29 de set. de 2014

Trabalhando muito III

Chego em casa por volta das 20:00 e o Veio fala:

- Chegou cedo hoje
- Pois é. Tô com dor de cabeça.

Só assim mesmo...

29 de ago. de 2014

Trabalhando muito II

Chego em casa depois de 1 da manhã e o seguinte diálogo acontece:

- Foi beber?
- Não. Trabalho.
- Você está trabalhando muito. Precisa disso tudo?

Foi a PRIMEIRA vez que meu pai falou sobre excesso de trabalho comigo. Confesso que fiquei preocupado. Preciso repensar minha vida.

27 de ago. de 2014

Trabalhando muito

Chego em casa, lá pras 10:30 (horário normal nos últimos tempos) e o Véio fala:

- Tá trabalhando 12 horas agora?

Sem nem pensar muito, respondo:

- Quem dera. Quando trabalho 12 horas é um dia tranquilo.

A fase tá foda...

24 de ago. de 2014

E aí eu fui pro Paraguai

Não, não é um bem vindo. Não estou com tempo pra isso. Mas esse blog anda muito empoeirado então resolvi postar alguma coisa.

Se não me engano, postei aqui que consegui uma super promoção de milhas da Gol para o Paraguai e aproveitei um feriado de BH para colocar mais uma bandeira em um país da América do Sul (agora falta Bolívia e, se voltar a ser um país normal, Venezuela).

E assim foi. Na ida, tinha uma espera considerável em Guarulhos e finalmente pude aproveitar tudo o que o smiles pode oferecer: usei a sala VIP da Gol. E que sala, meus amigos. Ela é gigante e tem comida e bebida pra caralho. Não me perguntem a razão, mas não tirei nenhuma foto... Mas acreditem, foi realmente tratamento VIP.
Só que o vôo atrasou e eu acebi ficando umas 2 horas em frente o portão de embarque (ainda era embarque remoto).

Cheguei em Assunção já meio tarde e só deu para dar um pulo no centro, trocar dinheiro e descobrir, no centro de apoio ao turista, que TAMBÉM era feriado em Assunção e que nada abria no feriado. E nem no sábado. E nem no domingo. Fiquei felizão.

Puto da vida, pelo menos consegui tirar fotos de alguns prédios históricos da cidade, que a noite tem uma iluminação foda (a maioria deles, pelo menos). Saca só:


Cheguei no hotel e replanejei toda a viagem considerando a informação que era feriado. Realmente teve muita coisa que ficou fechado, mas uns 2 lugares lugares abriam no feriado e alguns no sábado. Não deu pra ver tudo, mas é a vida...

No sábado, andei pra caralho. Acho que rodei a cidade inteira a pé. O lado bom é que vivi a full paraguay experience. Começou assim: perto do hotel tinha alguma coisa da polícia e vi a tropa de choque preparada para a guerra. Virei a esquina e dei de cara com isso:


Sim, manifestação. Já é o terceiro ou quarto país da américa do sul que eu pego manifestação. E essa ainda foi com direito a pessoas carregando porretes e pedaços de madeira para ir para a briga com a polícia. Entrei num parque qualquer fechado e esperei a manifestação passar.

Além disso, consegui entrar no Defensores del Chaco, que nunca fica aberto, mas estava rolando uma obra e tinha um portão dando sopa. Ninguém me impediu, fui entrando, entrando, entrando e aí dei de cara com isso:


Continuando a andança, cheguei na catedral da cidade, onde estava rolando uma missa gigante. Tinha gente pra caralho. E aí, no meio de muita gente, rolou a coisa mais inesperada da viagem: fui abordado por um policial. O cara chegou todo gente boa, cumprimentando e tal. Aí pediu o passaporte, começou a fazer um monte de perguntas estranhas, tipo que dia chegamos, por onde chegamos, quanto temos iríamos ficar, o hotel... Estava achando estranho, aí lembrei que uma colega de trabalho tinha falado que a polícia era corrupta e que tentava cobrar propina. Nessa hora catei meu passaporte da mão do guarda.

Nessa hora chegou um outro policial, de graduação maior, e o primeiro falou "são brasileiros". O da patente mais alta falou "ok. prossiga". E o cara começou: "e dinheiro? Onde vocês trocaram?". Na verdade, ele teve que repetir 3 vezes, porque eu realmente não estava entendendo o que ele estava falando, porque ele abaixou o tom de voz e começou a falar rápido. Falei que tinha sido em casa de câmbio e ele insistindo no assunto. Aí soltei um "realmente não estou endentendo o que você está falando". Ele viu que não ia dar em nada e me liberou falando para eu tomar cuidado que ali era perigoso. Fiquei puto, mas segui em frente. E desde esse momento passei a evitar a polícia. Triste, mas é verdade.

Continuei a peregrinação pela cidade e ainda vi uma "carreata" (não sei como chama, de verdade) das pessoas carregando a santa oficial da cidade até a catedral. Tirei fotos, mas essa ainda está na máquina. Andando mais cheguei no palácio do governo. E dei sorte, porque pouco depois começou a cerimônia de recolhimento da bandeira. Muito bacana, não sei se tem todo dia, mas percebi que alguns paraguaios foram para lá acompanhar, porque cantavam o hino junto com os militares.


A noite, depois dessa andança toda, ainda vi uma coisa que nunca ia imaginar: um cara, no meio da rua, pendurou uma TV de 32" em um muro, ligou um aplificador de guitarra na TV e estava vendendo DVD pirata. Sim, é isso mesmo. A foto está ruim, mas olha só:


No dia seguinte ainda fui em uns museus e o mais legal deles é o Museu do Barro. Fica longe pra caralho, então fui de busão. E os ônibus são muito, mas MUITO velhos. Muito velhos mesmo. Esqueci de tirar fotos, mas acredite, são MUITO velhos. A ponto do Véio falar que "usei desses quando era criança". Voltando ao museu, uma escultura chamou a minha atenção. Certeza que a Disney a viu antes de fazer o Rei Leão:


De lá, resolvi procurar muamba. Sério andei muito. Num sol e calor cabulosos. Fui em 3 shoppings, andei muito pelas ruas e só vi DUAS lojas com eletrônico. Uma delas lembrava a Ricardo Eletro. E os preços eram do Brasil. Voltei do paraguai sem NENHUMA muamba. Pelo menos comprei um copo, do bicentenário paraguaio (que foi em 2011, por sinal).

