8 de dez. de 2010

Hoje Estou...

Completando 29 anos de vida, trabalhando no dia do meu aniversário (pela primeira vez na vida), na cidade que mais odeio do mundo (o Rio de Janeiro), para uma reunião em que sabidamente vai dar merda (o cliente mandou chamar o superior do meu chefe, ou seja, o diretor).

Nada como um dia de merda para comemorar o aniversário de um ano de merda...

6 de dez. de 2010

Festa da Firrrrma

Uma sexta dessas aí pra trás rolou a festa de fim de ano da empresa. A festa foi com um tema árabe, porque a empresa abriu um escritório em Abu Dhabi e o pessoal queria comemorar este fantástico fato. No mesmo dia mais cedo, o gerente do escritório chamou as pessoas chaves para conversar e falar que era pra gente tratar todo mundo bem, passando de mesa em mesa e cumprimentar todo mundo.

Missão dada é missão cumprida e, assim que cheguei ao lugar da festa, saí cumprimentando um por um, mesmo os que eu não sabia o nome E os que eu nunca tinha visto antes. Quando acabei (quase meia hora depois) percebi que tinha só metade da empresa na festa quando eu cheguei e que naquele instante a outra metade do salão estava populada. Aí fui lá cumprimentar o resto da empresa.

Quando acabei, mais uma hora depois, começou o blábláblá do gerente do escritório, com video de fim de ano, obrigado pra cá, obrigado pra lá e aí a surpresa: apareceu o presidente da empresa. Mais blábláblá, mais obrigado e no fim palmas e mais palmas. Eu já estava arquitetando uma forma de limpar meu nome com o cara, dada a comida de rabo gratuita que contei no outro post.

Fiquei tocaiando o sujeito e, num momento em que ele estava "indefeso", esperando o garfo para poder comer, fui atrás dele, coloquei qualquer coisa num prato e falei "pô, não tem garfo nem pro presidente da empresa?". Ele deu aquela risadinha e comecei a puxar assunto com o cara.

[Interlúdio] Aqui vale um comentário: quem me conhece sabe que eu sou um banana na arte da conquista feminina (Xuxu pode confirmar). Sou muito tímido e fico sem saber o que falar e quando falar para uma mulher que estou interessado, mesmo quando já estou mais alegre. Agora bota um copo de cerveja na minha mão e um chefe na minha frente e eu viro o melhor amigo do cara em 10 minutos (que fique claro: não estava cantando ninguém!). Converso sobre qualquer coisa, não falta assunto nem um minuto, reclamo de tudo o que me incomoda, dou dicas de como melhorar a empresa, de quem deve ser promovido... É uma beleza. Se eu soubesse fazer isso pra conquistar mulher seria o maior pegador da história! Vai entender... [/Interlúdio]

Mas estava lá eu conversando com o cara e surgi com o assunto de Manaus, na maior naturalidade (acho que falei que estava viajando muito e sempre que voltava ao escritório via que o clima estava mais tenso). Papo vai, papo vem, consigo falar que cai nesse projeto 2 dias antes da comida de rabo dele (que, por sinal, foi no dia da festa, salvo engano). Meu amigo, minha amiga.... quando falei desse assunto o cara ficou vermelho, esmurrou a mesa e disse "eu fiquei muito puto! A gente nunca tomou aviso de multa, comé que alguém deixa isso acontecer?". Me encolhi e falei que foi porque ficou passando de mão em mão, mas que a gente já conhecia o caminho das pedras e ia corrigir isso. O cara ficou menos vermelho e falou "não interessa. Alguém do SMS vai ser demitido". Aí eu fiquei menos tenso e mudei de assunto, para não sobrar pra mim.

Mais um pouco de conversa e dois dos meus companheiros de reclamação chegam para conversar com o cara. Todo mundo falou que o clima tava ruim, que tinha que mudar algumas coisas, que estava trabalhando demais, que estavam colocando muita responsabilidade em cima da gente e eu, lógico, falei que a responsabilidade não estava compatível com o salário. Que o mercado estava pagando muito mais para cargos deconfiança e liderança. Ele concordou comigo e falou que isso ia mudar em breve. Me animou um pouco, apesar de eu saber que esse "em breve" vai demorar alguns bons semestres...

De repente o cara se anima e, por algum motivo o assunto da diretoria antiga surgiu. O cara contou tanta coisa, mas tanta coisa que eu fiquei até com medo de saber aquilo tudo. Virei um arquivo com informações confidencialíssimas. Ou o cara vai me matar ou gostou mesmo de mim.

No fim das mais de três horas de conversa, era hora de ir embora. Fiquei lá pra ajudar a desmontar as coisas (como sempre fiz em festa de empresa, pra puxar aquele saco) e, no fim, deram uns certificados de bons trabalhos a todos. Coloquei o meu em cima da mesa e ele foi lá, como quem não quer nada, ver o certificado. Eu SABIA que não era aquilo que ele queria ver. Ele queria saber o meu nome (não sei ainda se isso é bom ou ruim).

Fui embora com a sensação de dever cumprido. Limpei meu nome, reclamei com quem manda e ainda obtive acesso a informações privilegiadas. Vamos ver se isso vai render alguma coisa (boa, de preferência).