sabendo que não íamos voltar, dá aquela tristeza e aquela sensação de que você nunca mais vai arrumar alguém;
- Me deram um trabalho de merda para fazer (que me fez trabalhar pra caralho), e, depois que eu terminei, mudaram um monte de coisas e tive que refazer boa parte;
- Minha mala quebrou a rodinha no caminho para o trabalho e tive que carrega-la na munheca o resto do caminho. E tinha roupa para 2 semanas;
- Fui fazer um passeio na ilha fiscal e tava cheio de coisa cagada;
- Fui desligar um cara em Manaus e tomei esporro dele, por não ter avisado antes que ia desligá-lo, sabendo que ele sabia que ia ser desligado (história complexa);
- O cara cismou que não quer dar uma procuração para fazer a homologação dele no Rio. E a empresa cismou que não quer fazer a homologação dele em Manaus. Não sei como resolver, mas sei que vai sobrar pra mim;
- Voltei para o Rio e meu voo de volta foi ao lado de um cara que estava com um bafo sinistro. E ele dormiu com a cara virada para o meu lado (na ida foi quase a mesma coisa);
- Cheguei no galeão e a fila para táxi era interminável. E já era tarde pra caralho, e eu cansado pra bosta;
- Passei gripe pra veia e, além de trabalhar pra caralho, ainda tive que bancar o babá;
- O cara que eu estava preparando para ser meu substituto para eu voltar pra BH pediu demissão (na sexta feira!). Isso significa que eu não consigo voltar para BH tão cedo;
- Meu vôo, na sexta, quando eu costumo comemorar meu aniversário, atrasou pra caralho e só cheguei em casa 10:30 da noite, morto;
- Tomei esporro do CEO, porque não consegui fazer um plano no prazo. Só que não diz porque ele mesmo me envolveu na mudança de prédios;

Teve mais coisa,mas eu não posso comentar aqui....

5 de dez. de 2013

Repassando ensinamentos

Desde que minha equipe mudou, tenho sido um chefe mais presente. Talvez porque o meu novo pupilo me procure mais e goste de trocar mais idéias, mas acho que é mais porque eu olho para ele e me vejo uns 8 anos atrás. Recém formado, querendo mudar o mundo e incorformado que ninguém quer mudar o que está errado. E pior: reclamando para quem quisesse ouvir que estava tudo errado e que ninguém fazia nada.

E considerando o que eu aprendi nesses 8 anos, pensei que poderia facilitar a vida do sujeito. E estou dando dicas em doses homeopáticas, porque ficar dando sermões longos não funcionam. Um dia um conselho, no outro uma história (para que ele pegue a lição), num outro um puxão de orelha de leve e de vez em quando o bom e velho método engole o choro. Afinal, ele tem que aprender que no mundo corporativo manda quem pode e obedece quem tem juízo.

E tem dado resultado. Ele está acalmando, escutando mais e até repassando parte dos ensinamentos para as estagiárias. Eu já tinha feito coaching / mentoring (nomes da moda) e deu resultado bom, mas desta vez eu estou realmente orgulhoso. Vejo que todas as conversas com o cara dão resultado e que ele está gostando destas pílulas de conhecimento.

Vamos ver se até fevereiro, quando eu espero voltar para BH, eu consiga formar o meu sucessor. Assim que deixo a minha área em boas mãos.

12 de nov. de 2013

Ainda existo

Pois é, eu não morri. Abandonei o blog, é verdade, mas estou vivo.

E a verdade verdadeira desse mundo é que parei de blogar por preguiça. Preguiça e por falta de assunto. Vez ou outra eu até penso em alguma coisa que na hora parece legar de escrever, mas aí olho para esta tela branca do blogger, escrevo uma ou duas linhas e cancelo o post, porque vejo que ia ficar uma merda o post.

Mas como é sempre bom manter este blog vivo, vamos de fatos rapidos:

- Pra começar bem: minha empresa está trocando a operadora de telefonia. Como o cara da TI não resolvia, fui "promovido" a gerente de comunicação e minha missão era fazer a porra da migração. Demorou pra cacete (parece que a Vivo não precisa de mais clientes), mas marcaram a portabilidade para ontem. Funcionou de quase todo mundo, menos dos gerentes, lógico. E para piorar, dois deles estão viajando, olha que beleza;
- A minha linha também deu problema. Resumidamente, as linhas saíram da claro e não foram para a Vivo. Estão no limbo. E o legal é que se você liga para o número, fala que NÃO EXISTE. Muito medo de os números terem sumido;
- Menos de 6 meses no Rio e a minha equipe mudou toda. 100% dela (ok, são 3 pessoas). Tudo o que eu levei treinando o pessoal foi para o saco. Pelo menos quem veio é bom;
- Aliás, para repor uma das vagas tive que entrevistar pessoas. E era vaga de estagiário. Recebi 6 currículos. Um deles, não tinha nem meia página (curiosamente foi quem eu contratei). Já um outro, era MUITO melhor que o meu. O que me fez ver a importância de um currículo bem feito;*
- Entrevistar estagiário é uma coisa muito divertida. Uns falam como se fossem deuses e os melhores do mundo. Outros, falam que não tem experiência e que querem uma chance de aprender. Eu contratei a que falou que queria aprender;*
- Aliás, nessas entrevistas eu consegui ver que é possível ver quando a pessoa está mentindo. E fiquei tentando adivinhar qual o tique de cada um mentindo. Um empolou todo. Uma mexia no cabelo. Outra, ficava com a voz trêmula. E um eu não consegui descobrir, porque era UM ROBÔ;*
- Por sinal esse robô era filho de jogador de futebol e largou a faculdade de computação em Portugal no 5o. período (o pai dele voltou para o Brasil). Uma outra era FORMADA em biomedicina;*
- Dia desses aí pra trás quebrei a minha regra de não beber durante a semana. E lógico que deu merda: desliguei o despertador sem perceber e do nada acordei 9:45 da manhã. Fiquei repetindo mentalmente até 10:25 (sim, eu tomei banho antes de sair de casa), quando cheguei na empresa, as frases: "Merda, merda, merda, merda" e "é por isso que você tem uma regra de não beber durante a semana". E aí tive que trabalhar no final de semana para recuperar o dia perdido;*
- Nesse dia, aliás, foi uma coisa meio bizarra: eu acordei de manhã e a minha mala estava feita. E eu não lembro de ter feito a mala;
- Descobri que existem pessoas que nadam na praia do Flamengo. Depois não sabem de onde surgem as mutações humanas;
- Aliás, pior ainda: descobri que tem gente que PESCA na praia do Flamengo;
- Dia desses aí pra trás estava chovendo e eu saí para "correr". Fiquei me perguntando se estava tudo certo comigo. A resposta veio na noite seguinte, quando eu comi umas 3.000 calorias em uma hora;*
- Comecei a assistir Breaking Bad. Recomendo a todos;
- A vida sem TV, mas com a locadora Torrent não é tão sofrida quanto eu imaginava. Estou sobrevivendo bem (mas só nos dias em que vou correr, porque chego mais ou menos tarde em casa e depois de um episódio de BB eu já estou quase dormindo);
- Marcaram o campeonato de futebol da minha empresa. Vamos ver se eu vou aguentar jogar todos os jogos;
- Descobriram recentemente um ligamento novo no joelho. Se é o mesmo que anda doendo do meu, eu tô fudido;
- Minha empresa vai mudar para um lugar longe pra caralho aqui no Rio e estão colocando linhas de ônibus para pegar e levar a galera em casa. Adivinha se tem espaço no busão que passa perto da minha casa;
- Já falei que rolou um aditivo no meu contrato de alocação aqui no Rio e que fico até o carnaval, né? Pois bem, em dias de calor como o de hoje (sensação térmica de 50 graus), eu me arrependo de ter vindo pra cá;*
- Quando eu falo que carioca é vagabundo ninguém acredita: semana passada, uma quinta depois do flamengo classificar para a final da copa do brasil, a PRIMEIRA pessoa DO MEU ANDAR a chegar (depois de mim, claro), chegou 9:15. A PRIMEIRA.
- Falando em futebol, tô até achando que esse ano o Cruzeiro ganha o brasileirão. Mas vamos aguardar a probabilidade aumentar antes de comemorar. Tem pouco nove depois da vírgula;
- Uns dois finais de semana pra trás, quase 5 da tarde, um amigo meu me liga e fala: "ou, churrasco aqui no sitio. Vem agora". O sitio fica a quase 100 km da minha casa. Eu fui. Ainda estou tentando entender o que deu em mim para ir;
- Cada dia que passa me dá mais tristeza ver a quantidade de dinheiro que a minha empresa joga no lixo por má gestão;
- Essa é boa: um cara da minha equipe pediu para instalar o Chrome na máquina dele. E aí o gerente de TI (vou repetir: o GERENTE DE TI) falou que não podia, porque ia inserir muitas brechas de segurança. Falou que era para usar o Internet Explorer. Eu fiquei uns 20 minutos rindo quando li o email;