No domingo, não tinha muita coisa pra fazer, já que nesse dia nada fica aberto. Nem mesmo as igrejas (por sinal, não vi NENHUMA aberta). Quer dizer, tinha o zoológico / jardim botânico. E para lá eu fui. Mas a minha sorte é tão grande, mas tão grande, que tinha um evento para crianças no dia. E o lugar estava lotado. Para terem uma idéia, o museu de história natural (patético) tinha fila para entrar. Daquelas que só entra gente quando sai alguém.

O zoológico não fica muito atrás. É pequeno e não tem muitos bichos. Tem tigre pro resto da vida (são uns 10, pelo menos), mas de diferente, não tem muita coisa não. Até o de BH é melhor (MUITO melhor). Mas lá eu vi, pela primeira vez na vida, um tatu vivo. E não é que é até legal?


Instantaneamente tocou na minha cabeça OOOEEEAAAAAA.

De resto, não teve muita coisa pra fazer. Passamos em mais algumas igrejas (fechadas, como eu disse), em alguns prédios do governo (fechados) e em mais um shopping (esse aberto). Ainda aproveitamos para provar mais algumas iguarias paraguaias (a comida é boa) e voltamos para o hotel para fazer as malas.

Na segunda cedo eu fui comprar o tal copo do bicentenário (a porra da loja estava fechada nos demais dias), o Véio foi comprar uns artesanatos e quando vimos já estava na hora de voltar pro hotel pegar as malas e voltar pro Brasil. Não fiquei muito triste, porque se estava sol e calor no sábado, na segunda estava nível Rio: sol ardendo e calor abafado de uns bons 32°C. Isso 9 da manhã.

Óbvio que o vôo atrasou (tinha outra mega conexão em guarulhos, mas na volta não pude usar a sala VIP) e cheguei em casa quase de madrugada. Estava morto (fisicamente), mas com a cabeça tranquila. Algo que não conseguia desde Abril.

6 de jul. de 2014

Vivo

É, eu ando sumido. Não está dando tempo nem de deixar um ou outro post agendado por aqui, estou trabalhando até no final de semana. Tudo por causa de um projeto. Mas vamos de fatos rápidos

- Esta semana, em 4 dias (de segunda a quinta), eu trabalhei 60 horas. Foi o meu recorde nesta empresa (na época de consultoria eu acho que fiz mais que isso);

- Eu trabalhei em todos os jogos do Brasil. O escritório fechava, mas eu vinha pra casa e trabalhava, até mesmo durante o jogo. Só nessa sexta que eu não fiz isso e consegui ver o jogo com uns amigos;

- No domingo passado eu trabalhei de manhã e a tarde fui pra um churrasco. E os copos eram todos de cerveja do jogo do dia anterior (o do Brasil). Lembraram que eu fazia coleção e me deram um;

- Aliás, foi o segundo que eu ganhei. Teve uma amiga que foi num jogo da primeira fase e guardou um pra mim também (mas essa guardou só pra mim);

- Aproveitei uma promoção da Gol e um feriado em BH e resgatei uma passagem para Assunção, no Paraguai. Eu sei, lá não tem porra nenhuma, mas é uma dos 2 países da América do Sul que falta conhecer (Venezuela, Suriname e Guianas não contam) e estava MUITO barato (11 mil milhas). Aceito dicas do que fazer por lá (não da tempo de ir em nenhuma outra cidade longe, tipo as ruinas jesuitas ou as cataratas);

- Aproveitei uma outra promoção, dessa vez em um site de uma loja de eletrônicos de Zurique, e comprei um notebook novo. Custou 300 francos suíços (algo em torno de 800 reais com todas as taxas de cartão, entrega na casa da minha irmã e demais impostos suíços). Como agora eu não preciso de nada muito potente e dou mais importância para tamanho e peso (prefiro notebooks pequenos e leves - esse tem 11,6" e 1,3 kg com bateria), esse está ótemo. O probema é que a Véia que vai trazer e vai chegar no Rio, então vai demorar para eu conseguir pegar;

- Dia desses aí pra trás acordei com o pescoço travado e com as costas doendo. Tava sinistro, nã sentia tanta dor desde... bem, que eu me lembre desde quando tive úlceras em BSB (tentei achar o post, mas não achei). Mas minha meória já não é mais grandes coisas;

- O Veio ficou com inveja que eu troquei de carro e resolveu trocar o dele também. O começo da placa dele é muito legal: PUF. Enquanto isso a minha é maldita (que, por sinal, eu tinha decorado, mas já esqueci os números);

Bom, acho que é isso. Pouca coisa, eu sei, mas com a quantidade de tempo que estou passando no trabalho, não tem acontecido muita coisa na minha vida...

18 de jun. de 2014

Som no carro

Não sei se comentei aqui alguma vez, mas nunca tive som no carro. No primeiro eu não coloquei porque ele ficava na rua de dia e de noite. Era pedir para perder um vidro a cada semana. No segundo, bem, não coloquei porque acabei acostumando a não ter som no carro e achava que era jogar dinheiro fora. Além de diminuir a chance do vidro ser quebrado.

Não lembro se foi no primeiro ou no segundo, mas eu cheguei a ganhar um som, depois de uma viagem que fiz com Ex-Xuxu em que tivemos que usar o celular dela para ouvir música (e também depois de eu reclamar de perder os jogos do cruzeiro quando ia deixar ela em casa). Foi esse aqui:


Sim, era um radinho de pilha. Mas que me serviu muito bem por mais de 5 anos. E ainda dava sorte: ouvir jogo nele era sempre vitória do cruzeiro. O problema é que a qualidade do som não era muito boa e sintonizar qualquer rádio era difícil demais.

De qualquer maneira, no ter um som no carro nunca me fez falta. Mas me encheiam tanto o saco que no Esparromóvel III eu acabei colocando (e ainda foi o original da Toyota). E passei a usar todo dia, mesmo quando o trajeto era de 5 minutos. E percebi o quanto é diferente dirigir com música. Por um motivo simples: eu dirigia pelo barulho do motor.

Tá certo que depois de 10 anos com o mesmo modelo de carro, isso é fácil. Vocẽ não precisa olhar para o velocímetro, nem para o conta-giros. Sabe quando mudar a marcha e qual a sua a velocidade só pelo barulho do motor. Só que com o som ligado (e olha que eu coloco a música baixa) isso acaba atrapalhando. Quando vejo, já estou em velocidades que me daria multa. E aí estou tendo que mudar a minha forma de dirigir, olhando para o velocímetro toda hora.

Mas acredito que seja questão de tempo, até acostumar com o carro novo e os barulhos que ele faz (que são bem baixos, por sinal. Ô carro silencioso!).

