Falando nos sistemas da empresa cliente, um deles, que eu fiz o curso outro dia, foi implantado. Ninguém acreditava que seria assim, todos achavam que ia demorar um monte para colocarem em prática. Mas não foi.
O problema foi exatamente esse: não ouve um planejamento de migração. Parte das coisas foi migrada, parte não. E uma parte MUITO importante, de faturamento, ninguém sabe como vai ser. O problema é que já tiraram o outro sistema do ar, logo não tem como faturar!
Para piorar, algumas pessoas, usuárias intensas do sistema, não foram nem avisadas sobre esta migração. Eu, por exemplo. Aí todo o trabalho que eu tinha tido em, hum, duas semanas foi para a sacola, porque eu tinha feito no sistema antigo e a migração ocorreu com dados congelados do início do mês.
Consegui conversar com o cara responsável pela migração e ele vai importar as coisas pra mim. Só que o que der erro eu vou ter que fazer na mão. Imagina que delícia: cuido de 9 projetos. Cada um, com um cronograma de maromeno 2000 linhas. Para cada um, vou ter que fazer alterações num sistema Web. Sistema esse que roda num servidor que não é lá grandes coisas e que não está em BH. Dá pra imaginar quantos dias vou levar pra arrumar tudo, né?
Isso porque a empresa que está implantando esse sistema novo é ESPECIALISTA em gerenciamento de projetos. Preciso falar mais alguma coisa?
30 de out. de 2008
Acesso garantido
Quando entrei na empresa nova me mandaram criar um usuário na rede do cliente, para poder acessar alguns serviços deles. Mas de cara, falaram: "ó, demora pra cacete, então usa esse usuário para acessar tais sistemas e esse para acessar a internet". E assim eu fiz.
A criação do usuário demorou um pouco, realmente. Cerca de duas semanas. E como só o usuário não adiantava de nada (para cada sistema que você quer acesso é necessário uma solicitação, assim como acesso à internet), acabei deixando de lado e usando os outros.
Segunda-feira, estava no cliente aguardando uma reunião e resolvi dar uma limpeza na caixa de entrada. Aí vi o email falando que o meu usuário havia sido criado. Resolvi testá-lo, para ver se era aquilo mesmo que tinham me falado. E realmente não tinha acesso a nada.
Como estava mais ou menos sem o que fazer, resolvi abrir os tais chamados para os sistemas. Não custava nada e algum dia eles atenderiam. Gastei a tarde inteira, é verdade, mas consegui criar todos os chamados (a cada clique que eu dava eram uns 20 minutos de espera). Criei e larguei pra lá.
Eis que começo a receber emails de aprovação dos chamados. Primeiro uma instância, depois outra, e outra... e assim foi a semana inteira. Até que hoje percebi que TODOS os chamados que eu abri foram e/ou serão finalizados até amanhã. Uma semaninha só.
E tem gente que está trabalhando com esse cliente há quase 6 meses e nem tentou solicitar o acesso...
A criação do usuário demorou um pouco, realmente. Cerca de duas semanas. E como só o usuário não adiantava de nada (para cada sistema que você quer acesso é necessário uma solicitação, assim como acesso à internet), acabei deixando de lado e usando os outros.
Segunda-feira, estava no cliente aguardando uma reunião e resolvi dar uma limpeza na caixa de entrada. Aí vi o email falando que o meu usuário havia sido criado. Resolvi testá-lo, para ver se era aquilo mesmo que tinham me falado. E realmente não tinha acesso a nada.
Como estava mais ou menos sem o que fazer, resolvi abrir os tais chamados para os sistemas. Não custava nada e algum dia eles atenderiam. Gastei a tarde inteira, é verdade, mas consegui criar todos os chamados (a cada clique que eu dava eram uns 20 minutos de espera). Criei e larguei pra lá.
Eis que começo a receber emails de aprovação dos chamados. Primeiro uma instância, depois outra, e outra... e assim foi a semana inteira. Até que hoje percebi que TODOS os chamados que eu abri foram e/ou serão finalizados até amanhã. Uma semaninha só.
E tem gente que está trabalhando com esse cliente há quase 6 meses e nem tentou solicitar o acesso...
29 de out. de 2008
Crea
No último fim de semana fui à casa da Véia e vi um papel amassado, com marca de café em cima da mesa. Era alguma coisa do BB que estava em meu nome. Abri, achando que era alguma coisa boba e vi que era do CREA. Um boleto de 7 reais escrito assim: "anualidade proporcional com desconto". O vencimento era dia 31/10.
