9 de jan. de 2010

Quando eu quase mudei pro Rio

Interrompemos a série de posts retroativos para contar uma coisa que aconteceu nesta semana, mais especificamente na segunda-feira. Liga o efeito de "frashback"...

Em meados de dezembro o gerente reserva do escritório me ligou e perguntou quanto tempo eu tinha de formado e quanto tempo eu tinha trabalhado com consultoria. Falei e ele falou "tá bom. brigado" e desligou. Uns 10 minutos depois recebi um email do RH pedindo para que eu atualizasse meu currículo urgente. Sendo que eu tinha recebido um desse menos de um mês antes. Na hora saquei e twitei: estavam vendendo a minha alma para alguém.

Segunda, voltando de feriadão, começo de ano novo o tal gerente me liga novamente e pede pra eu descer que ele queria conversar comigo. Como estou fazendo um trabalho para ele, achei que fosse sobre isso e nem lembrei dos fatos de dezembro. E lá fui eu pro andar dele.

Cheguei e ele me chamou pra entrar na sala de reunião. Se te chamam para a sala de reunião, podem ser duas coisas: promoção ou notícia ruim (ruim pra você, lógico). Se fosse promoção ele estaria com um envelope branco na mão. Como não era o caso, lá vinha uma bomba.

E o cara não fez meia hora: já mandou um direto de direita: "é o seguinte, nós fechamos um projeto no Rio de um ano e estamos querendo te mandar pra lá. Seu currículo foi o único aceito para a função e preciso que você decida se vai ou não". Ainda meio zonzo com a porrada, perguntei quando poderia dar a resposta. "Amanhã até a hora do almoço", ele respondeu.

Aí ele falou que a casa e a faxineira seriam por conta da empresa e que dariam uma ajuda de custos para telefone, comida, lavanderia e passagens aéreas que daria para voltar quinzenalmente. Essa última parte despertou meu alarme "pegadinha do malandro". Aí tive que perguntar "como assim?". E ele explicou: dariam x ronaldos que normalmente dá para voltar quinzenalmente, incluindo passagens e deslocamento casa -> aeroporto (que, em BH, pode sair mais caro que a passagem). Só que não falou nenhum valor de nada.

Aí eu vi que ia dar merda. O "normalmente dá para voltar quinzenalmente" devia ser um valor médio da passagem. Mas em épocas como férias, carnaval, feriadão, etc é LÓGICO que teria que tirar grana do meu bolso para voltar pra casa.

Ele falou ara eu ligar para o gerente do projeto no Rio, para ver qual seria o trabalho, e pensar para avisar se eu animava ou não. Saí da sala e fui direto no meu gerente. Conversei, expliquei a situação e falei que não concordada com essa história de receber a notícia em um dia e dar a resposta no outro, sem saber as condições reais. Fora que quando eu fui contratado o que me falaram é que até 1000 km sempre era quarto individual e retorno semanal e que não tinha gostado da proposta, principalmente por não ser retorno fixo e sim "se vira nos 30".

Depois de chorar mais um pouco ele falou que primeiro eu deveria ligar para o gerente do rio para ver o que era o trabalho, que eu poderia achar muito do caralho e pedir pra nem voltar. E que depois que eu conversasse com o gerente voltasse a falar com ele.

Liguei para o cara e, putaquepariu, era um mega cornojob. Mega-ultra-power cornojob. Eu sairia passaria de fazer trabalho de gerente de projetos para passar a fazer trabalho de estagiário com 2 neurônios. Sério. Mas o cara falou que era um projeto estratégico do cliente e que por conta disso ele pediu gente experiente, que só o fato de terem aceitado o meu currículo já era pra eu ficar feliz e blábláblá.

Como já era pra lá de 7 horas, voltei pra casa, para matutar. A situação era basicamente a seguinte: eu iria para um lugar que não gosto (Rio), fazer um trabalho que não gosto (o cornojob), num esquema de logística que eu não gosto (dividir AP e volta quinzenal), postergando a minha possível promoção deste ano, jogando fora o reconhecimento que consegui a duras penas em 2009 para, talvez, conseguir voltar para BH em 2011 e, talvez, ser promovido em 2012.

Alguém com mais de 2 neurônios (logo o cara que faz o trabalho que eu faria não serve) pensaria "e você ainda foi pensar?". É, eu sei. não deveria ter perdido nem 5 minutos pensando. Só que minha empresa costuma colocar um asterisco no nome de quem não aceita viajar, por ser inflexível e não ter o espírito da empresa. Isso que me fez pensar.