14 de jun. de 2014

Os males do Gerenciamento de Projetos

Eu sempre soube que levava a minha profisão para a vida pessoal. Tudo na minha vida é planejado, faço cronogramas até para viagens (quer dizer, agora nem tanto, mas já fiz). Identifico riscos a todos os momentos, faço análises de trade-off... É um inferno, mas faço sem nem pensar.

Na saga da retirada do Esparromóvel III, como eu falei no post anterior, fiquei uns 40 minutos esperando. Nesse meio tempo eu fiz algumas atividades burocráticas. A primeira, foi entregar o carro antigo. E quando você entrega, precisa assinar uma pancada de coisas. O véio precisava assinar também, porque o carro estava em nome dele. Ele pegou a papelada, assinou e me entregou. Eu peguei, li todas as cláusulas, questionei algumas, me deram respostas que eu não gostei muito, mas assinei.

O segundo passo era a assinatura de recebimento do carro novo. Me deram um monte de coisas para assinar. Eu li tudo, e um dos papeis era o de recebimento do carro e outro do checklist de recebimento. Esses eu assinei a contra-gosto. Afinal, eu não tinha recebido o carro e nem feito o check list. Mas assinei.

Entre eu assinar os papeis e efetivamente receber o carro, fiquei pensando em tudo o que poderia fazerem. Como estava demorando, só pensei o pior: poderiam falar que já me entregaram, que estava tudo ok no cheklist (e se não estivesse eu teria me fodido), que entregaram com todos os acessórios que eu comprei (e se faltasse algum eu também me fodia).

Aí que eu me toquei o tanto que meu nível de paranóia com assinaturas está alto. Hoje, eu assino muita coisa no trabalho. E em alguns casos, uma assinatura que eu der sem ler o que estou assinando pode custar um bocado de dinheiro para o meu projeto (um retrabalho, uma multa, um aceite de algo que não foi entregue). E eu acabei levando isso para a minha vida pessoal.

Eu sei que essas assinaturas sem ler são muito comuns nesse tipo de evento (compra e venda de carros). Eu mesmo recebi a nota fiscal do meu carro ANTES de ter feito o pagamento. Ou seja: eu PODERIA não ter pago o carro (lógico que ia dar merda, ia pra justiça e blábláblá, mas eu poderia). É muita confiança. Coisa que, infelizmente, eu não posso ter no meu trabalho.

O que me fez questionar: teria eu me tornado um filadaputa? Ou eu continuo fazendo as coisas certas (o que acho que é o mais provável), só passei a não confiar em ninguém? Espero que seja a segunda opção, mas espero mais ainda que isso tenha solução...

Oremos.

11 de jun. de 2014

Esparromóvel III

Em meados de 2009, troquei de carro. O Esparromóvel deu lugar ao Esparromóvel Jr. Esse aqui:


Quando fui trocar de celta para celta, não tive dúvidas: o carro era muito bom e não deu trabalho quase nenhum. Mas o segundo celta, rapaz, esse me fez passar raiva. Com UM ANO de carro começaram os barulhos estranhos. Pode ser porque eu meti ele no mato, mas depois que passou pela revisão, era para ter resolvido. Mas não resolveu.

Com o passar do tempo, o barulhos só pioraram e estavam incomodando MUITO. Muito MESMO. E isso foi no começo do ano passado. Eu já estava pensando em trocar quando me mandaram para o Rio. Estando lá, não fazia sentido trocar de carro.

Voltei para BH e a primeira coisa que eu fiz foi começar a procurar um carro novo. E não seria um Celta: apesar de ser um carro muito bom, eu queria mudar. E também queria um motor maior que 1.0. Mais uma vez: não que eu precisasse, mas na época que namorei a Ex-Srta Esparroman dirigi o Fox 1.0 dela e vi que não dava. O carro não rendia.

E mês passado comecei a olhar: primeiro fiz uma pesquisa na internet para dar uma filtrada. Também conversei com alguns amigos e ficaram 4 opções: Onix, HB20, Etios e New Fiesta.

Aí fui para o trabalho de campo. E lembrei o quanto é chato escolher carro. Fiz test drive em todos. O único que não gostei foi o Onix. Achei o carro muito pesado para o motor 1.4, não andava.

O Etios me conquintou na hora: embreagem curta, marchas curtas, carro muito esperto, mesmo com o ar condicionado ligado (e olha que era o 1.3). O HB20 também era muito bom, mas era um motor 1.6 (ou seja: consome mais). Mas depois pequisando vi que ele tem um problema na suspensão traseira. O New Fiesta também gostei muito (além de ser bonito pra caralho), mas o custo de manutenção é cabuloso: a cada 6 meses tem que ir pro mecânico.

A escolha lógica era o Etios: além de ser mecânica Toyota, o custo de manutenção era baixo e ele era o mais barato deles todos. Com uma diferença absurda de preço, pois a Toyota estava dando um desconto de 2 conto em qualquer carro fabricado em Maio.

A próxima fase seria pesquisar em lojas Toyota. Em BH é fácil: são 4. O problema é que fica uma em cada canto de BH (sério). Eu já tinha ido em 3 lojas e tinha uma noção boa de quanto teria que pagar e de quanto pagariam pelo meu carro antigo. Aí num sábado cedo fui na 4 loja logo que ela abriu. Foi no final do mês, lógico, porque os vendedores ficam desesperados para bater a meta.

Deram o preço pelo carro novo, pelo carro antigo, pelos acessórios... Estava tudo bem parecido com os demais lugares. Aí comecei a usar todas as minhas técnicas de negociação. Aperta daqui, aperta dali, faz cara de quem não gostou... Chama a Gerente.

E ela veio falando que precisava vender 10 Etios só naquele dia. Meu olho brilhou: ia conseguir sangrar a mulher. E assim eu fiz: falei que tinha outras propostas melhores e que foi sem nem chamar a gerente. Ou seja: conseguiria algo bem melhor quando voltasse na loja. Aí aconteceu o seguinte diálogo:

- Quanto ofereceram?
- XXX com todos esses acessórios, emplacamento e IPVA.
- Sério? Jura que fizeram isso?
- Juro. Tá lá no meu carro (falei 500 conto a menos não tinha o IPVA incluso, mas ela não precisava ficar sabendo).
- Noooosssaaa. Tá, deixa eu ver o que eu consigo fazer.

Foi em algum lugar e conversou com alguém. Voltou e falou que dava pra cobrir e dar mais 500 reais de desconto. Aí falei que ia voltar na outra loja, porque lá ainda conseguiria algo melhor. Saí da loja e, 5 minutos depois, a vendedora me ligou pedindo pra ela ter o last call.

