Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.
Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.
E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.
Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.
Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.
Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.
Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...
A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.
Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.
Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).
Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...
"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:
Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.
E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.