24 de fev. de 2011

Cavaleiro do Apocalipse

Várias pessoas já me falaram que eu sou muito pessimista e que só vejo o lado negativo das coisas. No trabalho, normalmente, isso é visto como uma coisa boa, porque eu consigo "prever" o que vai dar merda e consigo fazer um plano B para a situação. Na verdade, o que eu faço é uma análise de riscos. O problema é que eu faço isso com TUDO e O TEMPO TODO. Em uma conversa boba, de buteco, eu consigo ver os riscos se formando. Tipo essa propaganda abaixo:


Várias vezes eu me sinto o cavaleiro do apocalipse. A pessoa está lá, toda empolgada falando sobre alguma coisa que ela está pensando em fazer e eu vou lá e jogo aquela ducha de água fria: "mas você já pensou em tal coisa?". A pessoa fica puta e eu fico com a estigma de pessimista. Não é que eu não tenha achado legal para caralho, é só que eu estou vendo o que pode dar errado para ajudar a pessoa a ter um plano de mitigação do risco.

Não, eu não sou normal. Sim, eu tenho que mudar. Pelo menos para parar de fazer essas análises com os planos de outras pessoas...

23 de fev. de 2011

Técnica do quarto arrumado

Essa técnica é para os leitores bagunceiros aprenderem como se portar em um hotel. Nas minhas inúmeras viagens, já vi muita coisa que acontece em hotel e já conversei com muita gente que se hospeda em hotel e que trabalha em hotel. Com essa bagagem, cheguei a uma conclusão simples: deixe sempre o seu quarto arrumado.

Assim que chegar ao quarto, retire as suas camisas da mala e pendure no armário. Lá deve ser o máximo de espaço que você deve ocupar com roupas além da sua mala. Na medida em que for usando as roupas, vá colocando-as em cima da mala (do lado de fora mesmo), dobradas. O tênis / sapato também podem ficar fora da mala, lógico. Não deixe a roupa espalhada pelo quarto, depois vou contar a razão.

Já os seus apetrechos (notebook, celular, carteira, coisas de banho, etc) devem estar sempre em um mesmo lugar, de preferência guardados. NUNCA deixe sua carteira e seu telefone dando sopa. São coisas pequenas e que você pode esquecer facilmente. O notebook, apesar de ser maiorzinho, também merece um cuidado especial. O ideal é prendê-lo com aqueles cadeados, que não garantem nada, mas dificultam o roubo.

Jogue tudo o que for lixo no lixo. Não deixe nada que for lixo fora do lixo. Isso evita que coisas importantes sejam jogadas fora sem você querer. Resto de comida, pratos sujos, e utensílios de cozinha utilizados devem ser colocados do lado de fora do quarto assim que terminarem as refeições.

As razões para tanta recomendação? Vamos lá...

- Já teve um consultor que comprou alguma coisa com o cartão de crédito e quando chegou no quarto, enfiou a mão no bolso e pegou o cartão com a nota fiscal e outros papéis amassados e colocou em cima da mesa do quarto. Saiu para trabalhar e quando voltou, a pilha de papeis não estava mais lá, assim como o cartão de crédito. A faxineira achou que era lixo e jogou tudo fora.
- Um cara da minha equipe foi para o Rio e, como não ia usar o cartão do ticket a semana inteira deixou em cima da mesa do quarto, para não correr risco de perder ou ser roubado e foi trabalhar. Quando voltou pra BH, foi tentar usar o cartão e não tinha saldo. Entrou na página da ticket e viu que ele foi gasto em estabelecimentos do Rio. A arrumadeira pegou o cartão, usou, e colocou de volta no lugar.
- Já teve caso de cara da minha empresa que teve o notebook roubado DENTRO DO QUARTO. Deixou lá, foi jantar e quando voltou não estava mais. Alguém entrou no quarto e levou o computador.
- Uma vez dividi quarto com um cara muito bagunceiro. Era roupa espalhada no quarto inteiro. Uma semana, ele largou um pé de meia no quarto e não viu. Só reparou quando chegou em casa. Teve uma outra semana que esqueceu uma cueca.
- Conversando com uma arrumadeira do quarto de BSB, em um dos finais de semana que estava com preguiça de sair do quarto, ela me falou que quando pega um quarto organizado como o meu estava era "obrigada" a arrumar o quarto, porque sabia que se tivesse alguma coisa fora do lugar eu veria. Quando era um quarto que estava uma zona ela só arrumava a cama e dava por satisfeita.
- Nessa mesma linha de pensamento, mas levando para o lado ladrão: se você deixa o quarto arrumado, se roubarem alguma coisa você sentirá falta. Se está tudo espalhado, se pegarem alguma coisa pode demorar para você perceber (ou nem perceber).

E aí? Alguém já teve problema desse tipo no quarto do hotel?