Fui numa outra loja que com a certeza que conseguiria coisa melhor. Tinha sido a primeira loja que eu tinha ido e o vendedor era muito bom, além de o preço do carro estar bem mais baixo. Os acessórios nem tanto, mas era onde eu ia negociar. E realmente consegui, mas não tinha na cor que eu queria. Lembra da história da fabricação em Maio? Pois é, fiquei com o toba na mão.

Com medo de ficar sem carro, pois nas outras lojas só tinha 1 da cor que eu queria, liguei para vendedora que tinha dado a menor oferta na semana anterior e falei: "consegui por tanto, com os acessórios, emplacamento e IPVA. Vê aí o que você consegue fazer.". E tentei ligar para a que eu tinha ido mais cedo, mas ela estava em atendimento.

Passou meia hora e nenhuma das duas me ligou. Fiquei preocupadíssimo e comecei a dirigir para a loja que eu já tinha uma proposta firme. No meio do caminho, a outra vendedora me ligou e falou "olha, você deve ser bom negociador mesmo. Foi difícil mas eu consegui cobrir aquela oferta. Vem pra cá pra gente fechar o negócio".

Aí eu relaxei. E fui até a loja. Chegando lá ela falou "tô achando que você não é engenheiro. Deve ser do mercado de vendas". Sorri e falei "engenheiro também precisa negociar". Ela riu e fomos assinar a papelada. O carro ainda estava em trênsito e só ficaria pronto na semana seguinte.

E durante 7 dias eu fiquei andando igual idoso, para não ter nada no Esparromóvel Jr. E no começo desse mês peguei o Esparromóvel III. Olha ele aí:

Percebe-se que gosto de carro prata.

A entrega do carro supostamente leva 40 minutos. 40 minutos eu fiquei ESPERANDO para o carro chegar. A entrega mesmo levou uns 10 a 15. O cara é bastante atencioso, mas deu uma corrida para tirar o atraso. E eu ainda fiz uma vistoria no carro que pouca gente faz. Achei uns pontos sujos, que o cara limpou na hora.

Na última olhada para o Esparromóvel Jr lembrei de todas as aventuras, as viagens com a Ex-Xuxu e todos os momentos juntos, a conquista da Ex-Srta Esparroman, o término com a Ex-Srta Esparroman (não tivemos muitos momentos nele) e, por úĺtimo, que eu fiquei livre de todos os barulhos que ele estava fazendo.

E a primeira coisa que eu fiz quando peguei o Esparromóvel III foi liguar o rádio e o ar condicionado (o Jr não tinha nenhum dos 2). Saí da loja e desliguei o ar, porque gasta muito combustível.

7 de jun. de 2014

Monitor novo

Dia desses aí pra trás o monitor do meu desktop morreu. E dessa vez morreu de verdade, estava fazendo barulhos muito estranhos (uns estalos). Eu já estava pra trocar há algum tempo, mas como ele estava funcionando, esperei ele queimar de vez.

No trabalho eu uso um 22" que eu acho gigante e estava certo que precisava de um desses em casa. Saí para comprar no mesmo dia (já era umas 9 e pouco da noite). No caminho para o Shopping aproveitei para fazer uma pesquisa rápida na internet e ver a faixa de preços de um monitor novo. Tomei um susto, mas fazer o que, precisava de um monitor novo.

Nunca andei tão rápido no shopping. Eu vou lá uma vez por ano e não sei mais onde ficam as lojas de informática. Mas achei um por um preço bom. E comprei.

Voltei para casa e montei. Antes de ligar no computador, coloquei em frente à minha TV para comparar. E achei ele ridiculamente pequeno. Saca só:


Mas depois que montei no computador já não achei tão pequeno assim. Tirando que ele é meio vermelho, achei muito bom.

Veremos quanto tempo dura (o meu antigo, de CRT, durou bem mais de 10 anos).

4 de jun. de 2014

Melequento endiabrado

Eu ando anotando as coisas que pretendo escrever aqui no blog. Algumas eu anoto e enrolo tanto tempo que quando resolvo escrever acaba "caducando". Por exemplo a história do meu voo de São Paulo para Montevideu.

Enquanto eu esperava no em Guarulhos, puto porque meu voo estava atrasado, vi um melequento com seus 4 ou 5 anos correndo de um lado para o outro, pulando, gritando, falando alto... E a mãe lá, só falando "não faz isso", "não pode" e "volta aqui". E o melequento ignorando completamente a mãe e fazendo bagunça.

Eu já estava puto, não aguentava mais aquele ser correndo e comentei com meu pai "se ele passar aqui perto novamente vou dar uma bica nele". Para a sorte dele, chamaram o embarque antes dele passar perto de mim.

Aí a mãe cata o moleque e eles entram no avião (afinal, criança tem prioridade). O Veio, que também tem prioridade, entra junto com eles. E eu, sem pressa, entro mais para o final. Bastou eu entrar no avião para ter uma visão do inferno: atrás da minha poltrona está o endiabrado. E meu pai rindo da minha cara.

Logo que eu sentei na minha poltrona o melequento começa a chutar a minha cadeira. Olho para trás, a mãe percebe e manda ele ficar quieto. Durou uns 10 minutos e ele voltou a chutar. E eu olhei de novo para trás. E esse ciclo durou a primeira hora INTEIRA de voo. Até que eu levantei, olhei para o moleque com a minha cara de psicopata e ele entendeu. A mãe também entendeu: prendeu o moleque na cadeira de forma que a perna dele não chegasse na minha poltrona. Ou isso ou eu dormi tão pesado que não senti o moleque chutar novamente.

Só no final do voo, naquele período em que o avião pousou e as pessoas começam a sair que o moleque voltou a chutar. Mas eu estava anestesiado de sono e nem fiquei muito puto.

Só tive certeza que eu não posso ter filhos.

1 de jun. de 2014

Conhecimento master

Quando eu era moleque, passava parte das minhas férias em Santos (pode rir, mas a família do meu pai é paulista e tem apartamento lá). Na parte da manhã, eu ficava na praia, fazendo castelos com aquela areia / concreto. Na parte da tarde (ou quando chovia), eu, minha irmã e meus primos jogávamos algum jogo de tabuleiro. Eram os tradicionais: War, jogo da vida, imagem e ação, detetive e master.