Como não sabia o que era aquilo, não ia pagar. Para saber, ou ligando e sendo muito mal atendido ou indo ao próprio CREA. Como não tinha buscado a minha carteira ainda aproveitei uma folga entre reuniões e fui lá buscar a maldita antes que fosse cancelada e queimada.
Cheguei lá e fui atendido rapidamente, já que ninguém deve conhecer a unidade do Belvedere (ou então porque os ricos não fazem engenharia). Perguntei o que diabos era aquilo que eu tinha recebido e a mulher me explicou: era realmente a anualidade. O outro valor que eu tinha pago, 77 ronaldos, era só a INSCRIÇÃO. É, rapá. Aí tive que pagar estes 7 para pegar a minha carteira.
Carteira que é bem porca por sinal, mas é a provisória. Sim, demoraram 15 dias ÚTEIS para me entregar uma carteira provisória. A definitiva demora entre 4 e 12 MESES para ficar pronta. Sério. E não é entregue na minha casa, eu tenho que ir buscar no CREA. E não me avisam que ela chegou, eu que tenho que ficar olhando no site.
Essa carteira provisória, porca, dura um ano a partir da emissão (Setembro), mas a nova e definitiva pode demorar 12 meses a partir do dia que busquei (hoje). Ou seja, posso ficar sem carteira válida por 2 meses.
A desculpa da mulher para tamanha demora é que "a carteira é feita em Brasília". E como eu já trabalhei em BSB, sei muito bem do que ela está falando...
Como não sabia o que era aquilo, não ia pagar. Para saber, ou ligando e sendo muito mal atendido ou indo ao próprio CREA. Como não tinha buscado a minha carteira ainda aproveitei uma folga entre reuniões e fui lá buscar a maldita antes que fosse cancelada e queimada.
Cheguei lá e fui atendido rapidamente, já que ninguém deve conhecer a unidade do Belvedere (ou então porque os ricos não fazem engenharia). Perguntei o que diabos era aquilo que eu tinha recebido e a mulher me explicou: era realmente a anualidade. O outro valor que eu tinha pago, 77 ronaldos, era só a INSCRIÇÃO. É, rapá. Aí tive que pagar estes 7 para pegar a minha carteira.
Carteira que é bem porca por sinal, mas é a provisória. Sim, demoraram 15 dias ÚTEIS para me entregar uma carteira provisória. A definitiva demora entre 4 e 12 MESES para ficar pronta. Sério. E não é entregue na minha casa, eu tenho que ir buscar no CREA. E não me avisam que ela chegou, eu que tenho que ficar olhando no site.
Essa carteira provisória, porca, dura um ano a partir da emissão (Setembro), mas a nova e definitiva pode demorar 12 meses a partir do dia que busquei (hoje). Ou seja, posso ficar sem carteira válida por 2 meses.
A desculpa da mulher para tamanha demora é que "a carteira é feita em Brasília". E como eu já trabalhei em BSB, sei muito bem do que ela está falando...
28 de out. de 2008
Desbloqueio
Vi tanta gente reclamando que a Tim enrola pra desbloquear os telefones dela que fiquei com medo. O que eu comprei em BSB foi desbloqueado aqui em BH em menos de uma semana. Achei que tivesse alguma pegadinha, tipo fidelização por mais um ano, maz diz a mulher que não tem.
Vamos ver em fevereiro, quando eu for negociar o meu super desconto na mensalidade...
Vamos ver em fevereiro, quando eu for negociar o meu super desconto na mensalidade...
Finalmente, Google
Hoje o Google lançou um produto no GLabs que permite que você coloque gadgets do Calendar e do Docs dentro do Gmail. Coisa que já é possível fazer há quase dois anos, através do GreaseMonkey no FireFox (e que pedi aqui já faz tempo).
O Gmail fica razoavelmente mais lerdo, mas quebra um galho danado. Já estava de saco cheio de ter que abrir o docs toda hora para abrir os arquivos de controle de gastos e de horas trabalhadas. Fora que ter a agenda assim, fácil, bem ao lado dos emails facilita muito a vida. Principalmente pra quem usa muito, como eu, e que não quer deixar uma aba no navegador só pro calendar.
Só falta agora integrar o GReader e o Notebook ao GMail para eu ser mais feliz.
O Gmail fica razoavelmente mais lerdo, mas quebra um galho danado. Já estava de saco cheio de ter que abrir o docs toda hora para abrir os arquivos de controle de gastos e de horas trabalhadas. Fora que ter a agenda assim, fácil, bem ao lado dos emails facilita muito a vida. Principalmente pra quem usa muito, como eu, e que não quer deixar uma aba no navegador só pro calendar.
