É, eu sei. Já estamos em 2015. Mas não consegui fazer em 2014, então não reclamem.
Aliás.... 2014 foi um ano de poucos posts. Segundo o blogger foram apenas 39. Isso dá praticamente 3 posts por mês. Uma vergonha. Mas tem uma razão: 2014 foi o ano que eu mais trabalhei na vida. Eu trabalhei pra caralho. Mas vamos na ordem cronológica (imagina aí um efeito de flashback).
Comecei o ano morando no Rio. Era para eu ter voltado em 2013, mas como não tinha projeto em BH e ainda precisavam de mim no Rio, estiquei a minha estadia na cidade calamitosa. Fiquei até o final de fevereiro, se não me engano (não tem post nenhum esse ano, tô tendo que tirar tudo da minha já ruim memória). Aí teve carnaval, férias e voltei a trabalhar em BH em abril (ou no dia 30 de março, pelo que estou vendo no calendário).
A minha vida no rio era uma mamata (dentro dos meus padrões), principalmente depois que mudamos de prédio (que era longe pra caralho e tinha horário de ônibus para ir e voltar). O trabalho era tenso (envolvia demissões), mas eu trabalhava lá umas 9 horas por dia (dia ou outro eu ficava um pouco mais - uma vez me fodi, inclusive), mas em termos de volume, não era nada absurdo.
Além de "pouco" trabalho, eu ainda conseguia correr (cheguei a emagrecer um bocado) e visitar uns poucos lugares do rio que ainda não conhecia (e tinha vontade de conhecer, lógico). O Rio também me rendeu um sequestro. Até hoje eu encho o saco do Véio com isso. A vantagem da temporada no Rio é que ganhei milha pra caralho e cheguei a virar diamante na Gol. Mas também tive momentos de tensão nas viagens (não podia ser fácil).
O lado bom dessa primeira fase do ano é que terminou, finalmente, meus contratos de Manaus. Na teoria não preciso voltar mais lá, mas vez ou outra pinga um email na minha caixa de entrada para resolver.
A primeira fase foi encerrada com merecidas férias. Fui para o Rio Grande do Sul e para o Uruguai. Conheci umas 8 cidades nessa brincadeira (em....10 dias?). Tudo cidade pequena e sem muita coisa pra ver. E praticamente conta como 2 países, dada a diversidade do RS.
Aí eu voltei pra BH e meu amigo... foi o caos. Foi (está sendo, na verdade) o projeto mais merda que eu já peguei. Já trabalhei mais em picos de um mês, mas estou num ritmo cabuloso desde que peguei esse projeto maldito. Até durante os jogos do Brasil na copa eu trabalhei. Era tanto trabalho que eu não tinha forças para blogar (e nem tinha muito assunto, já que eu só trabalhava). Eu só ligava o computador em casa para trabalhar. Se não tivesse que trabalhar, não queria nem ver a tela brilhando. Tela, aliás, que queimou e eu tive que trocar.
Apesar de todo esse caos, eu ainda consegui algumas proezas, como trocar de carro (que tinha até som e me fez mudar a forma de dirigir), dar um pulo no Paraguai (e voltar sem nenhuma muamba), comprei um notebook novo (o antigo estava uma merda), sair com uma menina (mesmo que por pouco tempo) e ainda engatar um namoro (esse eu ainda não sei como consegui).
O saldo do ano foi negativo. Apesar de ter conseguido algumas coisas boas (a Ruiva, por exemplo), sinto que perdi um ano só trabalhando. Tanto que meu chefe chegou a fazer piada que eu precisaria fazer reintegração à sociedade. E ele não estava brincando: eu realmente passei um ano afastado do mundo.
E como o ano foi de merda, terminou da pior forma possível: com o falecimento do pai de um amigo. Ou seja: comecei 2015 indo a um enterro.
Tomara que este esterro seja também simbólico de um ano de merda e de um período sem vida. Que 2015 seja muito melhor.
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