22 de fev. de 2011

Esparroman RECOMENDA: Shaved Tight Pussy

A razão de eu ter ido ao Studio Bar foi, na verdade, ver o show do Shaved Tight Pussy (não achei link em lugar nenhum). A banda, recomendada pela minha querida amiga Consultora, é cover do Stone Temple Pilots e é do namorado de uma amiga dela, o Ex-Leo Nastácia (hoje conhecido como Leozinho, pois saiu da banda).

A história do cara é a seguinte: ele tocou com o Tianastácias durante 10 anos, inclusive na fase que a banda fez sucesso. Aí deu briga e ele acabou saindo (ou foi saído, não sei). Juntou outros amigos e resolveu formar o STP, para fazer cover do Stone Temple Pilots.

Como eles não conseguiram achar um vocalista, acabam convidando um diferente para cada show. No dia que eles tocaram no SB devia ser alguma ocasião especial, porque tinha uns 4 vocalistas diferentes, cada um cantando um conjunto de músicas. Neste dia trocou até o baixista em alguns momentos. [Update] Blogueiro burro, não sabe de nada (e entendeu tudo errado). A banda possui 4 vocalistas que se alternam entre as músicas. Obrigado, Consultora (mas que trocou o baixista em algumas músicas, isso trocou). [/Update]

Os caras são MUITO bons. Tocam bem pra caralho. Uma pena que o vocal estava meio baixo e não estava dando pra ouvir direito. Do meio do show pra frente acho que alguém avisou e melhorou bem o som. As músicas, pouco conhecidas de 90% das pessoas que estavam lá, são boas (afinal, é Stone Temple Pilots) e o pessoal só cantou a plenos pulmões em uma ou duas músicas, as mais famosas (tipo "Plush").

O show durou bem umas 2 horas e tocaram muitas músicas. Do meio pro fim, eu já bem embreagado, estava "sentido" as músicas e delirei com os acordes, que estavam sendo bem executados. Os vocais, apesar de serrem variáveis, também não deixaram a desejar.

Apesar de saber que de um show para outro não deve ter muita diferença, quando tiver outro show eu vou. Recomendo muito.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

21 de fev. de 2011

Esparroman Foi: Studio Bar

Fui ao Studio Bar pela primeira vez esse ano, mas ele já existe há muito tempo. Ficou fechado por um período, mas depois de reaberto o lugar ficou sensacional (não sei como era antes). Basicamente é uma casa antiga transformada em uma casa de show (tinha tirado fotos, mas já sabem, né? Então pedi ajuda ao Google Street View).


São vários ambientes e chega a ser meio "labiríntico". A decoração das paredes é toda em grafite e tem algumas guitarras e posters pendurados, bastante legal.Nas partes abertas, não tem mágica: se o dia está quente, o calor é infernal (como era o caso). São alguns ambientes abertos, com um bar, algumas mesas e uma parte descoberta, que vira o fumódromo.

Na parte fechada, o ar condicionado é potente. O palco é razoável e o som muito bom, apesar de ter um pouco de eco. A pista é até grande e em uma das laterais tem mesas para quem quer se sentar. Na outra lateral do palco fica um dos 3 bares. Ele é tão alto que eu tinha que esticar o braço para conseguir entregar a comanda pras atendentes. No fundo, um mezanino, também com mesas e outro bar.

O banheiro fica na parte aberta e é muito estranho. É basicamente um mictório calha gigantesco, com uns 10 metros pra mais e lááááááá no fundo uma casinha com uma privada. No começo da noite é bem limpo, mas depois que enche, fica meio porco. A privada, no dia que eu fui, foi inutilizada por vômito.

O valor da entrada varia, no dia que eu fui era 25 ronaldos para homem e 20 para mulher (bem caro) e as bebidas também não são picolé: 5 ronaldos a heineken long neck (que ainda te garante dor de cabeça no dia seguinte). Como era um dia muito quente, tomei umas 7 e minha conta no fim da noite foi uma graça. Pelo menos aceita cartão de crédito (Visa com certeza e acho que Master também), então empurrei a conta para o mês seguinte.

A proporção homem mulher varia muito durante a noite. Quando cheguei achei que estava no paraíso: tinha MUITA mulher e pouco homem, apesar de estar vazio. Sem exageiro: a proporção era 70/30 M/H. Com o tempo os cuecas foram chegando e igualou. Mais para o fim da noite a coisa inverteu e ficou uns 35/65 M/H.

Como cheguei cedo, estacionar não foi tão difícil (mas parei em outro quarteirão, num lugar meio escuro e que me deixou preocupado), mas imagino que estacionar no quarteirão seja impossível. Tem muito flanelinha (onde eu parei não tinha) e deve ser daquele tipo que cobra adiantado, porque quando sai (umas 3 da matina) já não tinha mais ninguém tomando conta dos carros.

O lugar é muito bacana e dizem que os shows são sempre bons (vou falar sobre o show do dia em outro post), mas o lugar é meio caro. Se fosse mais barato (pelo menos a entrada), iria com muito mais frequencia, mas ficar pagando 25 conto toda semana só pra usar o banheiro não dá.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).