Bom, é isso. O temo dos estagiário rendia um post bacana só pra ele, mas agora já foi.

* Assuntos de post que morreram antes de serem publicados

31 de dez. de 2012

Retrospectiva 2012

Esse ano não vai ter post mês a mês. O motivo é simples: eu quase não postei nada este ano, logo não lembro o que aconteceu. E eu não estou brincando....

O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.

Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.

Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.

O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.

Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.

Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.

Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.

Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.

Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.

E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.


2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.

Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.

16 de dez. de 2012

Dia para ser esquecido

Normalmente eu adoro sextas-feiras. Por mais merda que dê (e sempre dá merda na sexta), é sexta-feira. Por mais tarde que você saia do trabalho (e eu sempre saio tarde na sexta), é sexta-feira.

Vou podeer sair do trabalho sabendo que a chance de dar merda no dia seguinte é muito pequena. Vou poder sair do trabalho e beber uma cerva gelada merecida. Vou poder dormir no dia seguinte até "tarde". Meu telefone dificilmente vai tocar no dia seguinte.

Tudo bem que as minhas semanas tem sido absurdamente cansativas e eu estou chegando nas sextas-feiras acabado, mas pensar nisso tudo que eu falei aí em cima me dá forças para resolver tudo quanto é problema e eu termino o dia feliz, com sensação de dever cumprido.

Mas sexta passada foi diferente. Primeiro porque a semana foi absurdamente tensa. Não nos projetos, que deram as merdas que sempre dão. Desta vez era problema interno. Um cara da equipe fez muita merda e descobrimos diversas coisas. Coisa suficiente para uma das pessoas que trabalha com esse cara vir conversar comigo para pedir demissão.

A solução era demitir o cara. E demitir pessoas nunca é legal. A equipe fica abalada, são alguns bons dias com o clima ruim. Mas precisava ser feito. E assim foi: o cara foi desligado e instaurou-se um clima ruim.

Eu não estava feliz, óbvio, mas também não estava preocupado: eu estava fazendo a coisa certa. Mesmo assim, estava tenso.

Mas o dia estava acabando e em umas duas horas eu estaria no bar, bebendo a minha merecida cerveja para relaxar. Os cliente já estavam em suas casas, a equipe já tinha ido embora. Não tinha como ficar pior, certo? Errado.

Meu chefe chegou perto das baias dos gerentes e comentou: "fulano está com leucemia. acabou de ser diagnosticado e está sendo internado agora para iniciar o tratamento".

Fulano é um dos bons funcionários do escritório. Tem sangue nos olhos e a faca nos dentes. Não é perfeito, óbvio, mas quer sempre mudar o mundo e resolver todos os problemas.

Cara, foi foda receber essa notícia. Já tive casos de câncer na minha familia, mas acho que era muito novo para entender a gravidade do problema (apesar de ter 17 anos na época). Mas como minha mãe estava calma (provavelmente para não desesperar ninguém), também fiquei calmo. Desta vez não. Hoje eu tenho noção do tamanho do problema. E fiquei bastante preocupado.

Mas agora é dar todo o apoio que o cara precisar e torcer para que tudo dê certo.

E esquecer que essa sexta-feira existiu.

30 de set. de 2012

Mentor++

A minha empresa tem um programa de mentorado que funciona maromeno assim: o funcionário escolhe alguém que ele vê como um modelo e que está numa posição onde o funcionário quer chegar. Aí ele conversa com o futuro mentor e pergunta se ele topa ser o mentor dele. Se o cara topar, ele formaliza com o RH e inicia o processo.

O esquema depois disso é o seguinte: sempre que o mentorado precisa de ajuda com alguma coisa, está com dúvida, precisa de uma dica, etc. ele procura o mentor pra trocar uma ideia.

No ano passado um monte de gente me procurava pra conversar, mesmo sem eu ser o mentor oficial. Além disso era o mentor formal de uma estagiária que saiu da empresa. Por algum motivo desconhecido esse ano eu parei de ser procurado. Talvez por ter subido na hierarquia (primeiro informalmente, depois formalmente) ou talvez por eu estar absurdamente mais estressado e cada vez com a cara mais fechada.

Aí na quarta (ou quinta, não lembro), pra lá das seis da tarde, um dos caras do administrativo foi até a minha mesa e perguntou se podia conversar comigo. Falei que podia, lógico, e fomos para uma sala de reunião.

O menino é bem simples, assistente administrativo, e faz engenharia de produção numa dessas faculdades mais fracas. O sonho do cara é ser engenheiro, mas ainda tem que comer muita grama.

entramos na sala e o cara começou a falar. A voz tremula, as palavras não saiam direito. parecia que ele estava com medo de mim. Depois de dar uma volta gigante, finalmente perguntou se eu poderia ser o mentor dele, porque ele queria chegar onde eu cheguei.

Falei que topava, sem problemas,mas que estava viajando muito e que poderia ser difícil conversar comigo. E como meus dias andavam muito corridos, pedi para ele marcar as conversas no outlook.

O cara ficou felizão e saiu da sala para conversar com o chefe dele. Aí encontro o chefe dele depois disso no café e ele comentou que o sujeito estava super animado. E seguindo a onda de definição de mentor, ele mesmo perguntou se eu poderia ser o mentor dele. Topei.

E de um dia para o outro ganhei dois memorandos novos. Resta saber se vou conseguir ajudar esse pessoal, que não são da minha area.

26 de set. de 2012

Elogie sua equipe

Estou passando por uma fase nos meus projetos que preciso muito dos setores de apoio da empresa: SMS, Compras, Contrato, etc. E toda vez que preciso da ajuda desse pessoal é um martírio. Tem vez que eu preciso FAZER o trabalho deles, porque senão sai tudo errado. E todo mundo da empresa reclama deles.

Hoje, especificamente, fui atendido MUITO rapidamente por dois destes setores. Em um dos casos, só agradeci pela ajuda. No outro, agradeci pela rápida ajuda. No primeiro caso, a resposta foi um simples "disponha". No segundo caso, foi o seguinte:
Valeu pelo e-mail de agradecimento pelo rápido atendimento , sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!
Essa frase, no fim de um expediente (já era mais de 7:30), me fez pensar na vida que esses caras levam. Deve ser todo dia a mesma coisa: um cara deixa para fazer as coisas em cima da hora e pede uma pancada de coisas urgente. Os caras fazem o melhor possível (pelo menos eu espero que eles façam o melhor possível) para atender o prazo e só ficam levando porrada. Até mesmo quando fazem no prazo previsto. Raramente devem escutar um "obrigado".

