20 de jul. de 2013

Hotel Andino (Quito, Equador)

Quito, por incrível que pareça, é uma cidade com muito gringo. Deve ser por causa de galápagos. E por conta disso, achar hotel barato não foi uma coisa muito fácil (ainda mais que dolar é a moeda oficial do equador). Quando encontrei o hotel Andino, não tive dúvidas: reservei na hora. Barato, com recomendações MUITO boas no tripadivisor e a princípio perto de tudo.

Mas confesso que fiquei muito assustado quando cheguei no hotel. A entrada não está tão bonita como no site: estava bastante mal cuidada. Passou uma péssima impressão. Tanto pra mim quanto para o Véio. mas entrando no hotel melhorou um pouco.

O lugar é bastante simples. Bastante mesmo. Eu até chamaria de hostel, ao invés de hotel. Mas o atendimento é sensacional: todo mundo é MUITO atencioso, educado e disposto a te ajudar. O quarto é bem pequeno, tem um cheiro meio ruim, de tinta vagabunda, e o chão range a cada passo que você dá. As camas são ruins (elas não tinham estrado, e sim umas ripas para segurar o colchão), mas o colchão era razoável. Mas, bem, foi 30 dólares a diária.




O banheiro é pequeno e é onde o cheiro de tinta é mais forte. A água do chuveiro é bem quente, mas não lembro se saía com pressão. O box é de cortinha, mas pelo menos é de lado e molha pouco o banheiro.


O wifi era bom, aguentou voz e video e skypeouts. O sinal no quarto era bom, mas eu vinha pra essa salinha aí embaixo para conversar com a Srta Esparroman.


Aliás, me senti na vila do chaves: o hotel eram vários quartos espalhados em espaços comuns como essa sala. Saca só outros lugares comuns:




O café da manhã era no esquema de Bogotá: suco, café / leite achocolatado, ovo, pão, manteiga. Mas se você pedia mais pão, eles davam sem fazer cara feia e sem miséria (eram croissants). O problema é que no primeiro dia tinha um bando de adolescentes que estavam falando alto e ao mesmo tempo, mas não é culpa do hotel.

No geral, o hotel é mediano. Dá para ficar hospedado numa boa, desde que você saiba o que te espera. Só precisa ficar esperto para sair a noite. Lembrei aqui que o dono avisou que tem uma região perto do hotel que é meio punk, mas não tive problema nenhum.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

19 de jul. de 2013

Em busca da nota perdida

Como eu contei aqui, na sexta passada deu algum problema no aquecedor da casa da véia (ah, é. Esqueci de comentar. Estou na casa dela enquanto ela está nas oropa, visitando a minha irmã). E como eu não curto tomar banho frio, precisava resolver o problema.

O aquecedor é novíssimo: tem menos de 2 meses de uso (a Véia mudou tem 2 meses), logo está na garantia. E, supostamente, foi algum defeito de fábrica, porque não é provável que em 2 meses esta merda estragasse (se for problema de instalação também está na garantia).

Só que eu precisava achar a nota fiscal E a garantia para pedir o reparo ou troca. E a Véia é conhecida por ser completamente desorganizada e NUNCA saber onde estão as coisas. Mas eu pedi ajuda dela de qualquer maneira. A resposta:

"Está na minha mesa de cabeceira das fotos, dentro de um saco plástico transparente que tem um saco amarelo dentro". Tanta precisão assim, era improvável que estivesse certo. Mas eu fui lá assim mesmo. E me surpreendi: tinha um monte de notas fiscais de compras das obras. Até uma nota fiscal de um serviço no tal aquecedor. Mas a nato da compra, não tinha.

Como já era de madrugada na suiça, eu não ia ligar para ela, então comecei a fuçar tudo. Tudo MESMO. Abri cada sacola com papel e olhei um por um. Foram umas 3 a 4 horas fazendo isso (tudo para não tomar banho frio). Tentei também a outra mesa de cabeceira, mas não adiantou.