Eu, como era o mais novo de todos, odiava quando o jogo escolhido era Master. Arazão era simples: era muito novo (a última vez que fui lá tinha meus 13 ou 13 anos) e não tinha conhecimento geral nenhum (tirando esportes, mas ainda assim era difícil acertar). Mas de tanto passar tardes jogando, acabei decorando boa parte das respostas. Mas não era só eu: todo mundo acabou decorando as respostas.

O tempo passou e um tempo atrás joguei master na casa de alguns amigos. O jogo foi revitalizado e as perguntas são mais atuais (não são maus sobre as olimpíadas de 84). Eu achei que ia levar um banho, já que meus conhecimentos gerais não são os melhores.

Bem, isso era o que eu achava. Ou eu dei sorte e as perguntas são sobre as poucas coisas que eu aprendi nos meus 32 anos de vida ou eu sei coisa pra caralho e não tinha me tocado disso.

Óbvio, eu não sabia a resposta de tudo, mas eu sabia a resposta para muitas das perguntas. Muitas mesmo. Cheguei a ficar assustado (e as pessoas que estavam jogando comigo ficaram meio putas). Mesmo quando a pergunta não era para mim (aliás, PRINCIPALMENTE quando a pergunta não era para mim) eu dava meus pitacos certeiros.

E aí eu fiquei me perguntando: onde será que eu aprendi tanta coisa? Não sou dos que devora livros, não sou dos que lê jornal todo dia. Também não fui dos estudantes mais brilhantes em história e geografia.

O meu chute é que meus amigos sabem coisa pra caralho e nos butecos de sexta-feira eu acabei absorvendo parte do conheciento deles. É o mais provável.

4 de mai. de 2014

Bizarrices do Sul

Como eu comentei aqui algumas vezes, nas minhas férias fui para o Rio Grande do Sul. É de conhecimento geral que eles se julgam outro país, mas eu achei que era só sonho separatista. Mas estando lá, vi que é praticamente outro país. Em alguns pontos, me senti em 1990. Em outros, me senti em 2050 (pensando em Brasil, lógico). E são muitas coisas bizarras...

Começa na chegada do aeroporto. Fui de Azul e ela opera no terminal 2. "Bacana, chega no terminal novo!", pensei. Saí do avião na pista. Nem finger tinha. Na hora de pegar a mala, um lugar velho, uma (ou duas) esteiras. "Que bosta de aeroporto. Imagina o terminal velho, deve ser pior que a Pampulha", pensei novamente. Só quando saí do aeroporto entendi: o terminal 2 é o terminal VELHO. O novo é o 1.

Aliás, lembra das esteiras que comentei no parágrafo anterior? Pois é, foi outro ponto que me assustou. Elas giram no sentido HORÁRIO. Eu viajo muito e confesso que foi a PRIMEIRA VEZ que vi uma esteira que gira no sentido horário. Pelo menso foi a primeira vez que isso chamou a minha atenção, então nao deve ser algo muito comum.

Aí caminhei até o "metrô" (que está mais para um trem velho, mas tudo bem) e desci na rodoviária. Além do meu hotel ser relativamente perto, eu queria garantir as passagens para Gramado e Caxias. Como toda rodoviária do mundo, procurei o cubículo da empresa que faz as viagens. Custei a achar, mas quando cheguei, pedi a passagem. Fui surpreendido com um "aqui não vende passagem. Só no guichê da rodoviária". Juro que não entendi, mas o cara me falou mais ou menos como chegava lá.

Fiz o caminho indicado e vi umas 30 janelinhas típicas de venda de passagem, mas sem nenhuma indicação de companhia. Em a cada 5 janelas, uma TV com horérios de TODOS os ônibus. Aí eu entendi: a RODOVIÁRIA é responsável pela venda de passagens e vende para todas as companhias. Só vi vantagem para isso em uma situação: quando você quer o próximo busão para algum lugar. Aí não precisa ficar pesquisando. Tirando isso, não tem muita lógica.

Outra coisa estranha: apesar de ter 30 guichês, alguns tinham filas gigantes, outros não tinham fila nenhuma. Não é uma fila única. Até hoje eu não entendi a razão, mas deve ser a teoria das filas. Eu entrei na menor fila, lógico. E comecei:

- Me vê uma passagem pra Gramado amanhã, 6:15
- Frente, meio ou fundo?
- Meio
- Poltrona 15 tá bom?
- Tá ótimo
- trinta com vinte e cinco
- ????????? (cara de tela azul)
- Trinta reais e vinte e cinco centavos
- Ah, tá. Mas tem mais passagens. Quero comprar a volta, mas de canela
- A volta você compra em canela
- ??????????????????????????????????????????????????????????????? (cara de tela azul)
- Aqui só vendemos passagens que saem de Porto Alegre.
- Ok. Então me vê uma pra Caxias dia blá (não lembro o dia mais) às 6:20
Cortando parte do diálogo
- sessenta e três com cinquenta
Saquei o cartão e entreguei
- Só dinheiro (balançando a cabeça fazendo sinal de negação)

Por sorte eu tinha dinheiro. Mas fiquei abismado. Em que ano o RS está para só vender a passagem de IDA???? Eu aceitaria isso se os sistemas não fossem interligados e a base de dados fosse local, mas certamente não é o caso (eles vendem passagem pela internet). Mais: quem garante que vai ter passagem no dia e no horário que eu quero lá em gramado (ou qualquer outra cidade)? No meu caso estava tranquilo, porque era baixa temporada e eram cidades com muitos horários de ônibus. Mas imagina uma volta de feriadão ou qualquer coisa do tipo. Deve ser um inferno para quem não sabe que pode (ou não sabe) comprar pela internet. Deve ter muito nego que dorme na rodoviária. E mais: que tipo de estabelecimento não aceita cartão hoje em dia? Ainda mais uma rodoviária! E isso vale para Gramado, Canela e Caxias (e pelo jeito toda e qualquer cidade do RS).

Passado o impacto inicial, fui turistar. E aí vi mais coisas bizarras (agora em modo "fatos rápidos", porqueestou com pressa):

- Todas as cidades que eu fui tinham parquímetro. TODAS. Até Gramado, que é uma cidade pequena.

- No sul não tem polícia militar. Tem BRIGADA militar.

- Em Gramado o cinema só funciona sexta e sábado (pelo menos o do lugar onde ocorre o festival de cinema)

- Ainda em Gramado, existe uma calçada da fama. TODAS as mãos são de 2006 (pelo menos não achei outras datas)

- Pessoas REALMENTE escutam música gaúcha. Numa das viagens de ônibus que eu fiz o cara ao meu lado veio escutando essa porcaria o "voo" inteiro. Alto.