Só falta agora integrar o GReader e o Notebook ao GMail para eu ser mais feliz.
R$ 0,00
Este é o valor da minha conta de telefone celular deste mês. O problema, que vem desde FEVEREIRO, não é resolvido nunca. E olha que toda vez que eu ligo pra tim pra pedir meu dinheiro de volta (em dobro, como diz a Anatel) eu falo pro atendente: "olha, não tem como vocês verem o que está acontecendo não? Eu perco meu tempo ligando para vocês e vocês perdem dinheiro me pagando em dobro.".
O melhor é que já tenho 26 reais de crédito para o mês que vem e mais 16 reais que virão em dobro por causa das ligações cobradas erradas deste mês. A bola de neve só aumenta.
E tem gente que reclama de não conseguir ativar o plano de dados...
O melhor é que já tenho 26 reais de crédito para o mês que vem e mais 16 reais que virão em dobro por causa das ligações cobradas erradas deste mês. A bola de neve só aumenta.
E tem gente que reclama de não conseguir ativar o plano de dados...
Chapéu girafa
Como comentei aqui, no dia que fomos ao Zôológico Xuxu arrumou um chapéu-girafa. Como não tinha bateria no celular nem na câmera para tirar foto, fiquei devendo. Sábado tirei e agora coloco aqui, para vocês verem do que eu estava falando...

Agora imagina a cena de uma pessoa adulta com esse chapeuzinho ridículo pra fora do carro, enquanto estava em movimento....
Brincadeira, Xuxu, estava lindo, viu?
Agora imagina a cena de uma pessoa adulta com esse chapeuzinho ridículo pra fora do carro, enquanto estava em movimento....
Brincadeira, Xuxu, estava lindo, viu?
Vizinhos malditos
No meu prédio tem uma república de estudantes de medicina. Aspirantes a médico, todo mundo sabe, são as pessoas mais festeiras da história. Reza a lenda que o curso é foda, que tem que ralar pra caralho, mas nunca vi um povo que faz mais festa na minha vida. Quem rala de verdade vira fim de semana terminando um TP ou fazendo exercício/estudando para uma prova. Mas isso não vem ao caso.
Este grupo de pessoas que se acham deuses, como eu já disse aqui, não tem o mínimo de bom senso. Segunda-feira foi dia do funcionário público. Como são todos estudantes da UFMG, não teriam aula. Não ter aula para um estudante = feriado. E feriado = dia de festa. E festa = música alta + barulheira
Só que os cornos esqueceram que o resto das pessoas do prédio não são estudantes e tinham que trabalhar na segunda feira. Isso inclui este reclamão que vos escreve. Imagina que beleza que estava: calor pra carai, pernilongos quase me carregando, um som do inferno, alto pra cacete, povo falando muito alto (afinal, você já viu algum bêbado que fala baixo?) e eu tentando dormir para ter um bom rendimento no dia seguinte do trabalho.
Quando eu finalmente consegui dormir (+/- uma da matina) e ainda estava naquela fase "tô dormido, mas não tô dormindo", eles resolvem sair de casa e ir para outro lugar. Ótimo, não fosse a barulheira que eles arrumaram. Combinando pra onde ir, onde passar antes pra comprar bebida, quem vai em que carro... E tudo isso gritando, porque cada carro estava em um lugar da rua.
Pior: um espertão, querendo combinar alguma coisa com um dos caras que ainda estava no apartamento, começou a gritar pelo cara e combinar as coisas assim, berrando. E, lógico, berrando em direção às janelas dos quartos do prédio. Interfone realmente é para os fracos.
Eu JURO que quase levantei e desci, de pijama mesmo, para pedir para eles calarem a boca, mas o calor era tanto e a raiva era tanta que se fizesse isso acordaria a rua inteira.
Da próxima vez já combinei com o Véio de ligarmos para a polícia. Nada contra fazer festa, mas não atrapalhe meu sono de dia de semana.
Este grupo de pessoas que se acham deuses, como eu já disse aqui, não tem o mínimo de bom senso. Segunda-feira foi dia do funcionário público. Como são todos estudantes da UFMG, não teriam aula. Não ter aula para um estudante = feriado. E feriado = dia de festa. E festa = música alta + barulheira
Só que os cornos esqueceram que o resto das pessoas do prédio não são estudantes e tinham que trabalhar na segunda feira. Isso inclui este reclamão que vos escreve. Imagina que beleza que estava: calor pra carai, pernilongos quase me carregando, um som do inferno, alto pra cacete, povo falando muito alto (afinal, você já viu algum bêbado que fala baixo?) e eu tentando dormir para ter um bom rendimento no dia seguinte do trabalho.