Mandei um email para ela pedindo mais ajuda. E ela deu outras duas opções, igualmente precisas como a primeira. Em um dos lugares, achei um livreto com o papel da garantia (não preenchido, óbvio). No outro, um folheto com a nota fiscal de instalação do equipamento. Estava perto, mas não era ainda do que eu precisava.

Pedi ajuda mais uma vez. E aí a Véia mostrou que estava perdida: falou uns 3 ou 4 lugares, todos genéricos. E eu gastei mais algumas bosa horas fuçando papéis. Óbvio que não estava lá. Eu já estava quase desistindo e chamando o cara na boa vontade dele, mas a minha avó lembrou que foi trocar alguma coisa nesta loja e que a nota poderia estar lá, junto com os itens trocados.

Mais uma vez perguntei para a véia onde estava essa tal sacola. "Não sei", disse ela. E lá fui eu caçar a sacola. Revirei a casa inteira, até que desisti e pedi ajuda para a minha avó. Ela falou, certeira: "está no quarto de empregada". Fui lá e...ACHEI.

Agora é só esperar o cara aparecer para ver o que aconteceu (com a sorte que eu estou, vai ter queimado alguma coisa que vai levar 3 semanas para trocar...).

Mantenho vocês informados.

Ps. Nessa busca desesperada pela nota fiscal descobri que a minha mãe tem papéis de DOIS MIL E TRÊS guardados. Isso porque eu parei de procurar quando vi isso. Se continuasse, certamente acharia algo de noventa e poucos...

18 de jul. de 2013

Hotel Egina (Medellin, Colômbia)

Assim como em Bogotá, a escolha do hotel em Medellin foi por preço e quantidade de joinhas no tripadivisor. E o hotel escolhido foi o Egina, com diárias de 95 reais. Mas ao contrário de bogotá, esse foi uma excelente escolha.

O hotel é muito bom, a localização é excelente (lugar calmo, ao lado de uma estação de metro, perto do complexo esportivo de Medellin, vários restaurantes ao redor) e sinceramente barato pelo que oferece.

O quarto é grande, mas como podem ver, tive que dormir de conchinha com meu pai. Não tinha quarto com camas separadas (meu espanhol não bom o bastante para explicar que queria duas camas no quarto quando fi a reserva e quando cheguei lá não tinha como mudar).

Mas apesar disso a cama era boa, apesar de não estar centralizada com a TV (que na foto abaixo está na esquerda, pendurada na parede - dá pra ver a pontinha dela). O ar condicionado é central, mas tem controle de temperatura. Fez calor alguns dias, lembro que usei o bichão. E os armários são grandes, com direito a frigobar (desta vez lembrei de tirar foto).






O banheiro é bonzinho, mas é de cortina. Isso é uma bosta, mas fazer o que. O chuveiro era bom e se não fechasse direito a cortina molhava tudo (o que aconteceu comigo, óbvio).


O wifi não pegava no quarto. Simples assim. Todo dia eu tinha que ir para o hall do andar (onde sempre tinha um companheiro, que também precisava do wifi para trabalhar) ou então para o hall do hotel. Ou então ficava na escada, que acreditem ou não, era o lugar onde o sinal pegava melhor. Chegava a ser engraçado, porque no meio das conversas com a Srta Esparroman começava a tocar músicas no alto falante ao lado da escada. Mas com o sinal bom, aguentava bem voz e video. Se bem que alguns dos dias eu estava usando o skypeout, então não tinha video.

O café da manhã do primeiro dia foi tipo o de Bogotá, bem fraquinho, mas nos outros dois dias foi no esquema coma o que quiser, quanto quiser. Mas não tinha muita opção...

Não sei se tinha piscina, sala de ginástica e blábláblá. Não lembro de ter visto, mas no site eu vi que tem algumas coisas dessas. deve ser na cobertura.