Depois de muito pensar, conversar com meu pai, conversar com Xuxu, rolar na cama até meia noite, consegui dormir (mas sem chegar a uma solução). 4:30 acordei e fiquei até as 6:30 rolando na cama e pensando o que fazer. Nesse meio tempo já tinha feito milhões de contas e estava decidido: iria para o Rio se:

- Ganhasse um aumento considerável
- Tivesse retorno semanal fixo
- Não dividisse quarto

E eu tinha bons argumentos para conseguir barganhar isso. O primeiro era a entrevista para entrar na empresa. O segundo (e que foi o que matou meu chefe) é que eu estava me matando pela empresa nesse projeto atual e que não tinha recebido nada em troca. Além disso, eu abriria mão de muita coisa para ir para o Rio e que a empresa tinha que abrir mão de algumas coisas também.

Ele falou que ia conversar com o gerente do escritório, porque achou que iam me desperdiçar mandando pra lá e que se tinham me prometido essas coisas na contratação teriam que honrar. E foi lá. Nem me deu a chance de negociar diretamente com o cara (já tinha todos os números na cabeça).

Enquanto isso fui para outra reunião, de trabalho. Fiquei lá até 1 da tarde e quando voltei para a minha mesa para pegar a carteira para almoçar cruzei com o meu chefe e ele falou que "estamos vendo a sua situação". E fui almoçar. Pouco depois ele me liga e fala "só pra você almoçar tranquilo, conversei com o pessoal aqui e você não vai mais. Já te tirei da pegadinha".

Fiquei preocupadíssimo, porque não sabia o que ele tinha falado com o Gerente do escritório e que pudessem ter colocado o asterisco no meu nome. Logo que voltei do almoço fui conversar com ele, mas ele não estava lá. Por conta desse pepino, fui conversar com outro gerente, que é o meu mentor.

O cara foi fantástico. Falou que eu fiz mais que certo, que eu estaria jogando fora a minha carreira indo pra lá. E que se foi dito uma coisa na entrevista, tinham que manter a palavra. Mas que ele não sabia o que havia sido discutido e que não sabia qual era o dano que aquilo teria gerado. Que ia sondar e que me dava o retorno. Ontem, no fim do dia, ele falou que segunda a gente conversava.

Não sei o que deu, mas pela conversa que tive com o meu chefe ontem, parece que não só não deu problema nenhum como o fato de eu ter falado que tá na hora da empresa começar a me recompensar abriu o olho do pessoal do alto escalão. Acho que em breve sai um aumento e/ou a tão sonhada promoção.

7 de jan. de 2010

Criadouro de mosquitos

O apartamento do Véio é no último andar do prédio onde moramos. Não, não é cobertura, infelizmente. Mas como prédio é baixo e tem um árvore gigante em frente, quando chega essa época de fim de ano e chuva meu quarto fica infestado de mosquitos. Mato mais ou menos uns 20 por noite (graças a isso aqui), sendo que ainda sobram uns 10 para não me deixar dormir. E não tem raid que deixe meu sono tranquilo, os insetos já estão imunes ao veneno.

A culpa é da maldita árvore, que joga 200 quilos de folha no telhado e estas folhas entopem as saídas de água do telhado. Vira, basicamente, um piscinão de ramos para os mosquitos fazerem um churrrasco, fornicarem e procriarem. E como não pára de chover em BH de dezembro a março, não tem como subir no telhado para limpar.

Semana passada, já de saco cheio de ter que enfrentar os malditos, o Véio resolveu fazer uma gambiarra e limpar os ralos sem ter que subir no telhado. Colocou a escada na varanda de casa, catou uma mangueira velha e ficou cutucando o ralo até desentupir e jorrar água. E a palavra é esta mesmo: jorrar. Dá uma olhada nas fotos:



Ficou assim durante uns 5 minutos. Sem brincadeira. Devia realmente estar uma piscina no telhado.

Não sei se melhorou a quantidade de mosquitos, porque ainda não voltei em casa depois que ele fez isso... Não adiantou porra nenhuma. Continua infestado de mosquitos. Mas ele deu uma idéia muito boa de onde colocar o raid e tenho conseguido dormir sem ser carregado pelos mosquitos.

6 de jan. de 2010

Morreu

Em meados de 2004 (se não foi antes), juntei um bocado de dinheiro e resolvi comprar um notebook. Resolvi que faria um investimento de peso, comprando coisa realmente boa. Aproveitei que a irmã de uma amiga estava vindo da gringolândia e perguntei quanto que ela queria pra trazer um notebook pra mim. O preço foi bem salgado: R$ 4.500,00. Se hoje é um dinheirão, imagina na época...

O computador era um toshiba top de linha: Pentium 4 2.8GHz Hyper Threading, 512 Mb de RAM, 40Gb de HD, placa de video ATI 64Mb. Um canhão, pra época (de verdade!). E como era a moda da época, era gigantesco: tela de 15" e resolução incrível de 1024x768 pixels. Ele era MUITO grande e devia pesar uns 4 a 5 Kg. Olha as fotos dele comparadas com um notebook atual.

O bichão me serviu por anos até que, em um ato de solidariedade, troquei-o com a minha mãe, que me deu uma coisa dinossáurica. Na época eu estava com um notebook da empresa de consultoria e viajando, então o azulão estava encostado.