Deve ser uma merda. Aliás, É uma merda. Eu sei disso porque eu só sou cobrado pelo resultado: margem, margem, margem pela diretoria e prazo, prazo, prazo pelo cliente. Além, óbvio, das milhões de outras apurrinhações do dia-a-dia. E, em um mês inteiro, NENHUM "obrigado", ou "bom trabalho", ou "mandou bem". Mesmo quando você se mata para fazer as coisas. Afinal, aquilo é o seu trabalho.

Aí eu volto para a frase do nosso amigo: "sei que é obrigação nossa mas isso nos motiva a sempre melhorar!". Pô, a verdade é essa. TODO MUNDO é pago para fazer alguma coisa e, óbvio, deve fazer da melhor forma possível. Mas não custa NADA agradecer o empenho, o rápido trabalho, elogiar a qualidade... Isso aumenta o moral do funcionário absurdamente.

Como disse o Primo um dia desses, amor é o maior soft skill de um gerente de projetos. Você precisa amar a sua equipe. Eles tem que se sentir amados, parte de uma familia, protegidos. Isso vai fazer com que rendam muito mais. Vão ficar motivados para trabalhar.

O problema é que mesmo sabendo isso, eu acabo esquecendo de colocar em prática com todo mundo. Com o pessoal da operação eu até faço isso bastante: vou lá, converso com o cara, dou atenção, pergunto como está andando o trabalho, faço um cafuné (nas mulheres, óbvio). Além deles se sentirem bem eu vejo o que tem de risco novo no projeto (sim, numa conversa aparentemente "boba" de 5 minutos). Mas com os meus coordenadores eu só desço o sarrafo. É basicamente o que eu recebo de cobrança, mas distribuído por 5 pessoas.

Tá errado isso. E eu preciso me policiar para dar mais atenção à essa parte e reconhecer o bom trabalho do pessoal. Com tanta merda acontecendo todo dia nos projetos, um "bom trabalho" vai alegrar a vida do cara.

E você, já elogiou sua equipe hoje?

5 de jul. de 2012

Técnicas de email

Se teve uma coisa que eu aprendi nos últimos tempos foi a usar o email a meu favor. São pequenas técnicas que vi que funcionam bem para se conseguir o que quer. Como sou um cara gente boa, vou dividir estes segredos com vocês.

Ninguém lê mais que a primeira linha do email

Fato: emails longos são ignorados. Mesmo que o cara leia todo o email, só vai prestar atenção na primeira linha. Você quer passar a mensagem? Coloque na primeira linha o problema, para o cara assustar, e depois coloque os detalhes. Se der pra escrever a frase em menos de 60 palavras, garantia total de leitura. Isso vale pra apresentação também.

O importante é concluir com a solução para o problema (ou pelo menos umas 3 opções para o cara decidir o que fazer).

Ex. O projeto vai atrasar 3 semanas e vamos dar 30 mil de prejuízo. Isso vai acontecer por isso e aquilo e....

Para trazer o projeto para o prazo acordado e recuperar a margem vamos ....


Colocar a data do email no assunto

Essa eu aprendi recentemente, com o cara babaca de um post aí pra trás. A PRIMEIRA coisa que você coloca no campo de assunto é a data. Na teoria, não faz diferença nenhuma, já que todo cliente de email que presta tem lá a indicação da data que recebeu. Mas se você começa o assunto com a data o remetente vai olhar praquela merda toda hora e ver que não resolveu há XX dias. O efeito psicológico é fantástico.

E se o cara te responder e você for fazer uma tréplica, tem que atualiza a data no campo de assunto, senão o cara acha que tá com data antiga porque já tem muito tempo que ele te respondeu.

Ex. 02/07/2012 => Projeto da casa de força


Numerar o que precisa ser feito

Como ninguém lê o email inteiro, se você escrever 4 parágrafos com uma coisa a ser resolvida em cada um, só o primeiro item será resolvido. Então, para garantir que o cara vai resolver tudo, numere o que precisa ser feito, aí ele fica com o número na cabeça “tenho que resolver 5 coisas”.

Ex. Fulano, você está me devendo os seguintes documentos:

1) Planta elétrica
2) Planta de tubulação
3) Lista de materiais
4) Memorial Descritivo
5) Folha de Dados do TI


Use negrito

O negrito vai chamar a atenção da pessoa. Então você tem que saber usar: negritar tudo não adianta porra nenhuma. Negritar algo que não é importante também. O ideal é negritar palavras chave, como “não”, “nunca”, “sempre”, “temos”, “atenção” e, os mais babacas de todos “você”e “seu”.

Negrite também o que o cara fez de errado ou então datas chave: quando você enviou, quando deveria ter ficado pronto, coisas desse tipo.

Ex. Pedi esses equipamentos no dia 26/05/2012 e até hoje não recebi. Repare que já fazem dois meses. Quando teremos uma solução para este problema que está na sua mão?


Anexe emails de prova

A coisa mais comum de acontecer é o cara falar que não sabia, ou não lembra. Solução: anexe o email em que ele falou que ia resolver ou o email em que você fez a solicitação. Para isso, você tem que guardar TODOS os seus emaiil. Qualquer coisa pode ser útil um dia. E aí no corpo do email você coloca “conforme email ‘compra de material’ enviado no dia XX/YY/2012 (em anexo) vemos que...”.


Crie uma tarefa no Outlook

Essa é muito legal: quem usa Outlook pode criar uma tarefa e associar o sujeito na tarefa. Ela vai aparecer na lista de tarefas DELE e vai ficar piscando para ELE quando chegar a data limite para resolução. O mais legal: se ele apagar ou der como concluído você fica sabendo e pode ir cobrar dele.


Copie o chefe

Se nada mais funcionar, dê um reply no seu email perguntando “e aí? Já tem XX dias que eu estou esperando isso” e copie o chefe do sujeito. Se ainda assim não funcionar, dê mais um reply e copie o chefe do chefe (mantendo o chefe, para o primeiro chefe ficar com medo de passar a impressão que ele não fez nada). Pode ir assim até chegar na presidência. Alguma hora alguém vai resolver o problema.

O mais legal é que dá para fazer combinações das técnicas. Os usuários avançados sabem quando usar cada uma delas e as combinações que funcionam com cada pessoa. Por exemplo: um cara que não é proativo não vai ligar para a data no assunto, mas vai ficar apavorado se você copiar o chefe com vários pontos em negrito.

Fala a verdade, eu sou um chefe bacana, não sou?

4 de jul. de 2012

Promovendo a equipe

A minha empresa agora decidiu que para promoções a cargos gerenciais vai ter uma banca (ou assessment, como eles gostam de chamar). Basicamente a pessoa prepara uma apresentação de 3 slides e vai apresentar para a diretoria. Depois da apresentação rola uma sabatina e, se o cara sobreviver, ele é promovido.

Eu ainda não passei por isso, apesar de estar brigando pela minha promoção há algum tempo, mas meu chefe achou que um dos caras da minha equipe já estava pronto para ser promovido e marcou o assessment do sujeito.

Um detalhe importante que esqueci de comentar: se o cara não sobrevive ao assessment, ele fica UM ANO sem poder tentar novamente e, consequentemente, sem ter aumento. Basicamente é uma forma de falar com o cara “véi, pede demissão aí”, porque o cara vai ficar puto e desmotivado (e com o filme queimado). E quem indicar o cara e/ou for o gestor do sujeito também não fica bonito na fita.