Esse hotel eu acho que vale muito a pena, pelo que oferece, pelo custo e pela localização. Só tem que aprender a pedir camas separadas em espanhol, hehe.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

17 de jul. de 2013

Sexta maldita

Era sexta-feira. Dia de voltar para casa. Estava cansado, lógico, mas era dia de voltar para casa. O despertador toca. Levanto, cambaleante, e desligo-o. Vou para o banheiro, ligo o chuveiro. Enquanto a água esquenta (o chuveiro é a gás) dobro meu pijama e coloco na mala. Volto para o banheiro, entro no box e PUTAQUEPARIU ÁGUA FRIA DO CARALHO, LIGUEI A TORNEIRA ERRADA.

Tento desligar a torneira fria. Ela já estava fechada. Tento ligar a torneira quente e ela já está no máximo. "Merda", pensei. Desligo tudo e tento novamente. Ainda está frio. Tento a torneira da pia. Fria. Tento o outro banheiro. Frio. Tento a cozinha. Frio. "Fudeu", pensei.

Vou até o aquecedor. O painel está apagado. Aperto o botão para ligar. Nada acontece. Tiro da tomada e tento a outra mais próxima. nada. Pego meu celular e espeto na tomada. Funciona. "Merda, fudeu. Queimou essa porra.", pensei (sim, com todos esses palavrões). Penso mais um pouco, testo mais alguma coisas. Não adianta, não vai funcionar.

Tomo banho gelado, entendendo a razão dos europeus não tomarem banho todo dia. Nunca tomei um banho tão rápido na vida. Me aqueço com a toalha, esfregando no corpo e quase arrancando a minha pele. Funciona mais ou menos, mas pelo menos não congelo.

Termino de me arrumar e saio para o trabalho. Aperto o botão do elevador e...nada. Tento novamente. Nada. Puto, interfono para o porteiro e ele avisa que estragou. Desço deliciosos 9 andares de escada (com a minha mala na mão e meu notebook nas costas - era dia de voltar pra casa, lembra?).

Arrasto a minha mala até o metro e, na hora que estou chegando na porta do trem ele fecha a porta e arranca.

Chego no trabalho, trabalho pra cacete, vejo que está na hora de ir embora. MEIA HORA para conseguir pegar um taxi. E mais MEIA HORA para andar DOIS QUILÔMETROS (talvez até um pouco menos).

Faço meu check in, entro na sala de embarque e....visão do paraíso. Nunca vi o santos dumont tão vazio (de verdade!). O Võo sai na hora, mas demora um bocado taxiando em BH. Pego a minha mala, caminho até o busão e ele sai NA HORA que chegou a minha vez no caixa.

Espero meia hora, entro no busão e meia hora depois, tudo parado na Cristiano Machado. Sério, UMA HORA parado. Obras.

Chego em casa, subo todas as escada, abro a porta e entro na cozinha para tomar água. Ligo a luz e "puf", a lâmpada queima. Resolvo que é hora de deixar tudo como está e ir dormir.

Diazinho de merda.... E eu não imaginava o que me esperava para o sábado.... Mas isso é assunto para outro post.

16 de jul. de 2013

Hotel Habitel (Bogotá, Colômbia)

Se vocês se lembram, meu vôo de volta da colômbia para o Brasil foi cancelado e tive que dormir mais um dia na cidade. Como o hotel foi pago pela companhia aérea, não tive como escolher e fui para o hotel Habitel. E, olha, que hotel bacana. Não sei quanto era a diária (no site fala em 120 doletas), mas é MUITO bacana. O problema é que é longe de tudo (fica ao lado do aeroporto).

O quarto é muito grande e espaçoso Duas camas de viúva (mas o quarto era só para mim), TV nova, mesa para trabalhar, armário grandão, com cofre, lugar para colocar a mala. Não tirei foto do armário, não sei porque. Deve ser porque já estava puto e doido pra voltar pra casa. A cama era boa, tanto que fiquei deitado nela o dia inteiro (literalmente. Só levantei para ir almoçar, jantar e tomar banho).