Foi a pior coisa que eu poderia ter feito. A Véia não tem cuidado NENHUM com coisas dos outros e conseguiu QUEIMAR o notebok com cigarro. DUAS VEZES. E, mês passado, conseguiu estragar o bicho de vez. Foi-se o HD e o Cooler. E não tem lugar nesse mundo que tenha peças de reposição.

Infelizmente terei que aposentar o bicho. Tentei reaviva-lo, mas não teve jeito mesmo. Ele começa a ligar e depois morre. Aí fica em dando boot em loop infinito, até que você desista e desligue.

Fique em paz, azulão. Você foi muito útil enquanto viveu.

5 de jan. de 2010

Cartãodecreditado

Como eu comentei ontem por aqui, em fevereiro eu finalmente faço uma viagem de férias, coisa que não acontecia desde janeiro de 1999. Por ser uma viagem internacional, percebi que precisaria de um cartão de crédito. E que este, obviamente, deveria ser internacional.

Dei uma olhada em anuidades, taxas de juros, aceitação e blábláblá e o que me daria um valor razoável de limite, dado o meu salário vale-coxinha. O escolhido foi o American Express Gold (eu queria o platinum, mas meu salário não permitiu).

Eu sei que AMEX é uma porcaria, que não é aceito em muitos lugares, que as taxas de juros são altíssimas e blábláblá, mas pô, é de graça! E como a minha intenção é usar na Argentina e o Hotel aceita e os demais pontos onde for também devem aceitar, porque é lugar de gringo, é a escolha ideal. Depois disso, posso usar para colocar gasolina no carro (meu maior gasto mensal), porque o posto onde abasteço aceita. E como já é um gasto que eu faço normalmente, vou pagar em dia e não vou ter que pagar juros e multas.

O que me deixou mais impressionado foi a velocidade do sistema deles: pedi numa terça, mandei a documentação por email no mesmo dia, quinta já tinha sido aprovado e segunda da semana seguinte chegou o cartão aqui em casa. Olha que belezura (tirando a parte tosca que editei o nome e o número):


Agora é tomar cuidado para não virar esses dependentes de cartão (o que eu acho muito porco provável).

2 Anos

Em novembro de 2007 eu conheci uma pessoa fantástica no blogcamp. O tempo foi passando, a gente foi se conhecendo melhor e há 2 anos acabamos saindo. Desde então minha vida tem sido muito melhor (a dela eu já não garanto, porque sou muito chato).

Foram Bem-Vindos, 2ª Casas, Amar é... e vários Ê Murphy com Xuxu. mas todos eles valeram muito a pena.

Xuxu, muito obrigado por estes ótimos 731 dias juntos.

4 de jan. de 2010

Viagem de férias

A última vez que fiz uma viagem de férias foi em janeiro de 1999. Sim, você leu certo. E entre esta última viagem e hoje, eu tive apenas 20 dias de férias, em janeiro de 2008. Sim, você leu certo. E mesmo assim, estas férias foram forçadas, tiradas de uma hora pra outra e não deu tempo de planejar nada.

Este ano resolvi que faria diferente. Marquei minhas férias com mais de 3 meses de antecedência, pra não correr riscos. Como finalmente tinha minhas 20 mil milhas da TAM, poderia viajar de grátis para qualquer lugar da américa latina.

Como Xuxu não tinha milhas, não daria pra fazer muitas estripulias (ou seja, nada de Machu Picchu) e também não era uma boa comprar pacotes, porque as milhas não valem quase nada. A solução foi: argentina. Vamos para Buenos Aires e marcamos o hotel por nossa conta.

Ainda não definimos o roteiro, mas já vimos alguns passeios a cidades próximas que valem a pena. Ainda estou tentando convencer Xuxu a ir a Montevidéu de busão, mas não achamos nada barato.

E aí, queridos leitores que conhecem Buenos Aires, qual é a boa por lá? Sugestões, recomendações e palpites são MUITO bem vindos.

3 de jan. de 2010

Combinado não é caro

Eu sei que eu tô devendo um monte de posts. Muita coisa eu escrevi hoje e agendei para a semana que vem. Mas pensei bem e, como do dia 25 de janeiro até depois do carnaval estarei de férias ( \o/ ), com uma viagem já marcada do dia 5 ao dia 11 ( \o/² ), resolvi jogar os posts que são atemporais - bem vindos (4!), esparroman recomenda e 2ª Casa - para esta semana.

Os demais, vou postado durante esta semana para, semana que vem, começar só com assunto "novo". É bom para mim, que posso ir escrevendo aos poucos (e gastar tempo escrevendo o artigo final da pós) e para vocês, que não ficam sem o que ler enquanto eu estiver viajando.

Se não gostarem, bem, problema de vocês. Eu preciso terminar de escrever o maldito artigo até dia 12 e esses posts de fotos tomam muito tempo...