O lugar tem um estacionamento gigantesco, mas a recepção, onde compra-se o ingresso (10 ronaldos), água, comida, cachaça e lembranças, é pequeno. Se o estacionamento encher, não cabe todo mundo lá (esqueci de tirar fotos). As saída também são programadas e sempre tem um guia, mas não sei de quanto em quanto tempo tem saídas. Sei que esperamos quase meia hora para irmos até a entrada da gruta.
A entrada é meio longe e a subida é pesadinha. Leve água, porque se estiver quente, como estava quando fomos, a suadeira é intensa. Pelo que o guia explicou, são várias entradas para a gruta, além de um sitio arqueológico, mas só a entrada oficial é visitável por qualquer um. Eles pretendem abrir algumas outras entradas, mas ainda não tem previsão.
Ao contrário de Maquiné, a Rei do Mato é uma gruta curta, mas profunda. São 45 metros pra baixo e 190 metros pra frente. Por conta disso, a escadaria come solta, então prepare-se. E fica bem quente lá dentro, então a água é bem vinda. São 4 salões e o primeiro deles é só de pipocas no teto e couve flor na parede:
Os outros salões tem incontáveis e muito grandes estalactites e estalagmites. Ao contrário de outras grutas que eu já fui, tem várias colunas (quando as estalactites e estalagmites se encontram).
Um dos salões (acho que o segundo) é o das estalactites quebradas. Segundo o guia, a galera ia até a gruta para tirar pedaços de pedra pra vender como enfeite. Com isso, acabou com um monte delas, olha só o estado que elas ficaram:
Por sorte os vândalos ficaram só nesse salão e os demais ficaram guardados para que possamos ver a obra de milhões de anos de goteiras:
A partir desse momento eu mudei a forma de tirar fotos, e todas ficaram mais visíveis. O problema é que Xuxu tinha feito alguma alteração e elas acabaram ficando claras demais. Uma pena. Mas tem várias fotos repetidas, que fui tirando na volta, para que vocês possam ver a diferença entre a foto clara e a escura.
Curiosidades
Essa busquitinha aí embaixo tem 2000 anos. Imagina quantos anos demorou para criar cada uma das colunas gigantes que aparecem nas fotos acima...
Na construção das escadas muita coisa foi destruída. O exemplo são estas estalactites que ficam jogadas por diversos lugares da gruta:
Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).
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