O banheiro era naquele esquema separado: de um lado o box do outro a privada e no meio a pia. Perfeito para quem divide quarto, chato para quem está sozinho. Só que esse era ruim porque o box era de vidro, para dividir com alguém deve ser muito desagradável. Lembro que o chuveiro era bom, mas não devia ser algo fora do comum, senão eu lembraria desse detalhe.




O wifi era bom. Também consegui usar o skype com video e voz tranquilamente. E o sinal pegava bem no quarto que eu estava. O café da manhã era no estilo que estou acostumado: várias opções, coma o quanto quiser. A única coisa chata é que não podia entrar de bermuda no restaurante. Me fizeram voltar no quarto, desfazer TODA a minha mala (a calça estava no fundo) só para comer. Imaginem o quão feliz eu fiquei.

O hall do hotel também é bem grande, com business center e lembro de ter visto uma piscina (talvez fosse um lago) na parte de dentro, além de uma sala de ginástica. Não usei nada disso, obvio.

ah, tem transporte gratuito para o aeroporto, que sai a cada 10 ou 20 minutos, se não me engano. No geral, um ótimo hotel, não fosse tão distante da cidade.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).

14 de jul. de 2013

Hotel Ambar (Bogotá, Colômbia)

Quando estava pesquisando hotéis em Bogotá estava completamente perdido: não sabia absolutamente nada sobre a cidade (sim, fui no escuro) e nem onde era lugar bom de ficar. Como queria hotel barato e com boas recomendações em algum site de hotéis (tripadvisor, por exemplo), o Hotel Ambar foi o que pareceu com melhor custo-benefício.

O hotel foi reformado muito recentemente e está tinindo de novo: o que é muito bom. O lado ruim é que ele fica em um lugar barulhento do centro, que é meio sinistro (principalmente a noite, que fica parecendo a cracolândia).

O quarto é bem pequeno, para ser sincero. Mal cabia as duas malas (minha e do meu pai). Mas a cama era bem boa (deve ter sido trocada na reforma). Só tirei uma foto do quarto, não lembro porque... Mas na foto abaixo a única coisa que não dá pra ver é a TV, que está na parede ao lado direito da foto. E só para dar noção de espaço, a cama do lado esquerdo está encostada na parede.

[Update] Lembrei de uma coisa: o quarto não tinha armário ou coisa parecida para colocar as roupas. Ou você deixava dentro da mala ou em cima da mala. [/Update]


O banheiro era bem apertado também. O box era MUITO pequeno e ainda tinha uma quina que matava o espaço. O chuveiro, em compensação, era espetacular. O problema é que o box não fechava direito e no primeiro dia que tomei banho molhou o quarto inteiro (literalmente). Tinha água até debaixo da cama. Fiquei uma hora tentando secar...


O espaço para café da manhã era muito bacana. No centro do hotel. Era tão agradável que a noite eu sentava lá para ficar conversado pelo skype com a Srta. Esparroman. O café da manhã era meio contado: suco, ovo, duas fatias de pão, café ou chocolate e manteiga e geléia. E só. O Véio era cara de pau e pedia mais pão todo dia, aí vinha UMA fatia.




O wifi era liberado e pegava bem, especialmente no "restaurante". Aguentava até tráfego de voz e video do skype nas minhas conversas.

Para passar a noite, está mais que bom. Mas você tem que chegar cedo no hotel e já alimentado (ou comprar alguma coisa para comer no quarto), porque não me senti muito seguro (e o próprio pessoal do hotel recomendou não dar bobeira).

Não lembro quanto foi a diária em reais, mas foi 80.000 pesos colombianos (deve ser alguma coisa próxima de 100 ronaldos). Um preço bastante justo para o que eles entregam.


Atenção: o texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos arts. 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do "animus narrandi", protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF). (obrigado, Lu Monte, pela ajuda jurídica).