9 de ago. de 2008

Cúmulo da inutilidade

Quando vi essa notícia, no Uol Tecnologia, não acreditei. Um software para o iPhone custa 999 doletas. É, 5 vezes o preço do telefone. Isso, por sí só, já seria um absurdo.

Mas fiquei absmado mesmo quando vi do que se tratava o aplicativo. É essa tela aqui:


Sim, só isso. Não faz mais nada. Só mostra essa tela.

O pior: teve gente que comprou...

Apresentação do inferno

Na última semana eu fiquei mais ou menos por conta de uma apresentação que seria feita para o Vice-diretor da filial que estou. O cara é bam-bam-bam e, apesar de ser menor que eu, o povo tem bastante medo dele.

E por conta desta reunião, a apresentação foi e voltou para o meu chefe 6 vezes antes de fazermos as PRÉVIAS para os superintendentes. Cada hora mudava uma coisa. Normal, já estou acostumado...

A reunião com o vice-diretor seria na sexta, 14:30. E até quarta a noite não tinha conseguido fazer as prévias. Uma ficou marcada para quinta pela manhã. A outra, para sexta pela manhã. Normal, já estou acostumado...

Quinta de manhã o superintendente foi na minha sala e falou que não ia rolar de fazer a reunião. Falou que estava apertado e que "mais tarde" nós faríamos a reunião. Sim, "mais tarde" não é hora definida. Normal, já estou acostumado...

E TODA hora eu ia na sala do pessoal pra ver se conseguia fazer a reunião. E nada. Aí, às 17:40, fui na sala e o cara não estava lá. Se eu fosse embora sem essa reunião meu chefe comia meu rim. Então chamei os subordinados do cara. Não, isso não é normal. E eu não estou acostumado. Normalmente os caras enrolam, mas acabam indo à reunião. Ou então cancelam a reunião de uma vez. Mas tudo bem. Melhor o "baixo clero" do que nada...

No PRIMEIRO slide um dos caras já chiou. Falou que aquilo era um absurdo, que as metas eram inatingíveis, que o valor de benchmark era impossível de a empresa fornecedora se manter, que tinha erro... Aí comecei a mostrar que, mesmo se tirássemos o menor valor, o valor deles ainda era 4x MAIOR que o o segundo maior valor. Mas não adiantou.

Aí o cara começou a apelar, falando que já tinha 30 anos que ele trabalhava com isso, que eu não tinha noção do custo de fazer essas negociações com fornecedor, que a empresa do menor valor era problemática, e blábláblá. Isso, porque esse valor que ele estava reclamando era um quarto da meta. O valor que era metade da meta ele não falou nada, porque eu já cheguei com a solução pronta.

Nisso, eu já estava bem desgastado, apanhando de tudo quanto é lado e torcendo pros chefes chegarem logo pra me socorrer. Eu já não tinha mais argumentos. E comecei a mostrar que em outras coisas o cara estava bem, pra ver se ele acalmava, mas não adiantou. Ele ficou com aquele 0,00083 na cabeça.

E teve uma hora que ele quietou e comecei a mostrar os outros números. E nesse EXATO instante, quando a discussão tinha terminado, meus chefes chegaram. Continuei mostrando a aprsentação, rezando pra ele voltar pra discussão do primeiro slide. Mas não voltava...

Até que ele voltou. E nessa hora falei: "agora ele vai ver". Mas os chefes simplesmente falaram assim: "tá, a gente tira essa parte e revê essa meta". Imagina o quanto eu fique feliz...

Puto, voltei pro hotel com o estômago doendo. Estava sentindo os meus problemas gástricos voltando. Mas não dava pra ficar "apreciando a dor". Tinha que mudar a apresentação novamente.

Na sexta pela manhã o plano era mostrar a parte do outro superintendente (que fica em outro prédio de BSB) e voltar pro meu prédio normal para mostrar a apresentação pro superintendente do dia anterior e, a tarde, fazer a tal mega-reunião.

O cara, como sempre atrasou. Mostrei os números já esperando problemas, mas acabou que não tive. O cara aceitou numa boa. Mas assim que saí, o chefe dos G8 perguntou uma coisa e o SC disse: "pois é, também fiquei com essa dúvida". Isso considerando que mostrei as análises pra todo mundo, a apresentação foi e voltou 6 vezes e tudo mais. Normal, já estou acostumado...