Quando eu finalmente consegui dormir (+/- uma da matina) e ainda estava naquela fase "tô dormido, mas não tô dormindo", eles resolvem sair de casa e ir para outro lugar. Ótimo, não fosse a barulheira que eles arrumaram. Combinando pra onde ir, onde passar antes pra comprar bebida, quem vai em que carro... E tudo isso gritando, porque cada carro estava em um lugar da rua.
Pior: um espertão, querendo combinar alguma coisa com um dos caras que ainda estava no apartamento, começou a gritar pelo cara e combinar as coisas assim, berrando. E, lógico, berrando em direção às janelas dos quartos do prédio. Interfone realmente é para os fracos.
Eu JURO que quase levantei e desci, de pijama mesmo, para pedir para eles calarem a boca, mas o calor era tanto e a raiva era tanta que se fizesse isso acordaria a rua inteira.
Da próxima vez já combinei com o Véio de ligarmos para a polícia. Nada contra fazer festa, mas não atrapalhe meu sono de dia de semana.
27 de out. de 2008
O trabalho
Já tem 2 finais de semana que não trabalho. No primeiro (o passado) não trabalhei mas tinha algumas coisas para fazer na segunda quando fosse para o trabalho. Essa semana, não tenho praticamente nada para fazer.
Durante a semana, já não tenho trabalhado tanto quanto antes. Ainda não chegou nas 8 horas por dia, mas também não são as 11 que estava trabalhando antes. O problema é que não importa a hora que eu chegue, SEMPRE saio depois das 6. Isso porque SEMPRE chega algum pepino para resolver mais ou menos 16:30, pouco tempo antes de eu ter que ir embora.
Aí você poderia perguntar: "por que você não chega mais tarde então?". Simples: porque se eu chegar 9 da matina, que faria com que saísse às 18:00 trabalhando 8 horas por dia, me sinto um vagabundo. Imagina, acordar 8 horas da manhã? É muita vagabundisse! O problema é que, daqui a pouco, vou ter que começar a fazer isso, senão vou ficar fazendo hora besta sem motivo.
Fato é que as coisas estão mais controladas. O mais estranho é que, apesar de estar trabalhando como um jumento, não estava estressado. Estava cansado. E a diferença é brutal. Meu estômago não reclamou, minha cabeça até tem doído com alguma frequência, mas por outros motivos.
E agora comecei a realmente gostar do que faço. Deve ser porque agora conheço realmente os projetos que estou cuidando e tudo faz mais sentido. Posso dar opinião sem falar besteira, não faço mais (muitas) perguntas cretinas...
Tomara que continue assim.
Durante a semana, já não tenho trabalhado tanto quanto antes. Ainda não chegou nas 8 horas por dia, mas também não são as 11 que estava trabalhando antes. O problema é que não importa a hora que eu chegue, SEMPRE saio depois das 6. Isso porque SEMPRE chega algum pepino para resolver mais ou menos 16:30, pouco tempo antes de eu ter que ir embora.
Aí você poderia perguntar: "por que você não chega mais tarde então?". Simples: porque se eu chegar 9 da matina, que faria com que saísse às 18:00 trabalhando 8 horas por dia, me sinto um vagabundo. Imagina, acordar 8 horas da manhã? É muita vagabundisse! O problema é que, daqui a pouco, vou ter que começar a fazer isso, senão vou ficar fazendo hora besta sem motivo.
Fato é que as coisas estão mais controladas. O mais estranho é que, apesar de estar trabalhando como um jumento, não estava estressado. Estava cansado. E a diferença é brutal. Meu estômago não reclamou, minha cabeça até tem doído com alguma frequência, mas por outros motivos.
E agora comecei a realmente gostar do que faço. Deve ser porque agora conheço realmente os projetos que estou cuidando e tudo faz mais sentido. Posso dar opinião sem falar besteira, não faço mais (muitas) perguntas cretinas...
Tomara que continue assim.
Presente Oropeu
Demorou, mas consegui tirar uma foto do presente que o Véio trouxe pra mim das oropa dessa última vez que foi visitar a minha irmã. Dá uma olhada:

Esse ano foram latas, que pesam menos e correm menos risco de quebrar no transporte. E esse ano nenhuma era feita na Argentina, como no ano passado. A caneca, presente da minha tia, também é maior que a do ano passado, mas porque as latinhas são de meio litro.