Nesse caso, eu era os 2: o cara que indicou E o gestor. Claro que, para a diretoria, quem indicou foi meu chefe, mas o gestor continuo sendo eu (e eu participo da banca). Como o cara não pode fazer feio, tinha que dar uma ajuda pro cara.

A primeira versão da apresentação que ele fez eu dei pau. Falei o que eu achava que ele devia fazer, o que colocar em cada um dos 3 slides. Aí ele fez a segunda versão e eu gostei do texto, mas a apresentação tava problemática. Num slide o cara me usa traço para itemizar, no outro usa bola. Acho que nenhuma pessoa normal repararia isso, mas aos olhos treinados de alguém com TOC, era uma falha grave.

Depois que a apresentação estava fechada, comecei a preparação para a sabatina. Fiz uma lista de perguntas para ele estudar e responder. Eu estava em Manaus e o cara em BH, isso dificultou um bocado. Mas no fim funcionou. E fiquei falando pra ele: “é igual Projeto de Fim de Curso, um minuto que você fale a mais ou a menos vai pesar” e também “pensa numa entrevista de emprego. Você está se candidatando pra uma vaga na empresa”.

Tá certo que para o cargo que ele está se candidatando não é tão sinistro assim, mas era melhor ele ir preparado para a guerra e passar tranqüilo do que ficar tranqüilo e passar perrengue. Dito e feito: o cara foi lá, apresentou a bagaça e mandou bem. Já saiu com a indicação de promoção.

Fiquei felizão pelo cara e com sensação de dever cumprido.

4 de jun. de 2012

Ajudando a estagiária

Um tempo atrás, antes de eu sair de férias, reparei que uma das minhas estagiárias estava ficando na empresa bem mais que as 6 horas permitidas. Achei aquilo estranho e fui conversar com o dono do passe dela (agora o escritório está dividido por disciplina, só pego as pessoas emprestadas. Uma merda, mas é assunto pra outro post). Resumindo a história: ela não estava mais comigo e o projeto que ela estava alocada tinha um prazo suicida. Muito pior do que os meus. E aí tava todo mundo se matando, inclusive os estagiários.

Eu sou da época que estagiário era escraviário, não tinha dessa de limite de horas de trabalho, direito a férias (remuneradas!) e essas coisas que a lei(!) determinou. Não que eu achasse que na minha época estava certo, mas burocratizaram demais o estágio. A minha empresa paga horas extras para os estagiários, então deixa o povo trabalhar a mais, se eles acharem que não está impactando nos estudos. O problema é o povo saber dizer não quando está atolado de coisas na faculdade para fazer e precisando de tempo para estudar. E essa estagiária não soube fazer isso.

A menina já é daquelas guerreiras que trabalha 6 horas durante o dia e faz engenharia a noite. Quem fez engenharia dá valor a essas pessoas, porque a noite era a hora que se tinha para fazer trabalhos e estudar para provas. Não sei como as pessoas conseguem formar. No caso dela, acho que era nas 2 horas entre sair do trabalho e começar a aula. Só que como ela estava trabalhando 8 a 9 horas por dia, não estava conseguindo fazer as coisas da faculdade e estava quase tomando pau em uma matéria. Pior: fiquei sabendo disso só porque a engenheira que trabalha com ela me falou. Ela não abriu a boca para falar nada.

Aí eu volto de férias, com 200 milhões de coisas dando merda e precisando de solução, trabalhando de 8 da manhã até 9 da noite, fim de semana e tudo mais. Na semana seguinte, vou para Manaus. E aí, num determinado dia a noite, quando voltei para o hotel, conectei na rede da empresa e o skype genérico que a gente usa piscou. Era uma mensagem da menina falando "fiquei sabendo que você programa bem. Quer voltar pra faculdade?". Eu estava muito fudido, mas falei para ela me mandar o que precisava ser feito, que como eu tinha 4 horas de vôo desconectado, poderia adiantar alguma coisa.

Ela me mandou o trabalho e tinha coisa pra caralho para fazer (pelo menos parecia). Olhei aquilo e, lendo com calma, vi que era em C. Eu não programo de verdade tem uns bons 6 anos. Só brincava de fazer super blogador, super contador de horas, super controlador de gastos e coisas do tipo. E era em C#. Em C eu não programo desde meu segundo período de faculdade. Aceitei ajudar até pra relaxar um pouco e esquecer o trabalho (acreditem se quiser). Catei umas apostilas em C, baixei as aulas que o professor dela tinha dado, busquei uma ide de gente, já que o turboC não roda mais em computadores atuais e parti pra briga.

Na boa, C deve ser a pior liguagem de programação do mundo (mentira, tem COBOL, FORTRAN, ASSEMBLY, etc). É muito poderosa e você consegue fazer o que quiser, mas é MUITO chata. Ainda mais se você vai trabalhar com ponteiros (que era o caso). Não existe jeito fácil de fazer as coisas. Trabalhar com strings em ponteiros então é de querer se matar. Mas eu me diverti fazendo os trabalhos. A ideia inicial era eu fazer só uma questão, então escolhi a que valia mais pontos. Gastei pouco mais que as 3 horas úteis de voo (foram umas 5 no total, acho). Só que aquilo tinha me feito tão bem, poder relaxar no fim de semana e esquecer que o meu trabalho estava pegando fogo, que resolvi fazer o resto. Agora, não era nem para ajudar a estagiária, era para ME ajudar.

Aí numa sentada só, no fim de semana, fiz mais 3 questões. Coisa rápida, umas 3 horinhas. E no fim de semana seguinte, fiz a questão que faltava em mais uma hora em frente o computador. Eu lembrei o quanto eu me divertia quando era programador, a raiva que passava quando não conseguia resolver os problemas de linguagem já que "a lógica tá certa! Não é possível!". E em essas 9 horas que eu estava quebrando a cabeça e apanhando do C eu não pensei em trabalho. Melhor forma de relaxar impossível!

Resultado da história: ajudei a estagiária, relaxei do trabalho e lembrei do quanto gosto de programar. E decidi que vou voltar a fazer os meus programas de fim de semana. Aqueles programas que eu acho algo parecido no android market, mas que não são do jeito que eu queria. Quem sabe assim eu não morro aos 35 e chego aos 40 anos? Se eu ainda começar a fazer exercícios, chego até os 45!


Ps. Esse post ficou mal escrito pra caralho, né? Tô com preguiça de reescrever/revisar, então vai ficar assim mesmo.

7 de abr. de 2012

Quando eu gastei toda a minha sorte

Todo mundo sabe que eu não sou uma pessoa com muita sorte. Diria, aliás, que sou bastante azarado. Por conta disso, não costumo participar de jogos em que dinheiro está envolvido. Mas decidi ser um chefe mais próximo da minha equipe e fui em uma noite de poker que rola semanalmente na casa de um cara do trabalho.

Eu não jogo poker há MUITO tempo. No máximo uma ou outra jogadinha no Red Dead Redemtion e olhe lá. Mas como o cacife era 10 ronaldos, resolvi participar do evento esta semana. Vai que dava alguma coisa errada e eu ganhava dinheiro? Mas tinha que dar muito errado, já que o povo joga toda semana há mais de um ano.

Cheguei lá, fui relembrado das regras do Texas Hold'em e começamos a jogar. Curiosamente, as pessoas foram saindo e eu continuei na mesa (talvez porque não apostava quase nunca, só quando eu era o small ou big blind). Eis que eu já estava entre os 4 finalistas (o prêmio é até o 3º colocado). Estava até acreditando que poderia ganhar alguma coisa! Continuei segurando as minhas fichas como se segura a carteira no centro de qualquer cidade, mas os blinds já estavam bem altos, então tinha pouca ficha.