E lá fui eu fazer todas as alterações e correr para mostrar para o cara da quinta. Mas no meio das mudanças o telefone do SC tocou e falaram que tinha cancelado a mega-reunião.

Relaxei e fui fazer as coisas com calma. E cada vez que mostrava as novas metas pro chefe, ele só falava "é, seu ganhos estão só diminuindo, né?". E cada vez que ele falava isso meu estômago doía mais. Normal, já estou acostumado...

Fomos almoçar e fiquei tranquilo. Nem precisaria voltar para o outro prédio, pra forçar a reunião com o outro superintendente. Na volta, 14:39, meu telefone toca. Era alguém da filial. E o diálogo foi assim:

- Alô, Esparroman? Aqui é Fulana. Só pra lembrar da reunião de 14:30.
- Não, Fulana, a reunião foi cancelada.
- A reunião com, o Vice-diretor foi, mas o resto do pessoal está aqui, te esperando.

Sério, devo ter ficado mais que branco. Só olhei pro meu chefe, que pela minha cara de preocupação também ficou preocipado e então disse:

- Olha, só me avisaram que a reunião estava cancelada. Ninguém me falou de reunião nenhuma.
- Nós avisamos Fulano.

O problema é que existem 2 "Fulanos". Um da minha empresa e um do cliente, que trabalha com a gente. O da minha empresa não poderia ser, porque ALMOÇOU com a gente. O outro, bem, estava longe "de nóis". Nisso passei o telefone pro SC e o roomie ligou pro outro Fulano.

Tudo o que ficou resolvido foi: "venham para cá". Mas nessa brincadeira já eram 3 horas e eu tinha um vôo para pegar muito em breve. Saímos correndo para a outra reunião e, quando chegamos lá, a sala estava vazia.

O cara deve ter ficado meio puto e cancelou a reunião. E a secretária começou a explicar, que tinha rolado uma confusão, e blábláblá... Mas para o pessoal, deve ter ficado a impressão que eu dei bolo em todo mundo.

Aproveitando a "folga", fui até a sala de uma das subordinadas da reunião de quinta e descobri o motivo da raiva dele. Um dos valores que a gente tinha, o que era 4x maior que o segundo pior colocado, na verdade era o segundo MELHOR valor. Quando falaram o tal valor com a gente naõ informaram que tinha um desconto de OITENTA PORCENTO.

Só que DUAS pessoas diferentes falaram o valor sem desconto, para DUAS pessoas diferentes e o GESTOR do contrato VIU as análises, com os valores sem desconto e NÃO FALOU NADA! Falta de controle total.

Normal, já estou acostumado...

Mas confesso que o stress destes dois dias, junto com os problemas de saúde gerados por ele (herpes, dor de estômago, úlcera, etc) me fez repensar muito se essa carreira de consultor realmente vale a pena...

6 de ago. de 2008

Cartão azul

Sexta-feira que vem eu completo as milhas necessárias para mudar de categoria na Tam e virar cartão azul. Isso depois de 7 meses de projeto.

O mais legal? O cara da logística passou a comprar passagens da gol que, além de não dar milhas, ainda é 1:30 h mais tarde que o vôo atual, da Tam...

5 de ago. de 2008

Sete meses

Este é o tempo que Xuxu me aguenta. E como sou muito romântico, em um email que ela abriu o coração e agradeceu um monte de coisas, respondi com um simples "de nada".

Porque a gente perde a companheira, mas não perde a piada...

Óbvio que ela entendeu a piada. E mais óbvio ainda que depois mandei um email todo bonitinho.

Xuxu, obrigado por me aguentar esse tempo todo.

Rapidinhas

Pausa no trabalho pra reclamar um pouco atualizar o blog.
  • No domingo, encontrei com o Joselito, que passou por BSB pra fazer uma prova de concurso (TCU, eu acho). E descobri que se ele não passar, vai pra Manaus, no TC de lá;
  • De domingo pra segunda, senti uma dor no estômago que não desejo nem pro meu maior inimigo. Me deu vontade de abrir a barriga e tirar o estômago com a mão, pra ver se melhorava;
  • Junto com a dor veio um belo piriri, que me fez virar do avesso;
  • Na segunda, estava parecendo um zumbi por causa dessa brincadeira aí. Hoje estou melhor, mas de vez em quando ainda dá uma pontada. Estou com medo de ser algo mais sério;
  • Com o tempo seco de BSB os bichos da minha boca não foram embora. Isso porque não pode passar o "batom" par evitar a rachadura do lábio junto com o remédio e com isso não cicatriza;
  • Aliás, outro dia meu lábio sangrou. O nariz ainda não sangrou não;
  • Ainda na linha "secura", minha cabeça dói quando fico algum tempo sem beber água. Muito bizarro como passa uns 15 minutos depois de encher a pança de líquido;