Duas delas eu já experimentei ontem... Aliás, se algum leitor fizer coleção de latinhas, estou doando as vazias (menos a Jever, que vai para a minha estante, por trazer boas lembranças do Stadt Jever)

Esse ano foram latas, que pesam menos e correm menos risco de quebrar no transporte. E esse ano nenhuma era feita na Argentina, como no ano passado. A caneca, presente da minha tia, também é maior que a do ano passado, mas porque as latinhas são de meio litro.
Duas delas eu já experimentei ontem... Aliás, se algum leitor fizer coleção de latinhas, estou doando as vazias (menos a Jever, que vai para a minha estante, por trazer boas lembranças do Stadt Jever)
26 de out. de 2008
O preferido
Ontem foi aniversário de uma priminha de Xuxu. Eu fui convidado há mais ou menos 3 semanas e toda vez que encontrava com a mãe da menina era reconvidado para a festa. Ou seja: não tinha como fugir.
Xuxu tinha me falado que normalmente as festas duravam pouco, mas que eram regadas a pagode alto e muita gente falando ao mesmo tempo. Aquela imagem ficou gravada na minha cabeça e ainda consegui piorá-la um pouco, adicionando muitas crianças gritando e correndo em volta de mim.
Como não tinha como escapar, fui lá encarar a pirralhada melequenta. Para minha surpresa, não estava tocando pagode e nem tinha crianças. Era pior: estava tocando música evangélica e SÓ tinha familiares. Eu era o único estranho. Mas como já conhecia todo mundo, essa parte não era tão trágica assim.
Mas o melhor de tudo foi no momento em que fui lavar meu prato, talheres e copo e o seguinte diálogo com a vó de Xuxu aconteceu:
- Larga esse copo aí.
- Não, tudo bem, tô acostumado a lavar.
- Mas ninguém lava nada aqui em casa.
- Esquenta não, tô quase acabando.
- Não, sô, larga esse copo aí. Ninguém aqui em casa lava copo e você, o preferido, fica lavando.
Terminei de lavar e, roxo de sem graça, fui fazer outra coisa. Aí contei pra Xuxu e ela ficou me zuando o resto do dia. E ainda contou pros irmãos dela...
Xuxu tinha me falado que normalmente as festas duravam pouco, mas que eram regadas a pagode alto e muita gente falando ao mesmo tempo. Aquela imagem ficou gravada na minha cabeça e ainda consegui piorá-la um pouco, adicionando muitas crianças gritando e correndo em volta de mim.
Como não tinha como escapar, fui lá encarar a pirralhada melequenta. Para minha surpresa, não estava tocando pagode e nem tinha crianças. Era pior: estava tocando música evangélica e SÓ tinha familiares. Eu era o único estranho. Mas como já conhecia todo mundo, essa parte não era tão trágica assim.
Mas o melhor de tudo foi no momento em que fui lavar meu prato, talheres e copo e o seguinte diálogo com a vó de Xuxu aconteceu:
- Larga esse copo aí.
- Não, tudo bem, tô acostumado a lavar.
- Mas ninguém lava nada aqui em casa.
- Esquenta não, tô quase acabando.
- Não, sô, larga esse copo aí. Ninguém aqui em casa lava copo e você, o preferido, fica lavando.
Terminei de lavar e, roxo de sem graça, fui fazer outra coisa. Aí contei pra Xuxu e ela ficou me zuando o resto do dia. E ainda contou pros irmãos dela...
Ê memória
É sempre assim: tenho uma idéia genial para um post, fico matutando muito nela durante o dia e esqueço quando chego em casa para blogar. Isso se repete pela semana inteira, até que desisto de escrever sobre o tema esquecido.
Eu me odeio. E odeio a minha memória de mosquito...
Eu me odeio. E odeio a minha memória de mosquito...
Modelito bizarro
Esses eventos de cultura sempre contam com a presença de pessoas de estilo alternativo. Já estou até acostumado com isso. Mas na sexta vi uma menina que bateu todos os recordes. Sério. E olha que eu não sou uma pessoa das mas preocupadas com roupa... Dá uma olhada na figura:

Tá, a imagem tá tosca, desfocada e escura, mas foi o melhor que consegui fazer para não ficar muito na cara que estava fotografando a menina.
