2 de jan. de 2013

E aí eu doei sangue

Lembram que outro dia eu comentei que um cara da empresa está com leucemia? Pois é, ele está precisando de doadores de sangue. Muitos doadores. E eu resolvi que era hora de tentar doar mais uma vez.

Eu já tentei doar sangue TRÊS vezes. Na primeira, não me deixaram doar porque eu não tinha uma parceia fixa. Na segunda, o cara falou que a minha pressão estava alta. Na terceira, mais uma vez pressão alta. Eu NUNCA tive pressão alta. Cogito que não acreditaram em mim e inventaram essa desculpa.

Depois destas três tentativas (duas delas eu estava indo doar por livre e espontânea vontade, não era em nome de ninguém), decidi que o hemominas tinha muito sangue sobrando para não querer o meu, então não iria mais doar a esmo, só quando alguém próximo precisasse.

E aí chegou o momento. Marquei o dia e a hora e fui lá num SÁBADO. Fiquei sem beber na sexta, acordei cedo no sábado, peguei DOIS ônibus e finalmente cheguei...uma hora antes do previsto.

Esperei um monte, até que chegou minha vez. Fiz um primeiro teste para ver se eu tinha anemia e medi a temperatura (com o termômetro na axila, que fique bem claro) e fui para a triagem. A médica que me atendeu era novinha (e gatinha), mas parecia que estava com pressa. Disparou as perguntas no automático, acho que nem prestou muita atenção nas minhas respostas.

Notei que ela estava olhando muito para a minha mão, não sei se para ver se eu estava tremendo, mentindo, procurando machucados, ou alguma outra hipótese que eu ainda não consegui pensar. Fato é que eu consegui passar no teste e passei para a doação.

Nesse meio tempo em que eu estava esperando para doar, vi DUAS pessoas perguntando se fulano e ciclano estavam bem, porque estavam demorando para sair. E as DUAS estavam passando mal.

Logo que entrei, vi um cara quase de cabeça pra baixo, porque também estava passando mal e um quarto cara numa maca. Eu estava tranquilo quando fui doar, mas vendo esse povo todo passando mal, confesso que fiquei com medo de dar alguma merda. E como estou sozinho em BH (todo o resto da familia está viajando), se desse merda ia ser foda resolver...

A atendente perguntou se era a minha primeira vez doando sangue e falei que sim. Aí começaram a me tratar com um idiota. Pegaram no braço, me levaram até uma pia e me ensinou a lavar o braço. Depois, olhou meus braços procurando a melhor veia. Foi o do braço direito. Não questionei, sei lá porque.

Aí me colocou na cadeira, e enquanto preparava a porra toda perguntou se estava tudo bem umas 3 vezes. Tudo pronto, era hora de enfiar a agulha. Gentilmente ela falou: "vai doer um pouquinho, mas é tranquilo". Eu vi o tamanho da agulha e lembrei desse video na hora. Eu não tenho medo de agulha, mas vendo tanta gente passando mal, achei que seria uma boa não olhar (só pra não passar vergonha). E ainda bem que eu não olhei, porque teria ficado com raiva. Nossa amiga me furou TRÊS vezes.

Depois que o sangue começou a passar para a sacolinha relaxei e esqueci da raiva pela furação (apesar de a mulher me perguntar a cada 2 minutos se estava tudo bem, o que estava me deixando meui puto).

Imaginei que fosse durar uma eternidade, mas é rapidinho: uns 10 a 15 minutos e pronto. Aí a tia tirou a agulha do meu braço, pediu para eu apertar e foi resolver outras coisas com a bolsa de sangue. Na hora que ela foi colocar o curativo, tirou o algodão e jorrou um pouco de sangue. A mulher falou "pô, não apertou direito!". Isso porque eu tava quasse atravessando meu braço com o dedo...

"Vai ficar roxo. Bota gelo 3 vezes hoje". Assim eu fiz. Mas ainda assim, ficou bonitão, saca só:


Apesar de ter ficado feio, não doeu nada. Fica dolorido, óbvio, porque enfiam uma agulha do tamanho de uma carga de caneta bic no seu braço (no meu caso, 3 vezes), mas nada que vá te matar.

E se você puder doar sangue e queira ajudar o brother da empresa, me avise (esparroman arroba gmail ponto com) que eu passo os detalhes.

1 de jan. de 2013

E para 2013 eu prometo...

Eu prometo isso aqui, já que em 2011 E em 2012 não fiz nada do que tinha previsto. Até o resultado das metas que tinha colocado foram os mesmos...

Vergonha. Muita vergonha.

31 de dez. de 2012

Retrospectiva 2012

Esse ano não vai ter post mês a mês. O motivo é simples: eu quase não postei nada este ano, logo não lembro o que aconteceu. E eu não estou brincando....