- Em Caxias, que é conhecida por ser a terra da uva, tem uma fonte que ao invés de água jorra suco de uva. É sério! Saca só:


- Em POA as pessoas conhecem os ônibus pelo "nome" e não pelo número. Eu, que não sabia disso, levei ferro algumas vezes.

- A maioria dos restaurantes é "pague X e coma o quanto quiser, quantas vezes quiser". Eu também não sabia disso.

- Não existe bebedouro em lugares públicos de POA. Ou, se existem, ficam escondidos e são feitos para que você não consiga encher garrafa. Mas eu sou profissional e sempre consegui encher a minha.

- Em um dos parques (um dos que não tem água) tem uma máquina de água quente grátis para você fazer seu mate. Num calor de 35 graus.

- Aliás, eu nunca vi tanta gente fazendo corridas e caminhadas no meio do dia como em POA. Todos os parques que eu ia tinha gente pra cacete.

- Em Caxias tem pistas de bocha. E pessoas jovens jogando.

- Em um dos museus (Acho que foi o do Ibere Camargo) tinha uma plaquinha de "proibido mate". E dentro de um dos ônibus que eu peguei também (ônibus municipal, nem foi o intermunicial não).

Tinha mais coisa, mas como faz muito tempo, acabei esquecendo um monte de coisas.... Masjá dá pra ver que não é um lugar normal.

22 de abr. de 2014

As obras da copa

Eu tenho viajado muito nestes últimos tempos para cidades que vão ser sede da copa. Desde Fevereiro já fui para Manaus, São Paulo, Rio, Porto Alegre e, obviamente, Belo Horizonte. E a sensação (certeza, na verdade) que eu tenho é que vamos passar vergonha.

Manaus tá tranquila, porque nem chegou a COMEÇAR a fazer as obras da copa. Construiu um estádio novo (que ficou "pronto") agora em Março. O aeroporto está 50% pronto: o hall de entrada é novíssimo e parou por aí. A sala de embarque continua como era e, pelo jeito, não vão fazer mais nada.

O gigante do Beira Rio também ficou "pronto" aos 48 do segundo tempo. E em volta está caótico: obras para todos os lados. O aeroporto, até onde sei, não sofreu nenhuma obra, mas pelo jeito o terminal novo é recente. Como só conheci o velho, não posso opinar. Não vi obras de infra-estrutura na cidade, mas achei o trânsito de POA bem caótico.

Guarulhos está construindo um terminal novo. Prometeram para esse mês, mas acho que não fica pronto. O Itaquerão não tem nem previsão de ficar ponto (ainda mais agora que pararam a obra por causa de morte de operário). A cidade é um caos, com ou sem copa.

No Rio, o terminal 1 do Galeão está todo cheio de tapumes e duvido muito que fique pronto a tempo. As obras do metro são só para 2016 (e eu duvido que fiquem prontas). O centro está parado depois que fecharam a perimetral e mudaram o trânsito. Mas tá tranquilo: com 4 meses de antecedência decretaram feriados nos dias de jogo no Maraca.

BH está patética. O Mineirão ficou pronto com muita antecedência e já foi testado muitas vezes. Mas recentemente caiu um dilúvio e a cobertura da arquibancada não aguentou. Tiveram que fazer algum reparo. O gramado virou um lago (mas caiu muita água nesse dia). A sorte é que não costuma chover na época da copa.

A mobilidade vai ser um problema seríssimo: o BRT, que era a salvação mundial, está "pronto" faz tempo, mas funciona mal. Uma das linhas, não tem nem sinal de ficar pronta (mas prometeram para a copa, não sei como). O trânsito está bem ruim e tem engarrafamento em qualquer dia, qualquer horário: tenho saído do trabalho depois das 8 e tenho ficado parado no trânsito.

O aeroporto está ridículo. Se tudo der certo, estará 75% pronto na copa. Mas eu que passo por ele toda semana sei: não estará nem 50%. As obras estão em ritmo de tartaruga manca, você não percebe avanço. Tapumes para todos os lados, parte do chão está com granito, parte não está. Em dias de chuva você não consegue pegar taxi sem se molhar. Outro dia, estava com goteira DENTRO do finger. Sério. As obras na rodovia de acesso já se arrastam por quase 10 meses e estão longe de finalizar.

O que me deixa mais triste é que gastamos bilhões com estádios que nunca mais serão utilizados, outros bilhões com obras desnecessárias (precisa colocar granito no chão de Confins? Precisa colocar finger de vidro? Não seria melhor construir um OUTRO terminal?) e, meu maior medo, passada a copa, as obras serão FINALIZADAS?

Não acredito que tenha sido feito um estudo de viabilidade da copa, mas acredito que o saldo será bem negativo. Nem os tais ganhos para a população teremos, já que boa parte das obras previstas não foram sequer iniciadas (em TODAS as cidades, diga-se de passagem).

Não adianta agora falar que não vai ter copa. O dinheiro já foi gasto. Mas que agora sirva de lição para as olimpiadas (que, por sinal, são as mais atrasadas da história).

Preparem para ouvir muita piadinha de gringo e passar muita vergonha...

20 de abr. de 2014

8 anos de reclamações

Sim, sim, queridos leitores e leitoras, hoje é aniversário desse blog horroroso. OITO anos de reclamações. O blog tá bem paradão (já faz bastante tempo, é verdade), mas eu juro que tenho tentado mante-lo vivo. Estou até anotando as coisas que penso em postar, o problema está em encontrar tempo pra postar...

E para manter a tradição, dei um contadorDeAnos++ no título do blog (momento do "aaaaaaaaaahhhhh! Então é isso!!!! Que tosco..."). Apesar de que acho que todo mundo já sabe o que é aquele número lá, mas vai que tem um leitor novo.

E vamo que vamo, rumo aos 10 anos.

17 de abr. de 2014

Sapato novo

Quando estive em POA vi uma loja de sapatos e imaginei que seria mais barato que em Minas, já que o Rio Grande é um grande fabricante de pisantes. Dei uma olhada geral nas lojas do shopping perto do meu hotel e vi que estava realmente mais barato (mas não tanto quanto eu imaginava).

Só que achar sapato barato é uma coisa, achar sapato que caiba no meu pé é outra completamente diferente. Meu pé é chato, largo e alto. Tipo Jabba the Hutt, mas com ossos e sem rugas. Uma combinação improvável e que certamente não é considerada pelos fabricantes de sapatos (tênis é até mais fácil de achar).

