26 de dez. de 2013

A dor de um coração partido

Como eu comentei aqui, o cara que eu estava preparando para ficar no meu lugar pediu demissão. E da mesma forma eu eu estava preparando-o para ficar no meu lugar, ele estava preparando uma estagiária para ficar no lugar dele. Esses dois já trabalhavam juntos há uns bons 9 meses e tinham uma química muito boa. Boa até demais, eu diria.

Mas como ele tinha namorada e ela tinha namorado, nada aconteceu. Não sei se por medo de um deles de tentar e dar merda, seja no trabalho, seja no respectivo namoro. Mas a química era evidente. Uns 2 meses atrás ela terminou o namoro (não sei dizer porque). E percebi que ela estava mais próxima dele. Mas nada acontecia (até porque eu falei para ele que "não podia").

Mas aí ele foi embora. Ia voltar para casa e, provavelmente, eles nunca mais iam se ver. Mais: ele iria voltar a encontrar a namorada todo dia, o que dificultaria ainda mais qualquer coisa. E enquanto ele se despedi do pessoal, a ficha foi caindo e ela foi ficando cada dia mais triste, mais triste, até que começou o chorar. Dava para ver a tristeza dela. Dava para sentir o que ela estava sentindo (até porque eu também já passei por isso).

Como todo mundo ficou olhando para ela, ela saiu do andar e foi chorar no corredor. Eu ia lá dar uma força, mas o cara saiu antes. E quando eu cheguei onde estavam, eles estavam conversando e ele estava consolando-a (não peguei a conversa. Quando vi que estavam conversando, voltei para a minha mesa).

Uns 10 minutos depois, ela voltou para a mesa dela. Triste, cabisbaixa, sofrendo. Eu fui dar uma força, mas sabia que nada que eu falasse adiantaria. Mas falei, como toda a experência dos meus 32 anos, uma frase que ouvi da minha mãe quando Xuxu virou Ex-Xuxu:

Pessoas vem e vão. O importante é você sempre lembrar das coisas boas, dos momentos alegres e dos ensinamentos que elas te passaram.

A realidade é dura e não é fácil passar por uma desilusão amorosa (ainda mais quando nem chegou a acontecer alguma coisa). Mas como eu sempre digo, vida que segue.

23 de dez. de 2013

A saga da tosse

Desde que aconteceu o campeonato de futebol da empresa (comentei aqui, né?) eu estou tossindo. No início, achei que tivesse a ver com o fato de eu ter jogado na chuva, em um dia mais ou menos frio. E nos primeiros dias, estava com o pulmão lotado de, ahn, catarro. E estava daquele sinistro (não vou entrar em detalhes).

Estava foda: era tosse a cada 5 minutos. Com o passar dos dias ia melhorando, mas logo depois voltava a piorar e melhorava e piorava, mas nunca acabava. Eu já estava de saco cheio. E ainda estava com dores no ouvido, garganta, dormindo mal (ou não dormindo). Aí resolvi ir ao médico da empresa (três semanas depois que comecei a tossir).

Era uma dona. Sério, nunca fui tão mal atendido. E olha que ela não ganha por hora, estava lá por conta de quem aparecesse. Foram uns 2 minutos, em que falei que estava tossindo há 3 semanas, garganta inflamada, expectorando e blábláblá. Ela mandou abrir a garganta, jogou uma luzinha e falou que não era nada. Nem abaixou a língua pra ver o fundo da garganta, onde estava realmente doendo.

Como era uma quinta, deixei para consultar com o Véio no sábado. E assim o fiz. Ele sim abaixou a língua e viu que estava inflamada. E me mandou comprar um antiqualquercoisa. Assim eu fiz e comecei a tomar. Domingo foi lindo: tudo melhorando, quase sem tosse... Mas aí veio segunda. E a tosse e a dor de garganta pioraram.

Mas eu queria esperar o remédio fazer efeito e, quem sabe, resolver tudo. Mas quarta era o penúltimo dia do remédio e só estava piorando. Aí não teve jeito: voltei no médico da empresa, torcendo para ser outra pessoa. E era.

Um atendimento completamente diferente: o cara escutou toda a minha história, abaixou a língua para ver minha garganta (e viu que não tinha mais nada), auscultar o pulmão (e viu que não tinha nada). Ele não tinha mais o que fazer, a não ser me encaminhar para um especialista (que ele mesmo marcou). Mas como eu estava morrendo, queria fazer a tosse e a dor passarem. Aí perguntou:

- Você já tomou Allegra?
- Já - respondi.
- E como você reagiu?
Nessa hora, eu realmente não sabia como responder. A verdade seria falar que eu reagi como um viciado em crack, mas acho que ele ia assustar. Então falei:
- Ah, normal. funcionou.

E ele me deu o remédio. Tomei, já imaginando que a noite seria agitada. Mas nada aconteceu (talvez porque não estava vencido): não tive viagens loucas, dormi como uma criança e no dia seguinte ainda acordei 90% bom. Coisa que não acontecia há quase um mês. Mas mesmo assim iria à tal especialista.

E assim o fiz: saí no meio do dia do trabalho, fui na dona, que me atendeu em SETE minutos. Sério, se eu tinha achado o outro atendimento ruim, esse foi catastrófico. Parece que ela estava com a cabeça na viagem que ia fazer, porque me perguntou três vezes quanto tempo tinha que eu estava tossindo, eu ia falando e ela só respondendo "aham". Até conferiu meus tímpanos, garganta e pulmão, mas não fez nenhum exame, nada.

Aí me receitou QUATRO remédios, sendo que dois deles eu tinha em casa. Mas um, eu nunca tinha visto. E aí resolvi ler a bula. Saca só que legal:


Eu já não sou dos mais normais, tomando um remédio desses, era certeza que ia dar merda. Mas tomei. E à noite liguei para o Véio e para a Véia para ver o que eles achavam e os dois mandaram parar de tomar, que a mulher era louca de ter me mandado tomar isso e bláblá. Só que corticóide não pode parar de tomar de uma hora pra outra, tem que ir diminundo aos poucos. E assim eu estou fazendo.

Mas a tosse, que é a grande vilã da história, continua aí. O que me faz pensar que eu tenho é que me entupir de Allegra, porque deve ser reação alérgica ao meu apartamento no Rio. E vamos ver se semana que vem, que eu vou ficar em BH, essa merda melhora.