Até que numa das mãos, saí com um 10 e um rei de espadas. Resolvi pagar o blind e participar da rodada. No flop (quando são viradas 3 cartas) sairam um 8 e um valete de espadas. Aumentei a aposta, torcendo para sair mais uma carta de espadas nas duas próximas viradas. Abriram o turn e saiu uma dama de espadas. Porra, eu tinha um flush alto. Apostei tudo. All in. Era tudo ou nada. O cara que ainda estava na mesa, aceitou e abriu as cartas dele. Tinha dois 8, completando uma trinca. Saí comemorando, mas ele falou: "opa, calma lá que falta uma carta ainda. Posso fazer um four". Nessa hora, gelei. Tive certeza que iria perder.

Abriram a última carta e era mais uma carta de espadas. Nem olhei mais pra mesa, já saí comemorando. Até que alguém olhou pra mesa e falou: "opa, é um Ás". Saca só:


Se você não conhece poker, eu explico. Aquele Ás transformou o meu jogo em um Royal Straight Flush. simplesmente o jogo mais difícil de se fazer no poker. É uma sequencia de cartas do mesmo naipe, partindo do 10 e chegando no Ás. Ainda não está convencido? As chances de isso ocorrer são de 1 para 30.939. É quase tão difícil quanto ganhar a quina na mega-sena jogando 7 números.

Nesse momento, tive certeza que toda a minha sorte, a pouca que me restava, foi embora. E que nunca ficarei rico se depender da minha sorte. E como trabalho não deixa ninguém rico, definitivamente nunca serei rico.

Ah, para os que estão se perguntando, fiquei em 4º mesmo. O jogo estava durando horrores e eu acabei desistindo, porque já era 1:30 da madrugada. Mas se fosse num fim de semana, teria ficado até o fim e até teria chance de ganhar uns 10 ronaldos além dos meus 10.

E antes que falem que estou fazendo coisa errada, poker não é considerado jogo de azar no Brasil, porque a pessoa pode blefar. Tanto que tem até campeonato aqui no país.

26 de mar. de 2012

Coelhadas

Assuntos que não são grandes o suficiente para um post, mas que aconteceram nos últimos tempos:

- Depois que voltei a viajar para Manaus está igual à minha época de morada no Rio: já encontro várias pessoas “repetidas” no avião;

- Aliás, pegar vôo segunda cedo e voltar para BH sexta a tarde é encontrar velhos conhecidos da época da consultoria. Bem menos que na época do Rio, porque o vôo direto da Trip é 9:30 na segunda;

- Semana passada teve um encontro de gerentes no Rio e meu antigo gerente falou que 3 de nossos projetos apareceram no slide de “Top Profits”. Fiquei felizão;

- Para comemorar, montei uma apresentação com os resultados dos projetos e mostrei pra equipe. Todo mundo ficou satisfeito. Aproveitei para puxar a orelha em alguns pontos que estamos pecando (técnica do sanduiche) e no final parabenizei a todos, falando que mesmo com esses problemas ainda estamos indo muito bem;

- Em compensação estou sentindo que estão enrolando para me promoverem. Ando cobrando com freqüência o meu novo gerente, mas essa promoção depende do presidente da empresa liberar;

- Ser chefe é ver que a sua funcionária está de mal com a vida e comprar um chocolate para animá-la (era TPM mesmo, já que ela também tinha comprado um chocolate);

- Ser chefe é ir para Manaus e voltar com uma caixa de bombons de cupuaçu, bacuri, e todas aquelas frutas estranhas da Amazônia para distribuir para a equipe;

- Ser chefe é brigar por recursos, já que tem alguns gerentes duas caras na minha empresa;

- Ser chefe é fazer a avaliação de desempenho da equipe e ficar feliz que quase todo mundo da sua equipe é foda;

- Ser chefe é fazer a avaliação de desempenho da sua equipe e ficar chateado que uma pessoa que você botava fé não está correspondendo;

- Ser chefe é dar apoio e segurar a barra de um cara da equipe que está com a mãe com câncer;

- Ser chefe é ir à comemoração de formatura dos seus estagiários e ser tratado de forma diferenciada (o que eu não gosto);

- Mudando de assunto: uns dias pra trás atualizei o meu telefone com o Android mais novo (Ice Cream Sandwich). Vou ser sincero: esperei ansiosamente para esta atualização e fiquei MUITO decepcionado. A Samsung colocou a porcaria do Touchwiz por cima e não teve quase nenhuma diferença;

- Apesar da decepção, continuo muito feliz com o Galaxy SII. O telefone é MUITO foda e o sistema operacional é muito bom. Mas as vezes tenho saudade do bom e velho Windows Mobile, que fazia algumas coisas melhor que o Android;

- Desconfio que perto da minha casa tem algum bloqueador de sinal de celular. O 3G praticamente não existe e o edge não pega bem nem fudendo. O celular corporativo (um Nokia E71) simplesmente não conecta na rede;

- Os preparativos da minha viagem para o Chile estão parados. Viajo em menos de um mês e ainda não reservei hotel (nem decidi para onde mais vou além de Santiago). Cogitei a ilha de páscoa, o deserto de atacama e a patagônia, mas tem que vender um rim pra ir a qualquer destes lugares. Vou acabar indo pra Mendonça, na Argentina;

- Aliás, eu vou viajar de férias novamente e não vou ter acabado os bem vindos das oropa. To até com vergonha;

- Acho que é a primeira vez que vou para Manaus e não estou trabalhando no avião. Aproveitei para escrever todos os posts dessa semana (que estão muito mal escritos);

- Esse negócio da TRIP ter 3 lanchinhos até Manaus é ótimo. Como não dá tempo de almoçar, eu consigo agüentar até as 6 da tarde numa boa;

- Outro dia minha tia viu um cara morrer enquanto fazia caminhada na praça JK (o cara teve um infarto na frente dela). Decidi que não faço mais esportes, pois é muito perigoso;

- Durante o ano passado a minha empresa resolveu mudar a data do pagamento. Por conta disso, recebemos um salário a mais no ano e consequentemente eu me fudi no imposto de renda (pagarei mais de 500 ronaldos, segundo o rascunho que fiz outro dia);

- Depois de um pequeno período em que estava conseguindo dormir bem voltei a ter insônia. Agora, todo dia de 3:30 às 4:30 eu estou acordado. Uma merda;

- Atrás de mim tem 3 pessoas que trabalham na antiga empresa de consultoria. Sem fazer esforço sei que vão colocar um especialista de 6-sigma no cliente e que o projeto será de aproximadamente 50 milhões. Aí vão tentar pegar um cara local, para reduzir 800 mil de logística;

- Isso me lembra que tenho que tomar MUITO cuidado com o que eu falo em ambientes públicos. Imagina quanta informação confidencial eu já soltei;

- TENHO que escrever isso, que pintou na minha cabeça e está repetindo em loop infinito: minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá: seno A cosseno B, seno B cosseno A;

- A cada dia que passa tenho mais certeza que estou ficando louco;

- O Chico Anysio morreu, todo mundo fez um monte de homenagens, falaram dos seus personagens favoritos e bordões inesquecíveis. NINGUÉM falou do Bento Carneiro, o vampiro brasileiro (o meu favorito);

- Aliás, lembro que quando era moleque ficava acordado até altas horas só pra ver o Beto Carneiro. Estranho, né?

- E depois que coloquei o NINGUÉM ali de cima, saiu o seno A cosseno B e entrou uma outra música em loop infinito: ninguém... ninguém segura a América... Nobody fucks with america;

- Caralho, ainda falta quase uma hora de vôo. Não agüento mais;

- Minha família apareceu nos jornais e revistas: o advogado do Thor Batista é primo do meu pai. Pelo menos alguém na família ficou rico;

- Eu fiquei me perguntando quantos zeros vai ter o cheque que esse cara vai receber do Eike. Será que chega no milhão?