Depois de muito procurar, achei um sapato que não apertava muito (porque apertar sempre vai). E comprei. Estava até satisfeito, porque não estava incomodando muito. Até que tive que viajar para o Rio. Era uma quinta-feira, madrugada, mas o aeroporto estava estranhamente cheio. A fila para passar no raio-x e detector de metais estava consideravelmente grande.

Aliás, um parêntesis. Em Confins existe a fila única, que faz zigue-zague, como em todos os outros aeroportos do mundo. Mas quando você chega na boca da fila tem um idiota que manda você formar uma mini fila atrás dos aparelhos de raio-x. É fila para pegar fila. E as vezes a fila que você entrou agarra e alguém que estava 3, 4 posições atrás de você, mas foi para outra mini fila, acaba entrando na sala de embarque antes de você.

Mas voltando... Entrei em uma das mini filas e a mulher que estava na minha frente agarrou. Teve que tirar o cinto. Quando chegou a minha vez, a atendente falou "o cinto" e eu retruquei "sempre passa" (na verdade, 95% das vezes passa. Vez ou outra agarra, mas eu prefiro correr o risco). E aí... apitou. Tirei o cinto, passei novamente e... apitou. Era o sapato.

Nesta hora, eu fiquei pensando "ué, nunca pega. Que merda é essa?". Aí eu lembrei que estava com o sapato novo. E fiquei xingando mentalmente o fabricante e perguntando POR QUE alguém coloca metal no sapato. E mais: ONDE o metal estaria. E aí anotei no celular para procurar o metal do sapato quando chegasse em casa.

Eu já tinha esquecido do episódio quando entrei na fila do detector de metais do Galeão (detalhe: no mesmo dia), até que uma das mulheres na minha frente teve que tirar o sapato (um salto de uns 15 cm). Mas resolvi correr o risco. E para minha surpresa, passou. Não pegou nem o cinto nem o sapato.

Ainda assim, quando cheguei em casa, fui procurar onde estava o maldito metal. E não é que eu achei? Tinha uma plaquinha de metal na sola, com a marca do fabricante. Não tive dúvidas: peguei um alicate e arranquei aquela merda. Mas fiquei pensando que quem inventou essa porcaria não viaja de avião (ou então viaja de jato particular).

Na semana seguinte peguei outro vôo em Confins e não apitou. Passei a odiar menos o fabricante. Mas ainda fico me perguntando quem foi o corno que teve essa idéia cretina de colocar metal em sapato.

15 de abr. de 2014

A rotina

Eu sempre gostei de viajar de avião (acho que já comentei isso aqui). E um dos vôos que mais gostava era para o Santos Dumont, no Rio. Pouso lá sempre é muito legal (também já falei disso aqui). Mas nesta última ida para o Rio, na semana passada, percebi que pousar no SDU não tem mais graça.

Eu passei 10 ou 11 meses indo para o Rio toda semana. E em todas estas semanas, pousava no SDU. Nas primeiras semanas, eu aproveitava cada pouso. Depois passei a nem olhar mais pela janela, ficava só prestando atenção no que estava tocando nos fones de ouvido (algum podcast, normalmente).

Passado algum tempo, passei a dormir pouco depois que era permitido reclinar a poltrona e só acordava quando mandavam colocar a poltrona na posição vertical. Nessa época eu até prestava um pouco de atenção no pouso, já que me acordavam pouco antes do pouso.

Aí eu virei um profissional do sono em avião e passei a dormir antes de fecharem a porta do avião. É isso mesmo: eu dormia enquanto a galera estava entrando no avião. Como sempre vou na janela, entrava no avião, fechava a "cortina" da janela e começava a dormir. Nem precisava reclinar a poltrona não. E só acordava com a porrada do avião na pista do SDU.

Tudo bem que boa parte dessa perda de interesse foi forçado: acordar de madrugada toda semana é foda e eu já não estava rendendo nada na segunda (e acabava fudendo a minha semana). Dormir no vôo era necessidade. Mas pegar o avião e pousar no SDU virou rotina e, como tudo que vira rotina, perdeu a graça.

O mais estranho é que eu sou um ser de hábitos repetitivos e rotineiros. E isso nunca me incomodou. Mas esse fato me fez entender, depois de quatro anos e meio, que mesmo gostando muito de alguma coisa (ou alguém), é possível que você perca o interesse. E é estranho mesmo: você continua gostando daquilo, só não vê mais a graça que via antes.

Um dia, quem sabe, eu consigo entender como isso é possível. Até agora eu só aceitei que é possível, não entendi ainda como.

13 de abr. de 2014

Eu volteeeeeiiiii.... E agora é pra ficaaaaaaaaar....

Bom, pelo menos até me mandarem pro Rio novamente.

Sim, sim, queridos leitores, estou de volta a BH. Meu "contrato" no Rio acabou no final de fevereiro e depois das minhas merecidas férias voltei oficialmente para o escritório de BH. O que não quer dizer que eu não vá mais viajar. Só nas últimas duas semanas já fui ao Rio 2 vezes...

Logo que voltei de férias me falaram que eu ia ficar com uns 10 projetos e eu já estava maluco. Foi uma semana para começar a entender o que estava acontecendo em cada um deles. Mas aí.... me mudaram de projeto. E me deram um projeto que está pipocando problema. Mas pipocando MESMO.

E em uma semana eu não consegui ENTENDER todos os problemas. Vai demorar mais umas 2 semanas para eu ficar totalmente por dentro do projeto, mesmo trabalhando umas 11 horas por dia e também no final de semana. A minha "sorte" é que tem um feriadão na semana que vem e aí vou conseguir ler tudo o que me passaram com calma.

Mas eu não reclamo não. Quanto mais trabalho, melhor. Só reclamo que perdi uma semana lendo material de 10 projetos...

E torçam por mim.

28 de mar. de 2014

Coelhadas

Sim, sim, queridos leitores, eu estou vivo. E, acreditem ou não, dessa vez fiquei mais de um mês sem postar nada porque EU ESTAVA DE FÉRIAS! E como são muitas coisas a serem comentadas, vamos de fatos rápidos e algumas fotos (o instagram e o twitter não param, ao contrário do blog).

E como não lembro (e estou com preguiça de olhar) qual foi o último post, esse aqui deve ser grande.