Detalhe para o sapato da menina, que parecia coisa feita por ela mesma, que juntou uns galhos de árvore e moldou no pé (não dá pra ver, mas ele é todo ventilado. As partes mais escuras são buracos entre tiras/galhos).

Tá, a imagem tá tosca, desfocada e escura, mas foi o melhor que consegui fazer para não ficar muito na cara que estava fotografando a menina.
Detalhe para o sapato da menina, que parecia coisa feita por ela mesma, que juntou uns galhos de árvore e moldou no pé (não dá pra ver, mas ele é todo ventilado. As partes mais escuras são buracos entre tiras/galhos).
Espetáculo genial
Tá rolando aqui em BH o FID ("Alguma coisa com F que não é festival" (Valeu, Raquel) Fórum Internacional de Dança) e como Xuxu é culta e curte dança, me chamou para ir a uma peça (é peça que fala?) na sexta-feira. A peça escolhida por ela, que obviamente não lembro o nome, rolou sexta e sábado e o dançarino é um português chamado Tiago.
A peça começa com um cara (o Tiago) entrando no palco e fazendo alguns movimentos aleatórios, que de dança não tinha nada, e sem nenhuma música de fundo. Sério, tava mais pra mímica do que pra dança, mas tudo bem. E o cara ficou uns 20 minutos fazendo movimentos aleatórios no palco.
Andava pra um lado, mexia os braços, andava pro outro, mexi as penas, deitou, fez ponte (aquela coisa de ginástica olímpica de colégio, de levantar a pança), rodou, andou... Eu fiquei tentando imaginar o que diabos era aquilo tudo, tentando conectar os ações do cara, mas juro que não consegui. Estava me sentido a pessoa mais burra do mundo. E pelo jeito Xuxu também.
Aí o cara sai do palco e, um minuto depois, volta. Nessa hora, ele foi para o mesmo lugar que iniciou a peça e começou a fazer o mesmo movimento (mexer os dedos junto ao chão). Só que dessa vez ele retirou uns pedaços de fica isolante que estavam pregados no chão e que me intrigavam desde o início. E nesta hora, minha cabeça explodiu.
O cara começou a repetir TODOS os movimentos que tinha feito na primeira parte da peça, só que desta vez com objetos que, acredite, já estavam no palco (tá, alguns ele puxou com uma cordinha, mas a cordinha já estava no palco). E dessa vez, tudo fazia sentido. MUITO sentido!
No fim das contas, o cara fez uma obra de arte usando jornal, fita crepe, spray verde, estilete, saco de lixo e isqueiro. E ficou MUITO mais bacana que muita obra de arte famosa por aí. O que deu dó foi que no meio da peça ele destruiu a obra de arte, mas tá valendo.
Saí de lá juntando os pedaços da minha cabeça...
A peça começa com um cara (o Tiago) entrando no palco e fazendo alguns movimentos aleatórios, que de dança não tinha nada, e sem nenhuma música de fundo. Sério, tava mais pra mímica do que pra dança, mas tudo bem. E o cara ficou uns 20 minutos fazendo movimentos aleatórios no palco.
Andava pra um lado, mexia os braços, andava pro outro, mexi as penas, deitou, fez ponte (aquela coisa de ginástica olímpica de colégio, de levantar a pança), rodou, andou... Eu fiquei tentando imaginar o que diabos era aquilo tudo, tentando conectar os ações do cara, mas juro que não consegui. Estava me sentido a pessoa mais burra do mundo. E pelo jeito Xuxu também.
Aí o cara sai do palco e, um minuto depois, volta. Nessa hora, ele foi para o mesmo lugar que iniciou a peça e começou a fazer o mesmo movimento (mexer os dedos junto ao chão). Só que dessa vez ele retirou uns pedaços de fica isolante que estavam pregados no chão e que me intrigavam desde o início. E nesta hora, minha cabeça explodiu.
O cara começou a repetir TODOS os movimentos que tinha feito na primeira parte da peça, só que desta vez com objetos que, acredite, já estavam no palco (tá, alguns ele puxou com uma cordinha, mas a cordinha já estava no palco). E dessa vez, tudo fazia sentido. MUITO sentido!
No fim das contas, o cara fez uma obra de arte usando jornal, fita crepe, spray verde, estilete, saco de lixo e isqueiro. E ficou MUITO mais bacana que muita obra de arte famosa por aí. O que deu dó foi que no meio da peça ele destruiu a obra de arte, mas tá valendo.
Saí de lá juntando os pedaços da minha cabeça...
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