- A propósito, o tal primo torto foi advogado de várias estrelas: Pitta, Delúbio, Lalau... Só gente boa. Mas é por isso que ele está rico e eu não;

- A bateria do meu notebook é highlander. Toda vez que vou para Manaus fico impressionado;

- Essa vez estou servindo de burro de carga: estou levando uns 30 kg de coisas para Manaus. Desses 30 uns 10 devem ser meus (incluindo notebook), o resto é para a galera que está lá;

- Aliás, falei que vamos dobrar a equipe de Manaus? Imagina quantas histórias legais vocês vão ler por aqui;

- O que me fez lembrar de uma pérola: o cara sem noção do carro me mandou um email essa semana perguntando quando chegava o molder. Demorei CINCO MINUTOS para entender do que ele estava falando (se você não entendeu, avise nos comentários);

Esse post tá bem aleatório, né? Fui escrevendo as coisas que vieram à cabeça e na ordem em que fui lembrando. Agora chega.

10 de mar. de 2012

Funcionário novo

No contrato que tenho lá em Manaus que aloco pessoas (aquele do cara que pediu uma bota nova) tivemos que contratar mais um cara, que é um assistente administrativo que vai "tomar conta" do pessoal (as aspas são propositais. O cara vai é coçar os bagos). Como não conhecemos ninguém em Manaus, pedimos umas indicações com o pessoal do cliente e surgiram uns 10 curriculos.

Eu nunca tive que contratar ninguém na minha vida. Foi a primeira vez e vi que é MUITO difícil escolher a pessoa certa. Mesmo para um cargo simples como esse. Dos 10 curriculos, 3 eram superqualificados e que provavelmente não gostariam de ganhar o que foi previsto no contrato. 3 rejeitaram de cara, pois já estavam empregados. E os 4 que sobraram foram chamados pra entrevista.

Sério, dos 4, eu não queria contratar nenhum. Uma chegou atrasada na entrevista. Uma era até boa opção, mas estava estudando e formaria em engenharia em 6 meses (e provavelmente sairia). Um outro cara não apareceu. O cara que sobrou estava desempregado há quase 2 anos. Tinha alguma coisa errada naquilo, mas ligamos o foda-se, já que ele atendia aos requisitos.

Contratamos o cara, que ficou felizão, e uma semana antes do carnaval ele começou a trabalhar com a gente. Na primeira semana, não consegui falar com ele. Na semana seguinte, foi carnaval. Aí semana passada fui para Manaus e conheci o cara. E depois de uma semana e meia já vi que ele vai me dar dor de cabeça.

No PRIMEIRO dia que o cara me viu já perguntou quando chegava o notebook e o modem 3G. Porra, o cara é ASSISTENTE ADMINISTRATIVO e já tá pedindo notebook e modem? Tá certo, ele vai precisar disso, mas pô, já tem um conjunto notebook+modem lá que ele pode dividir com o resto do pessoal. Comecei, então, a fazer a espionagem social (tem outro nome pra isso, mas eu esqueci).

O cara queria conhecer os sistemas da empresa, aí falei: "cara, a rede está um lixo. Tenta na sua casa". E aí ele soltou, sem querer, que não tem internet em casa. Aham. Captei. Aí vi porque ele fazia tanta questão do modem.

Passado mais um dia, o cara vê o pessoal trabalhando com um software revolucionário e pergunta como faz para aprender. "Na marra", respondi. E não foi por mal, é que todo mundo aprende apanhando mesmo. Não faço idéia de porque o cara quis aprender a usar o software, lhe que ele não vai usar nunca, mas achei legal o interesse.

Passado um tempo, o cara continuou insistindo na porra do treinamento, ou que eu disponibilizasse uma licença para ele aprender. Aí falei que a licença custa 3 pratas por mês e que não dava pra dar uma só para ele brincar (o que é verdade). Observando um pouco mais como ele se portava no cliente, vi que ele conhecia um pessoal lá de dentro que trabalhava com esse software. E esses caboclos ganham até bem. Liguei os pontos. Mas como ele tinha parado de encher meu saco, liguei o foda-se.

Essa semana, voltei a Manaus com um gerente senior da minha empresa e o cara me by-passou e foi perguntar para o cara como é que ele fazia a porcaria do treinamento! Mandou uma historinha que estava precisando usar e que não sabia e blábláblá. O GS, que não sabia qual que era o papel do sujeito, falou pra ele que sempre rolam uns treinamentos, que era só pedir. E aí o cara começou a encher o meu saco novamente.

Mas o ponto alto destas 2 semanas de convívio foi com o uso do carro da empresa. A gente teve que alugar um carro lá, que fica com um dos engenheiros residentes. Esse engenheiro saiu de férias e o carro ficou com o maluco lá. No primeiro dia que cheguei em Manaus o cara falou que precisava encher o tanque. Eu achei que o engenheiro tivesse instruído o cara a pedir para eu encher. Tranquilo. Fui lá, enchi de boa.

Quando fui embora na sexta, tinha mais de meio tanque cheio, mas mesmo assim o caboclo pediu para eu encher novamente. "Precisa não. Semana que vem eu volto aqui e encho antes de ir embora. Tá de boa". Chego na terça e vejo que o tanque estava cheio. "Ué, quem encheu?", perguntei. Aí um dos caras da equipe falou "eu". Achei aquilo MUITO estranho. Não tinha razão NENHUMA para encher.

Desconfiado, chamei o cara que encheu num canto e perguntei "em que pé estava o tanque?". "Quase na reserva", ele respondeu. Ou seja: o maluco novato usou MAIS DE MEIO TANQUE em UM FIM DE SEMANA. De um carro 1.0!!!! Carro esse da empresa! Pior: ainda inventou uma historinha que um taxista deu uma ralada no carro e tal. Fui olhar e não era ralado de batida. O cara usou a porra do carro da empresa, no fim de semana, para viajar. E ainda fez com que pagássemos a gasolina!

A sorte dele é que eu tinha que voltar para BH e não consegui conversar ao vivo, mas ele vai ouvir um bocado pelo telefone essa semana.

24 de fev. de 2012

Eu sou bravo

Se teve uma coisa que aprendi com chefes antigos que eu tive é que ser chefe babaca não serve pra nada. Eu sempre tento ser um chefe justo e penso sempre no bem da equipe, afinal, são eles que fazem os projetos. Evito que o pessoal faça hora extra, libero em feriados, não importo que saiam no meio do dia para resolver problemas pessoais...DESDE QUE as pessoas entreguem o que foi combinado com eles. Apesar disso (ou por conta disso), eu sempre suspeitei que as pessoas me acham uma pessoa brava (afinal, eu cobro resultados).

Alguns fatos este mês confirmaram a minha suspeita. Pior: até os meus chefes acham que eu sou bravo. Primeiro, lá no começo do ano passado, colocaram um cara que já estava com a cabeça à prêmio para trabalhar comigo. Em meados de setembro o cara pediu para sair.

Aí no começo deste ano colocaram mais duas pessoas que estavam com a cabeça a prêmio para trabalhar comigo (mais uma vez porque estavam sem projeto). E pouco tempo depois elas foram mandadas embora.

Aí, na sexta-feira antes do carnaval (popularmente conhecido como semana passada), o gerente do escritório saiu de uma reunião de feedback que teve com um auxiliar administrativo do escritório, bateu no meu ombro e falou: "tenho um desafio para você. Fulano vai trabalhar na sua equipe em Abril".