O que eu posso dizer é que 2012 eu trabalhei pra caralho. E trabalehi em níveis de estress raramente atingidos. Na média, com certeza foi o ano mais estressante da minha curta vida.

Boa parte disso aconteceu porque meu chefe foi alocado em outro escritório e de uma hora para a outra eu assumi o lugar dele, mas não ganhei ninguém para ficar no meu lugar.

Uma prova de que eu estava estressado foi que quando fui comprar a minha passagem de férias, ERREI O PAÍS. E quando eu voltei de férias, voltei mais estressado do que quando eu saí (e olha que eu já estava quase pifando). Para piorar, tirei 20 dias de férias em setembro, mas não consegui sair.

O lado bom é que vi que a minha equipe direta de coordenação melhorou pra caralho. Um deles foi até promovido. E eu recebi diversos elogios por ela (e também pelo meu trabalho). Isso me deixou bem feliz. Ah, é, e eu fui finalmente promovido, após passar por uma banca.

Apendi também que temos sempre que elogiar a equipe, mesmo que não seja a sua. E passei a praticar isso sempre (curiosamente, mais com a equipe dos outros). Mas também aprendi que nem sempre elogiar funciona. Aí temos que usar técnicas avançadas de email.

Esse ano eu viajei pra caralho. Muito, mas MUITO mais do que na minha época de consultoria. E fiz vários bate-e-volta, sendo que alguns foram para São Luis e um para Manaus. Voando mais, estatísticamente tem mais chance de dar merda. E aí voltei a ter problemas com vôos e aeroporto, coisa que quase não aconteceu em 2011.

Para sobreviver a tanta pressão e estresse, comecei a fazer coisas para ocupar a mente. A principal foi jogar PS3. Foram pelo menos 6 jogos inteiros e mais parte de um outro. Mas eu acho que foi mais que isso. Também passei a jogar poker. Gastei toda a minha sorte em um dia e quase ganhei em outro.

Também programei um pouco e fui ao cinema várias vezes. Em uma determinada semana, liguei o foda-se totalmente. Ah, é, voltei até a jogar futebol e sinuca, coisa que não fazia há pelo menos 4 anos.

Esse ano foi o ano dos casamentos. Perdi a conta de quantos foram, mas lembro de pelo menos uns 3. Um deles, o mais rock da história. E casamento é sempre chance de encontrar os amigos e tomar foras. Mas o mais legal dos foras não foi em um casamento.

E no apagar das luzes de dezembro, eu virei tio.


2012 foi um ano de merda. Apesar de ter tido momentos bons, na maior parte do tempo eu estava cansado e/ou ocupado demais para aproveitar a vida. Só no finzinho que comecei a ligar o foda-se para aproveitar mais.

Vamos ver se em 2013 as coisas serão diferentes.

30 de dez. de 2012

E aí eu virei tio

Não lembro se eu comentei aqui, mas a minha irmã estava grávida. Ela já tem mais de 5 anos de casada e resolveu ceder aos pedidos do meu cunhado por uma prole. Em uma viagem ao sudeste asiático (Laos, Camboja, Vietnam, algum desses países pobres) resolveram que era hora de parar de tomar a pílula. E na PRIMEIRA tentativa....o cara acertou a mira.

Desde então começou a movimentação na família: compra roupinha, compra fralda, compra tudo o que você imaginar. E o pior: tinha que levar TUDO para a Suiça. Imagina como foi fácil para o Véio meter tudo dentro da mala e levar para outro continente...

Pior ainda deve ter sido AGUENTAR a minha irmã, porque ela é absurdamente hipocondríaca e dava berros de dor todas as vezes que a lentilha se movia. Lentilha foi o nome carinhoso que eu inventei para minha futura sobrinha. A minha irmã chamava de feijão, mas quando descobrimos que seria mulher, comecei a chamar de lentilha, principalmente porque minha irmã não queria contar o nome que tinham escolhido.

Pois bem... no dia 24 minha irmã começou a sentir contrações. Foi pro hospital, mas era alarme falso. No dia 26 a noite, pouco depois que o Véio chegou na Suiça, ela voltou a ter contrações e voltou para o hospital. Só que dessa vez não era alarme falso.

Depois de 12 (sim, DOZE) hora tendo contrações e sem a bichinha nascer, minha irmã pediu pelas drogas. Eu fiquei imaginando ela falando todos os palavrões que conhece em português e os gringos sem entender porra nenhuma.

Mais 12 (sim, DOZE) horas tendo contações e nada da bichinha sair. Isso porque a Lentinha estava com 50 cm (1/3 da altura da minha irmã) e com 3,5 kg (basicamente um boizinho) e não conseguia girar para ficar na posição para nascer.

Aí, e só aí, 24 (VINTE E QUATRO) horas depois dela chegar ao hospital, resolveram partir para uma cesariana. Duas horas depois, nasceu.

E eu virei tio.