3 de ago. de 2008

Momento "Me mate, por favor"

Ontem, no Porão, durante o último show, em um dos momentos "Como alguém pode gostar disso", comecei a pensar nas coisas de trabalho que tinha que fazer hoje.

Sério, alguém me mate. Ou me interne...

Porão do Rock - Eu fui

Sim, sim, queridos leitores. Ontem a noite fui ao porão do rock. Após mendigar um ingresso e trabalhar a tarde inteira, fui me divertir. E vamos de fatos rápidos...

  • No caminho hotel -> Mané Garrincha, feito a pé, passei por uma obra. A obra, na verdade, é uma montanha de terra que sujou meu tênis e minha calça;
  • Ao chegar no lugar, fui entrar todo feliz e o cara me barrou. "Cadê o alimento?". Sem entender, li o ingresso e vi que tinha que levar um quilo de comida. Fiquei 3 reais mais pobre comprando de um cambista (cambista de comida. Era só o que faltava);
  • Como cheguei cedo, estava bem vazio. Mas foi bom que pude dar um rolé com calma no local;
  • Não sou só eu que mendigo coisas. A baixista do Autoramas também mendigou um arco/chifrinhos que piscam. Mais ou menos assim: "quero muito esse diabinho que brilha. Sensacional";
  • Não entendi muito o que Mundo Livre S/A estava fazendo lá. Mas tudo bem;
  • Aliás, achei que as bandas seriam mais podreiras, por causa do nome do evento. Mas não tinha nada muito pesado não;
  • Uma coisa muito legal é que eram 2 palcos principais. Enquanto uma banda apresentava em um, o outro era preparado para a banda seguinte, praticamente eliminando espera entre shows;
  • Além do palco principal, tinha um palco alternativo, para bandas menores. Confesso que em alguns shows preferi as pandas menores;
  • Consegui um lugar tão bom, mas tão bom para o último show, que não acreditei. Estava colado na grade que separava a área VIP do povão (eu era povão), mas bem em frente ao palco;
  • O lugar era tão bom que meu "best friend" Murphy fez com que um cara de uns 2 metros encostasse na grade do lado da área VIP e tampasse a minha visão. E o cara fez isso quando o show começou, então não tinha nem como eu sair de onde estava, pelas 250 mil pessoas atrás de mim;
  • Pra completar, o amigão ainda fez com que duas meninas ficassem ao meu lado, soltando gritinhos de "uuuuuuuuuuoooooooooooooooooouuuuuuuuuu" a cada 2 minutos. Na minha orelha;
  • Definitivamente estou velho. 7 horas em pé acabaram com meus joelhos (que já não são bons há bastante tempo);
  • Giraffas no meio do local era algo que nunca imaginei ver. Metaleiros black metal comendo batata frita em um show também não;
  • Outra coisa que nunca imaginei ver foi máquinas de fliperama. E com fila pra jogar;
  • Muse é uma banda estranha. Oscila entre "Caralho, isso é muito bom" e "como diabos alguém gosta disso?";
  • O mais legal? Quando todo mundo devia estar pensando "Caralho, isso é muito bom" eu estava pesando "como diabos alguém gosta disso?". E vice-versa;
  • Em um momento do show, me senti MUITO nerd. No telão, uma espiral e uns quadriláteros num formato conhecido. "Que louco! Razão áurea!", pensei. O resto das pessoas normais deve ter simplesmente achado legal o efeito;
  • Apenas para constar (mais uma vez): Pitty é um lixo;
  • Voltei para o hotel a pé, passando novamente pela terra, mas já sonhando em ligar todas as luzes do quarto e acordar o roomie. Mas ele não estava no quarto quando eu cheguei. Chegou 5 minutos depois;
  • No fim das contas, o show foi bacana. Mas como disse, esperava som mais pesado...