Depois de mais um tempo de conversa, descobri o que aconteceu: o cara é ruim de serviço (de verdade) e quando "tomou" o feedback falou que não trabalha motivado, porque esta estudando engenharia e quer trabalhar com isso. E já que a desculpa é essa, vão colocá-lo para trabalhar com engenharia, comigo. Aí é o seguinte: ou vai ou racha.

Posso queimar a minha língua, mas acredito que ele não vai durar 3 meses. E aí eu vou passar a ser conhecido como o dono da equipe onde as pessoas com desempenho ruim vão para serem demitidas...

1 de jan. de 2012

Retrospectiva 2011

Achou que eu ia esquecer, né? Não esqueci não. Só não tive tempo de fazer. Mas vamos lá, deixar de enrolação, porque tradição é tradição e é sempre bom relembrar o que aconteceu no ano. O foda é que muita coisa não tem link, porque esse ano postei pouco. Mas vamos lá puxar da memória algumas coisas.

Janeiro

Janeiro foi um mês em que comecei a refletir na vida. Não adiantou nada, mas foi bom pensar naquilo. Passei raiva no trabalho e consegui ver que eu poderia fazer diferença na minha equipe.

Comecei a dar dicas para viajantes, idéia que morreu rapidinho, assim como os posts com resenhas de lugares que tinha ido no começo do ano.

Tive a cretina idéia de retomar a tradição do almoço de início de ano (minha casa ficou MUITO mais suja do que quando fizemos o Super Motherfucker Twix from Hell, o que achei que era impossível) e a ótima idéia de fazer a reunião de lições aprendidas com Ex-Xuxu.

Ah, é, e o blog completou TRÊS MIL POSTS, o que comemorei da forma que eu sei: com números e gráficos.


Fevereiro

Em fevereiro recomeçaram as minhas viagens para Manaus (que até não foram muitas. 2010 foi muito pior). Pelo menos descobri uma fonte baratíssima de livros (comprei vários durante o ano). Em compensação, todas as minhas roupas mofaram.

Fiz um exame de sangue um ano depois de receber o pedido e milagrosamente os resultados estavam ótimos.

O mais legal foi listar boa parte das minhas loucuras e manias, incluuindo a parte de análise de riscos em tempo integral. Foi aí que tive certeza que não sou normal.

Só para não deixar de falar do trabalho, teve a grande gafe da gente de RH da minha empresa...


Março

Em março eu vi como é difícil ser chefe e ter que avaliar as pessoas, treinar os meus substitutos e botar gente na linha. A parte legal é que fui convocado para dar um curso de GP para o pessoal do escritório (o que me tomou um tempo considerável).

Arranquei o alien que apareceu na minha orelha.

Neste mês tirei as minhas merecidas férias e viajei para o Peru. Demorou, mas fiz todos os posts de bem vindo e os de 2ª casa (cada palavra é um link diferente, ok?). E também comprei a minha passagem para a europa (antes mesmo de ter ido para o Peru, hehe).

Foi um mês de poucos posts, por causa da viagem.


Abril

Em abril eu postei pouca coisa nova, porque estava dando o tal curso de GP pra galera da empresa. E também porque tinha muito post de bem vindo pra ser feito (na verdade, levei uns 4 meses para fazer todos).

O blog fez CINCO anos, meu carro ficou preso no estacionamento do trabalho e fui na minha primeira festinha de criança de filhos de amigos meus (o que me fez pensar que estou velho).

No trabalho meus projetos desandaram, porque saí uma semana de férias e descobri uma merda gigante no celular corporativo (que não foi resolvida ATÉ HOJE).

Ah, é. E a saga dos jogos de PS3 teve mais um capítulo (ainda não achei o post em que ela termina, mas teve).


Maio

Fiz o pouso mais legal da história em Santos Dumont, a saga dos jogos teve mais um capítulo, deu merda em uma compra que fiz online (que acabo de lembrar que NÃO ME DEVOLVERAM o dinheiro), deu merda em um vôo para Manaus (nada que eu nunca tenha passado antes), descobri o Kashemir, do Küd Bier (que chope bom, meus amigos).

Passei por três provas de fogo sendo chefe (e acho que falhei miseravelmente). Um projeto deu merda e tive que passar a ser linha dura. Foi nessa data que deixei de ser um chefe bonzinho e passei a dar lenhada no pessoal que merecia.


Junho

Junho foi um mês que postei pouco. Teve muita coisa de bem vindo e pouca coisa nova. A coisa mais legal que eu postei foi essa aqui.

Mas o ponto alto do mês foi o fim da saga dos jogos. Nem lembro mais quanto tempo demorou, mas deve ter sido mais de 6 meses. Nem se eu fosse a pé pra gringolândia comprar os jogos teria demorado tanto.

No trabalho avisaram da mudança do escritório (e eu dei esparro), avisaram do meu aumento (e eu dei esparro), ganhei outro contrato em Manaus e dei e recebi feedback da equipe do projeto.


Julho

Julho foi um mês de alegrias: comprei a minha TV nova, oficializaram meu aumento (com direito a esparro) e ganhei um copo da backer, que deu uma confusão pra receber (basicamente porque eu sou chato), e mais dois que o véio me deu. Aliás, nesse mês a minha coleção aumentou pra caralho, por que o Frei Tuck fechou e comprei uma pancada de copos.

Em compensação, peguei o meu primeiro cliente babaca na empresa (LAG tá escrito errado no post, por sinal), tive que dar explicações ao diretor da empresa.

Um mês de poucos posts, pois passei muito tempo jogando PS3 na TV nova.


Agosto

Agosto foi um mês divertido. Entrei numa festa de penetra e dei esparro, vi o tamanho da minha coleção de copos (que aumentou consideravelmente desde então), joguei angry birds em 47", fiquei preso num elevador em Manaus, me senti VIP numa sala de embarque (e quase fiquei sem 2 celulares) e recordei de como conheci minhas bandas favoritas.

Em compensação, trabalhei como um louco, fazendo um bilhão de propostas comerciais e, finalmente, mudamos de escritório.

Setembro

Caralho, em setembro eu postei TRÊS vezes. nem lembro o que aconteceu. Só lembro que eu trabalhei para caralho porque vendemos um projeto gigantesco e para deixar tudo em ordem enquanto eu estivesse de férias. Além disso, Comprei um tênis novo depois de QUATRO anos, um cara ruim da minha equipe saiu da empresa e gerou o email mais divertido que já recebi do meu chefe e o cara que só parece ser homosexual. Não tem nada de afetado.

Mas lendo aqui e aqui aconteceram mais algumas coisas que não vale a pena ficar citando.


Outubro

Outubro, ah, Outubro. Um mês INTEIRINHO de férias e viagem pela Europa. Fiquei gripado uns dois dias antes de viajar, passei raiva no vôo de ida, andei pra caralho, conheci lugar pra caralho (e olha que só linkei posts de um país e uma cidade - estou devendo mais da metade dos posts de bem vindo e 2ª casa), reclamei do Véio e não postei praticamente nada (mas o dobro de setembro, veja só).

Voltei de lá com um bilhão de fotos, mais copos para a minha coleção, um telefone novo (muito foda, por sinal) e muito trabalho a ser feito...


Novembro

...o que me impediu de postar em novembro. E apesar de ter sido mês passado, não faço a MENOR idéia do que aconteceu. Só que eu trabalhei para caralho e que descobri que a Oceanair vende emails e a Dell compra.

Não vou nem perder tempo tentando lembrar o resto e já vou passar para...


Dezembro

...Que também não teve muito post. Teve vários de bem vindo, mas que linkei em outubro. Apesar disso, dezembro foi um ano MUITO agitado (e por isso que não postei nada). Tive duas festas de fim de ano, um casamento, meu aniversário (que passou em branco no blog e nas comemorações), uma colação de grau, uma festa de formatura e o pior natal da história.