- Em fevereiro eu fiquei um final de semana no Rio e aproveitei para ir até a quinta da boa vista, no museu histórico nacional. E sinceramente senti vergonha. DUAS das principais atrações estavam fechadas. Saca só:




- Além disso, as múmias que estão expostas lá ficam em uma sala sem climatização e estavam assando, numa umidade cabulosa (estava uns 35ºC uns 75% de umidade, segundo um termohigrômetro que estava DENTRO do box de vidro onde elas estavam). Não sei como ainda estão durando;

- Aliás, o calor no Rio estava insuportável em Janeiro e Fevereiro. Num dia qualquer de Fevereiro estava 27ºC às 6:30 da manhã. Eu sei, Manaus é pior, mas já estava desacostumado;

- Falando em Manaus, fiz a minha última viagem para lá em Fevereiro. Sim, o último dos meus projetos lá encerrou. E eu voltei carregando 50 kg de tralhas nas costas. E o legal é que levei do cliente para o hotel, do hotel para o aeroporto de Manaus, do Galeão para casa, de casa para o escritório do Rio, do escritório do Rio para o Santos Dumont, de confins para casa e de casa para o escritório de BH. Uma delícia;

- O aeroporto de Manaus ficou muito bacana. Fizeram uma ampliação e renovação sinistras. Lógico que ampliaram só a parte que não precisava (saguão de entrada), as salas de embarque continuam uma merda. Mas saca só como ficou:


- Aí eu entrei de férias e resolvi que era hora de fazer a limpeza anual dos armários, gavetas e demais tralhas do meu quarto. Achei algumas relíquias, como o case de um chip de 486DX2 66:


- Também achei alguns chips de celular que comprava quando mudava para uma cidade a trabalho. Eu guardava porque sabia que um dia poderia voltar para a cidade, como aconteceu com o Rio (tem 2 chips de lá). O problema é que eu nunca lembrava de procurar o chip antigo:


- Descobri um monte de cartão/chave de hotel que eu esqueci de devolver na hora de fazer check out. E aí assustei com a quantidade de hotel e cidade que eu conheço (a maioria a trabalho):


- Todo ano eu jogo muita coisa fora (ou faço uma mega doação), mas esse ano eu me superei. Meu armário ficou 50% menos cheio, principalmente na parte de roupas. A solução foi simples: eu usei nos últimos 12 meses? Sim? Fica. Não? "Lixo". Desapego total;

- Limpeza feita, fui viajar. Comentei aqui que usei as milhas que ganhei na viajação de 2012 / 2013. A primeira parada foi o Rio Grande do Sul.

- Porto Alegre é um lugar estranho. Mas ela merece um post só para as loucuras dela;

- Gramado é lugar pra rico. Qualquer coisa custa mais de 15 reais. E tem uma calçada da fama que me deu vergonha:


- Canela não tem porra nenhuma, só uma igreja bonitona de pedra;

- Caxias do Sul tem uma igreja como poucas que eu já vi no brasil (tirando ouro preto, lógico);


- O calor no sul estava cabuloso. E o sol escaldante. Eu voltei a ter marca de sol na canela, saca só:


- Tomei uma Deus. É boa, mas não vale quanto custa. Mas como foi pagamento de promessa de um amigo, tomei feliz:


- No meio das férias eu fui fazer uma visita técnica. Ganhei uma Crown de brinde da empresa que visitei (que não postei fotos porque tem o logo da empresa). Enquanto isso a minha empresa dá aquelas canetas de 2 reais de brinde;

- Aí eu fui para o Uruguai. E o que dizer do Uruguai? Carne, doce de leite, Freddo e Alfajor em qualquer lugar. Simplesmente fantástico:




- Aliás, comi um alfajor recomentado pela Lu Monte que era quase do tamanho de um hamburguer:


- Montevideo é uma capital nacional com cara de cidade do interior: grande, mas tudo muito perto. E pouca gente na rua (para ser a capital de um país!);

- Aliás, o aeroporto é engraçado: novíssimo, obra gigantesca, mas só tem 4 fingers. E a sala de embarque também é pequena: não aguenta 2 vôos ao mesmo tempo. E olha que eram 2 737....

- Punta del Este é caro. E não tem muita coisa pra ver. E tudo é longe. E pra piorar, ainda estava chovendo. A foto é de piriápolis, que é uma versão menor de Punta, mas que é do lado.


- Colônia do Sacramento é uma versão uruguaia do interior de Minas. E lá estava um céu como poucas vezes vi na vida:


- Voltando de férias fui fazer os exames de check up. Meu grau de óculos (aquele que não uso) continua o mesmo. Não tenho cáries. O resultado do exame de sangue não saiu, mas considerando a minha alimentação no Uruguai (carne, doce de leite, freddo e alfajor), vai estar uma beleza...

Bom, deve ter mais coisa, mas como estou com pressa, vou deixar só isso por enquanto. Depois eu complemento.

3333

Estou vivo, mas antes de atualizar qualquer coisa, aviso que esse é o post 3333 do blog (segundo o blogger). Na verdade são mais, porque teve uma época que o contador deu biziu e uma outra que tive que usar um blog temporário.

É, post inútil mesmo.

17 de fev. de 2014

Tensão no Busão

Dia desses aí pra trás minha tia comentou que está tendo assaltos no ônibus da conexão aeroporto, que liga o fantástico aeroporto de confins a BH. Eu pego esse ônibus toda semana nos últimos 8 ou 9 meses e nunca tive problema nenhum. Mas Murphy me ama e a partir do momento em que minha tia comentou isso eu fiquei preocupado.

E na MESMA semana eu já passei por momentos de tensão. Entrei no busão, sentei, peguei o celular e comecei a colocar as leituras em dia. No meio do caminho, vejo um cara meio estranho andando no corredor e entrando na cabine do motorista. Mais uns 2 minutos e veio outro cara estranho e entrou na cabine do motorista. "Fudeu", pensei. E já comecei a pensar como esconder meu notebook e meu celular. O resto, não tinha problema. O celular eu coloquei dentro das calças. O notebook eu ainda estava pensando o que fazer.

Aí o ônibus pegou a marginal da pista e começou a diminuir a velocidade. A dona que estava na minha frente já estava ligando para alguém (não sei se era a polícia) e falando o que estava acontecendo. Todo mundo em volta de mim estava tenso. E eu só pensando o que fazer com o notebook. Até que tive a brilhante ideia de colocar embaixo do banco da frente.

Quando abri a mochila para pegar o bicho o busão parou. "fudeu. não vai dar tempo", pensei. E fiquei meio parado, sem saber fazer o que fazer. Não sabia se agia rápido ou se era melhor fingir que nada estava acontecendo e que não tinha nada na mochila.

Enquanto eu pensava a porta do ônibus abriu, ouvi barulho do porta-malas abrindo, ouvi a porta-malas fechando, a porta do ônibus fechando e o motorista arrancando.

Não sei o que aconteceu, mas confesso que foram poucos minutos, mas de muita tensão...