No trabalho também foi sinistro. Tive um dia bom no mês e desde então só deu merda. Na véspera do Natal só não tive um infarto ou um AVC porque acho que sou um gordo saudável.

Depois disso, ainda teve mais merda, que não contei por aqui e que vou aproveitar pra contar: depois do dia que o presidente pediu explicações a merda estourou bonita. O presidente pediu explicações ao diretor comercial, que rebateu item por item das minhas considerações. Em algumas, ele levantou até pontos que podem ser usados, mas na maioria só estava defendendo o dele. E no final falou que "o GP não pode trabalhar na zona de conforto". Antes que eu pudesse responder o gerente do escritório botou panos quentes e falou para eu deixar a poeira baixar, mas o presidente queria ver o circo pegar fogo: mandou um email falando que esperava a tréplica do GP.

Antes que eu pudesse respnder, meu chefe, que está de férias, mandou um email jogando a merda no ventilador. O diretor comercial viu que tinha feito merda e botou panos quentes também. O presidente, vendo o tamanho que a coisa tinha tomado, também botou panos quentes. Virou uma merda gigantesca. respingou em todo mundo. E para mim caiu o maior pedaço: mandaram uma proposta gigante para ser feita em 3 dias.

Para piorar, um outro contrato do meu chefe deu merda e sobrou pra mim, já que o cara que ficou responsável é muito junior para resolver sozinho (sem maldade, ele realmente é pouco experiente). E lá fui eu entender o projeto, entender o problema e partir para a solução, que pode ser eu conhecer lugar mais inóspito que Manaus... Aguardem cenas dos próximos capítulos.

No geral, 2011 não foi um ano ruim. Consegui viajar muito e conheci vários lugares. Tive aumento, reconheceram meu trabalho, ganhei experiência pra caramba, mas isso tudo teve um preço. Trabalhei como um cão (novidade), deixei de aproveitar a vida (novidade) e fiquei encalhado.

Vamos ver se em 2012 as coisas melhoram...

17 de set. de 2011

Coelhadas

Como tenho trabalhado muito, vamos de fatos rápidos:

- Minhas férias estão chegando. Com isso, tenho muita coisa para fazer em muito pouco tempo, o que tem me deixado louco;
- Tem mais ou menos um mês que estou acompanhando o valor do euro para comprar quando viesse uma baixa. Essa baixa naõ veio, então no dia que chegou a 2,29 (cotação oficial) saí correndo do trabalho (literalmente!), saquei os ronaldos e fui compactar o dinheiro. Paguei 2,40;
- Acreditem ou não, desde então o euro tem subido absurdamente. Consegui comprar no valor mais baixo dos últimos 30 dias. Estou com medo;
- Ainda não consegui fazer nenhum mapa das cidades onde vou. Isso está me dando pânico;
- Ainda não consegui usar meu tênis novo, o que me deixa sem saber se levo ou não para a viagem. A chance dele machucar meu pé é gigante.
- Decidi que vou comprar um telefone novo nas oropa (é metade do preço do Brasil). Estou entre um Samsung Galaxy S2 e um HTC Sensation. Aceito opiniões e comentários;
- Antes de sair de férias coloquei duas metas: fazer o cronograma e o planejamento financeiro do projeto gigante. O problema é que desde que ele foi vendido eu fico, em média 1 hora sentado em frente a minha cadeira, mas em doses homeopáticas de 5 a 10 minutos;
- Até agora consegui fazer metade do cronograma (e já está com 2.000 linhas) e nada do planejamento financeiro. Isso porque teve um dia que trabalhei em casa e nessa última semana até 10 da noite, para fazer a coisa render;
- Para complicar ainda mais a minha situação, o pai de uma menina da minha equipe morreu. Ela já estava esperando, o que melhora um pouco a situação, mas todo mundo ficou chateado;
- Como ser chefe é estar com a equipe na alegria e na tristeza, fui ao velório, que foi em contagem. Fiquei muito puto com o pessoal com quem peguei carona: levei uma hora para chegar lá, ficamos DEZ MINUTOS e o povo resolveu voltar, levando mais uma hora. Pô, muita falta de educação: se vai no velório, fica mais um tempo e acompanha o enterro;
- O tal cara ruim pra caralho finalmente pediu demissão. E parece que chutou o balde de vez, porque está fazendo TUDO errado;
- Quando ele mandou o email confirmando a demissão pro gerente do escritório, o gerente encaminhou pra gente com o seguinte desenho, que exemplifica como eu fiquei também:


- Em troca do cara que vai sair vou ganhar dois tamagoshis estagiários: um cara novo, que dizem que é bicha (não confundir com homosexual. A diferença é gritante) e uma menina que já trabalha com a gente, mas com outra coisa;
- A menina, aliás, falou que gosta de trabalhar sob pressão. Falou isso com a pessoa errada;
- O frio resolver vir para BH na ÚLTIMA semana do verão. Deve ser pra eu ficar gripado na viagem (ou para acostumar com a temperatura que vou pegar lá);
- Um fato muito estranho está ocorrendo: estou sentindo frio. Essas viagens para Manaus devem ter estragado meu termostato.

Bom, acho que é isso. Agora vou lá fazer mapas.

24 de jun. de 2011

Feedback de projeto

Desde meu último projeto em Manaus (aquele do ano passado) eu tenho tentado fazer reuniões de feedback ao término dos projetos. Como o primeiro dos projetos deste contrato novo terminou “agora” (faz mais de um mês) resolvi fazer o feedback do pessoal que trabalhou no projeto.

Como foram nada menos que 46 pessoas que trabalharam no projeto, muitas com participações breves (teve gente que trabalhou menos de um dia), tive que fazer um pareto com o lançamento de horas do pessoal e usar a regra do 80/20. Quem estava entre os 80% do total de horas do projeto ganhou feedback. O resto vai ficou pra próxima.

Para não ser injusto com ninguém, chamei 3 pessoas para palpitar e me ajudar, mas em momentos distintos, para um não influenciar no outro. Além disso, ainda pedi para esses 3 (os mais experientes e que estavam mais ligados diretamente ao pessoal) para que preparassem o meu feedback também.

Depois de muito esforço consegui reunir informações dos 80% e montei o feedback deles. Chamei meu chefe pra conversar e mostrei para ele o que ia falar de cada um. Foi bem legal, porque ele tinha a mesma impressão que eu e que o resto do pessoal (as opiniões bateram na maioria dos casos). Aí eu me senti pronto para chamar o pessoal pra conversar.

Marquei sessões individuais de 45 minutos com cada um deles e agendei uma sala de reunião por vários dias (eram 2 pessoas por dia). Teve gente que “ganhou” feedback e teve gente que “levou” feedback. Um deles, especialmente, levou um feedback muito bem dado. Isso porque o gerente do escritório mandou bater no menino. Eu até acho que não bati com muita força, porque ele começou a trabalhar com um cara que é muito rígido e que vai colocá-lo na linha.

No geral, acho que o pessoal gostou da idéia e gostou de ter uma reunião de feedback após o projeto. Algumas pessoas até elogiaram essa prática, o que me deixou feliz. E o melhor mesmo é que acho que fiz alguma diferença pro pessoal, porque teve gente que já mudou pontos que eu assinalei como oportunidades de melhoria.

E os 3 que me deram feedback também não pegaram leve. Teve bastante coisa que eles me falaram que será útil em outros projetos. Mas o que eu fiquei mais feliz (além das oportunidades de melhoria) é que eles falaram também muitos pontos positivos. Sinal de que estou fazendo a coisa mais ou menos certa.